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subidas, para novatos!

subidas são, para os novatos, o maior desafio numa pedalada. uns suam frio, outros começam a pedir bicicletas elétricas… mas há pequenos segredos que eles desconhecem, que impedem que pelo menos não façam feio numa subidinha num pedal noturno.

é....

é….

só tem 3 subidas em são paulo! estrada de santa inês, pico do jaraguá e estrada da roseira! o restante é ladeira!” o novato ouviu a frase eme olhou com cara de ódio, e retrucou: “e a ministro rocha azevedo?” “ladeira!” respondi eu, “pois a estrada da roseira faz a ministro rocha azevedo parecer lombada!“.

ele duvidou, e num final de semana tentou subir a estrada da roseira. e não conseguiu. e então começou a aceitar as dicas básicas para não passar mais vergonha nos passeios noturnos que frequenta.

vamos ao básico!

1. pneus calibrados corretamente, é coisa que muito novato não sabe oque é. na lateral do pneu da bicicleta, existe alguma informação sobre a calibragem mínima e máxima do pneu. e nunca é 28 libras, que é a calibragem do pneu do carro!

normalmente em inglês, há uma frase mais ou menos assim: “40 to 60 psi”. isso significa que o pneu deve ser calibrado entre 40 e 60 libras. com 40 libras, fica macio, mas lento. com 60, mais duro, mas mais rápido e leve pra pedalar.

ah, mas cabem 60 libras nesse pneuzinho? não vai estourar? no pneu do carro só cabem 28…” – quantas vezes o novato pergunta isso?  mas ora, 60 libras psi, siginifica 60 libras de ar em uma polegada quadrada daquele pneu (psi: per square inch.), e não no pneu inteiro. calibrar é regular a pressão interna, não medir o total de ar que vai no pneu.

é claro que vai muito menos ar num pneu de bicicleta de corrida do que num pneu de carro, do ponto de vista de volume total. mas estão em pressões diferentes. e é a pressão que importa.

mas é fato, pneus bem calibrados sobem melhor que pneus murchos.

2. altura do selim, outra coisa que novato não presta atenção. muitos ainda não dominam uma operação básica na bicicleta: subir e descer do selim. então usam o selim baixo, para colocar o pé no chão ainda sentados…  e aí, claro, a subida é uma tortura.

não há como subir decentemente com o selim baixo. simplesmente não há. e selim baixo, usado pro muito tempo, leva a lesões.

uma amiga não gostava de selim alto – sei lá o porquê, poi ela tinha uma bicicleta toda na medida – e comprou uma dessas bikes elétricas, pois tinha uma  ladeira no seu caminho diário, a rua bela cintra, em são paulo.  e na elétrica ela parava e colocava os dois pezinhos no chão sem descer do selim. demorou dois meses, mas vieram as dores horrorosas no s dois joelhos.

e qual a altura certa? não é no ossinho da bacia. mas nesse link aqui, o cleber anderson explica como regular essa altura, de cima da bicicleta: basta sentar no selim e pedalar com os calcanhares nos pedais: dessa forma, sua perna esticará inteira, nem mais nem menos. claro que, no pedalar, usamos a parte da frente dope pra pedalar e a perna não estica totalmente, mas quase.

ou seja, com o selim na altura correta, o ciclista não consegue colocar os pés no chão. e se não domina a arte de subir e descer, melhor aprender, como se explica no vídeo abaixo:

3. marcha correta para subir, também é outra coisa que novato não presta atenção.  mountain bikes sempre possuem marchas pra lá de adequadas para ladeiras e grandes subidas. utilize-as. comumente se utiliza a coroa menor com os pinhões maiores do cassete.

e claro, se sobe girando, girando, girando… procure marcha leve, e gire. é preciso girar, girar, girar….. pedalar é isso.

o fato é que, enquanto não se faz isso, nem adianta ficar discutindo bicicleta mais leve, quadro de carbono, freio de adamantium do wolverine, suspensão na manete do freio, raios da roda feitos em madeira inoxidável e o escambau.

subir bem é uma questão de técnica, genética e treino, não de dinheiro. lembre disso.

técnica, pois além do citado acima existem também as formas de alternar subir em pé subir sentado, sentar mais pra frente ou mais pra trás no selim pra alterar grupos musculares e etc. mas essas técnicas não são necessárias para se pedalar na cidade.

genética, pois os grandes escaladores no pedal tem um biotipo bem definido: magros, magros, magros!

treino, pois é preciso pedalar para pedalar bem. quem pedala uma vez por semana só não alcança bons resultados. às vezes o mesmo que se pedala num domingo, se dividido por vários dias da semana, produz resultados muito melhores.  pois a musculatura se regenera rapidamente e se prepara para outra série de exercícios, se começar o processo de atrofiamento por desuso.

então…. calibre os pneus, coloque o selim na altura correta, e aprenda a girar, que você subirá bem! pelo menos bem melhor que antes.

e um dia você perceberá que sim, em são paulo só tem ladeiras… ministro rocha azevedo, belmira marin, pompéia…. subida mesmo só tem 3: estrada de santa inês, pico do jaraguá e roseira…. e essa última, com um espacinho especial no coração de quem gosta de subidas… hehehe

então, faça tudo correto e suba. cada um com sua capacidade, mas todos do jeito certo! bom pedal!

 

 

 

 

 

 

 

 

6 Respostas para “subidas, para novatos!

  1. Tive o prazer de subir de Santana de Parnaíba até Aldeia da Serra domingo passado. Melhor ainda foi a descida kamikaze até Itapevi. 300 metros pra baixo em quatro quilômetros. Recomendo!

  2. Subidas! O melhor momento de uma pedalada!

  3. Muito bom o artigo, como sempre. Porém acho que cabe um complemento na dica 3, relacionada com a escolha da marcha adequada: respeitar a subida, mas ir sem medo, sem superestimá-la, Tenho visto gente parecendo um ventilador sem quase sair do lugar, pois escolhe “a-marcha-mais-leve-que-tem” em ruas que podem ser, no máximo, classificadas de ladeirinhas. A marcha “prá-lá-de-adequada” é… inadequada! O ciclista acaba fazendo esforço desnecessário por girar tantas vezes o pedal acima da faixa melhor de aproveitamento e pode não conseguir terminar a subida, ou terminá-la muito mais cansado do que a inclinação demandaria.

  4. Ministro Rocha Azevedo é “insubível”

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