SPEEDS COM GUIDÃO RETO, A DELICIOSA HERESIA!

NO MERCADO EXTERIOR, ESSA BICICLETAS JÁ TEM SEGMENTO PRÓPRIO. AQUI NO BRASIL, POR IGNORÂNCIA, SÃO VISTAS COMO HERESIA.

um belo dia lá pelos anos 70 ou 80, alguém resolveu tirar o guidão drop, típico das estradeiras por motivos de legislação da UCI, e colocar um guidão reto, para ter mais manobrabilidade no trânsito da cidade.

Cannondale Bad Boy 2 2017, uma legítima descendente das primeiras estradeiras com guidão reto.

como tinham surgido as MTBs e seus trocadores no guidão, basicamente alavancas de quadro adaptadas, e esses trocadores não era indexados, ficou fácil adaptar naquelas estradeiras. Continuar lendo

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ROUBOS DE BICICLETAS: um grande obstáculo à expansão do seu uso como transporte

roubos, e não furtos, podem competir com a violência no trânsito como obstáculo à adoção do modal como transporte em São Paulo. e isso pois os mais atingido são da classe C , D e E.

caso raro: bicicleta roubada na Ciclovia do Rio Pinheiros recuperada pela Plícia de São Paulo.

caso raro: bicicleta roubada na Ciclovia do Rio Pinheiros recuperada pela Plícia de São Paulo.

Pesquisa da Associação Ciclocidade apontou que 57% dos usuários de bicicleta como transporte são das classes E, D e C, sendo que 40% dos usuários ganha até 2 salários mínimos. Veja mais dados no vídeo abaixo da Renata Falzoni.

Ora, qual o perfil desse tipo de usuário de bicicleta, e que compõe a maioria dos que sofrem furtos e roubos de seu veículo?

Informa o jornal “O Estado de São Paulo” que uma bicicleta é furtada ou roubada a cada meia hora no Município. O link da matéria está aqui – e abra em aba anônima para poder ler.

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EVOLUÇÃO DAS BICICLETAS: o caminho é reclinado

elas surgiram junto com as bicicletas de quadro diamante. todas derivadas da bicicleta de segurança. vetadas pela UCI, seguiram seu caminho e hoje apontam os caminhos do futuro, queira a UCI ou não.

evolução das geometrias.

evolução das geometrias.

Assim: imagine um veículo fechado, com duas pessoas, e a alguma carga. Não é um carro. Nem tampouco uma bicicleta. É um veículo híbrido, usando motores elétricos e pedais. Veja o vídeo abaixo, até o final, e perceba a carga que ele carrega:

É o Zeppelin, veículo híbrido. mas a se notar a posição dos pedais: à frente de onde se senta, e não abaixo. Esse detalhe é importante.

Usando os pedais à frente, obviamente não usamos a musculatura superior para pedalar. Todavia, as costas são apoiadas. Permite-se assim fazer força o suficiente até para estourar os joelhos, se se quiser.

Um segundo fator: na bicicleta comum, estamos montados. Isso significa que estamos apoiados nos ísquios. E a posição mais à frente, mais aerodinâmica, é condicionada pela posição dos ísquios: quanto menor a distância entre eles, mais fácil inclinar-se para frente sobre o selim.

Mas pedalando-se sentado esse fator é irrelevante. Ou seja, essa diferença anatômica entre as pessoas desaparece.

O segundo fator é a posição aerodinâmica. Numa bicicleta comum, a 30 km/h, o gasto energético do ciclista é de 60% a 80% direcionado a vencer a resistência do ar. Continuar lendo

Dória, o intransigente, força a judicialização da segurança no trânsito de São Paulo

ante a intransigência do Prefeito Dória, que nega fatos científicos, Associação Ciclocidade obtém liminar suspendendo a elevação dos limites de velocidade nas avenidas marginais Tietê e Pinheiros.

Desacelera-SP

Desacelera-SP

João Dória nega dados científicos. É fato. E também ignora, passa por cima, das instâncias de participação da sociedade civil, negando-se ao diálogo efetivo.

Entidades da sociedade civil estão desde 1º de janeiro tentando demonstrar e convencer o Prefeito Dória da temeridade que é elevar os limites de velocidade máxima nas avenidas marginais. Lembrando que os limites atuais são de 70km/h nas vidas da esquerda, 60 km/h nas vias centrais, e 50km/h nas vias laterais, que possuem entradas e saídas e acesso a lotes lindeiros. Continuar lendo

Cansei.

o cicloativismo de sp foi um movimento muito vibrante. mas perdeu-se depois da influência das migalhas dos bancos. e eu cansei.

Já foi assim. Pedalar na paulista era tomar geral da PM. estando de bermuda e chinelo ou todo fantasiado de corredor do Tour de France, tomava geral, era mandado embora. pois não estaria andando à metade da velocidade máxima, que era de 70 km/h.

