Arquivo da categoria: cicloturismo

TUCANOS ODEIAM CICLISTAS E BICICLETAS

Antes descíamos a Serra do Mar de várias formas no Estado de São Paulo. Imigrantes,Anchieta, Estrada Velha, Manutenção Mogi-Bertioga. Hoje, só sobra porrada pra quem tenta descer.

PM tentando”dispersar” ciclistas na base da bomba de gás e da bala de borracha. agora há pouco, foto por Henrique Espírito-Santo.

Tenho amigos ciclistas “das antigas”. Gente que hoje tem mais de 50 anos, não raro bem mais de 50 anos. Era costume de alguns simplesmente num domingão pegar sua bicicleta e descer a Estrada Velha de Santos (SP-148), também conhecida como Caminho do Mar. Pedalavam até a descida, desciam, chegavam em Cubatão, comiam alguma coisa e subiam. Continuar lendo

Anúncios

Até onde teria chegado a tecnologia das bicicletas de rua, se a UCI não atrapalhasse tanto?

é inegável que a tecnologia das pistas chega às ruas. não só a tecnologia,mas a estética também. e nesse aspecto, a UCI tem agido como um freio de mão puxado, barrando grandes inovações. vejamos algumas.

"Old Faithful", bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

“Old Faithful”, bicicleta que Graeme Obree usou em seu recorde da hora, leiloada em 214 noe-bay, atingindo10 mil libras.

Você talvez já tenha lido ou ouvido falar de Graeme Obree, o “escocês voador”, cuja história de recordes, anulados pela Union Cycliste Internationale, que considerou sua inovadora bicicleta, “Old Faithful” ilegal. Veja o filme, “O Escocês Voador”.  Assista e tenha uma vaga ideia do que a UCI tem feito pra impedir grandes inovações.

Continuar lendo

qual é a da reclinada?

uma descrição não tão sumária do que é passar a usar uma reclinada, para os meus amigos curiosos.

em Florianópolis, reclinada com alforjes de 50 litros mais um pacote atrás do banco.

em Florianópolis, reclinada com alforjes de 50 litros mais um pacote atrás do banco.

eu sempre pedalei bicicletas com quadro diamante, aquele quadro que olhando do lado tem dois triângulos. não difere de outras bicicletas que variem a geometria: você sempre está com um selim no meio das pernas.

tenho flertado com reclinadas há anos. mas eu sabia que haveria um tempo de adaptação, e sempre isso me fez adiar a mudança.

mas  os meus ombros… alguns atropelamentos, uma agressão de um ocupante de um carro num audax há anos atrás, a buraqueira do asfalto brasileiro….  nos últimos tempos os gudiões foram subindo, subindo, depois vieram pneus mais largos, por fim suspensões, pneus largos, guidões altos…. e também evitar pedalar em pé… e nada disso mais evitava minhas dores. Continuar lendo

bicicultura 2016

quem foi tem uma vaga ideia do que foi o bicicultura 2016 em são paulo de tanta coisa que aconteceu. quem não foi só pode imaginar. 

a foto oficial onde estão quem chegou ao final. mas deveria ter mais umas 8 mil pessoas nessa foto, feit apelo josé renato bergo.

a foto oficial onde estão quem chegou ao final. mas deveria ter mais umas 8 mil pessoas nessa foto, feit apelo josé renato bergo.

e eu subi a augusta puxando um bonde pra bicicletada. quando chegamos ali na paulista, perto da praça do ciclsita, o casal de blumenau fez a cara de espanto. guilherme não falou nada, mas  a mariana arregalou os olhos e eu esperei ela soltar: “puta que pariu! quanto ciclista!“, mas não foi isso que ela falou. apenas comentou, entusiasmada, que nunca tinha visto tanto ciclistas juntos.

era a bicicletada internacional, do dia 27 de maio, inchada pela presença dos participantes do bicicultura de 2016. tava grandona…. como gosto, fechando a avenida paulista inteira! Continuar lendo

bicicultura 2016 SP: por que ir

paixão é vertigem, amor é construção. bicicultura é o encontro nacional da cultura da bicicleta, paixão de alguns, amor de outros. e sempre, sempre, vida plena de todos.

