Arquivo da categoria: legislação

UCI: VAZAM PARTE DAS NOVAS REGRAS

vazaram parte das novas regras. mudanças que serão implementadas já na Olimpíada de Tóquio.

Deu hoje em alguns sites gringos, varam estudos e esboços pra mudanças de regras nas provas gerenciadas pela UCI, justamente as que terão maior impacto no mercado. Parece que a UCI acordou pro seu peso na definição das tendências de mercado e que grande mal pode causar a praticantes amadores do esporte, que são afinal os que sustentam o mercado de bicicletas esportivas. Vamos a algumas delas, que agrupei por grupo de provas, modalidades e etc, e claro, isso é só o que vazou, não tudo o que mudará. Pelo jeito vem mais coisa.

GERAIS:

– maior fiscalização sobre confederações nacionais e federações abaixo. ao que parece, pra evitar escândalos de corrupção a UCI deve fiscalizar de perto as finanças de todo mundo. as penas pra corrupção e envolvimento com caso de doping serão de banimento do esporte, pra sempre. Continuar lendo

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A PERIGOSA INTERPRETAÇÃO ERRÔNEA DO ARTIGO 59 DO CTB

Juízes desinformados estão caindo na armadilha criada pela Ecovias, só pra impedir ciclistas no sistema Anchieta-Imigrantes, mas estão criando um perigoso precedente que fere as liberdades fundamentais do cidadão.

Serei bem didático, uma vez que sou professor de direito, com bacharelado, mestrado e doutorado pela FADUSP, tendo minha tese abordado cicloativismo.

Primeiro vamos entender a palavra “passeio”. no Código de Trânsito Brasileiro, no seu Anexo I, que define o sentido das palavras utilizado pelo Código de Trânsito Brasileiro.

PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

Note que “passeio é a parte da calçada ou pista de rolamento que o poer público separa para pedestres e eventualmente ciclistas. Continuar lendo

TUCANOS ODEIAM CICLISTAS E BICICLETAS

Antes descíamos a Serra do Mar de várias formas no Estado de São Paulo. Imigrantes,Anchieta, Estrada Velha, Manutenção Mogi-Bertioga. Hoje, só sobra porrada pra quem tenta descer.

PM tentando”dispersar” ciclistas na base da bomba de gás e da bala de borracha. agora há pouco, foto por Henrique Espírito-Santo.

Tenho amigos ciclistas “das antigas”. Gente que hoje tem mais de 50 anos, não raro bem mais de 50 anos. Era costume de alguns simplesmente num domingão pegar sua bicicleta e descer a Estrada Velha de Santos (SP-148), também conhecida como Caminho do Mar. Pedalavam até a descida, desciam, chegavam em Cubatão, comiam alguma coisa e subiam. Continuar lendo

QUANDO A AUTORIDADE DESCONHECE A LEI E OS FATOS, OU AGE DE MÁ-FÉ.

No Ceará, a Polícia Rodoviária ignora a a correta interpretação do artigo 174 do CTB, assim como ignora completamente o comportamento dos ciclistas no mundo inteiro.

veja o vídeo e as besteiras faladas pela policial

O artigo 174 do CTB determina:

        Art. 174.  Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via:        

        Infração – gravíssima;

        Penalidade – multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;     

        Medida administrativa – recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Pergunto: treino é evento?

E 3 amigos que resolvem num domingo de manhã fazer um passeio, é evento?

E a prática europeia de se montar pequenos clubes de amigos para passeios, juntando de 3 a 20 ciclistas num passeio dominical, quase todo o final de semana em que não neve , é evento?

O que é evento? Ora, evento é a reunião marcada com antecedência, inscrições e etc, que juntam muitas dezenas, senão centenas ou milhares de pessoa. Com,o o antigo Passeio da Primavera, aqui em São Paulo, com milhares de pessoas.

Mas o pelotão que treina todo domingo na Marginal Pinheiros e seus arredores, que permite que muita gente treine técnicas de pelotão a serem usadas em competições, é evento?

Treino não é evento, passeio informal não é evento, muito menos aquela cicloviagem de 2 ou 3 ciclistas…

Se você viu a notícia da TV Jangadeiro, no link acima, percebe a fala equivocada da policial. Ela quer orientar sobre a lei, como se os ciclistas estivessem errados ao saírem pra treinar 4 horas da manhã, numa equipe completa, de 8 a 20 ciclistas. Ora, NO MUNDO INTEIRO ISSO ACONTECE!

