os invisíveis também sangram

ciclistas em são paulo sobrevivem invisíveis. pois, se há alguma visibilidade, são caçados. basta ver a reação raivosa contra a construção de uns poucos quilômetros de ciclovias, nesse link aqui.

o sangue, enquanto pelas próprias pernas ia à procura de socorro médico.

o sangue, enquanto pelas próprias pernas ia à procura de socorro médico.

mas inobstante serem vidas e, portanto, sangrarem se machucadas, os ciclistas estão a circular pelo resto da cidade, mas não impunemente. pagam sempre um preço alto pelo crime de não poluir o ar da cidade, de não congestionarem as vias, pelo crime de existirem. 

no mesmo dia em que se consolidou uma ciclo-faixa anêmica mas simbólica no centro de são paulo, um rapaz baixo e franzino, estava a um quarteirão do seu local de trabalho, onde sua função consiste em educar pessoas acerca da arte, sensibilizar corações e mentes acerca de algo além da materialidade das coisas, quando foi atropelado.

trafegava em sua bicicleta pela faixa da direita, em sentido reto, quando um táxi vindo subitamente da faixa à sua esquerda o derruba, caindo violentamente no chão.

ainda atordoado no chão, ainda ajoelhado sem poder se levantar, com a coxa esquerda profundamente contundida, com a cabeça latejando do lado esquerdo e o sangue começando a jorrar de sua têmpora, com a dificuldade de respirar dada a dor no lado esquerdo do tórax, quando começa a ser, de forma violenta,  agredido verbalmente e quase fisicamente pelo atropelador.

o motorista atropelador xingando o ciclista atropelado, que ainda não conseguira levantar-se.

o motorista atropelador xingando o ciclista atropelado, que ainda não conseguira levantar-se.

era uma manhã ensolarada de sábado quando raphael virou-se e, deitado ainda no asfalto e viu o céu azul apenas com o olho direito, pois o esquerdo já se encontrava coberto de sangue, e passa a ouvir os insultos diversos.

raphael tenta levantar-se, e a coxa esquerda latejando, inchando, não lhe permite bom movimento. e o motorista a insultá-lo.

precisa de um braço que se estique para ajudá-lo a levantar-se, mas encontra uma mão com dedo em riste. ajoelhado no asfalto no meio da pista de rolamento, estupefato, confuso, e aquele dedo em riste a apontá-lo, veementemente.

num impulso, e só, com a força da perna direita e uma profunda dor na perna esquerda, levanta-se, para defender-se daquilo que parecia caminhar para uma segunda agressão, não mais aquela do frio metal do veículo, mas dos punhos enfurecidos do motorista. é nesse momento que um policial chamado por transeuntes revoltados com o que vêem, chega e intercede. nesse momento, o discurso do motorista solertemente muda. diante da autoridade, oferece ajuda, que antes negou, a quem um dano imenso causou.

raphael foi a pé, mancando, para o hospital próximo, amparado por pedestres que ali, por aquele trecho da avenida paulista, transitavam na manhã de sábado, 07 de junho de 2014. uma moça passa-lhe as fotografias que tirou, do carro do atropelador, para que este, se fugisse, pudesse ser identificado. pois o mesmo parou o carro apenas mais à frente, e não ao atropelar raphael. entre as fotos, a de uma pessoa ajoelhada no meio da faixa de rolamento, e um homem bem maior, com o dedo em riste, a gritar-lhe impropérios.

no hospital, a caminho da tomografia.

no hospital, a caminho da tomografia.

uma caminhada dolorida, a perna esquerda funcionando mal, a respiração dolorida, a cabeça dolorida a latejar, o olho esquerdo sem nada enxergar.

radiografias nada acusam. uma tomografia cerebral não acusa danos cerebrais, o olho volta a enxergar. o corte profundo e as escoriações no rosto e no ombro recebem seus curativos. a coxa esquerda inchada, com uma profunda contusão. as dores espalhadas pelo corpo e pela alma. o corpo ferido e a alma ofendida no seu momento de máxima fragilidade.

