qual é a da reclinada?

uma descrição não tão sumária do que é passar a usar uma reclinada, para os meus amigos curiosos.

em Florianópolis, reclinada com alforjes de 50 litros mais um pacote atrás do banco.

em Florianópolis, reclinada com alforjes de 50 litros mais um pacote atrás do banco.

eu sempre pedalei bicicletas com quadro diamante, aquele quadro que olhando do lado tem dois triângulos. não difere de outras bicicletas que variem a geometria: você sempre está com um selim no meio das pernas.

tenho flertado com reclinadas há anos. mas eu sabia que haveria um tempo de adaptação, e sempre isso me fez adiar a mudança.

mas  os meus ombros… alguns atropelamentos, uma agressão de um ocupante de um carro num audax há anos atrás, a buraqueira do asfalto brasileiro….  nos últimos tempos os gudiões foram subindo, subindo, depois vieram pneus mais largos, por fim suspensões, pneus largos, guidões altos…. e também evitar pedalar em pé… e nada disso mais evitava minhas dores.

a prova 9 de julho de 2015 foi minha última pedalada numa bicicleta com guidão bem mais baixo – e pensar que aquele fit da minha khs aeroturbo que se tornou uma tortura era, anos atrás, muito confortável para mim – e a virada de 2015 para 2016 minha última viagem mais longa com minha surly LHT. já sem o baixo guidão borboleta de anos antes, já com um largo guidão rise….

o primeiro semestre de 2016 foi de busca de uma reclinada, enquanto eu me moía em bikes comuns. num mês comprei 3 MTBs aro 26 – sou baixo demais para uma 29er – com suspensões diversas. tentei de tudo. e os ombros doendo. sempre.

até que consegui uma Zöhrer Turismo. evolução da Zöhrer EXD (de extra distance). uma reclinada com geometria CLWB (entre-eixos logo compacto).

confesso que comprei no desespero, já me preparando para simplesmente parar de pedalar. pois só eu sei o que era voltar pedalando do trabalho e, meia hora depois de chegar em casa, as dores começarem. e não ter posição para dormir.

comprei minha bicicleta reclinada usada. fui buscar em São Bernardo.  estava com um probleminha na caixa de direção. guidão meio frouxo, mesa sem encaixar direito na espiga do garfo.  problemas que numa bicicleta com quadro diamante impedem você de pedalá-la, né?

na primeira volta percebi que estava em outro mundo. senti que esses detalhes não atrapalhavam em quase nada pedalar. perto de casa, me senti seguro pra largar a bicicleta numa descida longa. só chacoalhava um pouquinho na hora de frear com o freio dianteiro. e só.

e o meu ombro? problema nenhum.

foi nesse dia que me apaixonei pela bicicleta.

mas reclinadas são diferentes. pra fazer uma analogia: um mundo sem bicicletas é um mundo sem computadores, informática, internet, nada. bicicletas com quadro diamante, são microsoft windows, no máximo apple. reclinadas são linux.

linux, pra quem entende do assunto, é outro universo. um zilhão de distribuições e você pode montar – se tiver domínio técnico – coisa muito melhor que um apple, dependendo do uso que vá dar. o android do seu celular é um linux. e também um monte de computadores pessoais usam linux. e grandes computadores também, inclusive o computador mais rápido do mundo, o chinês Tianhe-2.

minha reclinada é uma espécie de ubuntu das reclinadas. é amigável, menos radical. mesmo assim, não é tão simples assim de aprender a andar, pois a lógica é outra.

ninguém simplesmente monta nela e sai andando. pois tem que se inverter a lógica do pedal: a força e feita apoiando as costas, não puxando o guidão pra frente.  agora, com mais de 1.000 km pedalados na bicicleta, ainda cometo erros. mas estou acertando cada vez mais.

alguns amigos conseguem se equilibrar após algumas tentativas. outros querem um “curso” pra aprender a usar…

mas… pegando a manha, é outro mundo!