Mas no Brasil, lembremos, permanece a lógica de sempre restringir pedestres e ciclistas para favorecer motoristas em nome da segurança.

O discurso da segurança é o discurso sempre invocado para impedir o fluxo das bicicletas. Pois o fluxo das bicicletas é democrático demais. Afinal, é o modal de transporte individual mais barato.

Incorre em flagrante erro essa interpretação do artigo 174 do CTB por parte da Polícia Rodoviária no Ceará. Erro de interpretação. Cabe aos ciclistas organizados do Ceará acionarem o Ministério Público e a Defensoria Pública para tomada das medidas cabíveis para fazer cessar essa restrição ao direito de ir e vir que a Polícia Rodoviária naquele estado está promovendo.

Pois imagine que loucura e para uma equipe de ciclismo de estrada ter que protocolar pra cada treino num ano pedidos de autorização que, ainda por cima, podem ser negadas? Uma equipe não raro treina 5 ou 6 vezes por semana, são portanto 25 ou mais treinos por mês durante pelo menos 11 meses ao ano!

Numa conta, por baixo, são 275 pedidos de autorização apenas num ano de uma única equipe. E isso levando em cota equipes que treinem apenas uma vez por dia.

Incorre em erro a Polícia Rodoviária do Ceará. E esse erro acarreta restrição ao direito de ir e vir do ciclista cearense, que por motivos diversos prefere andar em grupo: desde maior segurança até o efeito físico do vácuo.  Afinal, quem nunca viu numa viagem 4 ciclistas com seus alforjes pedalando em fila, trocando periodicamente que está na dianteira, mesmo que estejam a apenas 20 ou 15 km/h? Mas claro, só quem pedala sabe disso.

Que os ciclistas cearenses se organizem e recorram à Justiça, e, depois de sanada essa restrição, recorram à Corregedoria da Polícia para apuração de quem são os responsáveis por essa ilegalidade.

a bicicleta e o resto do mundo

promover políticas de transporte por bicicleta ou a pé são formas de causar menos incômodo e degradar menos o mundo.

vivemos o antropoceno. a era em que a força que mais muda o ambiente, forçando a extinção de outras espécies, modificando o relevo, e mudando a atmosfera, e a espécie humana. todos nós temos responsabilidade por essas mudanças, para o bem e para o mal.

Arne Næss, um filósofo norueguês infelizmente já morto, juntamente com Félix Guattari, cunharam o termo ecosofia, um complemento à noção de ecologia profunda. na verdade, propõem que se viva em harmonia com o ambiente e não em confronto com ele.

não se trata de simplesmente voltarmos à caverna. mas de percebemos que não há hierarquia entre seres vivos. mas há uma espécie de equilíbrio dinâmico. vide que assim que humanos se sedentarizaram e montaram grupos grandes, as doenças também se multiplicaram. é o equilíbrio dinâmico da natureza agindo. Continuar lendo

bicicultura 2016 SP: por que ir

paixão é vertigem, amor é construção. bicicultura é o encontro nacional da cultura da bicicleta, paixão de alguns, amor de outros. e sempre, sempre, vida plena de todos.

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

quem nunca? a primeira bicicleta? a segunda? sabemos que o número ideal de bicicletas a se ter é representado por duas fórmulas: para solteiros, N +1. para casados, S – 1. onde N representa o número atual, e S representa  número que resulta em separação.

quem nunca? aquela descida íngreme, soltar os freios? e a subida maldita, ardendo a pernas, com o ônibus atrás buzinando?

quem nunca? a primeira centena de quilômetros pedalados num dia?  olhar no espelho antes de dormir, sabe-se lá onde, e pensar: “caraca 100 km!“. Continuar lendo

Cláudio Clarindo: sua morte atinge a todos!

o brutal assassinato do ultraciclista Cláudio Clarindo, em 25 de janeiro de 2016, enquanto treinava numa estrada paulista, atinge a todos os ciclistas. é hora de unificarmos nossas lutas. um motorista insano mata qualquer ciclista: seja um atleta treinando, seja um trabalhador indo ao seu emprego, seja alguém que esteja num passeio noturno, seja um cicloturista.

Cláudio Clarindo. Foto: Bikemagazine.

Cláudio Clarindo, como qualquer atleta da bicicleta, treinava numa via pública quando foi brutalmente assassinado num atropelamento.

Todos nós ciclistas, quem quer sejamos, estamos sujeitos a isso. Continuar lendo