bicicultura 2016 SP: por que ir

paixão é vertigem, amor é construção. bicicultura é o encontro nacional da cultura da bicicleta, paixão de alguns, amor de outros. e sempre, sempre, vida plena de todos.

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

que elo te move, o que te liga à bicicleta, qual tua ligação com o mundo? venha descobrir!

quem nunca? a primeira bicicleta? a segunda? sabemos que o número ideal de bicicletas a se ter é representado por duas fórmulas: para solteiros, N +1. para casados, S – 1. onde N representa o número atual, e S representa  número que resulta em separação.

quem nunca? aquela descida íngreme, soltar os freios? e a subida maldita, ardendo a pernas, com o ônibus atrás buzinando?

quem nunca? a primeira centena de quilômetros pedalados num dia?  olhar no espelho antes de dormir, sabe-se lá onde, e pensar: “caraca 100 km!“.

quem nunca? a primeira viagem. o primeiro furo na câmara, no meia da estrada, estando-se só? o primeiro audax? a primeira fixa? a primeira noite pedalada por inteiro, do alvorecer ao amanhecer?

quem nunca? o trânsito? chegar mais rápido no trabalho, e tirando o sarro de quem ficou 2 ou 3 horas preso n trânsito? quem nunca? orgulhar-se diariamente das coxas duras, da bunda empinada, da barriga bem menor que há meses atrás?

quem nunca? horas discutindo quaro de cromo, titânio, alumínio, carbono? freio a disco, v-brake, cantis, ferradura? aro 16, 20, 24, 26, 27,5 29 e 27? (e cazzo, ue medida aquela é das barra-fortes e das bromptons?)

quem nunca? o primeiro bate-boca com o político féladaputa que não tirou do papel aquela ciclovia naquela avenida perigosa onde se instalou aquela ghost-bike, que nos fez entender o sentido da expressão “bicicleta fantasma” e sentir que o luto nunca se supera, apenas se aprende a tolerar?

quem nunca? o primeiro jogo de bike-polo? a primeira corrida federada? o primeiro pódio?

quem nunca? o primeiro tombaço? a primeira vez que se coloca creme hidratante pra descobrir que assim casquinha não arrebenta e sangra no ralado?

quem nunca? só quem não pedala.

ciclista habitual conhece a diferença entre a paixão e o amor. a paixão é vertigem. o amor é o querer que supera o desencanto do fim da paixão. e aí começa a construção.

o bicicultura é um exemplo dessa construção. o maior encontro nacional sobre mobilidade por bicicleta e cicloativismo. abrangendo todas as vertentes: transporte, esporte e lazer, hobby e profissionalismo, diversão e negócios, tudo.

pois bicicleta não é apenas paixão, é amor. é construção de uma nova forma de viver, dentro das inúmeras possibilidades dentro da gramática da vida.

e não apenas é uma atitude a ser tomada individualmente. o transporte por bicicleta tem modificado cidades ao redor do mundo. cidades como amsterdam se redefiniram nos últimos anos a partir da bicicleta.

e as cidades constituem o espaço onde a vida da grande maioria se exprime. quem não quer uma sociedade mais equilibrada e segura, igualitária e confortável? pois leia esse texto de um brasileiro que mora em amsterdam, e ligue os pontos. 

bicicletas nas cidades, por todos os lados, marcam a necessária virada civilizatória. saibamos ou não. ou por acaso as pessoas sabem que a atual política  paulistana de interditar aos motorizados algumas vias da capital aos domingos para que nela habite a vida plena, ou os quilômetros e quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, ou a política de redução de mortes no trânsito e por causa dele, têm suas raízes naquela minúscula bicicletada ocorrida em 29 de junho de 2002?

lembre, bicicleta é paixão e amor, vertigem e construção. e o grande encontro desses amorosos apaixonados ocorrerá em são paulo, de 26 a 29 de maio, com um último evento na manhã de 30 de maio.

local, extensa programação (com oficinas, paineis, palestras, shows de música, filmes e o escambau), horários e muito mais infos, favor ir ao site do evento, que está nesse link aqui. eu sou mediador de uma reunião aberta no domingo de manhã.

não perca. venda um rim e venha pra são paulo. cancele sua viagem do feriadão e fique por aqui, com sua bicicleta. pois lá tem de tudo, de gente discutindo projeto de ciclovias até oficina pra fazer alforjes em casa.

é tudo, mano, é tudo mina! tudo!

e ainda não sabe por que ir? não? pegue sua bicicleta e pedale morro acima e depois desça rápido. sinta o vento na cara daquela forma que só ciclistas e cachorros que metem a cabeça pra fora do carro sentem.

por que ir? por que  bicicleta é paixão e amor, vertigem e construção.  e por que o futuro se delineia melhor cada vez que uma criança aprende a pedalar.

venha!

 

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