Arquivo da categoria: bicicletada

ELEIÇÕES CICLOBR – CARTA PROGRAMA DA CHAPA NOVA ERA

INSTITUTO CICLOBR DE FOMENTO À MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

CARTA PROGRAMA – CHAPA NOVA ERA

O cicloativismo paulistano se apresenta num ponto de evolução interessante. Assim como aconteceu em diversos outros locais do mundo, a bicicleta começa a infiltrar-se nas sociedades como uma política contra-hegemônica, como uma resistência, uma rebeldia, até que se impõe, e os ciclistas dobram o poder público. Esse é o momento de inflexão, e cada sociedade então usa das suas próprias estruturas sociais para incluir “esse troço de bicicleta”, essa “epidemia urbana”. Nos EUA, a resposta foi uma forte institucionalização onde as instituições são simultaneamente ONGs e empresas, uma vez que esse é o perfil que o próprio direito americano proporciona. Todavia, nesse aspecto, Brasil e Europa se assemelham, no ambiente legal, e empresas não se confundem com ONGs. Na França, entre 1965 e 2010, notou-se a transição dos grupos utópicos de ciclistas, pequenos e muito arrojados, até que se tenha a bicicleta como política pública e então requerendo um conhecimento técnico muito mais profundo, pois há uma diferença entre gritar por mais ciclovias e projetá-las e implantá-las.

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cultura da bicicleta: o tripé

no brasil engatinha uma cultura da bicicleta. assim, todas as 3 pernas do tripé da cultura da bicicleta, o transporte, o esporte e o lazer disputam recursos, e às vezes descobre-se um santo para cobrir outro.

detalhe dos olhais para colocar bagageiro e/ou para-lamas numa trek domane 2013 co quadro em fibra de carbono. se você não sabe por que essa cara bicicleta de competição vem com esses detalhes, precisa pedalar mais.

detalhe dos olhais para colocar bagageiro e/ou para-lamas numa trek domane 2013 co quadro em fibra de carbono. se você não sabe por que essa cara bicicleta de competição vem com esses detalhes, precisa pedalar mais.

a cultura da bicicleta está ancorada num tripé: transporte, esporte e lazer. 1) é  o pedalar para ir ao trabalho ou às compras, ou à festa, 2) é o pedalar para competir e o treinar para essa competição, 3) e o pedalar por diversão, seja num passeio dominical ou numa noite de semana num grupo, seja num brevet de 600 km ou uma volta ao mundo em bicicleta. Continuar lendo

trikes!

triciclos estão aí desde sempre. com motor e sem motor, montando-se ou sentando-se neles. mas falemos dos triciclos reclinados.

triciclo tadpole tri-sled gizmo. clique na imagem.

triciclo tadpole tri-sled gizmo. clique na imagem.

triciclos são veículos que sempre fascinam. não se tem que se equilibrar neles, mas também costumam estar quase sempre com 3 apoios no chão. dois pontos dão uma linha, 3 pontos dão um plano, aprendemos na geometria. Continuar lendo

sete mil obrigados!

éramos 7 mil! duvida? veja o vídeo do otávio remédio! (e leia o post ao som do vídeo) 

sim, éramos 7 mil, apenas em são paulo.  afora o apoio de outros locais do mundo. e o que motivou tudo isso? Continuar lendo

a novidade

novidades encantam alguns, assustam outros. e esses outros, por insegurança, até matam novidades. e não podendo matar ciclistas, uma dessas novidades, tentam matar outras novidades: ciclovias e ciclofaixas.  ao vermelho da tinta preferem o vermelho do sangue.

minha amiga julie, na avenida paulista. uma cena triste que camila mansour magalhães da silveira quer que se repita, por todo o sempre.

minha amiga julie, na avenida paulista. uma cena triste que camila mansour magalhães da silveira quer que se repita, por todo o sempre.

renata falzoni diz que perdeu o sono por algumas noites. eu idem. na verdade, ciclistas de são paulo estão chocados. qual a sensação de tomar um soco do braço que devia lhe proteger? Continuar lendo

praça de bolso do ciclista, ou invertendo paulo freire

o local é pequeno, um terreno pequeno no final da rua são francisco, antiga rua do fogo, a mais antiga rua de curitiba. bem na esquina da rua presidente faria.

um antigo pedaço de muro ou parede, que parece ter bem mais de 100 anos e que é testemunha da época em que ali era o limite da cidade de curitiba, a parte mais baixa,  e onde havia as prostitutas, isso no século XIX, permaneceu ali.

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entre o amor e a barbárie

o discurso da bicicleta costuma ser o discurso do amor. e tem razão de ser. sim, corpos em movimentos produzem mais dopamina, ocitocina, sei mais lá o quê. predispõe -nos ao bom-humor.

a bicicleta predispõe ao amor.

a bicicleta predispõe ao amor.

o discurso motorizado é de ódio. é de morte. não raro motorizados e seus caronas, ocupantes dos carros, motos e até de ônibus, gritam coisas, querem dar sustos e etc. “você vai morrer!” – nunca ouvi ciclista gritar isso de cima da sua bicicleta, e olha que tenho anos de pedal. sei lá, deve ser adrenalina represada. stress. sei lá.

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