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DIA MUNDIAL DO ROCK: PEDALE!

13 de julho, no Brasil, Dia Mundial do Rock. Pedale!

Nada mais Rock’n’Roll do que pedalar no trânsito de uma grande cidade brasileira, né? Em São Paulo, grandes avenidas são heavy metal e a Praça Campo de Bagatelle é trash metal.

No mundo protestante é fácil achar fotos de gente famosa do rock ou do pop pedalando. Afinal, no muno da ética luterana, Deus ajuda quem cedo madruga.

Mas no Brasil católico-evangélico, mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga, né? E como tudo é graça, melhor orar e esperar que caia do céu. Aí é feio fazer esforço físico, a não ser passeando. Por isso, no máximo passeio de bicicleta… Por isso não achei fotos de Raulzito e seus Panteras pedalando, muito menos da Anita. E olha que procurei, viu?

Então vão as fotinhos aí pra inspirar a pedalar.

The King foi parado durante um trajeto pra dar autógrafos.

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QUER DESCER A SERRA DO MAR? DESÇA!

conseguimos a reconsideração do despacho liminar na Ação Judicial movida pela EcoRodovias que vetava o evento da descida em massa!

nós, do direito, pensando a situação. afinal, o direito de ir e vir não pode ser ferido pelos intere$$e$ da EcoRodovias!

CONSEGUIMOS! A EcoRodovias impetrou ação judicial visando evitar a descida da Serra organizada em evento no Facebook. Conseguiu liminar, com efeitos extendidos até o final do verão. Todavia, conseguimos que o douto MM Juiz esclarecesse que a proibição estendia-se apenas àquele evento, e não vedava que ciclistas descessem a Serra do Mar, usando o sistema Anchieta-Imigrantes, o que feriria o inciso XV do artigo 5º da Constituição Federal!

Então, quer descer? Junte seus amigos pelo WhatsApp, e vá!

Íntegra da decisão:

Vistos.

Considerando que as pessoas mencionadas na peça de fls. 112/118, agora comparecem aos autos e se identificam como membros da coletividade específica alocada no polo passivo, entendo por bem, desde já, admiti-los como partes e não como “amicus curiae”, mesmo porque nesta qualidade de interveniente sequer poderiam interpor o recurso de agravo de instrumento, conforme dicção do artigo 138, parágrafo 1.º, do Código de Processo Civil.

Assim, providencie a serventia à inclusão dos peticionários de fls. 132/151 no polo passivo da demanda.

Quanto à temática de fundo, a despeito do respeitável entendimento manifestado pelos corréus, entendo por bem, para a garantia da segurança jurídica, aguardar manifestação da Instância Superior acerca do recurso interposto, ficando, por ora, mantida a decisão.

Seja como for, é importante esclarecer que a decisão liminar por mim proferida nestes autos (fls. 89/90) não pode, de forma leviana, ser interpretada isoladamente.

Como é cediço, é vedado ao juiz proferir decisão que ultrapasse os limites da postulação e, no caso em apreço, a pretensão da Ecovias não se dirige a todos os ciclistas indiscriminadamente, mas sim àqueles que eventualmente participariam do “evento/passeio” promovido pela internet, conforme retratado na exordial e nas demais petições.

O mesmo se diz no tocante à decisão de fls. 119.Desta forma, a expressão lançada no polo passivo “Todos os ciclistas”, deve ser interpretada dentro do contexto da postulação.

Neste sentido é a conjunção dos artigos 322, parágrafo 2.º e 489, parágrafo 3.º, todos do Código de Processo Civil. A par disso, o trânsito isolado de bicicletas, que não tenha relação com os aludidos “eventos de massa” (que, como restringiu a demandante às fls. 17/18, seriam aqueles que colocariam em risco a perda do controle da operação, a integridade física, a segurança e o direito de locomoção dos usuários do Sistema Anchieta-Imigrantes pelo elevado número de participantes) NÃO ESTÁ PROIBIDO PELA DECISÃO por uma razão muito simples: não foi o isso o que foi postulado

.As demais questões preliminares levantadas pelos corréus serão objeto de análise somente após o aperfeiçoamento da formação da relação jurídica processual. Intime-se.

(os grifos são meus).

No link abaixo, PDF da decisão.

