Bicicletas e o Teorema do Chifre

Um grande mito está movimentando o mercado e nos mergulhará num mar de poluição.

bicicleta elétrica da Phantom. Jeitão de motocicleta antiga.

Antes de tudo, vou explicar o Teorema do Chifre, que nos indica uma diferenciação entre ontologia e epistemologia. Seu enunciado é: “O desconhecimento não implica na inexistência.“. Em resumo, não por que você não sabe, não viu, não sentiu, que não está lá na sua testa. Chifre é assim. E tudo na vida é como chifre.

Você está ouvindo há décadas: bicicleta é um transporte não poluente. Em relação a outros veículos motorizados, toda bicicleta, por não possuir motor, por si só já polui muito menos, mas polui. Mas vamos entender isso.

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VIAGEM DE CARNAVAL, DICAS RÁPIDAS.

Dicas rápidas pra quem viajar de bicicleta no Carnaval.

é sempre bom se preparar pra viagem!

1. Bike revisada! Se ela não foi revisada, ou corra fazer uma revisão ou considere não ir com essa bicicleta. Principalmente se é aquela sua bicicleta de uso diário. Pode estar com freio ruim, corrente desgastada e pneu rachado e você nem percebeu.

2. Não tem alforjes? Coloque tudo num saco estanque ou um saco de plástico grande e amarre no bagageiro com aquelas fitas elásticas com ganchos, que muitos chamam de aranha e etc. Só prender bem. Não deixe de viajar só por esse detalhe. Continuar lendo

1,70 e abaixo

A indústria parece pensar que todos temos acima de 1,75m de altura. Uma parcela considerável de homens e a grande maioria das mulheres tem menos altura e esse é um dos fatores que desestimula pedalar.

Trek Superfly 26, para pessoas entre 1,35m e 1,67m. Disponível no site americano, mas não no Brasil.

Selim com a ponta pra baixo!“, “Montar a mesa invertida pra trás!”  são às vezes a explicação que ouço ou leio de pessoas que possuem a minha altura ou menos pra conseguir pedalar suas bicicletas.

O fato é que quem tem 1,70m de altura  comumente consegue pedalar bicicletas com quadros de 54 cm de comprimento no máximo, e com mesas curtas. Poucos possuem elasticidade pra se curvarem todos pra frente sem girar a bacia pra frente, esmagando genitais e áreas correlatas nos selins.  Por isso muitos usam a ponta do selim pra baixo, o que dificultará sobremaneira o equilíbrio na bicicleta e ainda por cima a médio prazo tará lesões em punhos e mãos, além obviamente do pescoço. Continuar lendo

um pedal no carnaval

Vou relatar uma pedalada acontecida há mais de 15 anos, numa noite tranquila.

São Paulo vazia, Avenida Paulista de outros tempos.

São Paulo era bem diferente há 15 ou 20 anos. Um tanto menos populosa, e com bem menos carros. Uma das piores cosias que aconteceram nos anos Lula não foi corrupção ou qualquer outra cosia, senão o aumento de renda das classes antes mais baixas que que compraram carros. Qualquer um que estude urbanismo sabe: mais carros nos aproxima do inferno. No céu não há trânsito pois não há carros.

E por ter menos carros, e também menos gente, nos feriadões o programa do paulistano era um só: fugir de São Paulo. Sabíamos até onde não ir para não encontrar todo mundo do bairro, ou todos os malas da escola, e por aí vai. Eu demorei séculos para conhecer o Guarujá por isso. Conhecia praias do Nordeste ao sul (fui garoto de praia nas praias da Piedade em Recife e minhas lembranças mais tenras do mar são de Barra Velha, em Santa Catarina), mas todo mundo que eu conhecia mas não tinha vontade de conviver ia ao Guarujá, então eu não ia.

E logo que fiquei um pouco maior, mais velho, e morando só, percebi que São Paulo àquela época ficava maravilhosa nos feriadões: tranquila. Continuar lendo

Galeria

Procurando Kika

Esta galeria contém 30 fotos.

Em 2014 percorri essa rota, seguindo as dicas da amiga Kika. Refiz essa rota entre 15 e 18 de janeiro, mudaram minhas percepções. É uma rota cicloturística a se percorrer, várias vezes. Mens sana in corpore sano. Eu atribui outro … Continuar lendo

Ferramentas pra levar em viagem.

Você já passou perrengue na estrada e percebeu que suas ferramentas não são as adequadas?

Jogo completo da Park Tool para bicicletarias. Sonho de consumo para os curiosos, nenhuma das ferramentas dá pra levar em viagem: muito grandes.

A cena foi a seguinte: eu viajava com uma bicicleta com guidão drop e STIs. Aliás, STIs antigos, de 3×9 velocidades. Minha mão esquerda adormecia, afinal estávamos há várias horas pedalando, eu e o Rafael Buratto, amigo lá de Curitiba, sendo que fazíamos o trajeto Curitiba-Florianópolis duma tacada só. (Ao final, o trajeto que fizemos em aproximadamente 28 hora e com alforjes pesados foi de c. de 330 km).

Pra melhorar o conforto, precisei colocar o STI esquerdo um pouquinho mais virado pra dentro, como já usava do lado direito, com a mão direita zoada que tenho.

Era só afastar a borracha do STI, encaixar a chave allen e soltar um pouco. E aí, meu canivetinho de chaves alcançou? Não. Rafael emprestou o dele, um pouco maior, e pegou um pouco de lado.  E claro, estávamos cansados, com as mãos fracas. E pra fazer força, tinha alavanca? Muito pouco.

Depois, outro dia, o suporte de caramanhola deu pau, precisei trocar. Meu canivetinho alcançava o parafuso? sim, mas era um saco girar aquela coisa molenga.

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Garfo de Alumínio….

Assim: a bicicleta é delícia, mas o garfo é de alumínio. Pra curta distância e duração curta de pedal, vai. E longa distância e longa duração?

Férias, fim de ano, recesso, sempre  é tempo pruma escapada, não? Fui pra Curitiba já pensando em como dar uma escapadinha da família de poucos dias só pra poder pedalar a bicicletinha de roda grande.

Ao começar a pedalada.

Roda grande, 29! 700c gordinho! Claro que é conforto, roda bem, né? Mas se você tem menos de 1,75 m de altura, e não pode pedalar todo esticado pra frente como fica o Superman voando, achar bike de roda grande é problema. Assim, quando apareceu uma bikezinha de 2013, a mais basicona daquela linha, tamanho XS, quadro 49cm, eu dei um jeito de comprar ano passado. É uma Specialized Tricross X3, Tricross  Triple. Simplesmente o modelo mais básico, simples, das Tricross que deixaram de ser fabricadas em… 2013! É, a mais básica da última leva. Sem encaixe pra freios a disco. Cantilevers mesmo. Pra migrar pra disco, só tem que trocar garfo e quadro…. E rodas…

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