bikes vs cars

hoje estréia um documentário sobre o poder da indústria automobilística. se puder, vá ver.

aline cavalcante, @pedaline no twitter.

aline cavalcante, @pedaline no twitter.

“bike vs car” tem a participação de aline cavalcante, sergipana de brasília e moradora há anos em SP. leia aqui o texto dela sobre o filme.

não vi ainda, mas sabemos do que se trata, claro. do poder da indústria automobilística. não sei se o documentário fala também do poder dos bancas nessa indústria.

o fato é que a indústria automobilística aliou-se aos bancos pra ferrar de vez com nossas cidades, com nossa saúde, com nossa felicidade. claro, bancos dão uma graninha aqui e ali pra aparecerem bonitos perante ciclistas, mas todo mundo sabe que esse é o chamado “dinheiro do demônio”.

o fato é que a indústria automobilística produz um bem durável, portanto que demora a ser descartado – pois não é devidamente reciclado e vira lixo poluente – mas essa indústria soca esses produtos no mercado. essa indústria se utiliza das técnicas de marketing, publicidade e propaganda – a arte de lhe empurrar um produto que você não precisa e com isso arrancar dinheiro do seu bolso – para lhe vender essas latas fumacentas, cujo uso exigiu, historicamente, o alargamento de ruas e avenidas, tirando o espaço dos pedestres.

o fato é que a indústria automobilística, e sua irmã, a indústria financeira, deformaram as cidades. os carros, para serem vendidos precisam de financiamentos, e é aí que os banqueiros entram na história. todos sabemos que banco não tá nem aí com bicicleta coisa nenhuma isso é só greenwashing. vide itaú: nenhum paraciclo em agência bancária. aliás, itaú que não cumpriu o termo com a prefeitura, não instalou todas as estações de empréstimo de bicicletas – nenhuma nas periferias! – e indenizou a prefeitura com com 3 mil paraciclos que a própria municipalidade vai instalar pela cidade.

mas claro, há sempre bobos pra caírem no logro dessas indústrias e comprarem seus carrinhos financiados.  odeiam ser chamados de bobos, mas qualquer economista mostra como comprar carro é um péssimo investimento. duvida? leia esse texto aqui dum especialista em finanças pessoais. 

não caia nesse logro. caia fora. vá de bicicleta, que é um mundo mais simples e menos capitalista.

note que nenhum dono de bicicletaria ficou milionário, biliardário. note que quem anda de bicicleta por aí de um lado pro outro, em vez de usar carro, normalmente tem um padrão de vida diferente do seu: outros padrões de consumo, outros focos de atenção.

abdicar do carro é o primeiro passo para ter uma vida melhor. mas a ideologia da indústria automobilística, junto coma farra do crédito fácil da indústria financeira, estão lá pra dizer o contrário, pra enganar o abobado.

enquanto isso, as cidades vão ficando desumanas, lotadas de gente com perninhas atrofiadas.  as cidades ficaram tão carrólatras que crianças de apartamento não jogaram bola na rua. e nunca andaram com suas bicicletas de rodinhas nas ruas… é triste ver esses adultos, hoje andando na ponta dos pés, analfabetos motores...

em são paulo, são 4.600 mortos ao ano por males causados ou agravados por poluição que, em grande parte, vem dos carros: eles ocupam 80% das vias!

ora, é desse mundo que os ciclistas não querem fazer parte. ter o domínio do tempo de transporte, por exemplo. não se tem com o carro e seus congestionamentos. mas com bicicleta se tem.

e também a rela leitura de mundo. circular em bicicleta pelas cidades é sempre algo prazeroso. mesmo os caminhos podem ser modificados ao seu bel-prazer, coisa que com o carro, quando se faz, é pra fugir de congestionamentos.

e claro, o abobado menino de classe média, criado num caixote, transportado em outro caixote, estudando em outro caixote, além de analfabeto motor, nunca conseguirá, dado o fato do caixote ser tão presente em sua casa, alguém de cabeça quadrada, que nunca pensa fora do caixote.

“mas dá pra usar bicicleta como transporte fora de amsterdam?” é a pergunta idiota de sempre. claro, pensar quadrado é coisa até dos ditos especialistas. quer dar risada das besteiras dita por um especialista que só pensa dentro do caixote? leia aqui.  se pedala em são paulo e anda pela avenida paulista, pode verificar a quantidade de besteiras que ele escreve. segundo ele uma ciclovia na pulista é praticamente inviável, pelos aclives pra chegar a ela… peraí, como os 7 mil ciclistas chegaram na avenida paulista no dia 27 de março passado? hehehehe, ele nem percebeu que hoje as bicicletas tem marchas. e claro, ele ainda diz que só se anda de bicicleta por 4 ou 5 km. é uma imbecilidade atrás da outra nesse texto. mas imbecilidades bem escritas. e entenda por que a ANTP perdeu a credibilidade dos ciclistas….

mas é fato, é preciso combater a indústria automobilística com o mesmo empenho que o black bloc lembrava dos bancos. é tudo a mesma coisa, e ambos, bancos e montadoras, estão aí pra deixar as cidades piores e deixar você mais infeliz.

seja feliz, viva num mundo menos financeirizado – a delícia de descer uma longa descida numa bicicleta não custa nada e não é traduzível em dinheiro! – e largue o carro pra lá. e vá ver o filme, com a aline. ela via estar lá. e se você tiver coragem, vai, tira uma foto com ela e peça um autógrafo. e vá de bicicleta!

 

 

 

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