raphael veiga gianinni é arte-educador, tem 26 anos e trabalha na avenida paulista, por onde é obrigado a trafegar para chegar ao seu emprego. seguia as leis de trânsito quando foi repentinamente atropelado por um taxista, que derrubou-o lateralmente ao mudar de faixa, subitamente. raphael trafegava pela pista direita. ainda no chão foi agredido verbalmente e quase fisicamente pelo taxista que o atropelou.

raphael veiga gianinni é o segundo de trigêmeos. possui um pai e uma mãe, que até agora não se conforma com a imagem do filho, ainda ao chão, machucado, sendo agredido verbalmente por um estranho, sem nada ter feito de errado para por isso passar.

raphael veiga gianinni é ciclista de longa distância, e seu domingo, como os dias seguintes, será dolorido e solitário, pois nenhuma companhia humana consegue apagar a imensa sensação de solidão que sentimos ali, atirados no asfalto, olhando o céu enquanto o corpo dói e alma sangra, ferida pela percepção de que, no trânsito, para esse tipo de motorista, somos apenas uma coisa qualquer, um obstáculo, um molambo, algo que não se quer ver. invisíveis. mas os invisíveis também sangram.

24 Respostas para “os invisíveis também sangram

  1. Cansado desses assassinos, lixo humano!

  2. Amigos, eu estou ponderando sobre isso desde ontem sobre isso. O Raphael é alguém que compartilha desse sentimento que nós compartilhamos, é uma PESSOA que encontro volta e meia na Av. Paulista, naqueles encontros rápidos que significam tanto, aquela conversa rápida ocupando a faixa até que os caminhos se separam. A imagem mais impressionante não é do Raphael machucado, é do Raphael sendo agredido pela segunda vez.

    Fiquei pensando no que fazer. Li sobre reações, sobre a arma. Eu penso nas mesmas coisas. Inclusive eu admiro o Raphael por ter escolhido passar por cima do impulso que o corpo dá quando submetido à dor, à ameaça de reagir com todas as forças. Violência versus violência.

    Aí me toquei porque a foto me chamou atenção. Ela me lembrou da resistência não violenta. Sabe, pensando do ponto de vista do motorista, o Raphael não devia estar ali por uma série de razões (alguns acham que o direito de estar ali tem a ver com o uso de capacete, por exemplo, entre outras razões absurdas). Isso não é muito parecido com os brancos que acreditavam que os negros não podiam frequentar os mesmos restaurantes que os brancos nos Estados Unidos dos anos 50 e 60.

    A situação é parecida (e, convenhamos, a nossa é muito melhor) e acho que a nossa escolha nesse momento também é parecida. Raphael vai seguir os trâmites legais, perícia, processo, mas não vingança direta contra esse ou aquele motorista. Ele fez a parte dele.

    A nossa parte, a nossa resposta é amanhã cedo pegar as nossas bicicletas e pedalar como se nada tivesse acontecido com o Raphael hoje. Passar por cima do medo que vem quando alguém próximo é agredido, quando o teórico metal se torna mais real, quando a dor se torna mais nossa. É como sentar em um banco de restaurante logo depois do nosso amigo ter sido derrubado por um murro.

    É isso que eu quero que todos façam quando/se chegar a minha vez de estar indo para casa, na minha mão, no meu direito, a caminho de quem eu gosto e for agredido por alguém que acredita que eu não deveria estar ali.

    Então, amanhã cedo eu vou sair do centro, vou subir a Angélica, vou pegar a Av. Paulista fazendo a coisa mais radical que posso fazer nesse momento que é permanecer no mesmo lugar.

    Vamos encher as ruas de bicicletas para ajudar a deixá-las mais seguras para quando o Raphael voltar.

