PEDAL PLATAFORMA: a ressurgência.

Graveleiros e mountainbikers começam a recuperar o uso dos pedais plataforma, e abandonam os pedais clipless. A indústria já percebeu a tendência.

https://www.bikemag.com/gear/components/pedals/konawahwahii/Kona Wah Wah II – clique no link e leia uma uma reportagem sobre esse pedal.

Você, eu e outros que usamos pedais de encaixe já passamos alguma vez na vida por uma situação constrangedora: cair estando parado. Simplesmente por algum motivo qualquer não desclipamos a tempo, e vamos ao chão como uma jaca caindo do pé.

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Uma viagem pra Orcs, Ogros e etc.

3 dias de viagem, bastante subida, não era o que eu tinha planejado, mas a frente fria chegou de jeito.

Eu havia visto a previsão de tempo que dizia que a semana seria de temperaturas cálidas, não frias. Então planejei algo como 4 ou 5 dias de pedal, carregando pouquíssima bagagem. Tudo teria que caber numa bolsa de selim grande, de 9 litros apenas. Bicicleta sem bagageiro, para não pesar.

A bicicleta na estrada, com um mínimo de bagagem.

Inicialmente a ideia era ir com minha Caad8, mas arrebentou um cabo de câmbio horas antes da viagem. Resolvi ir com minha Tricross. O que foi um acerto: os pneus um pouco maiores, de 32mm e não 25mm, comportaram-se melhor nos trechos de asfalto ruim. Mas teria sido um acerto maior ir com minha Litespeed aro 26: marchas leves, pneus de 1,5pol (38mm), posição ainda mais confortável… Mas não fui com ela.

Fiz uma pedalada longa no primeiro dia, uma mais suave no segundo dia, e outra longa, com frio e chuva, no terceiro dia. Vamos a um resuminho, dos erros e acertos.

1º Dia: de São Paulo até Sapucaí Mirim (MG). Minha namorada deixou-me com bicicleta e tudo na Av. Jacú Pêssego, onde ela encontra a rodovia Ayrton Senna (antiga Trabalhadores). Assim evitei o trecho perigoso e urbano da Marginal Tietê e mesmo da própria Ayrton Senna. Era 5h da manhã quando comecei a pedalar. E fui, caminho conhecido: estradona de largos acostamentos, rachados aqui e ali criando saliências que fazem a bicicleta pular. E como boa estrada brasileira, alguma sujeita no acostamento que pode levar a um desavisado tombo. Então, cautela, ainda mais dentro dos limites da iluminação. A bicicleta com uma ótima lanterna, mas nada se compara à luz do dia.

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Bicicleta: o anão e o basquete

Quem de fato é o maior número das pessoas que pedalam?

Esse cara é mais importante para o mercado da bicicleta do que se pensa!

Assim, imagine alguém com nanismo que queira brincar no basquete. Claro, essa pessoa nunca será um profissional da NBA. Mesmo que tenha o melhor equipamento. Mas isso não impede que se divirta com os amigos, jogando basquete. Não vai enterrar, mas pode, sem tomar toco, arremessar da linha de 3 pontos e acertar. Seu basquete nunca terá o nível profissional, mas sempre será uma diversão.

Boa parte das pessoas que pedalam são como esse anão que se diverte no basquete. Não têm o tipo físico dos ciclistas de competição. Muitas estão acima do peso. Muitas têm muito mais do que 20 ou 30 anos.

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Mauro Ribeiro vence no Tour de France: 30 anos!

Pouquíssimos ciclistas brasileiros tiveram a oportunidade de pedalar no Tour de France. Um único brasileiro no seleto grupo dos que venceram uma etapa da competição ciclística mais importante do mundo.

Usando uma bicicleta Libéria, com tubos de aço 4130, e alavancas de quadro, Mauro Ribeiro vence a 9ª etapa do Tour de France de 1991. Note que os demais usam bicicletas com STIs.

