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UCI: VAZAM PARTE DAS NOVAS REGRAS

vazaram parte das novas regras. mudanças que serão implementadas já na Olimpíada de Tóquio.

Deu hoje em alguns sites gringos, varam estudos e esboços pra mudanças de regras nas provas gerenciadas pela UCI, justamente as que terão maior impacto no mercado. Parece que a UCI acordou pro seu peso na definição das tendências de mercado e que grande mal pode causar a praticantes amadores do esporte, que são afinal os que sustentam o mercado de bicicletas esportivas. Vamos a algumas delas, que agrupei por grupo de provas, modalidades e etc, e claro, isso é só o que vazou, não tudo o que mudará. Pelo jeito vem mais coisa.

GERAIS:

– maior fiscalização sobre confederações nacionais e federações abaixo. ao que parece, pra evitar escândalos de corrupção a UCI deve fiscalizar de perto as finanças de todo mundo. as penas pra corrupção e envolvimento com caso de doping serão de banimento do esporte, pra sempre. Continuar lendo

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VIAJANDO COM A BICICLETA

Levar a bicicleta na viagem! Delícia! Seja por que vamos fazer uma cicloviagem em outro lugar, seja por que queremos levar nosso veículo para circular naquela cidade. Mas vamos aos perrengues.

Alguém não lembrou que havia bicicletas em cima do carro.

Minha primeira bicicleta era uma Berlinettinha dobrável. Aro 18 ou14, não sei. Ganhei do Papai Noel num natal, e logo viajamos, e convenci meus pais a levar a bicicleta. Ela foi: dobrado o quadro, dobrados os guidões (sim, essa bicicleta temo guidão em duas partes).. Paramos no meio da estrada não sei o porquê, eu queria andar de bicicleta, ela tava desmontada, não consegui andar. Lembro bem, dada a minha frustração. Mas chegando à casa dos meus avós, tava lá minha bicicleta! Meu pai montou. (posso chamar isso de minha primeira cicloviagem?)

Depois de grande resolvi levar bicicletas em viagens. Se vão em carros de amigos, sempre há modos de levar. Se vão em ônibus, outros modos. E se vão em aviões, pior ainda. Vamos ver como fazemos?

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CONTRARRELÓGIO: é a aerodinâmica, p.!!!!!

nenhuma forma de pedalar consegue explicitar a grande questão relacionada às bicicletas que as provas diversas de contrarrelógio. e nelas a indśutria testa as tecnologias, APESAR das restrições da UCI.

Colnago Master Krono, 1988.

Vácuo. Quem pedala sabe desse efeito. Quem nunca pegou vácuo dum caminhão ou dum ônibus? Quem nunca pedalou no acostamento de uma rodovia, e percebeu que quando se pedala no acostamento, na contramão, temos um efeito de vento contra, mas quando pedalamos na mão,os caminhões passando na pista do lado, mesmo passando a 2 ou 3 metros de distância, criam um ventinho a favor que nos empurra pra frente….

Agora, quem nunca, numa descida, não se abaixou bastante na bicicleta pra ir mais rápido?

Pois é. Aerodinâmica não é tudo mas é quase….

Ao pedalar, muitas coisas criam resistência ao movimentar-se da bicicleta. Sabemos bem de interferências mecânicas: freio pegando no aro ou no disco, por exemplo. Pedal ou Pedivela que não tá girando direito. Pneu murcho, ou muito largo.

Miguel Induráin numa Pinarello em 1995, no TDF. Por essa foto dá pra imagianr a direção dos desenhos de quadros em fibra de carbono se a UCI não tivesse restringido tanto as geometrias.

Sabemos também interferir nesses efeitos: colocamos um pneu mais fino e com mais alta pressão, pra haver menos atrito com o piso, por exemplo. Lubrificamos todos os locais onde peças giram, colocamos rolamentos de cerâmica nos cubos….

E daí descemos rápido naquela descida, mas mesmo assim quando abaixamos o corpo, vamos mais rápido ainda….

É a aerodinâmica.

Nas diversas formas de provas de contrarrelógio, ciclistas pedalam separados uns dos outros. Não há o vácuo de concorrentes. no máximo, nos contrarrelógios por equipes, há o vácuo dos colegas de equipe.

Nos grandes triatlos, a prova de bicicleta é um grande contrarrelógio. No Ironman, o trecho em bicicleta é de 122 milhas, ou 180,25 km.

180 km num trajeto relativamente plano, sem vácuo…. Enfrentando vento a favor, vento contra, vento lateral….

Logo fará 100 anos do grande embate entre as formas de pedalar e a aerodinâmica. Em 1933, um ciclista de segundo escalão apareceu com uma bicicleta na qual pedalava deitado. Bateu o recorde da hora, em 7 de julho de 1933, pedalando 44,247 km, batendo em mais de 800 metros o recorde de Oscar Egg, que vigorava desde 1914. A UCI meses depois anulou o recorde, banindo as bicicletas reclinadas. Em 1938, com uma versão melhorada de sua bicicleta, bateu o recorde percorrendo 50 km em uma hora, mas o recorde não foi chancelado pela UCI.