    Que cada murro tenha o efeito contrário do pretendido até que parem de bater.

    Raphael, amanhã vai ser muito triste trocar a possibilidade de te encontrar na Av. Paulista pela certeza de que não vou te encontrar.

    Toma seu tempo, e, por favor, volta ok?

  3. Andei de bicicleta em SP por muito anos, ao menos 10, trabalhava com bikes(ciclismo e mountain bike), respirava bicicleta e não tinha moda na época, transitar por sp de bike sempre foi arriscado, mas eu nunca enxergei assim, o prazer de andar bike sempre, o tempo ganho, não estar dentro de um ônibus cheio, sempre me deixou muito feliz.
    Optei por esta vida tem muito tempo, nunca fui um exemplo, tive diversas brigas no trânsito…
    O capacete protege nosso bem mais precioso, devo ter quebrado ao menos uns 4 ou 5, seja em trilhas de mountain bike, ou na cidade em deslocamentos, caindo por qualquer motivo que fosse.
    O taxista é um filho da puta sem dúvida, assim como outros motoristas são e não vão deixar de ser, mas essa criatura ferida e frágil deveria estar usando capacete, pois a cidade não vai deixar de ser perigosa…😦

  4. E o capacete talvez não tivesse feito diferença nenhuma. Sério não é uma discussão sobre o uso do capacete, não vamos sair do assunto.

    Sabe qual é o mais zoado de tudo, tem muito taxista gente boa, volta e meio travo a bike perto de um ponto de taxi (tem sempre alguém lá ao contrario da maioria das calçadas de sp) e eles vem me perguntar ou falar de bike sempre numa boa e com interesse. O foda é que embora exista a concessão de taxi não existe um trabalho com os motoristas de revisão e treinamento ao contrário de todas as outras profissões.

  5. Desculpa Léo, mas eu já vi taxista agredir ciclista a pauladas por causa de motivo parecido…sempre tomo xingo e fechada de taxista pelas avenidas por quais pedalo…claro que não vou generalizar, mas a maioria dos taxistas são grandes filhos da puta quando estão ao volante…

  6. Sou ciclista, motociclista, pedestre e uso transporte publico (metro basicamente). Já fui atropelado (e bem ferido) num sábado de manhã andando de bike. Já sofri acidente feio de moto (contra um articulado gigante) sem ter culpa.
    O que eu vejo no transito é uma falta de respeito e educação em todas as áreas/veículos. Tenho certeza que a conquista da convivência saudável de todos os veículos não será à força física, mas sim com leis e fiscalização e principalmente conscientização de todos. Detalhe, não sou contra manifestações diversas de conscientização da população geral para o uso da bike. Acho fundamental, inclusive. Nem sou santo quanto a motoristas folgados.
    O que quero deixar claro é que pedalo sempre que posso, e vejo muita falta de respeito por parte dos ciclistas também, desrespeitando pedestres, calçadas, faixas e faróis, além de andar por vias que são claramente perigosas ao extremo ao invés de caminhos alternativos. Ainda ontem (sábado) numa mudança de trajetória fui abalroado de leve por um carro que parou pra me pedir desculpas (menos raro hj em dia), aceitei de boa e até cumprimentei.
    Até Londres sofre com o convívio, apesar de ser primeiro mundo. Não é fácil não. Só checar no Youtube,
    Podemos e devemos exigir sim, melhores condições, vias, espaços e direitos. Mas se não fizermos a nossa parte, perdemos antecipadamente a razão. Somos em geral muito mal educados e o respeito não é qualidade maior do brasileiro (c/ exceções).
    Cada um com seus direitos e obrigações pra fazermos uma cidade melhor.
    Se você não faz contra o igual ou menor, não exija do maior. Se faz, então ta ok.

  7. Força, Raphael! Vamos continuar a percorrer nossos caminhos pedalando em paz! Seu exemplo deve ser seguido, sempre! E logo estaremos nos encontrando na nossas pedalanças por ai.