eu peguei a reclinada usada, com um probleminha como contei. consertei o problema e logo fui viajar. fiz uma viagem com um total de 700 km, por baixo, somando os trajetos entre cidades e o que andei dentro das cidades.

nos trajetos de estrada, a bicicleta, que pesa menos de 15 kg, somava mais de 30, por conta das tralhas nos alforjes.  e claro, alguns dos meus trajetos incluíam grandes subidas.

aí o ponto que quero abordar: reclinadas e subidas.

leigos em geral reclamam das subidas em reclinadas. no mais das vezes, por desconhecimento.

primeiro, a se lembrar que os músculos que usamos nas reclinadas não são exatamente os mesmos que usamos nas bicicletas normais.  eu sinto arder nas subidas músculos que pouco uso nas bicicletas normais, por exemplo.

de outro lado, em reclinadas não se pedala em pé. desvantagem? não sei. pois eu não posso mais pedalar em pé, por conta das minhas dores. mas, por outro lado, consigo apoiar as costas pra fazer força, e faço mais força com as pernas do que conseguiria fazer pedalando em pé numa bicicleta com quadro diamante.

no início da viagem, com a musculatura pouco adaptada e temendo as subidas,deixei o banco da reclinada com o encosto mais em pé. em tese, numa posição mais ereta se pedala morro acima melhor numa reclinada. em tese.

mas no final do terceiro dia de pedal eu já queria descer o encosto. em posição mais ereta se pedala mais sentado e com mais peso sobre a bunda.  glúteos um pouco doloridos….

reclinei um pouco o banco  quando saí da cidade de Tubarão com o banco mais reclinado. e claro, todas as dores sumiram!

aí o detalhe. uma coisa que me fez pensar muito numa reclinada foram os relatos do meu amigo Paulo, quando terminou o Paris-Brest-Paris (1230 km!), numa estradeira. ficou com muitas dores no pescoço, por muito tempo.

por outro lado, em relatos do Paris-Brest-Paris, é comum ler que na segunda metade do percurso os reclineiros costumam passar os ciclistas com bicicletas comuns que antes haviam saído na frente.

também ao final do PBP,  as reclamações variam. são comuns relatos de reclineiros sobre dormência nos glúteos ou nos pés, nesse caso principalmente entre os que usam reclinadas com pedivelas mais  altas, bem mais altas que a posição do quadril. as reclinadas com bancos mais deitados também pedem suporte pra a nuca.

mas entre os ciclistas das bicicletas comuns os relatos são assustadores. ausência de pele – assaduras imensas! – nas virilhas. dores nos punhos, pescoço e etc. um ciclista que já foi a dois PBPs me relatou que após 800 km já não mexia os dedos direito. imagine trocar as marchas num STI ou Ergo sem conseguir mexer os dedos?

no PBP de 2105, um senhor de 63 anos, pilotando uma Zocra, terminou em 63 horas. Jérome Deloge (39 anos), pilotando uma Schlitter Encore (uma reclinada para endurance) terminou em 56:28 h. o mais rápido foi Björn Lenhard (38 anos, usando uma estradeira Canyon), terminando em 42:26 h.

bom, eu não pretendo nunca fazer esses tempos. mas não quero mais terminar um audax sem mexer os dedos, o que já aconteceu comigo, e nem era um PBP, ou metade de um!

na minha viagem saindo da cidade de Tubarão, num posto de gasolina onde parei pra calibrar os pneus da bicicleta, percebi randoneiros num audax. era a última perna dum audax 600 km. um deles me disse que no audax tinha um cara de minas, de barbinha, numa bicicleta ainda mais esquisita que a minha. perguntei o nome, não lembrava ele, mas mostrou uma foto. era o Nino Coutinho!

resolvi então seguir direto até Florianópolis. fui passando randoneiros. e acompanhei um grupo de speedeiros.  tava divertido, eu com pneus de 65 libras, 1,5 e 1,75, alforjes, e eles com bicicletas como uma Pinarello Dogma.  mas claro, eles estavam cansados e reclamando das dores diversas.   cheguei ao ponto final do audax e estava la meu amigo Nino e sua reclinada, uma SWB da Meta Bikes.

