a fascinante velocidade

sim, a velocidade é um troço fascinante. sim, claro que é, por isso humanos adoram-na, seja nas montanhas russas, acelerando motocicletas.

sim, a velocidade é fascinante. é uma vertigem, eu gosto, muito gostam. é por isso que existem as descidas de montanha, da turma do downhill, com suas bicicletas pesadas e com suspensões de longo curso. uma descida de morro ou de escadarias.  é um troço fascinante sim.

o porsche de paul walker, no qual morreu.

o porsche de paul walker, no qual morreu.

e as longas descidas das provas de estrada? que loucura! quem não gosta de acelerar sua bicicleta  numa descida? quem não gosta de saber o que acontece com seu ciclo-computador, que tem apenas 2 dígitos, e quando ele passa de 99? não sabe? pois é, eu sei…

sim, a velocidade é uma vertigem. pedalar até chegar 50 kms no plano, c0m as pernas ardendo. uma delícia! acelerar de um farol ao outro, uma delícia!

mas vertigem da velocidade é a sensação da velocidade, não é a velocidade em si. num avião, estamos a velocidades que se medem em centenas de quilômetros por hora. mas não a sentimos. dormimos, se quisermos….

e se o que importa é a sensação de velocidade, o que mata é a velocidade em si. a sensação de estar a 40 ou 50 por hora numa bicicleta é mais intensa do que estar numa moto a 120 quilômetros por hora. mas, se caímos, o impacto a 120 quilômetros por hora é mais mortal que a 40 quilômetros por hora. a 200 quilômetros por hora, velocidade que muitas motocicletas desenvolvem nas boas estradas paulistas em dias como hoje, um domingo, um tombo é fatal.

num carro, a sensação de velocidade é mais abafada ainda que numa bicicleta. é isso, o abafamento, o entorpecimento a velocidades altíssimas, sem que se tenha a sensação do perigo. é por isso que pessoas acham que pedalar nas ruas é perigoso, e usar uma moto é menos perigoso: sim, conheço muitos motoqueiros que morrem de medo de dar uma voltinha de bicicleta comigo. mas gostam de acelerar suas máquinas bem acima do limite de velocidade…

humanos não se guiam por fatos objetivos, mas por sensações. a segurança difere da sensação de segurança. note que alguns ciclistas acham que pedalar nas ruas na contra-mão os deixa mais seguro, com a ilusão de que verão o carro vir em direção contrária e desviarão. ledo engano, isso aumenta a velocidade do choque (somam-se as velocidades dos veículos  no choque frontal) e predispõe a atropelamentos, pois o motorista não espera um veículo na contra-mão e terá menos tempo para desviar.

a igual modo, outros ciclistas acham que pedalar bem junto à guia faz os carros passarem mais longe. outro ledo engano! é assim que os veículos pensam está a faixa de rolamento livre, e passam mais rápido. pedalando a um metro da guia, estamos bem visíveis à sua frente, e ele ele desviará indo para a outra faixa.

também sobrevalorizamos a pífia proteção oferecida por um capacete de ciclismo, incapaz de nos proteger dos veículos, e cujos cacos misturar-se-ão à nossa massa encefálica em caso de atropelamento.

pior do que a percepção do risco, o medo, é a falsa sensação de segurança, que é o que os veículos automotores oferecem. sim, morre-se bastante em carros rápidos.

abaixo, o vídeo do porsche no qual o ator paul walker morreu ontem, 30 de novembro, um porsche 911 gt3 2005, dirigido por seu amigo e piloto de competições roger rodas.

paul walker representou o personagem principal da série de filmes sobre corridas ilegais de carros, “velozes e furiosos“. contribuiu muito para a cultura da velocidade  nos carros, mesmo a velocidade ilegal. não deixa de ser irônico morrer num incêndio numa batida de carro, ocorrida a alta velocidade.

é fato, gostamos de velocidade. mas gostamos da sensação de velocidade. que essa morte não seja apenas para confirmar o aviso de uma revista americana de carros, a bangshift, de que é sim perigoso dirigir rápido em vias públicas.

mas que sirva essa morte para nos permitir abandonar essas formas motorizadas de sentir sensações fortes. pois não abandonaremos, nós, humanos, o gosto pela adrenalina. mas podemos sentir esse gosto vertiginoso de forma mais segura. e por que não um passeio de bicicleta? pois, além da adrenalina, depois teremos aquele delicioso banho de endorfina. e nos sentiremos bem, e sobretudo, vivos.

ambos, paul walker e roger rodas, deixaram família. e um legado de glorificação do risco e da velocidade motorizada. não foi acidente.

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5 Respostas para “a fascinante velocidade

  1. Não é irônico como você escreveu, é fatídico. Ou tragicômico. Mas não irônico. Péssima escrita. Precisa melhorar.

  2. Joao Zuhmer, será vc um indivíduo tão raso que só conseguiu julgar a escrita, talvez rápida e emocional de um assunto tão sério?

  3. Um dos textos mais idiotas e mal escritos que já vi na internet. Aprendeu a escrever onde? no orkut rapaz?

  4. Uma opinião diferente sobre uma celebridade que morre de um jeito idiota, deixam as pessoas realmente ofendidas… tá difícil.

  5. essa semana ta mesmo puxada…

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