Era a interpretação errada do artigo 219 do CTB, obviamente ignorando a parte final, que permite velocidade menor que a metade na pista da direita. em resumo, era pra tirar bicicleta das avenidas. Continuar lendo

QUANDO A AUTORIDADE DESCONHECE A LEI E OS FATOS, OU AGE DE MÁ-FÉ.

No Ceará, a Polícia Rodoviária ignora a a correta interpretação do artigo 174 do CTB, assim como ignora completamente o comportamento dos ciclistas no mundo inteiro.

veja o vídeo e as besteiras faladas pela policial

O artigo 174 do CTB determina:

        Art. 174.  Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via:        

        Infração – gravíssima;

        Penalidade – multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;     

        Medida administrativa – recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Pergunto: treino é evento?

E 3 amigos que resolvem num domingo de manhã fazer um passeio, é evento?

E a prática europeia de se montar pequenos clubes de amigos para passeios, juntando de 3 a 20 ciclistas num passeio dominical, quase todo o final de semana em que não neve , é evento?

O que é evento? Ora, evento é a reunião marcada com antecedência, inscrições e etc, que juntam muitas dezenas, senão centenas ou milhares de pessoa. Com,o o antigo Passeio da Primavera, aqui em São Paulo, com milhares de pessoas.

Mas o pelotão que treina todo domingo na Marginal Pinheiros e seus arredores, que permite que muita gente treine técnicas de pelotão a serem usadas em competições, é evento?

Treino não é evento, passeio informal não é evento, muito menos aquela cicloviagem de 2 ou 3 ciclistas…

Se você viu a notícia da TV Jangadeiro, no link acima, percebe a fala equivocada da policial. Ela quer orientar sobre a lei, como se os ciclistas estivessem errados ao saírem pra treinar 4 horas da manhã, numa equipe completa, de 8 a 20 ciclistas. Ora, NO MUNDO INTEIRO ISSO ACONTECE!

Mas no Brasil, lembremos, permanece a lógica de sempre restringir pedestres e ciclistas para favorecer motoristas em nome da segurança.

O discurso da segurança é o discurso sempre invocado para impedir o fluxo das bicicletas. Pois o fluxo das bicicletas é democrático demais. Afinal, é o modal de transporte individual mais barato.

Incorre em flagrante erro essa interpretação do artigo 174 do CTB por parte da Polícia Rodoviária no Ceará. Erro de interpretação. Cabe aos ciclistas organizados do Ceará acionarem o Ministério Público e a Defensoria Pública para tomada das medidas cabíveis para fazer cessar essa restrição ao direito de ir e vir que a Polícia Rodoviária naquele estado está promovendo.

Pois imagine que loucura e para uma equipe de ciclismo de estrada ter que protocolar pra cada treino num ano pedidos de autorização que, ainda por cima, podem ser negadas? Uma equipe não raro treina 5 ou 6 vezes por semana, são portanto 25 ou mais treinos por mês durante pelo menos 11 meses ao ano!

Numa conta, por baixo, são 275 pedidos de autorização apenas num ano de uma única equipe. E isso levando em cota equipes que treinem apenas uma vez por dia.

Incorre em erro a Polícia Rodoviária do Ceará. E esse erro acarreta restrição ao direito de ir e vir do ciclista cearense, que por motivos diversos prefere andar em grupo: desde maior segurança até o efeito físico do vácuo.  Afinal, quem nunca viu numa viagem 4 ciclistas com seus alforjes pedalando em fila, trocando periodicamente que está na dianteira, mesmo que estejam a apenas 20 ou 15 km/h? Mas claro, só quem pedala sabe disso.

Que os ciclistas cearenses se organizem e recorram à Justiça, e, depois de sanada essa restrição, recorram à Corregedoria da Polícia para apuração de quem são os responsáveis por essa ilegalidade.

Cubo de 3 marchas internas!

Cubo de 3 marchas internas… Shimano Nexus, Sturmey-archer, Sram t3… Dá pra montar em um monte de configurações, experimente!

Cubo Shimano Nexus para freios a disco.

Cubo Shimano Nexus para freios a disco.

Assim, bicicletas compartilhadas do Iaú que chegaram no Brasil usam cubos de 3 marchas internas. Outras bicicletas compartilhadas ao redor do mundo usam esses cubos.

Na verdade, uma variedade incrível de bicicletas na história usam cubos de 3 marchas, cujo projeto inicial remonta ao início do século XX. Eles funcionam muito bem em quadros com gancheira horizontal, que são os quadros usados em bicicleta de marcha única, mais simples, vendidas por aí.

É, já pensou? Colocar 3 marchas na sua Barra Circular, na sua antiga Monark Brisa, Monaretta, Berlinetta, Barra Forte… Ou naquela dobrável que veio sem marchas? Continuar lendo