Arquivo da categoria: commuting

Cubo de 3 marchas internas!

Cubo de 3 marchas internas… Shimano Nexus, Sturmey-archer, Sram t3… Dá pra montar em um monte de configurações, experimente!

Cubo Shimano Nexus para freios a disco.

Cubo Shimano Nexus para freios a disco.

Assim, bicicletas compartilhadas do Iaú que chegaram no Brasil usam cubos de 3 marchas internas. Outras bicicletas compartilhadas ao redor do mundo usam esses cubos.

Na verdade, uma variedade incrível de bicicletas na história usam cubos de 3 marchas, cujo projeto inicial remonta ao início do século XX. Eles funcionam muito bem em quadros com gancheira horizontal, que são os quadros usados em bicicleta de marcha única, mais simples, vendidas por aí.

É, já pensou? Colocar 3 marchas na sua Barra Circular, na sua antiga Monark Brisa, Monaretta, Berlinetta, Barra Forte… Ou naquela dobrável que veio sem marchas? Continuar lendo

Até onde teria chegado a tecnologia das bicicletas de rua, se a UCI não atrapalhasse tanto?

é inegável que a tecnologia das pistas chega às ruas. não só a tecnologia,mas a estética também. e nesse aspecto, a UCI tem agido como um freio de mão puxado, barrando grandes inovações. vejamos algumas.

"Old Faithful", bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

“Old Faithful”, bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

Você talvez já tenha lido ou ouvido falar de Graeme Obree, o “escocês voador”, cuja história de recordes, anulados pela Union Cycliste Internationale, que considerou sua inovadora bicicleta, “Old Faithful” ilegal. Veja o filme, “O Escocês Voador”.  Assista e tenha uma vaga ideia do que a UCI tem feito pra impedir grandes inovações.

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qual é a da reclinada?

uma descrição não tão sumária do que é passar a usar uma reclinada, para os meus amigos curiosos.

em Florianópolis, reclinada com alforjes de 50 litros mais um pacote atrás do banco.

em Florianópolis, reclinada com alforjes de 50 litros mais um pacote atrás do banco.

eu sempre pedalei bicicletas com quadro diamante, aquele quadro que olhando do lado tem dois triângulos. não difere de outras bicicletas que variem a geometria: você sempre está com um selim no meio das pernas.

tenho flertado com reclinadas há anos. mas eu sabia que haveria um tempo de adaptação, e sempre isso me fez adiar a mudança.

mas  os meus ombros… alguns atropelamentos, uma agressão de um ocupante de um carro num audax há anos atrás, a buraqueira do asfalto brasileiro….  nos últimos tempos os gudiões foram subindo, subindo, depois vieram pneus mais largos, por fim suspensões, pneus largos, guidões altos…. e também evitar pedalar em pé… e nada disso mais evitava minhas dores. Continuar lendo

o just in time de gente e a superficialidade, ou como pedalar para o trabalho pode ser um desentorpecer da razão

é fato. a vida moderna das grandes cidades coloca as pessoas num cotidiano entorpecedor. da classe B à classe E, todos entorpecidos e assim, maleáveis, se prestam aos mais abjetos interesses. e sair da matrix pedalando, causa escândalo.

crianças brincando numa rua aberta às pessoas, na Av. Koshun Takara, nesse domingo. foto de Roberson Miguel Santos.

crianças brincando numa rua aberta às pessoas, na Av. Koshun Takara, nesse domingo. foto de Roberson Miguel Santos.

da classe B à class E, todos escravos da aparência. vestir apenas o que se tem de mais simples causa problemas.  ser negro, estar de camiseta, bermudas e boné, e chinelos, vestimenta óbvia num país tropical, e andar pelas ruas nas periferias de São Paulo é pedir uma geral da PM. fazer o mesmo nos bairros mais centrais, é pedir várias gerais. Continuar lendo

a bicicleta e a subversão do just in time de gente

just intime de gente: expressão que uso em aulas, pra explicar a rotina do cidadão nas grandes cidades. sistema neurotizante, que pode ser subvertido. mas por poucos ainda.

terno e bicicleta. combinação ainda rara, em razão do anacronismo dessa vestimenta num país tropical.

terno e bicicleta. combinação ainda rara, em razão do anacronismo dessa vestimenta num país tropical.

tempo é vida. lembre disso. e pense no tempo que se leva de um ponto ao outro, numa cidade grande. o caio césar, nesse ótimo post, explica bem as dificuldades do periférico, seja o periférico de classe E, D ou mesmo C.

pois é. a se pensar claramente: não é essa forma de ocupação do espaço uma forma de evitar que a mão de obra se ocupe de algo mais do que apenas trabalhar?

meus alunos acordam 5 da manhã e saem de casa atabalhoados, chegando no trabalho minutos antes das 8 da manhã. trabalham até o meio dia, e então tem uma corrida hora de almoço, voltam ao trabalho às 13 e trabalham até quase 18 horas (afinal, é preciso compensar as 4 horas faltantes pra completar a jornada de 44 horas mensais e não ter que trabalhar aos sábados). saem do trabalho e chegam na faculdade justo no tempo de entrarem em aula, às 19 ou 19:30, e sabem da faculdade, havendo aula ou não, pouco depois das 22 horas. sim, se a aula se estende, eles abandonam. mesmo tomando faltas. mesmo tendo problemas. pois querem chegar em torno de meia-noite em suas casas e cochilar mais ou menos da uma da manhã até às 5 h, e então recomeçar a labuta. Continuar lendo

bicicultura 2016

quem foi tem uma vaga ideia do que foi o bicicultura 2016 em são paulo de tanta coisa que aconteceu. quem não foi só pode imaginar. 

a foto oficial onde estão quem chegou ao final. mas deveria ter mais umas 8 mil pessoas nessa foto, feit apelo josé renato bergo.

a foto oficial onde estão quem chegou ao final. mas deveria ter mais umas 8 mil pessoas nessa foto, feit apelo josé renato bergo.

e eu subi a augusta puxando um bonde pra bicicletada. quando chegamos ali na paulista, perto da praça do ciclsita, o casal de blumenau fez a cara de espanto. guilherme não falou nada, mas  a mariana arregalou os olhos e eu esperei ela soltar: “puta que pariu! quanto ciclista!“, mas não foi isso que ela falou. apenas comentou, entusiasmada, que nunca tinha visto tanto ciclistas juntos.

era a bicicletada internacional, do dia 27 de maio, inchada pela presença dos participantes do bicicultura de 2016. tava grandona…. como gosto, fechando a avenida paulista inteira! Continuar lendo

bicicultura 2016 SP: por que ir

paixão é vertigem, amor é construção. bicicultura é o encontro nacional da cultura da bicicleta, paixão de alguns, amor de outros. e sempre, sempre, vida plena de todos.

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

quem nunca? a primeira bicicleta? a segunda? sabemos que o número ideal de bicicletas a se ter é representado por duas fórmulas: para solteiros, N +1. para casados, S – 1. onde N representa o número atual, e S representa  número que resulta em separação.

quem nunca? aquela descida íngreme, soltar os freios? e a subida maldita, ardendo a pernas, com o ônibus atrás buzinando?

quem nunca? a primeira centena de quilômetros pedalados num dia?  olhar no espelho antes de dormir, sabe-se lá onde, e pensar: “caraca 100 km!“. Continuar lendo