  8. Pingback: avenida Paulista | Silvia e Nina

  9. Pedalar na Paulista, certo ou errado é perigoso e deve ser evitado.
    Sem capacete mais perigoso ainda.
    Torço por uma recuperação do ciclista e punição ao motorista.
    Mas colocar-se em risco desse jeito, por que?

    • porque ele trabalha na paulista.

      • E no trabalho dele não tem onde guardar um capacete? O risco vai desde uma concussão até traumatismo craniano. Com capacete na Paulista já morre gente… Anda sem capacete termina com a cabeça aberta e se fazendo de coitadinho igual ao espertão da foto!

    • Dirigir SUV na Paulista tambem eh perigoso, basta lembramos que no mesmo dia, horas antes, um motorista perdeu o controle de uma SUV e invadiu a area de entrada de uma estacao de metro, causando danos materiais e podendo, inclusive, ter matado quem estivesse passando por ali.

      Pra que colocar-se em risco deste jeito Sr./Sra. Motorista? De certo este/a condutor/a nao usava um capacete.

      • Aposto que mesmo sem capacete o motorista não está com a cabeça arrebentada posando de coitadinho na internet.
        Se vc acha que uma lataria amassada é igual a um crânio amassado, logo andar de carro é tão perigoso como andar de bicicleta!
        Continue assim, daqui a pouquinho vão fazer um passeio/protesto por vc colocar uma bicicleta branca por vc em alguma esquina e vc vira estatística.

  10. É suicidio andar de bicileta no trânsito de São Paulo. Não importa se bicicleta é cool, se não polui, se não consome combustível, bicicleta não é veículo para transitar na cidade, é veículo para passeio em parque no final de semana e só.

  11. Arlete Veiga Giannini

    Odir, lindo texto! Quanta sensibilidade, valorização da vida alheia, sentimen to que brota em cada palavra. Grande Homem, digno de ser chamado de “Ser Humano”. É muito bom conhecer pessoas que estendem a mão da solidariedade e não o dedo que acusa.

  12. Vou viver para ver a cara de bobalhão desses motoristas e todos que dizem “ah, você é maluco, bicicleta é perigoso, rua é lugar de carro”. Será um tempo onde todos já terão finalmente entendido quem eram os são e quem eram os loucos. Nesse dia eles estarão caladinhos, nem contarão as besteiras que diziam hoje. Até, vai tripudiando aí, vai.

  13. Bom, isso caracteriza acidente de trânsito com vítima, nem mais nem menos. Pois então, chamaram ambulância?, chamaram a polícia pra fazer o Boletim de Registro de Acidente de Trânsito (BRAT) e a perícia?, fizeram o B.O.?

    Isso foi sério, viu? E eu, como um sério ciclista urbano, quero muito saber dessa extensão importantíssima do relato.

