Dória, o intransigente, força a judicialização da segurança no trânsito de São Paulo

ante a intransigência do Prefeito Dória, que nega fatos científicos, Associação Ciclocidade obtém liminar suspendendo a elevação dos limites de velocidade nas avenidas marginais Tietê e Pinheiros.

Desacelera-SP

Desacelera-SP

João Dória nega dados científicos. É fato. E também ignora, passa por cima, das instâncias de participação da sociedade civil, negando-se ao diálogo efetivo.

Entidades da sociedade civil estão desde 1º de janeiro tentando demonstrar e convencer o Prefeito Dória da temeridade que é elevar os limites de velocidade máxima nas avenidas marginais. Lembrando que os limites atuais são de 70km/h nas vidas da esquerda, 60 km/h nas vias centrais, e 50km/h nas vias laterais, que possuem entradas e saídas e acesso a lotes lindeiros. Continuar lendo

Cansei.

o cicloativismo de sp foi um movimento muito vibrante. mas perdeu-se depois da influência das migalhas dos bancos. e eu cansei.

Já foi assim. Pedalar na paulista era tomar geral da PM. estando de bermuda e chinelo ou todo fantasiado de corredor do Tour de France, tomava geral, era mandado embora. pois não estaria andando à metade da velocidade máxima, que era de 70 km/h.

Era a interpretação errada do artigo 219 do CTB, obviamente ignorando a parte final, que permite velocidade menor que a metade na pista da direita. em resumo, era pra tirar bicicleta das avenidas. Continuar lendo

QUANDO A AUTORIDADE DESCONHECE A LEI E OS FATOS, OU AGE DE MÁ-FÉ.

No Ceará, a Polícia Rodoviária ignora a a correta interpretação do artigo 174 do CTB, assim como ignora completamente o comportamento dos ciclistas no mundo inteiro.

veja o vídeo e as besteiras faladas pela policial

O artigo 174 do CTB determina:

        Art. 174.  Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via:        

        Infração – gravíssima;

        Penalidade – multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;     

        Medida administrativa – recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Pergunto: treino é evento?

E 3 amigos que resolvem num domingo de manhã fazer um passeio, é evento?

E a prática europeia de se montar pequenos clubes de amigos para passeios, juntando de 3 a 20 ciclistas num passeio dominical, quase todo o final de semana em que não neve , é evento?

O que é evento? Ora, evento é a reunião marcada com antecedência, inscrições e etc, que juntam muitas dezenas, senão centenas ou milhares de pessoa. Com,o o antigo Passeio da Primavera, aqui em São Paulo, com milhares de pessoas.

Mas o pelotão que treina todo domingo na Marginal Pinheiros e seus arredores, que permite que muita gente treine técnicas de pelotão a serem usadas em competições, é evento?

Treino não é evento, passeio informal não é evento, muito menos aquela cicloviagem de 2 ou 3 ciclistas…

Se você viu a notícia da TV Jangadeiro, no link acima, percebe a fala equivocada da policial. Ela quer orientar sobre a lei, como se os ciclistas estivessem errados ao saírem pra treinar 4 horas da manhã, numa equipe completa, de 8 a 20 ciclistas. Ora, NO MUNDO INTEIRO ISSO ACONTECE!

Mas no Brasil, lembremos, permanece a lógica de sempre restringir pedestres e ciclistas para favorecer motoristas em nome da segurança.

O discurso da segurança é o discurso sempre invocado para impedir o fluxo das bicicletas. Pois o fluxo das bicicletas é democrático demais. Afinal, é o modal de transporte individual mais barato.

Incorre em flagrante erro essa interpretação do artigo 174 do CTB por parte da Polícia Rodoviária no Ceará. Erro de interpretação. Cabe aos ciclistas organizados do Ceará acionarem o Ministério Público e a Defensoria Pública para tomada das medidas cabíveis para fazer cessar essa restrição ao direito de ir e vir que a Polícia Rodoviária naquele estado está promovendo.

Pois imagine que loucura e para uma equipe de ciclismo de estrada ter que protocolar pra cada treino num ano pedidos de autorização que, ainda por cima, podem ser negadas? Uma equipe não raro treina 5 ou 6 vezes por semana, são portanto 25 ou mais treinos por mês durante pelo menos 11 meses ao ano!