CONCESSIONÁRIA ECOVIAS

 

CONTRARRELÓGIO: é a aerodinâmica, p.!!!!!

nenhuma forma de pedalar consegue explicitar a grande questão relacionada às bicicletas que as provas diversas de contrarrelógio. e nelas a indśutria testa as tecnologias, APESAR das restrições da UCI.

Colnago Master Krono, 1988.

Vácuo. Quem pedala sabe desse efeito. Quem nunca pegou vácuo dum caminhão ou dum ônibus? Quem nunca pedalou no acostamento de uma rodovia, e percebeu que quando se pedala no acostamento, na contramão, temos um efeito de vento contra, mas quando pedalamos na mão,os caminhões passando na pista do lado, mesmo passando a 2 ou 3 metros de distância, criam um ventinho a favor que nos empurra pra frente….

Agora, quem nunca, numa descida, não se abaixou bastante na bicicleta pra ir mais rápido?

Pois é. Aerodinâmica não é tudo mas é quase….

Ao pedalar, muitas coisas criam resistência ao movimentar-se da bicicleta. Sabemos bem de interferências mecânicas: freio pegando no aro ou no disco, por exemplo. Pedal ou Pedivela que não tá girando direito. Pneu murcho, ou muito largo.

Miguel Induráin numa Pinarello em 1995, no TDF. Por essa foto dá pra imagianr a direção dos desenhos de quadros em fibra de carbono se a UCI não tivesse restringido tanto as geometrias.

Sabemos também interferir nesses efeitos: colocamos um pneu mais fino e com mais alta pressão, pra haver menos atrito com o piso, por exemplo. Lubrificamos todos os locais onde peças giram, colocamos rolamentos de cerâmica nos cubos….

E daí descemos rápido naquela descida, mas mesmo assim quando abaixamos o corpo, vamos mais rápido ainda….

É a aerodinâmica.

Nas diversas formas de provas de contrarrelógio, ciclistas pedalam separados uns dos outros. Não há o vácuo de concorrentes. no máximo, nos contrarrelógios por equipes, há o vácuo dos colegas de equipe.

Nos grandes triatlos, a prova de bicicleta é um grande contrarrelógio. No Ironman, o trecho em bicicleta é de 122 milhas, ou 180,25 km.

180 km num trajeto relativamente plano, sem vácuo…. Enfrentando vento a favor, vento contra, vento lateral….

Logo fará 100 anos do grande embate entre as formas de pedalar e a aerodinâmica. Em 1933, um ciclista de segundo escalão apareceu com uma bicicleta na qual pedalava deitado. Bateu o recorde da hora, em 7 de julho de 1933, pedalando 44,247 km, batendo em mais de 800 metros o recorde de Oscar Egg, que vigorava desde 1914. A UCI meses depois anulou o recorde, banindo as bicicletas reclinadas. Em 1938, com uma versão melhorada de sua bicicleta, bateu o recorde percorrendo 50 km em uma hora, mas o recorde não foi chancelado pela UCI.

Essa distância só foi superada pro Francesco Moser em 1984.

Esse episódio marca a importância da aerodinâmica, para além do preparo físico.

Com as regras restritivas da UCI, e dentro dos limites da tecnologia, as bicicletas de contrarrelógio continuaram evoluindo.

A partir dum certo momento, a preocupação com a posição do ciclista toma  novamente importância, mas se não é possível pedalar deitado com a barriga pra cima pra diminuir a área frontal, vamos diminuir a área frontal de outra forma: fazendo abaixar cada vez mais a cabeça.

O problema: o motor humano precisa fazer força. Quem já pegou sua MTB morro abaixo e abaixou bastante sua cabeça sabe que é meio difícil pedalar agachado, todo dobrado pra frente.

A partir dum certo momento, a preocupação dos projetistas das bicicletas é, dentro dos limites das regras restritvas da UCI, girar o copro do ciclista mais pra frente. Avançar a posição do selim em relação ao eixo da pedivela  (pra entender, MTBs tem o tubo vertical efetivo normalmente entre 72 e 73 graus, estradeiras/speeds possuem normalmente 74 graus e bicicletas de triatlo dos naos 90 chegavam a ter 80 graus).

E se colocava uma roda menor na frente  pra facilitar abaixá-la….