  14. Odeio esse pessoal com o papinho do capacete. Entendam talibãs do capacete: sim, eu sei que o capacete PODE evitar alguma lesão mais séria em algumas situações específicas. Mas gosto do vento na cabeça, da liberdade de chegar em qualquer lugar e não ter que ficar carregando para todos os lados uma carcaça suada. E gosto é gosto. E a vida é minha.
    Ah, mas você está se expondo a um risco desnecessário, dirão. Então me definam o que é um risco necessário. O que pode e o que não pode?
    Por exemplo: Toda vez que você pedala numa estrada, mesmo no acostamento, está sujeito a morrer. Por mais que você esteja correto, um carro desgovernado pode vir e te matar. Porque você pedala numa estrada e não só na ciclovia da marginal (ou outra ciclovia segregada)? A resposta é obvia, porque pedalar na estrada é mais prazeroso. E quem te autorizou a se expor a um risco maior em virtude do prazer? Me digam didaticamente, porque você pode pedalar na estrada e eu não posso pedalar sem capacete?
    Além disso, se devemos fazer tudo que está ao nosso alcance para evitar riscos, deveríamos pedalar usando uniforme de downhill… minto, na verdade não deveríamos nem pedalar. Quer dizer, só para ir e voltar do trabalho, pois é socialmente aceitável se expor a riscos para ganhar dinheiro, que é a única coisa importante na vida.
    Vejam, eu posso escrever parágrafos e parágrafos de riscos desnecessários que as pessoas se expõem por um motivo tão torpe quanto o simples prazer. Quem precisa pular de paraquedas? Quem precisa fazer rapel? Quem precisa fazer escalada? Ninguém, tirando algum militar. E Automobilismo? Motociclismo? Rafting? Asa-delta? Mergulho?
    Não estou fazendo uma ode ao não uso de capacete. Acho que se você se sente mais seguro, use. Toda vez que eu pratico MTB eu uso. Toda vez que eu pedalo em estradas, eu uso (não por achar que isso me salvaria de um carro desgovernado, mas por achar que em descidas a 50/60km/h ele realmente pode ser útil). E não praticaria downhill nem com todo o equipamento do mundo. Ah, e sempre pedalo usando luvas. Contradição? Nem um pouco, isso é só subjetividade. Como eu disse, todos nos expomos a riscos, e cada um decide qual é aceitável ou não.
    E por fim, talvez um dia eu mude de ideia. Talvez quando eu tiver um filho eu fique mais medroso e ache que os 0,0001% de chance a mais de vida que o capacete me darão valem a pena o incômodo de carregá-lo, e neste caso usarei tranquilamente.

    PS: Não sou o ciclista da foto, sou apenas mais um que não usa capacete na cidade.

  15. O grande problema não é defender ou não o uso do capacete, é desviar o foco do verdadeiro culpado, o taxista psicopata. De capacete ele se livraria muito provavelmente desse corte e da cabeça latejando, mas não se livraria do atropelamento.

    Acho tão idiota querer catequisar alguém na marra quanto é tão idiota dizer que não serve pra nada, quer usar usa não quer dane-se, cada um com seus problemas.

    No entanto, estatisticamente já foi dito que a maioria dos ferimentos graves de ciclistas são na cabeça e seriam reduzidos com uso do capacete, legal, mas se você for na raiz do problema, a grande maioria desses ferimentos graves nem aconteceria se houvesse um trânsito humano.

    Recentemente houve um caso de um ciclista na ZN que atropelou uma pedestre e ele morreu, bateu a cabeça. Eu mesmo já enfiei a cabeça no asfalto a mais de 40 descendo da ponte depois de levar uma fechada assassina, passei o dia na UTI com confusão mental, e se estivesse sem capacete? Sei lá né?

    Ainda tem outro detalhe, cada um pedala de um jeito, eu sou ogro, hoje mesmo peguei vácuo de ônibus a 50 p/hora, pra mim é normal estar a 35, 40 ou mais, é o meu jeito, cada um tem o seu, pra mim o uso do capacete considero importante devido esse estilo, pra alguém mais calmo ou que viva numa cidade ciclável é apenas um trambolho que incomoda pra cacete.

    No entanto, nunca, jamais se esqueçam nesse debate da verdadeira causa disso tudo, os carros e seus motoristas psicopatas.

  16. Eu tinha uma grande amiga que andava de bicicleta, essa usava capacete, óculos de proteção, reflexivos, luzinhas, até luvas ela usava, ela era a Julie.. A nossa Julie! Nada do que ela usava conseguiu salvá-la, afinal não existe de “segurança” contra mais de uma tonelada de um ônibus!
    SÓ SOBROU A BICICLETA BRANCA!
    Pessoal do capacete e etc! continuem achando que estão seguros no trânsito de São Paulo, com seus equipamentos e afins.. façam parte do coro dos que culpabiliza os ciclistas imprudentes.. Nessa cidade, para ser vítima basta andar de bicicleta!

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