Essa distância só foi superada pro Francesco Moser em 1984.

Esse episódio marca a importância da aerodinâmica, para além do preparo físico.

Com as regras restritivas da UCI, e dentro dos limites da tecnologia, as bicicletas de contrarrelógio continuaram evoluindo.

A partir dum certo momento, a preocupação com a posição do ciclista toma  novamente importância, mas se não é possível pedalar deitado com a barriga pra cima pra diminuir a área frontal, vamos diminuir a área frontal de outra forma: fazendo abaixar cada vez mais a cabeça.

O problema: o motor humano precisa fazer força. Quem já pegou sua MTB morro abaixo e abaixou bastante sua cabeça sabe que é meio difícil pedalar agachado, todo dobrado pra frente.

A partir dum certo momento, a preocupação dos projetistas das bicicletas é, dentro dos limites das regras restritvas da UCI, girar o copro do ciclista mais pra frente. Avançar a posição do selim em relação ao eixo da pedivela  (pra entender, MTBs tem o tubo vertical efetivo normalmente entre 72 e 73 graus, estradeiras/speeds possuem normalmente 74 graus e bicicletas de triatlo dos naos 90 chegavam a ter 80 graus).

E se colocava uma roda menor na frente  pra facilitar abaixá-la….

Tudo no limite do conforto: se é um contrarrelógio de 150 km, a bicicleta precisa ser mais confortável e ter mais marchas que uma bicicleta para um contrarrelógio de apenas 7 km, não é?

Zipp 1996, para Triatlo.

Até os anos 90, até o domínio completo das técnicas de produção em carbono e antes de maiores restrições da UCI, os projetistas fizeram o máximo que podiam pra diminuir a área frontal do conjunto bicicleta + ciclista.

Nos anos 60, Dr. Alex Moulton projeta uma bicicleta com rodas pequenas, quadro em treliça ou não, que logo permitiu em 1962 que John Woodburn batesse o recorde da distância Cardiff-London. Claro que a UC?I logo estabeleceu tamanhos mínimos para as rodas, para que não fossem tão pequenas.

John Woodburn e sua Moulton usada no recorde.

Outras restrições vieram. Em anos 90 impede-se que as rodas tenham tamanhos diferentes, impedindo o uso de uma roda dianteira menor. Depois impede-se o uso de rodas fechadas, que se são um pesadelo com vento lateral, por outro lado conseguem diminuir drasticamente a turbulência causada pelos raios.

Mas nos anos 70 surgem os triatlos, cuja organização era desligada da UCI e permitiam liberdade maior na geometria das bicicletas. Houve quem, na Europa, usasse Moultons e suas rodinhas pequenas no trecho em bicicleta.

Nos EUA, popularizou-se um tamanho de roda conhecido como 650c, ou 26 x 1 3/4, depois conhecido como “26 de triatlo”, com aros de 571mm de diâmetro no encaixe do pneu, portanto 12mm maiores que o aro 26 utilizado em MTBs e 13 mm menores que o chamado 650B, ou 27,5, ou 26 1 1/2.

Old Faithfull, de Graeme Obree, bicicleta que usava rolamentos de máquinas de lavar no lugar do movimento central, pra diminuir a distância entre os pés ao girar, e permitiu uma posição muito aerodinâmica do ciclista. Seu recorde da hora foi posteriormente anulado.

Durante os anos 90, triatletas usavam basicamente só esse tamanho de roda. E suas bicicletas tinham quadros com geometrias inovadoras, como a geometria em V, sem tubo vertical, utilizada pelas Softride e Zipp. E ângulos efetivos de tubo vertical efetivo de 80 graus ou mais, posicionando o ciclista bem à frente, o que não apenas permite abaixar-se mais, mas privilegia a utilização da musculatura frontal da perna, salvando a musculatura da parte posterior da perna, a ser utilizada na maratona que segue-se aos 180 km pedalados num Ironman.

Lotus Look, TT. Alem de não ter o tubo inferior do triângulo principal do quadro, também a roda traseira está presa apenas por tubos embaixo.

O fato é que houve muita experimentação nesses anos. Em 1989, por exemplo, Greg Lemond, ao fim da penúltima fase do Tour de France, estava em segundo lugar, a 50 segundos do líder. A última etapa seria um contrarrelógio de cerca de 25km, e os jornais já tinham capas montadas com a vitória de Laurent Fignon. Todavia Greg Lemond usou guidão aero, com posição inovadora, usou um capacete aero… E Fignon usou bicicleta com os guidões tradicionais de contrarrelógio, os chifrudinhos, e nenhum capacete (na época não era obrigatório seu uso). O vídeo da etapa está abaixo, se quiser, veja-o.

