MARASMO DOS FABRICANTES OU JAULA DA UCI?

colega ciclista pergunta se “mesmice” das bicicletas do pelotão pro tour se deve a conservadorismo dos ciclistas ou da UCI. a resposta em imagens.

UCI: Union Cycliste Internacionale. Fundada em 1900. Responsável pelas regras para competições de bicicletas mais aceitas pelo mundo, profissionais e amadoras, olímpicas ou não. Sua atuação é controversa, pra uns mantendo a competitividade das modalidades, pra outros, impedindo a inovação. Algumas imagens para você pensar sobre isso, e por qual motivo sua bicicleta pode ser mais desconfortável ou mais lenda do que você gostaria.

Lotus 108. Quadro monocoque, brevemente considerado legal pela UCI. Chris Boardmann bateu um recorde com essa bicicleta na Olimpíada de 1992, na perseguição de 4000m. projeto já dos anos 80, depois licenciado pela Lotus, que fabricou 15 exemplares. Nunca correram fora dos velódromos. Maravilha da fibra de carbono banida das corridas, então você não tem algo parecido pra comprar. Clique na imagem.

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Paris-Roubaix! Maternidade das “gravel bikes”?

Hoje a gente tem essas bicicletas deliciosas pra pilotar em terreno ruim, as gravel bikes.  Mas houve uma época em que esse conceito foi usado em algumas provas de estrada muito doidas – e muito antigas.

Bianchi 1996 em titânio, com suspensão à frente e atrás. Bicicleta pra Paris-Roubaix.

No início, asfalto liso não existia. E toda corrida de estrada era portanto em estrada de terra batida. E as bicicletas eram pra isso. Só que depois o asfalto se disseminou. Mas…. Algumas corridas mantiveram seus trajetos ou características desde o final do século XIX. São as clássicas monumentais. E uma delas parece a corrida maluca, com tantas pedras, lama e etc, é a Paris-Roubaix. Lembrando que há poucos anos teve uma edição do Tour de France que usou trechos assim.

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Freios Cantilever, por que ainda são fabricados?

Se você pedala há algum tempo já os viu instalados em antigas MTBs. Mas, de repente, os vê numa bicicleta com rodas com pneus largos e guidão drop. E aparecem modelos por aí bem avançados… eles não desaparecerão tão cedo.

Avid Shorty 4.

Quando apareceram os V-Brakes (que são cantilevers de puxada direta) parecia que os antigos cantilevers de cabo suspensório iriam desaparecer.

De fato, em pouco tempo eles só equipavam bicicletas baratas de supermercado, em versões de aço coberto por plástico.

Mas quando se popularizaram os freios a disco, foram os V-Brakes que foram sumindo. No entanto, os cantilevers estão por aí até hoje. Por quê? Continuar lendo

GRAVEL? DE ONDE VIERAM ESSAS BICICLETAS?

“Gravel bike”. De repente numa conversa surge esse termo. Alguém mais velho olha e pergunta: “é uma bicicleta de ciclo-cross?”, outro palpita: “não, é uma touring com pneu pra terra”… Tá todo mundo errado e todo mundo certo. Vamos entender?

Jacques Anquetil nos anos 1960, num Tour de France. A estrada é de terra e cascalho…

Assim, a geração que nasceu lá pelos anos 80 e diante não tem memória duma época em que ou pedalávamos numa Barra Forte ou Barra Circular, ou então iampos pras Caloi 10, Monark 10, Peugeot 10…. Bicicleta “de verdade” pra quem foi adolescente no final dos 70 e começo de anos 80, era uma dessas. Pois as primeiras MTBs vieram depois.

