para-lamas!

ok, sua bicicleta de competição não tem. mas sua bicicleta de uso urbano e a sua bicicleta de treino devem ter.

para-lamas honjo. meu sonho de consumo...

para-lamas honjo. meu sonho de consumo…

brasileiro que só usa bicicleta pra voltinha de domingo acha ruim o quadro ter olhais pra tudo.  e nem percebeu que mesmo um modelo de alta gama, como a trek domane, possui olhais, mesmo que escondidinhos, para a instalação de para-lamas.

de outro lado, na europa se acham facilmente para-lamas a serem montados em quadros sem olhais. sim, pois se se pretende andar num pelotãozinho na inglaterra, com aquele tempo úmido, só se pode pegar vácuo de que esteja usando para-lamas.

por isso na inglaterra existem os fantásticos para-lamas da crud. para serem instalados justamente em estradeiras. e são para-lamas integrais.

a SKS alemã talvez faça os para-lamas mais legais para qualquer tipo de bicicleta. tem um tipo, os race-blades, que são para estradeiras sem olhais, cujas hastes de suporte são presas nas pernas dos garfos ou nos stays traseiros.  o mesmo fazem outros fabricantes como zéfal.

raceblades. a serem presos nos stays do quadro e pernas do garfo.

raceblades. a serem presos nos stays do quadro e pernas do garfo.

quando falamos em MTBs, a coisa facilita bastante. pois a grande maioria das MTBs possuem olhais – não todas, tenho uma que não tem olhal nenhum – e mesmo assim ainda há uma gama grande para-lamas para MTBs sem olhais.

por um motivo simples: feitas para o barro, uma proteção pra sua cara não se encher de lama é importante.

mas aí o interessante: muitas MTBs ao redor do mundo estão sendo usadas no meio urbano, para transporte.  e daí os altos para-lamas para barro dão lugar a para-lamas mais próximos das rodas – muitas vezes com os pneus de cravo, para barro, substituídos por pneus com desenhos para asfalto – e também mais longos.

pois no meio urbano, o problema não é o barro, mas a água da chuva misturada à poluição das ruas, ao cocô de carro, como diz meu amigo márcio campos.

e aí, como fazer?

bom, aos usuários das 27,5, 650B, basta colocar o velho pneu de barra-forte, de medida 26 1 e 1/2, qu eé o pneu urbano para as 27,5 que se acha no brasil. o passo seguinte é adaptar os para-lamas de barra forte, que são para esse diâmetro de roda.

se caçar bem achase até modelos em aço inox!

para bicicletas com aro 26, as velhas MTBs que hoje muita gente tem usado como bicicletas de transporte, a oferta também é grande.  em muitas lojas se acham para-lamas que se prendem apenas nas pontes. na ponte entre os stays superiores, atrás, e na parte de cima do arco do garfo ou suspensão. mas é preciso que essas partes, garfo e e quadro, tenham furação nesses locais.

numa trek 26 instalei uns para-lamas desses. são clip-on, ou seja, dá pra tirar e colocar mais facilmente.

para-lamas tipo cli on. note no para-lama  traseiro o encaixe para o tubo vertical do quadro. e nos dois , o trilho onde se encaixa uma peça de metal em L que é presa às pontes do garfo e do quadro.

para-lamas tipo cli on. note no para-lama traseiro o encaixe para o tubo vertical do quadro. e nos dois , o trilho onde se encaixa uma peça de metal em L que é presa às pontes do garfo e do quadro.

numa pesquisa rápida agora no mercado livre, vi que há 401 anúncios sobre para-lamas para bicicletas.

ao escolher, lembre, que o para-lama deve ser escolhido em razão do diâmetro total da roda – aro + pneu.

também note que quanto mais longe da roda, menos protege da água da chuva.

os modelinhos de plástico fininho, que se encaixam no selim – ass-savers – ou nos garfos, oferecem alguma proteção, mas não muita.

ass savers servem apenas para sua camiseta não apresentar aquele trilho vertical de respingos sujos, em linha com a parte de trás de sua calça.  mas suas pernas e a bicicleta inteira ainda receberão respingos.

lembrando sempre que para-lamas protegem apenas a região que cobre. se seu para-lamas protege apenas a parte de cima da roda traseira, seu câmbio dianteiro receberá lama. lembre disso. modelos como esse da zéfal, do vídeo abaixo, tem essa característica.

um outro detalhe a ser notado: sem hastes de suporte, o para-lamas montado em balanço pode vibrar bastante na buraqueira. por isso muitas bicicletas possuem olhais para o suporte destas hastes.

olhais escondidos na trek boone.

olhais escondidos na trek boone.

as hastes laterais dão estabilidade ao para-lamas.  aliás, muitos para-lamas europeus, dado o fato de servirem a um mercado com intenso uso da bicicleta, são fornecidos com hastes duplas, pra aumentar a estabilidade.

os alemães SKS p65, com hastes duplas.

os alemães SKS p65, com hastes duplas.

e aquela coisa: não achou um modelo que lhe sirva? fça o seu para-lamas. aqui no brasil há um certo preconceito com o faça-você-mesmo (herança da escravatura? preconceito com o trabalho manual?) mas no exterior o que não falta é gente se orgulhando  de fazer os prórpios para-lamas, e garrafas plásticas se prestam bem pra isso. fuçando em sites gringos achei umlink pra página no flickr do jean, brasileiríssimo e bem habilidoso. olha aí.

clique na imagem pra entender como se faz.

clique na imagem pra entender como se faz.

o que importa não é ser chique, bonito, é chegar pelo menos minimamente limpo. e ninguém consegue pilotar bem a bicicleta com água sendo jogada na cara. lembre disso.

então deixe de frescuras e coloque para-lamas na sua bicicleta. se não achou o modelo, faça. nem que seja só pra chegar em casa menos enlameado.

provisório mas eficiente!

provisório mas eficiente!

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