26!

vinte e seis polegadas. aro 26. roda de MTB. o tamanho de roda que revolucionou o uso das bicicletas ao redor do mundo.

Breeze #!, a primeira MTB de todos os tempos!

eram os anos 70 do século XX.

imagine só. um bando de ciclistas doidos – coisa pra lá de comum, né? – resolve fazer aquilo que muita gente gosta de fazer em bicicleta: se divertir longe de casa. e claro, o que resolveram fazer? foram pro mato, pros morros. foram se divertir fazendo um troço que todo mundo que gosta de bicicleta adora fazer: pegar uma descidona!

e aí, quem já pegou buraco, toco, pedra e o escambau já aprendeu como é importante que as rodas sejam resistentes. e o que havia de resistente naquela época, disponível a esse bando de doidos? Continuar lendo

RECLINADAS: GEOMETRIAS

atendendo a demanda dum colega ciclista, uma pequena descrição das variações das geometrias de bicicletas reclinadas.

no PBP-2015: low racer, tração dianteira. alguma dúvida acerca do conforto e velocidade dessa bicicleta?

bicicletas reclinadas têm variações gigantescas de geometrias. muito mais que as bicicletas com quadro diamante (“diamond frame”, DF), que são o padrão das bicicletas de montar, comuns.

isso deixa muita gente confusa, então vamos mostrar um pouco essa variação. Continuar lendo

GUIDÕES DE RECLINADAS!

bicicletas reclinadas tem ua gama de geometrias infinitamente maior que as bicicletas comuns. mas podemos ver alguns tipos de guidão, que variam bastante.

bicicleta Easy Racers Ti Rush. quadro em titânio, guidão por cima e de direção direta.

bicicletas reclinadas são pouco comuns. proibidas pela UCI em 1934 para suas competições, tiveram desenvolvimento paralelo e menos difundido. mas não deixaram de apresentar uma variação fantástica de geometrias.

seus guidões pode estar em basicamente duas posições por cima ou por baixo do seu quadril. e podem ser guidões de direção direta ou indireta. vamos entender como funcionam as coisas? Continuar lendo

SPEEDS COM GUIDÃO RETO, A DELICIOSA HERESIA!

NO MERCADO EXTERIOR, ESSA BICICLETAS JÁ TEM SEGMENTO PRÓPRIO. AQUI NO BRASIL, POR IGNORÂNCIA, SÃO VISTAS COMO HERESIA.

um belo dia lá pelos anos 70 ou 80, alguém resolveu tirar o guidão drop, típico das estradeiras por motivos de legislação da UCI, e colocar um guidão reto, para ter mais manobrabilidade no trânsito da cidade.

Cannondale Bad Boy 2 2017, uma legítima descendente das primeiras estradeiras com guidão reto.

como tinham surgido as MTBs e seus trocadores no guidão, basicamente alavancas de quadro adaptadas, e esses trocadores não era indexados, ficou fácil adaptar naquelas estradeiras. Continuar lendo

ROUBOS DE BICICLETAS: um grande obstáculo à expansão do seu uso como transporte

roubos, e não furtos, podem competir com a violência no trânsito como obstáculo à adoção do modal como transporte em São Paulo. e isso pois os mais atingido são da classe C , D e E.

caso raro: bicicleta roubada na Ciclovia do Rio Pinheiros recuperada pela Plícia de São Paulo.

caso raro: bicicleta roubada na Ciclovia do Rio Pinheiros recuperada pela Plícia de São Paulo.

Pesquisa da Associação Ciclocidade apontou que 57% dos usuários de bicicleta como transporte são das classes E, D e C, sendo que 40% dos usuários ganha até 2 salários mínimos. Veja mais dados no vídeo abaixo da Renata Falzoni.

Ora, qual o perfil desse tipo de usuário de bicicleta, e que compõe a maioria dos que sofrem furtos e roubos de seu veículo?

Informa o jornal “O Estado de São Paulo” que uma bicicleta é furtada ou roubada a cada meia hora no Município. O link da matéria está aqui – e abra em aba anônima para poder ler.

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EVOLUÇÃO DAS BICICLETAS: o caminho é reclinado

elas surgiram junto com as bicicletas de quadro diamante. todas derivadas da bicicleta de segurança. vetadas pela UCI, seguiram seu caminho e hoje apontam os caminhos do futuro, queira a UCI ou não.

evolução das geometrias.

evolução das geometrias.

Assim: imagine um veículo fechado, com duas pessoas, e a alguma carga. Não é um carro. Nem tampouco uma bicicleta. É um veículo híbrido, usando motores elétricos e pedais. Veja o vídeo abaixo, até o final, e perceba a carga que ele carrega:

É o Zeppelin, veículo híbrido. mas a se notar a posição dos pedais: à frente de onde se senta, e não abaixo. Esse detalhe é importante.

Usando os pedais à frente, obviamente não usamos a musculatura superior para pedalar. Todavia, as costas são apoiadas. Permite-se assim fazer força o suficiente até para estourar os joelhos, se se quiser.

Um segundo fator: na bicicleta comum, estamos montados. Isso significa que estamos apoiados nos ísquios. E a posição mais à frente, mais aerodinâmica, é condicionada pela posição dos ísquios: quanto menor a distância entre eles, mais fácil inclinar-se para frente sobre o selim.

Mas pedalando-se sentado esse fator é irrelevante. Ou seja, essa diferença anatômica entre as pessoas desaparece.

O segundo fator é a posição aerodinâmica. Numa bicicleta comum, a 30 km/h, o gasto energético do ciclista é de 60% a 80% direcionado a vencer a resistência do ar. Continuar lendo

Dória, o intransigente, força a judicialização da segurança no trânsito de São Paulo

ante a intransigência do Prefeito Dória, que nega fatos científicos, Associação Ciclocidade obtém liminar suspendendo a elevação dos limites de velocidade nas avenidas marginais Tietê e Pinheiros.

Desacelera-SP

Desacelera-SP

João Dória nega dados científicos. É fato. E também ignora, passa por cima, das instâncias de participação da sociedade civil, negando-se ao diálogo efetivo.

Entidades da sociedade civil estão desde 1º de janeiro tentando demonstrar e convencer o Prefeito Dória da temeridade que é elevar os limites de velocidade máxima nas avenidas marginais. Lembrando que os limites atuais são de 70km/h nas vidas da esquerda, 60 km/h nas vias centrais, e 50km/h nas vias laterais, que possuem entradas e saídas e acesso a lotes lindeiros. Continuar lendo