claro, notei bem: bem deitado o banco, ficamos mais aerodinâmicos e o peso se distribui sobre o encosto do banco. e em reclinadas, sendo o quadro rígido e se pedalando direito, dá pra subir morro sim, mesmo com peso. é necessário ter a musculatura adaptada, porém.

notei na viagem, no trecho mais longo, que foi de Tubarão a Florianóplis, que pedais de encaixe podem ser interessantes. não para deixar a pedalada mais redonda, como nas bicicletas comuns, mas para segurar o pé no pedal mesmo.

na minha bicicleta, onde a pedivela nem é tão alta, já com uns  120 km pedalados direto, estava cansativo manter os pés para cima. nas reclinadas onde se pedala mais deitado com os pés mais para cima, esses pedais são mandatórios para qualquer pedaladinha mais longa.

mas é gostoso perceber que, no vento contra, o vento não atrapalha tanto. a imagem abaixo compara a posição de uma bicicleta de cicloturismo, uma de MTB, uma estradeira e uma reclinada comum, menos deitada.

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se pensarmos nas diversas posições que podemos assumir numa estradeira, a comparação com uma reclinada pode ser entendida pela imagem abaixo:

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note, nessa imagem acima, que até na posição de contra relógio o ciclista tem um perfil frontal maior que o ciclista numa reclinada alta.

agora, se comparar com uma reclinada bem baixa, uma low racer, a diferença fica absurda:

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nessa última foto, a reclinada mais baixa é uma Velocraft NoCom.

claro, minha reclinada é uma Zöhrer Turismo. ou seja, é uma touring. privilegia o conforto em detrimento da aerodinâmica, mas mesmo assim é mais aerodinâmica que uma bicicleta comum. isso fez muita, mas muita diferença na minha viagem, principalmente dos dias em que peguei um vento contra horroroso.

uma coisa que gosto na minha reclinada é a possibilidade de carregar coisas.  os alforjes ficam embaixo, não atrás ou na frente. a minha está com porta-alforjes simples para um par de alforjes.  mas posso usar um suporte para dois alforjes de cada lado. detalhe, dois alforjes traseiros, dos grandes, de cada lado.  já pensou? dois pares de alforjes de 60 litros… 120 litros fora o que se pode carregar num bagageiro pequeno atrás do banco!

Elcio Thenório numa Zörer, usando apena sum par de alforjes embaixo, poderia colocar mais um par de alforjes. isso dá a dimensão da capacidade de carga de uma reclinada.

Elcio Thenório numa Zörer, usando apenas um par de alforjes embaixo, poderia colocar mais um par de alforjes. isso dá a dimensão da capacidade de carga de uma reclinada.

e o detalhe, no caso da minha bicicleta, os alforjes montados em baixo não atrapalham o equilíbrio. muito antes pelo contrário, a bicicleta fica bem estável com bastante peso, ao menos a minha.

uma coisa, com certeza eu sei. minha bike não torce o quadro. esse é um problema em subidas, principalmente com ciclistas mais fortes e pesados como eu (proporcionalmente à altura, pois sou baixo, com 1,70, mas peso sempre acima dos 85 kg), em qualquer tipo de bicicleta, reclinada ou não.  o fato é que não gosto nem um pouco de bicicletas que torçam muito, pois daí sofro demais em subidas.

claro, ciclistas leves não sentem esse efeito.

em geral, estou muito satisfeito com minha bicicleta, pois tudo aquilo que mostram como vantagem duma bicicleta comum sobre uma reclinada para mim não faz muito efeito, em razão dos meus problemas de ombro.

por outro lado, o conforto…. pedalar quase 150 km num dia e não sentir nenhuma dor, apenas cansaço….

isso sem falar em dispensar as roupas mais específicas. não é necessário, numa reclinada, a famosa bermuda de ciclismo. nem chamois, vaselina, nada.  as calças jeans que usamos pra pedalar não gastam  da forma como gastam quando pedalamos uma bicicleta comum.

