Arquivo da categoria: competição

POR QUE A SHIMANO MANTÉM GRUPOS DE 7 E 8 MARCHAS?

Existem o marketing. Existe a demanda. Marketing quer induzir uma certa demanda, mas a demanda por sua vez nem sempre se submete ao marketing.

As inovações possuem um limite: o corpo do ciclista. E em matéria de tecnologia ciclística, lembremos que as novas tecnologias não substituem as antigas, mas apenas se soma à elas.

Fator Q. Quanto maior a distância entre um pé e outro, pior o desempenho.

Não podemos pedalar de pernas muito abertas: há uma distância que os pés podem ficar um do outro, ao pedalar. Quanto maior essa distância, menor o aproveitamento da força aplicada aos pedais, ou melhor, do esforço do ciclista.

Grame Obree, recordista em velódromo, inovador em tecnologia, dizia que a distância ótima entre um pé e outro é de apenas a largura duma banana. Na prática pedalamos com distâncias maiores.

Essa distância é o fator Q. Esse fator vai limitar a expansão do número de pinhões nos cassetes.

As bicicletas de estrada bem mais antigas usavam gancheiras traseiras com distância de 126mm. Posteriormente, com as catracas de 7 velocidades, pularam para 130mm. Nas MTTBs, pra permitir uma raiação mais forte, passaram a usar a largura de 135mm, pois as pedivelas também respeitavam uma distância maior entre os pedais, por conta da largura da roda traseira. Continuar lendo

Paris-Roubaix! Maternidade das “gravel bikes”?

Hoje a gente tem essas bicicletas deliciosas pra pilotar em terreno ruim, as gravel bikes.  Mas houve uma época em que esse conceito foi usado em algumas provas de estrada muito doidas – e muito antigas.

Bianchi 1996 em titânio, com suspensão à frente e atrás. Bicicleta pra Paris-Roubaix.

No início, asfalto liso não existia. E toda corrida de estrada era portanto em estrada de terra batida. E as bicicletas eram pra isso. Só que depois o asfalto se disseminou. Mas…. Algumas corridas mantiveram seus trajetos ou características desde o final do século XIX. São as clássicas monumentais. E uma delas parece a corrida maluca, com tantas pedras, lama e etc, é a Paris-Roubaix. Lembrando que há poucos anos teve uma edição do Tour de France que usou trechos assim.

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SHIMERGO NEWS!

Novidades no “mix ‘n match!” ŕa cicloturistas e graveleiros, pra misturar peças e se virar com o que se tem!

agora dá pra usar com câmbios
Shimano

Assim. Nas últimas décadas as bicicletas de estrada se tornaram cada vez mais bicicletas de competição ultra especializada.  E na outra ponta, as MTBs se tornaram verdadeiros jipinhos a pedal, ultra-especializadas.

Nessa brincadeira da evolução das bicicletas, perdeu-se a versatilidade. Salvo algumas tourings, ou vc usava pneus finos e quadros e garfos rígidos, ou pneuzões e suspensões pra todo lado. Só olhar a geometria duma Trek 850 da metade dos anos 1980, com sua caixa de movimento central baixa, seu garfo rígido, e olhar uma atual 29er pra XC, ou pior, olhar uma bicicleta de Downhill, pra ver a diferença.

Mas mesmo as tourings foram ficando bicicletas mais especializadas: pneus 26 pra aguentar peso e ter peça de reposição em qual.quer lugar do mundo, o guidão borboleta substituiu o velho guidão drop e quem viaja com uma bicicleta carregada quer mais é usar pedivela 42-32-22 e no mínimo 11-34 atrás com rodinhas 26.

De outro lado, desde os anos 70 cresceu anoção de “grupos” de peças. Se antes câmbio traseiro era Campagnolo ou mesmo Suntour, dianteiro era de qualquer marca, freiso eram Weimann, alavancas de quadro eram Huret, ou Sachs… Hoje vigora a regra do grupo fechado: tudo Dura-Ace, tudo Tiagra, tudo Super-Record…. Continuar lendo

UCI: VAZAM PARTE DAS NOVAS REGRAS

vazaram parte das novas regras. mudanças que serão implementadas já na Olimpíada de Tóquio.

Deu hoje em alguns sites gringos, varam estudos e esboços pra mudanças de regras nas provas gerenciadas pela UCI, justamente as que terão maior impacto no mercado. Parece que a UCI acordou pro seu peso na definição das tendências de mercado e que grande mal pode causar a praticantes amadores do esporte, que são afinal os que sustentam o mercado de bicicletas esportivas. Vamos a algumas delas, que agrupei por grupo de provas, modalidades e etc, e claro, isso é só o que vazou, não tudo o que mudará. Pelo jeito vem mais coisa.

GERAIS:

– maior fiscalização sobre confederações nacionais e federações abaixo. ao que parece, pra evitar escândalos de corrupção a UCI deve fiscalizar de perto as finanças de todo mundo. as penas pra corrupção e envolvimento com caso de doping serão de banimento do esporte, pra sempre. Continuar lendo

Até onde teria chegado a tecnologia das bicicletas de rua, se a UCI não atrapalhasse tanto?

é inegável que a tecnologia das pistas chega às ruas. não só a tecnologia,mas a estética também. e nesse aspecto, a UCI tem agido como um freio de mão puxado, barrando grandes inovações. vejamos algumas.

"Old Faithful", bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

“Old Faithful”, bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

Você talvez já tenha lido ou ouvido falar de Graeme Obree, o “escocês voador”, cuja história de recordes, anulados pela Union Cycliste Internationale, que considerou sua inovadora bicicleta, “Old Faithful” ilegal. Veja o filme, “O Escocês Voador”.  Assista e tenha uma vaga ideia do que a UCI tem feito pra impedir grandes inovações.

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bicicultura 2016

quem foi tem uma vaga ideia do que foi o bicicultura 2016 em são paulo de tanta coisa que aconteceu. quem não foi só pode imaginar. 

a foto oficial onde estão quem chegou ao final. mas deveria ter mais umas 8 mil pessoas nessa foto, feit apelo josé renato bergo.

a foto oficial onde estão quem chegou ao final. mas deveria ter mais umas 8 mil pessoas nessa foto, feit apelo josé renato bergo.

e eu subi a augusta puxando um bonde pra bicicletada. quando chegamos ali na paulista, perto da praça do ciclsita, o casal de blumenau fez a cara de espanto. guilherme não falou nada, mas  a mariana arregalou os olhos e eu esperei ela soltar: “puta que pariu! quanto ciclista!“, mas não foi isso que ela falou. apenas comentou, entusiasmada, que nunca tinha visto tanto ciclistas juntos.

era a bicicletada internacional, do dia 27 de maio, inchada pela presença dos participantes do bicicultura de 2016. tava grandona…. como gosto, fechando a avenida paulista inteira! Continuar lendo

bicicultura 2016 SP: por que ir

paixão é vertigem, amor é construção. bicicultura é o encontro nacional da cultura da bicicleta, paixão de alguns, amor de outros. e sempre, sempre, vida plena de todos.

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

quem nunca? a primeira bicicleta? a segunda? sabemos que o número ideal de bicicletas a se ter é representado por duas fórmulas: para solteiros, N +1. para casados, S – 1. onde N representa o número atual, e S representa  número que resulta em separação.

quem nunca? aquela descida íngreme, soltar os freios? e a subida maldita, ardendo a pernas, com o ônibus atrás buzinando?

quem nunca? a primeira centena de quilômetros pedalados num dia?  olhar no espelho antes de dormir, sabe-se lá onde, e pensar: “caraca 100 km!“. Continuar lendo