Caso MARINA HARKOT: as afinidades eletivas

As afinidades eletivas entre os personagens que atuam no caso Marina Harkot.

Todo cidadão acusado tem direito à defesa e ninguém pode ser obrigado a incriminar a si mesmo. Estes são princípios jurídicos basilares em uma república democrática de direito.

José Maria da Costa Júnior é acusado de atropelar e matar Marina Harkot na madrugada do dia 08 de novembro de 2020. Ato presenciado por testemunhas, que também presenciaram sua fuga do local negando socorro.

A polícia pesquisa o caso, a mídia também. Por exemplo, a Rede Globo, no jornal que passa pela manhã expôs o vídeo abaixo, onde num elevador, momentos depois do atropelamento, o acusado, junto a uma companheira, sorri, aparenta calma e alegria:

José Maria tem direito a um advogado. É direito constitucional. É também seu direito, e direito do advogado, haver afinidade entre eles. Nenhum advogado é obrigado a agir contra a própria consciência. E todos, sem exceção, têm direito a um advogado.

Melhor que seja um advogado que entenda suas razões.

A banca de sua defesa é liderada por causídico afamado. Podemos ver o advogado em ação no vídeo abaixo, filmado por Fernando Mafra, na delegacia do 14º DP de São Paulo.

A saída de José Maria da Costa Júnior da delegacia foi tumultuada. Podemos ver no vídeo abaixo, também filmado por Fernando Mafra:

No vídeo vemos que o veículo usado para transportar José Maria da Costa Júnior há um adesivo do candidato a vereador pela reeleição Rodrigo Goulart, 55.800.

Rodrigo Goulart é famoso pela ação anti-ciclovias e contra os ciclistas.

Faixa agradecendo a ação contra ciclovias, de Rodrigo Goulart.

Sabemos que o causídico de José Maria apoia Goulart. Clique aqui e veja a foto de apoio público no Facebook.

Repito, todos, sem exceção, têm direito à defesa. E que a defesa tenha afinidade com o representado.

Estas são as afinidades eletivas. Derivam de escolhas., inclinações e predisposições, além, claro, de motivações.

Cabe agora à Polícia fazer o papel investigatório, ao Ministério Público fazer a denúncia e acusação, à defesa atuar, e ao Magistrado decidir. À parte que se sentir prejudicada cabe recurso da decisão. Que o acusado tenha seu amplo direito de defesa respeitado, para que não haja posterior anulação do processado.

Que os trâmites da lei sejam seguidos à risca.

Lembrando que nada trará Marina Kohler Harkot de volta à vida. Que sua memória seja preservada por toda a geração que lhe é contemporânea, e que nunca seja esquecido seu martírio.

2 Respostas para “Caso MARINA HARKOT: as afinidades eletivas

  1. Por quê foi indiciado como “culposo”?

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