Era o ano de 1991. Um jovem prodígio brasileiro no ciclismo amador e depois profissional estava participando do Tour de France. Poder largar num TDF já é um privilégio, pois é preciso ser ciclista de uma das melhores equipes do mundo, pois não pedala no TDF quem quer, mas quem pode.

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Murilo Couto e a piada sem graça

Roupas ridículas, atropelamentos, e a dura vida do ciclista brasileiro vira piada de cunho fascista.

No passado, havia humor machista e racista. Hoje essas peças de humor mais constrangem do que são engraçadas. São conhecidas as peças de humor racista que circulavam na Alemanha na década de 1930 satirizando judeus. No limite, isso deu em Auschwitz.

O século XX foi uma época de instituições “duras”. O século XXI é de instituições “moles”. Bauman fala em modernidade sólida e líquida. Foucault e Deleuze/Guattari falam em sociedade disciplinar e sociedade do controle.

O fascismo não morreu, ele ressurge aqui e ali, com nova roupagem. Mas continua um elogio da força, um elogio do poder. Como força e poder no século XXI são situacionais, “líquidos”, o que temos são pessoas em situação de poder, e pessoas em situação de fragilidade. E isso se reproduz internamente em todas as classes sociais.

O pedestre tem seu espaço territorializado que é a calçada, onde a bicicleta só pode circular, por força de lei, por autorização da autoridade competente e com preferência para o pedestre. O resto é a rua, e em alguns locais há estrutura de ciclofaixas e ciclovias onde deve circular a bicicleta, protegida. Mas na ampla maioria do espaço viário, o ciclista divide o espaço com o motorista.

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Pedal Ogro? Pedal Goblin no Tour da Roça!

Era pra ser um pedal tranquilo, mas estava doente. Todavia isso não é desculpa pra não pedalar. Afinal, somos ogros, goblins, hobgoblins, hobbits, pixies e etc.

Sandália/Papete com taquinhos. Muito, mas muito confortável, e toda regulável com velcros. Uma ótima opção pra cicloturismo. Não é muito leve.

Estamos em uma pandemia. Inobstante já ter tomado uma dose da vacina anti-Covid, não me sinto à vontade a sair por aí pedalando pra tudo quanto é lugar, e obviamente, estando recolhido em casa estou sedentário. No entanto, resolvi fazer mais um pedal longo, e esse é o relato.

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PEDAL AO FIM DA NOITE

Uma pedalada noturna entre São Paulo e Aparecida, um relato das delícias e agruras do trajeto.

Assim, pedalar até Aparecida. Essa é uma pedalada comum entre ciclistas de São Paulo e arredores. Alguns pela fé, outros pelo pedal. Nós, ciclistas, somos religiosos? Alguns sim, outros não. Nossa Senhora do Ghisallo é a padroeira dos ciclistas, a verdadeira Nossa Senhora das Bicicletinhas. Mas todas as Nossas Senhoras são apenas uma. E, para pedalar, isso importa? Tudo é motivo para pedalar, inclusive a fé, mesmo dos descrentes.

Eu já fui a Aparecida pedalando de diversas formas. Aparecida faz parte de um trajeto que já percorri 3 vezes nos dois sentidos, que sai de São José dos Campos, vai até o sul de MG na cidade de Sapucaí Mirim, e então vai até Aparecida, e daí até Paraty esticando até Ubatuba.

A fé pode até iluminar, mas levar dois faróis é mais seguro. Note a luzinha restante da lanterna cotovelo dita “tática”, mesmo após dois dias, acesa com um fiapo de luz.

Já fui direto de São Paulo pra Aparecida pela perigosa Via Dutra. Mas era um dia especial, a virada de 11 para 12 de outubro, que é o dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nessa semana, a Dutra enche-se de romeiros. A estrada está toda sinalizada para a presença de romeiros nos acostamentos, seja a pé ou em bicicleta, e os motoristas estão muito mais cuidadosos. Desta vez fiz outro trajeto.