Tudo no limite do conforto: se é um contrarrelógio de 150 km, a bicicleta precisa ser mais confortável e ter mais marchas que uma bicicleta para um contrarrelógio de apenas 7 km, não é?

Zipp 1996, para Triatlo.

Até os anos 90, até o domínio completo das técnicas de produção em carbono e antes de maiores restrições da UCI, os projetistas fizeram o máximo que podiam pra diminuir a área frontal do conjunto bicicleta + ciclista.

Nos anos 60, Dr. Alex Moulton projeta uma bicicleta com rodas pequenas, quadro em treliça ou não, que logo permitiu em 1962 que John Woodburn batesse o recorde da distância Cardiff-London. Claro que a UC?I logo estabeleceu tamanhos mínimos para as rodas, para que não fossem tão pequenas.

John Woodburn e sua Moulton usada no recorde.

Outras restrições vieram. Em anos 90 impede-se que as rodas tenham tamanhos diferentes, impedindo o uso de uma roda dianteira menor. Depois impede-se o uso de rodas fechadas, que se são um pesadelo com vento lateral, por outro lado conseguem diminuir drasticamente a turbulência causada pelos raios.

Mas nos anos 70 surgem os triatlos, cuja organização era desligada da UCI e permitiam liberdade maior na geometria das bicicletas. Houve quem, na Europa, usasse Moultons e suas rodinhas pequenas no trecho em bicicleta.

Nos EUA, popularizou-se um tamanho de roda conhecido como 650c, ou 26 x 1 3/4, depois conhecido como “26 de triatlo”, com aros de 571mm de diâmetro no encaixe do pneu, portanto 12mm maiores que o aro 26 utilizado em MTBs e 13 mm menores que o chamado 650B, ou 27,5, ou 26 1 1/2.

Old Faithfull, de Graeme Obree, bicicleta que usava rolamentos de máquinas de lavar no lugar do movimento central, pra diminuir a distância entre os pés ao girar, e permitiu uma posição muito aerodinâmica do ciclista. Seu recorde da hora foi posteriormente anulado.

Durante os anos 90, triatletas usavam basicamente só esse tamanho de roda. E suas bicicletas tinham quadros com geometrias inovadoras, como a geometria em V, sem tubo vertical, utilizada pelas Softride e Zipp. E ângulos efetivos de tubo vertical efetivo de 80 graus ou mais, posicionando o ciclista bem à frente, o que não apenas permite abaixar-se mais, mas privilegia a utilização da musculatura frontal da perna, salvando a musculatura da parte posterior da perna, a ser utilizada na maratona que segue-se aos 180 km pedalados num Ironman.

Lotus Look, TT. Alem de não ter o tubo inferior do triângulo principal do quadro, também a roda traseira está presa apenas por tubos embaixo.

O fato é que houve muita experimentação nesses anos. Em 1989, por exemplo, Greg Lemond, ao fim da penúltima fase do Tour de France, estava em segundo lugar, a 50 segundos do líder. A última etapa seria um contrarrelógio de cerca de 25km, e os jornais já tinham capas montadas com a vitória de Laurent Fignon. Todavia Greg Lemond usou guidão aero, com posição inovadora, usou um capacete aero… E Fignon usou bicicleta com os guidões tradicionais de contrarrelógio, os chifrudinhos, e nenhum capacete (na época não era obrigatório seu uso). O vídeo da etapa está abaixo, se quiser, veja-o.

O fato  é que progressivamente a UCI criou regras mais restritivas, inclusive regras que criam ângulos máximos para o tubo vertical efetivo do quadro. Da mesma forma, padronizou tamanhos de rodas, proibiu roda dianteira fechada, estabeleceu parâmetros de largura de tubos, da mesma forma proibiu geometrias que não fossem variações do formato diamante, com triângulo traseiro e triângulo principal.

Num outro sentido, o domínio da tecnologia da fibra de carbono permitiu formas cada vez mais plásticas. Hoje, dentro das restrições impostas, a indústria tenta fazer o máximo para tornar a bicicleta em si mais aerodinâmica, uma vez que a posição do ciclista está mais ou menos restrita no que tange à mudança. Assim, tornar a área frontal o mais aerodinâmica possível tem sido a tônica. Para isso vale embutir cabeamentos, tornar os tubos o mais aerodinâmicos possível, integrar frentes para não haver turbulências, embutir freios….