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

quem nunca? a primeira bicicleta? a segunda? sabemos que o número ideal de bicicletas a se ter é representado por duas fórmulas: para solteiros, N +1. para casados, S – 1. onde N representa o número atual, e S representa  número que resulta em separação.

quem nunca? aquela descida íngreme, soltar os freios? e a subida maldita, ardendo a pernas, com o ônibus atrás buzinando?

quem nunca? a primeira centena de quilômetros pedalados num dia?  olhar no espelho antes de dormir, sabe-se lá onde, e pensar: “caraca 100 km!“. Continuar lendo

trocadores de gatilho: a onipresença no país dos ciclistas de final de semana.

os trocadores rapid fire (shimano) e attack trigger (sram) têm presença hegemônica no MTB mundial e, no brasil, são praticamente a única alternativa nas bicicletas que não usam guidão drop, e não apenas nas MTBs, o que é um péssimo sinal. sinal que a indústria está cega.

soma buena vista: aros 65b (27,5, 26 1 e 1/2). tumbshifters. 5 tamanhos  disponíveis. clique na foto

soma buena vista: aros 65b (27,5, 26 1 e 1/2). tumb-shifters. 5 tamanhos disponíveis. infelizmente não disponível no brasil. clique na foto para mais informações.

anteontem, em 1º de abril de 2016, num post sério (e não num post brincalhão como o meu, na mesma data) a amiga renata falzoni bate na burrice da indústria brasileira. leia aqui nesse link, o texto é muito bom e vai ao ponto.

e eu venho reforçar o  que ela escreve: a indústria só vende MTBs e pra gente de 1,75 pra cima.

ora, entre as mountain-bikes, nas  competições mundiais, os trocadores de gatilho são hegemônicos. ainda se vê alguém aqui ou ali usando os excelentes gripshifters da sram, e praticamente não se vê mais a apesta da própria shimano e alguns anos atrás: a adaptação da tecnologia STI aos trocadores para guidões retos, chamada de dual control, que quando o trocador direito está conjugado com um câmbio de mola de ação invertida, geram uma forma deliciosa de se trocar marchas.

o fato é que a tecnologia desenvolvida para as MTBs há décadas têm sempre migrado pras ruas, por inúmeros fatores, mas com adaptações. lá fora a gama de ofertas contempla a todos, mas no brasil a indústria é cega, e só vê mercado nos competidores e nos ciclistas de final de semana, que pegam uma estradinha de barro aqui ou ali, e durante a semana participam de algum passeio noturno.

mas peraí, esse é mercado real? o mercado em ascensão? não. Continuar lendo

cultura da bicicleta: o tripé

no brasil engatinha uma cultura da bicicleta. assim, todas as 3 pernas do tripé da cultura da bicicleta, o transporte, o esporte e o lazer disputam recursos, e às vezes descobre-se um santo para cobrir outro.

detalhe dos olhais para colocar bagageiro e/ou para-lamas numa trek domane 2013 co quadro em fibra de carbono. se você não sabe por que essa cara bicicleta de competição vem com esses detalhes, precisa pedalar mais.

detalhe dos olhais para colocar bagageiro e/ou para-lamas numa trek domane 2013 co quadro em fibra de carbono. se você não sabe por que essa cara bicicleta de competição vem com esses detalhes, precisa pedalar mais.

a cultura da bicicleta está ancorada num tripé: transporte, esporte e lazer. 1) é  o pedalar para ir ao trabalho ou às compras, ou à festa, 2) é o pedalar para competir e o treinar para essa competição, 3) e o pedalar por diversão, seja num passeio dominical ou numa noite de semana num grupo, seja num brevet de 600 km ou uma volta ao mundo em bicicleta. Continuar lendo