e também as camisas de ciclismo não precisam ser usadas: os bolsos atrás não são utilizáveis.

os capacetes, se for utilizar, merecem uma viseira mais longa. eu usei um boné de aba grande na viagem. não usei capacete. e acho que eu deveria usar um boné de aba mais longa. e para o capacete, vou fazer como outros reclineiros: fazer uma viseira bem mais longa.

na foto, da esquerda pra direita: uma Solyom Explorer R, baixa e longa, uma Solyom Fly 26 x 26, comguidão por baixo, e no cantinho direito, bem mais alta, a minha Zöhrer Turismo.

na foto, da esquerda pra direita: uma Solyom Explorer R, baixa e longa, uma Solyom Fly 26 x 26, com guidão por baixo, e no cantinho direito, bem mais alta, a minha Zöhrer Turismo. foto tirada na casa do Davilson Solyom.

reclinadas possuem uma diversidade gigantesca de geometrias, muito mais que bicicletas normais. e se já há muita diferença entre uma MTB, uma bicicleta urbana e uma estradeira, há mais diferença ainda de geometrias quando se fala de bicicletas reclinadas.

mas todas elas bem confortáveis.

e quanto ao peso? a minha não é tão pesada, tem o peso de uma MTB, por exemplo.  outras são mais pesadas, outras mais leves. com quanto as bicicletas comuns, tudo varia de acordo com o que se quer.

em Florianópolis, eu na Meta do Nino Coutinho, em posição bem mais deitada.

em Florianópolis, eu na Meta do Nino Coutinho, em posição bem mais deitada.

mas uma outra coisa é comum a todas: a atenção que atraem.

não há como passar incógnito pedalando uma reclinada. aliás, a minha especificamente, o povo chama de “chopper“. vivem me perguntando se fui eu que fiz.

é comum pessoas na rua aplaudindo, dando risada ou gritando. mais de uma vez, em viagem, parei pra pedir informação e como resposta recebi uma saraivada de perguntas, e acabei saindo pedalando depois de responder tudo sem ter tido resposta à minha pergunta. e claro, muitas vezes as pessoas te cercam. em qualquer lugar. em qualquer classe social. assusta um pouco.

mas desconheço casos de roubos de bicicletas reclinadas. conheço dois caso de furto, no RJ, em uns 15 ou 20 anos.

e isso pois são raras, e não são tão simples de pedalar a primeira vez. assim não vai ser fácil pra nenhum ladrão te derrubar de uma, subir nela e sair pedalando.

posição confortável...

posição confortável… e note que estou sentado à altura da roda traseira, aro 26. mesmo sendo considerado um modelo alto, eu fico bem mais baixo que numa bicicleta comum.

se vale à pena ter uma? eu acho que vale. outros acham que não. vai pela escolha de cada um. mas o mundo dos reclineiros é outro.

não há reclinadas nas competições da UCI, e muitos ciclistas por aí desconsideram as reclinadas por isso, sem saber que em determinadas condições serão as reclinadas muito mais rápidas que as bicicletas comuns. os recordes de hora e de velocidade máxima das reclinadas são maiores que os das bicicletas comuns.  por exemplo, 200 m lançado, o record numa reclinada (de Todd Reichert), é de 139,44 km/h. Fracesco Russo chegou a fazer 92,439 km em uma hora. enquanto isso, o record da hora da UCI, é de 54,526 km, de Bradley Wiggins.

essa diferença permite entender o quanto a aerodinâmica é importante no desempenho das bicicletas.

e, no meu caso, sendo um ciclista endomorfo, ruim de passo e de subida, qualquer ajuda é bem vinda. ainda mais com os ombros moídos.

bom, não vou recomendar reclinadas para todo mundo. não são para qualquer um, pois não e uma questão de ter dinheiro. mas de ter a cabeça aberta e coragem para enfrentar os comentários mais idiotas. mas eu juro, nenhum comentário é mais idiota do que me perguntarem se não é desconfortável pedalar numa reclinada… é pra rir né?


eu e o Nino, em Florianópolis, passávamos devagar por garis… até que um deles comentou que pedalávamos “virados no cão!”.  vai se entender, vai se entender….