Felt IA 2018. poderia ser ainda mais aerodinâmica sem as regras restritivas da UCI.

Mas a tônica continua sendo a mesma: perseguir a menor resistência do ar possível, para que a força do ciclista seja o máximo possível utilizada para vencer o atrito com o solo, não com o ar.

O fato é que de vez em quando achamos alguma velha bicicleta de Triatlo ou de contrarrelógio por aí. O legal é montá-las do jeito que quiser e botar pra rodar. Afinal, pedalar pela cidade não é competir pelas regras da UCI, então podemos usá-las do jeito que quisermos. E pra brincar dum semáforo a outro, não? Afinal, bicicletas também são diversão.

 

 

26!

vinte e seis polegadas. aro 26. roda de MTB. o tamanho de roda que revolucionou o uso das bicicletas ao redor do mundo.

Breeze #!, a primeira MTB de todos os tempos!

eram os anos 70 do século XX.

imagine só. um bando de ciclistas doidos – coisa pra lá de comum, né? – resolve fazer aquilo que muita gente gosta de fazer em bicicleta: se divertir longe de casa. e claro, o que resolveram fazer? foram pro mato, pros morros. foram se divertir fazendo um troço que todo mundo que gosta de bicicleta adora fazer: pegar uma descidona!

e aí, quem já pegou buraco, toco, pedra e o escambau já aprendeu como é importante que as rodas sejam resistentes. e o que havia de resistente naquela época, disponível a esse bando de doidos? Continuar lendo

Dória, o intransigente, força a judicialização da segurança no trânsito de São Paulo

ante a intransigência do Prefeito Dória, que nega fatos científicos, Associação Ciclocidade obtém liminar suspendendo a elevação dos limites de velocidade nas avenidas marginais Tietê e Pinheiros.

Desacelera-SP

Desacelera-SP

João Dória nega dados científicos. É fato. E também ignora, passa por cima, das instâncias de participação da sociedade civil, negando-se ao diálogo efetivo.

Entidades da sociedade civil estão desde 1º de janeiro tentando demonstrar e convencer o Prefeito Dória da temeridade que é elevar os limites de velocidade máxima nas avenidas marginais. Lembrando que os limites atuais são de 70km/h nas vidas da esquerda, 60 km/h nas vias centrais, e 50km/h nas vias laterais, que possuem entradas e saídas e acesso a lotes lindeiros. Continuar lendo

Até onde teria chegado a tecnologia das bicicletas de rua, se a UCI não atrapalhasse tanto?

é inegável que a tecnologia das pistas chega às ruas. não só a tecnologia,mas a estética também. e nesse aspecto, a UCI tem agido como um freio de mão puxado, barrando grandes inovações. vejamos algumas.

"Old Faithful", bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

“Old Faithful”, bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

Você talvez já tenha lido ou ouvido falar de Graeme Obree, o “escocês voador”, cuja história de recordes, anulados pela Union Cycliste Internationale, que considerou sua inovadora bicicleta, “Old Faithful” ilegal. Veja o filme, “O Escocês Voador”.  Assista e tenha uma vaga ideia do que a UCI tem feito pra impedir grandes inovações.

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Caloi 10, Peugeot 10, Monark 10. o que fazer?

nos anos 70, no mercado brasileiro, americano e europeu, as indústrias deram a louca e passaram a vender um tipo de bicicleta com 10 marchas, peças baratas e quadros pesados de aço carbono. as pessoas enlouqueceram, comparam aos montes e elas estão aí até hoje. algumas dicas de como usar uma dessas bicicletas com um pouco mais de segurança.

O Bergolino feliz em suac10!

O Bergolino feliz em sua c10!

Steel is real“. Lebre disso. Enquanto da nova Caloi 10, de alumínio, pululam fotos na net de quadros quebrados, as “old ten” estão aí. Meu colega Cláudio Kerber rodou com uma variante dela na Europa e se apaixonou. Tinha guidões altos, era uma versão pra turismo.

E aí o detalhe. Essas bicicletas tem geometria para turismo, não para competição. Nunca forma bicicletas para competição, no então, o conforto…. Continuar lendo