Numa conta, por baixo, são 275 pedidos de autorização apenas num ano de uma única equipe. E isso levando em cota equipes que treinem apenas uma vez por dia.

Incorre em erro a Polícia Rodoviária do Ceará. E esse erro acarreta restrição ao direito de ir e vir do ciclista cearense, que por motivos diversos prefere andar em grupo: desde maior segurança até o efeito físico do vácuo.  Afinal, quem nunca viu numa viagem 4 ciclistas com seus alforjes pedalando em fila, trocando periodicamente que está na dianteira, mesmo que estejam a apenas 20 ou 15 km/h? Mas claro, só quem pedala sabe disso.

Que os ciclistas cearenses se organizem e recorram à Justiça, e, depois de sanada essa restrição, recorram à Corregedoria da Polícia para apuração de quem são os responsáveis por essa ilegalidade.

Cubo de 3 marchas internas!

Cubo de 3 marchas internas… Shimano Nexus, Sturmey-archer, Sram t3… Dá pra montar em um monte de configurações, experimente!

Cubo Shimano Nexus para freios a disco.

Cubo Shimano Nexus para freios a disco.

Assim, bicicletas compartilhadas do Iaú que chegaram no Brasil usam cubos de 3 marchas internas. Outras bicicletas compartilhadas ao redor do mundo usam esses cubos.

Na verdade, uma variedade incrível de bicicletas na história usam cubos de 3 marchas, cujo projeto inicial remonta ao início do século XX. Eles funcionam muito bem em quadros com gancheira horizontal, que são os quadros usados em bicicleta de marcha única, mais simples, vendidas por aí.

É, já pensou? Colocar 3 marchas na sua Barra Circular, na sua antiga Monark Brisa, Monaretta, Berlinetta, Barra Forte… Ou naquela dobrável que veio sem marchas? Continuar lendo

Até onde teria chegado a tecnologia das bicicletas de rua, se a UCI não atrapalhasse tanto?

é inegável que a tecnologia das pistas chega às ruas. não só a tecnologia,mas a estética também. e nesse aspecto, a UCI tem agido como um freio de mão puxado, barrando grandes inovações. vejamos algumas.

"Old Faithful", bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

“Old Faithful”, bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

Você talvez já tenha lido ou ouvido falar de Graeme Obree, o “escocês voador”, cuja história de recordes, anulados pela Union Cycliste Internationale, que considerou sua inovadora bicicleta, “Old Faithful” ilegal. Veja o filme, “O Escocês Voador”.  Assista e tenha uma vaga ideia do que a UCI tem feito pra impedir grandes inovações.

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Caloi 10, Peugeot 10, Monark 10. o que fazer?

nos anos 70, no mercado brasileiro, americano e europeu, as indústrias deram a louca e passaram a vender um tipo de bicicleta com 10 marchas, peças baratas e quadros pesados de aço carbono. as pessoas enlouqueceram, comparam aos montes e elas estão aí até hoje. algumas dicas de como usar uma dessas bicicletas com um pouco mais de segurança.

O Bergolino feliz em suac10!

O Bergolino feliz em sua c10!

Steel is real“. Lebre disso. Enquanto da nova Caloi 10, de alumínio, pululam fotos na net de quadros quebrados, as “old ten” estão aí. Meu colega Cláudio Kerber rodou com uma variante dela na Europa e se apaixonou. Tinha guidões altos, era uma versão pra turismo.

E aí o detalhe. Essas bicicletas tem geometria para turismo, não para competição. Nunca forma bicicletas para competição, no então, o conforto…. Continuar lendo

APPs de rotas e a nova campanha contra o “JAYWALKING” ciclístico.

no começo do século XX, uma campanha de “segurança” “limpou” as ruas de pedestres e ciclistas para carros acelerarem. hoje, os aplicativos de rotas tiram os ciclistas de estradas com acostamento e os jogam para estradas secundárias, sem opção.

“Jaywalking”. A campanha que retirou pedestres, ciclistas e não-motorizados das ruas dos EUA.. Já ouviu falar? Pois sim, antes as ruas eram das pessoas, depois se tornaram dos carros apenas. Hoje no mundo inteiro é um parto explicar pra motoristas que a via é para todos. Como se vê no filme acima, de San Francisco, em 1906. Continuar lendo