As famosas “qualquer coisa 10” eram pesadas e meio grandes demais, mas tinham uma característica: copiavam geometria de antigas tourings europeias. Tinham imensas rodas aro 27 (ISO 630mm, maior que as rodas 700c/29 – ISO 622mm – e muito maior que os ditos 27,5 – ISO 584mm), a traseira dessas bicicletas era de longos 46 cm (3cm mais longas do que os 43cm habituais de uma MTB de aro 26), e o garfo fazia uma longa curva pra frente. Continuar lendo

15″, 17″, 19″… Por que essas medidas não dizem nada.

Ao comprar uma bicicleta, o vendedor avisa: a bicicleta é tamanho 15 polegadas! E vc compra e depois descobre que ela tem  o comprimento duma jamanta….

Geometria de uma estradeira da Burls. Quadro slooping, tem 500mm de tubo superior efetivo e 484,1mm de tubo superior real.

Ao comprar uma bicicleta, deve-se ter uma medida em mente: o comprimento EFETIVO do quadro. Por qual motivo? Se ele for muito comprido para seu corpo, não importa o que você tente trocar, ele será desconfortável para você.

Não adianta simplesmente levantar o guidão: o quadro continua comprido.

Ora, isso pode não parecer problema para quem tem acima de 1,80m de altura, mas abaixo disso e principalmente abaixo de 1,60m de altura, essa medida é crucial pois boa parte das bicicletas vendidas no Brasil não são para a média da altura do brasileiro.

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SHIMERGO NEWS!

Novidades no “mix ‘n match!” ŕa cicloturistas e graveleiros, pra misturar peças e se virar com o que se tem!

agora dá pra usar com câmbios
Shimano

Assim. Nas últimas décadas as bicicletas de estrada se tornaram cada vez mais bicicletas de competição ultra especializada.  E na outra ponta, as MTBs se tornaram verdadeiros jipinhos a pedal, ultra-especializadas.

Nessa brincadeira da evolução das bicicletas, perdeu-se a versatilidade. Salvo algumas tourings, ou vc usava pneus finos e quadros e garfos rígidos, ou pneuzões e suspensões pra todo lado. Só olhar a geometria duma Trek 850 da metade dos anos 1980, com sua caixa de movimento central baixa, seu garfo rígido, e olhar uma atual 29er pra XC, ou pior, olhar uma bicicleta de Downhill, pra ver a diferença.

Mas mesmo as tourings foram ficando bicicletas mais especializadas: pneus 26 pra aguentar peso e ter peça de reposição em qual.quer lugar do mundo, o guidão borboleta substituiu o velho guidão drop e quem viaja com uma bicicleta carregada quer mais é usar pedivela 42-32-22 e no mínimo 11-34 atrás com rodinhas 26.

De outro lado, desde os anos 70 cresceu anoção de “grupos” de peças. Se antes câmbio traseiro era Campagnolo ou mesmo Suntour, dianteiro era de qualquer marca, freiso eram Weimann, alavancas de quadro eram Huret, ou Sachs… Hoje vigora a regra do grupo fechado: tudo Dura-Ace, tudo Tiagra, tudo Super-Record…. Continuar lendo

DIA MUNDIAL DO ROCK: PEDALE!

13 de julho, no Brasil, Dia Mundial do Rock. Pedale!

Nada mais Rock’n’Roll do que pedalar no trânsito de uma grande cidade brasileira, né? Em São Paulo, grandes avenidas são heavy metal e a Praça Campo de Bagatelle é trash metal.

No mundo protestante é fácil achar fotos de gente famosa do rock ou do pop pedalando. Afinal, no muno da ética luterana, Deus ajuda quem cedo madruga.

Mas no Brasil católico-evangélico, mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga, né? E como tudo é graça, melhor orar e esperar que caia do céu. Aí é feio fazer esforço físico, a não ser passeando. Por isso, no máximo passeio de bicicleta… Por isso não achei fotos de Raulzito e seus Panteras pedalando, muito menos da Anita. E olha que procurei, viu?

Então vão as fotinhos aí pra inspirar a pedalar.

The King foi parado durante um trajeto pra dar autógrafos.

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