O fato  é que progressivamente a UCI criou regras mais restritivas, inclusive regras que criam ângulos máximos para o tubo vertical efetivo do quadro. Da mesma forma, padronizou tamanhos de rodas, proibiu roda dianteira fechada, estabeleceu parâmetros de largura de tubos, da mesma forma proibiu geometrias que não fossem variações do formato diamante, com triângulo traseiro e triângulo principal.

Num outro sentido, o domínio da tecnologia da fibra de carbono permitiu formas cada vez mais plásticas. Hoje, dentro das restrições impostas, a indústria tenta fazer o máximo para tornar a bicicleta em si mais aerodinâmica, uma vez que a posição do ciclista está mais ou menos restrita no que tange à mudança. Assim, tornar a área frontal o mais aerodinâmica possível tem sido a tônica. Para isso vale embutir cabeamentos, tornar os tubos o mais aerodinâmicos possível, integrar frentes para não haver turbulências, embutir freios….

Felt IA 2018. poderia ser ainda mais aerodinâmica sem as regras restritivas da UCI.

Mas a tônica continua sendo a mesma: perseguir a menor resistência do ar possível, para que a força do ciclista seja o máximo possível utilizada para vencer o atrito com o solo, não com o ar.

O fato é que de vez em quando achamos alguma velha bicicleta de Triatlo ou de contrarrelógio por aí. O legal é montá-las do jeito que quiser e botar pra rodar. Afinal, pedalar pela cidade não é competir pelas regras da UCI, então podemos usá-las do jeito que quisermos. E pra brincar dum semáforo a outro, não? Afinal, bicicletas também são diversão.

 

 

HORÁRIO DE VERÃO: pode piorar ou melhorar seu pedal, entenda.

diversos países possuem horários de verão, mas não se deve confundir com mudança de fuso horário. na verdade par ao corpo é pior que mudar de fuso.

Rolex GMT MAster 1954, ref 6542. Feito por encomenda da Pan-Am para seus pilotos no início da era do jato, primeiro relógio a mostrar 2 e até 3 zonas de tempo simultaneamente. Da época que Rolex era relógio rústico, sem charme, um “tool-watch” como o atual G-Shock da Casio, e não como é hoje:  um símbolo de status com uma tecnologia ultrapassada. Charmosos mas menos precisos que um reloginho a quartz baratinho.

Em inglês, “Daylight Saving Time“. alguns relógios, como um G-Shock que tenho, tem essa opção: aciona a opção,relógio automaticamente pula uma hora  pra frente. Mas com  o corpo não é tão simples, e não é simplesmente como adaptar-se a novo fuso horário, pois o corpo usa outro relógio: o relógio de sol.

A glândula pineal é a responsável pelos ciclos de sono e outros ciclos do corpo durante o dia, ou seja, pelo ciclo circadiano. Ela reage à luz. Continuar lendo

26!

vinte e seis polegadas. aro 26. roda de MTB. o tamanho de roda que revolucionou o uso das bicicletas ao redor do mundo.

Breeze #!, a primeira MTB de todos os tempos!

eram os anos 70 do século XX.

imagine só. um bando de ciclistas doidos – coisa pra lá de comum, né? – resolve fazer aquilo que muita gente gosta de fazer em bicicleta: se divertir longe de casa. e claro, o que resolveram fazer? foram pro mato, pros morros. foram se divertir fazendo um troço que todo mundo que gosta de bicicleta adora fazer: pegar uma descidona!

e aí, quem já pegou buraco, toco, pedra e o escambau já aprendeu como é importante que as rodas sejam resistentes. e o que havia de resistente naquela época, disponível a esse bando de doidos? Continuar lendo

RECLINADAS: GEOMETRIAS

atendendo a demanda dum colega ciclista, uma pequena descrição das variações das geometrias de bicicletas reclinadas.

no PBP-2015: low racer, tração dianteira. alguma dúvida acerca do conforto e velocidade dessa bicicleta?

bicicletas reclinadas têm variações gigantescas de geometrias. muito mais que as bicicletas com quadro diamante (“diamond frame”, DF), que são o padrão das bicicletas de montar, comuns.

isso deixa muita gente confusa, então vamos mostrar um pouco essa variação. Continuar lendo

GUIDÕES DE RECLINADAS!

bicicletas reclinadas tem ua gama de geometrias infinitamente maior que as bicicletas comuns. mas podemos ver alguns tipos de guidão, que variam bastante.

bicicleta Easy Racers Ti Rush. quadro em titânio, guidão por cima e de direção direta.

bicicletas reclinadas são pouco comuns. proibidas pela UCI em 1934 para suas competições, tiveram desenvolvimento paralelo e menos difundido. mas não deixaram de apresentar uma variação fantástica de geometrias.

seus guidões pode estar em basicamente duas posições por cima ou por baixo do seu quadril. e podem ser guidões de direção direta ou indireta. vamos entender como funcionam as coisas? Continuar lendo