 

 

 

 

 

 

 

 

3 Respostas para “qual é a da reclinada?

  1. Cara, muito legal seu post. Fiquei bastante interessado em experimentar a tal reclinada. Impressionante os records de velocidades alcançados com essas máquinas esquisitas. Confesso que eu já tinha visto essas bikes antes, mas nem imaginava que o nome delas era “reclinada” e que havia uma variedade de configurações. Eu pensava que essas bicicletas se tratavam de engenhocas de alguns ciclistas excêntricos.
    Obs. Vendo sua bike, me lembrei da famosa Tanajura do falecido Padre Valdo (o padroeiro do cicloturismo brasileiro).
    http://ndonline.com.br/joinville/noticias/amigos-trazem-para-joinville-a-bicicleta-do-ex-padre-que-morreu-quando-cruzava-as-americas-com-ela

    • ah, o Valdo! não cheguei a conhcê-lo, mas amigos em comum diziam que le gostava de alguns textos meus, tanto que uma vez republicou um pequeno texto meu. eu sempr eo admirei. conheci a bicicleta dele, está no museu, também uma reclinada, mas aquela tem o movimento central móvel, como as cruzbikes. tração dianteira também. é reclinada mas pedala-se de outra forma…

  2. Olá Odir. Eu gostaria de compartilhar uma observação sobre as reclinadas. Durante o PBP (participei da última edição) realmente pudemos ver várias pessoas de reclinadas e, inclusive, as com carenagem integral. Realmente chama a atenção o conforto e capacidade de carga que elas proporcionam. A primeira observação é que elas são mais lentas nas subidas. As pessoas de reclinadas que iam mais ou menos no mesmo ritmo ficavam para trás nas subidas e desenvolviam nas descidas (e aí, ponto para as carenadas!!! Eram foguetes nas descidas, vc só ouvia o ruído do torpedo passando!). Até aí nada que a relação peso/resistência do vento não explique. No geral, depois das regiões mais montanhosas, minha impressão é que as reclinadas foram ficando para trás e no final vi poucas. Bom, mas o ponto que eu queria chegar é: Na França, pelo menos na rota do PBP, as estradas são fantásticas! O pior asfalto era algo apenas rugoso, e havia zero de sujeira. Eu nas primeiras horas noturnas, como todo brasileiro acostumado a buracos e sujeira, ficava naquele exercício de colocar farol alto nas descidas, e farol baixo nas subidas, para poupar bateria. Depois de algum tempo, vc percebe que pode confiar na estrada! Eu deixava a luz na intensidade suficiente para ver as curvas e arrepiava nas descidas. E com isso, as reclinadas e/ou carenadas rendiam, pois podiam compensar a perda das subidas nas descidas. Aqui no Brasil, o uso de reclinadas em longa distância / estrada noturna acho que esbarra em dois pontos: visibilidade e “pulinho”. Minha impressão é que a visibilidade em uma reclinada é bem inferior a de uma convencional, e sendo assim, numa descida você não poderá aproveitar a vantagem aerodinâmica pois não terá visibilidade suficiente para “soltar” a bicicleta na descida, e portanto subirá mais lento e descerá mais lento. O outro problema é que às vezes precisamos dar aquele “pulinho” para evitar um teco de cana, uma banda de pneu, um pedaço de madeira… As reclinadas acabam não tendo esse último recurso de segurança, o que tbm as obriga a irem um pouco mais devagar. Bom, desculpe o texto longo. Como eu disse no começo, são apenas algumas impressões minhas. Eu nunca pedalei uma, pode ser que sejam falsas. Como vc tem experiência real, pode dizer se o que escrevi tem sentido ou não. Abraços.

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