Lembro-me que daquela vez que pedalei o trajeto todo pela Dutra, ocorrida há poucos anos, acontecia algo muito interessante. Assim como alguns pagam promessas indo até Aparecida, outros pagam promessa ajudando os romeiros, seja servindo refeições gratuitamente, nem que seja apenas um café, seja até grupos de fisioterapeutas fazendo massagens e alongamentos nas pernas dos romeiros. Sempre à beira da estrada. Lembro que lá depois de Jacareí uma adolescente praticamente pulou na minha frente segurando uma caneca de café e um pão com mortadela, fazendo-me parar. Eu e o grupo com o qual estava.

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Cicloturismo: marchas na bicicleta

Numa viagem em bicicleta, temos um fator que altera o pedalar: o peso da bagagem. A situação fica crítica quando encontramos uma subidona, às vezes só nos resta descer da bicicleta e empurrar. Mas há soluções.

Minha SPZ Tricross Triple ainda com 9v e cassete 11-34. Hoje usa cassete 8v 11-40, e trocadores Campagnolo de 10v, sistema Shimergo. Com o peso destes alforjes a relação mais curta 30×34 era insuficiente para algumas subidas.

Quem viaja muito em bicicleta já topou com algum desses problemas: faltou marcha numa subida, ou não achamos a corrente pra trocar nas bicicletarias pequenas que encontramos no caminho.

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UM PEDAL PANDÊMICO

Gordo, velho, sedentário. Assim estou. Resolvi encarar um pedal de mais de 150 km, seguindo regras de afastamento. Aí vai o relato do trajeto entre São Paulo e Piracicaba, por grandes rodovias de acostamentos largos.

Debaixo do shopping center Serro Azul. Pedalei o tempo todo de máscara.

Estou sem pedalar direito desde o início da pandemia, há mais de um ano. Fechado em casa, contando nos dedos as vezes que saí. Cheguei a fazer algumas pedaladas curtas, nada com mais de 15 km. Mas surgiu uma oportunidade de um pedalzinho mais longo, sem desrespeitar as regras do distanciamento social. Visitar os pais da minha namorada, em Piracicaba, distante cerca de 150 km de São Paulo.

Antes de ir para lá, fizemos uma quarentena preventiva de duas semanas sem sair de casa nem pra comprar pão. Tudo pela internet, inclusive compras de supermercado, entregues sem contato humano.Para não levarmos Covid-19 para os idosos pais da minha namorada.

Claro, não valeria de nada essa quarentena espartana se durante a minha pedalada eu parasse num posto de gasolina da Rede Graal, por exemplo, pra comprar uma garrafa de água.

Como fiz então? Só me abasteci de água nos postos da Polícia Rodoviária, onde os policiais, sem sair lá de suas guaritas, me indicavam por sinais onde era o bebedouro. Quem faz audaxes, brevets, sabe que postos da Polícia Rodoviária ou dos serviços de suporte ao motorista – onde ficam desde guinchos a ambulâncias – são locais onde se consegue água. E a minha preocupação era não chegar perto de ninguém.

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Caso MARINA HARKOT: as afinidades eletivas

As afinidades eletivas entre os personagens que atuam no caso Marina Harkot.

Todo cidadão acusado tem direito à defesa e ninguém pode ser obrigado a incriminar a si mesmo. Estes são princípios jurídicos basilares em uma república democrática de direito.

José Maria da Costa Júnior é acusado de atropelar e matar Marina Harkot na madrugada do dia 08 de novembro de 2020. Ato presenciado por testemunhas, que também presenciaram sua fuga do local negando socorro.

A polícia pesquisa o caso, a mídia também. Por exemplo, a Rede Globo, no jornal que passa pela manhã expôs o vídeo abaixo, onde num elevador, momentos depois do atropelamento, o acusado, junto a uma companheira, sorri, aparenta calma e alegria: Continuar lendo