mudando o mundo

a história da evolução da humanidade, do seu desenvolvimento, é a história de pessoas que de alguma forma tentaram levá-la pra frente e de suas circunstâncias, das estruturas onde estão inseridas. algumas pessoas com boas ideias, outras com péssimas ideias…  torquemada, hitler e outros fizeram caca, achando que estavam melhorando o mundo. mentes doentias nos poderes…

outros fizeram sim grandes avanços, quando estiveram no poder. cada uma seu tempo.

a placa sendo colocada

a placa sendo colocada

mas o mundo evoluiu de forma a surgir uma outra forma de fazer a humanidade ir pra frente. sem ficar gastando tempo tentado tomar o poder para depois fazer algo pelo mundo. simplesmente pensando globalmente e agindo localmente. sem seguir partidos, chefias, grandes organizações e etc.

hoje essas são as grandes formas de realmente fazer algo decente. aquilo que a mídia chama de “fazer a diferença”. não raro inclui correr riscos, muitas vezes tentando fazer aquilo que o estado não faz, e as empresas obviamente não farão pois  não dará lucro.

a repressão

a repressão

são inúmeros os exemplos que se pode dar, no brasil, dos abnegados lutadores em prol da bicicleta. são muitos, agindo de muitas formas, e quase todos tendo que conciliar isso com o próprio sustento.

mas o povo do futuro tá lá, firme e forte, de dia, de noite, debaixo de sol, debaixo de chuva, tomando porrada, mas firme e forte. anos a fio, anonimamente.

placa5

convivência a 60 quilômetros por hora.

ontem a galera ciclista forte da zona norte de são paulo aprontou mais uma.

a zona norte de são paulo é marcada por um cinturão de grandes avenidas em torno das marginais e suas pontes. para sair de seus bairros, os ciclistas da zona norte enfrentam esses obstáculos, o que implica em ter que batalhar pra ultrapassar o muro do descaso dos motoristas em geral, que simplesmente aceleram, e assim terão menos tempo para desviar dos ciclistas, isso se quiserem fazer isso.

e sim, não há nada de sinalização. nadinha. nadinha de nada. se aparece algo, foi feito pelos ciclistas, é sinalização pirata, é o grito de “hey, olha eu aqui, não passa por cima!

esse cinturão de vias mais rápidas, que incluem a marginal do rio tietê, as pontes todas, as grandes avenidas, por não ter uma política de segurança para ciclistas, pedestres e cadeirantes (procure faixas de pedestres para atravessar as pontes a pé! não há!), provoca um apartheid, um muro com o de berlim, criando pontos que são os tensos check-points daquele histórico muro da guerra fria. é uma situação inadmissível dentro de uma cidade!

nessa noite do dia 27, diversos voluntários, não sem risco, pregaram plaquinhas de compartilhamento da via, feitas de forma artesanal, durante semanas, em diversas pontes da marginal tietê.

o que se pretende é conseguir mais segurança nas travessias das tenebrosas pontes. que não são tenebrosas por serem pontes, mas por terem, antes e depois, acessos de saída e entrada, para a direita, por onde veículos automotores,entram e saem em velocidade. sempre dois acessos antes e dois acessos depois da ponte! quatro pontos de hostilidade em cada travessia. atualmente, é coisa sim para corajosos, mas deveria ser uma travessia segura para qualquer cidadão paulistano não motorizado.

facilitar a travessia de não motorizados nesses locais não é apenas fazer zé chegar seguro em casa, significa promover uma lógica de urbanismo voltada à convivência, e não ao conflito.

não é fácil. exige planejamento, ousadia e coragem (algo que não se confunde com irresponsabilidade). e eles fizeram.

que ninguém os critique: estão apenas tentando salvar pessoas. e boa ação melhor que isso não há. simples assim.

13 Respostas para “mudando o mundo

  1. Perfeito, exatamente isso. Cansado de reuniões, conversas e promessas. É simples assim para fazer.

  2. tudo o que ja foi citado mais ainda, INICIATIVA PRIVADA!

  3. É lamentável, Odir, como você não consegue sair do discurso Iluminista – sua gramática é do binômio Medo X Esperança, quando não é a do Desespero X Segurança mesmo.

    Alegria, prova-dos-nove, que é bom, necas…!

  4. lucas, pra variar, delirando… vá pedalar. ganha-se mais.

  5. Odir, para vc é algo banal, pois vc conhece isso muito bem e sofre com isso, mas para quem não é de sp, é sempre bom ressaltar que as avenidas, normalmente, são construidas nas áreas mais planas da cidade, seguindo os rios e córregos, e no caso da ZN isso é pior ainda por causa do relevo doido! Num instante vc só pedala se for com uma relação de 22×34, piscou? Ai vc tem q ir pra 53×11!

    Uma pergunta, estão implantando muitas faixas de ônibus na ZN? Pq aqui na ZO está uma festa! Todas as avenidas que eu precisava circular e que eram hostis aos ciclistas, se transformaram numa ciclovia de primeiro mundo! Só tenho q ficar de olho no retrovisor para não atrapalhar os ônibus, isso quando passa um, pq é raro…

    • na ZN sim, estão implantando faixas de ônibus sim. mas no setor das grandes avenidas, próximas à marginal. meus trajetos têm contemplado morros, vias estreitas, onde ônibus não passam, muitas vezes. essas se mostram, muitas vezes, mais perigosas que as grandes avenidas, pois sendo mais “tranquilas”, motoristas de carro aceleram sem dó. meu último atropelamento foi num local absolutamente “tranquilo”, como limite de velocidade de 20 quilômetros por hora apenas.
      mas faixas de ônibus não há na campo de bagatelle, e em muitas pontes. a ponte do limão, por exemplo, continua perigosíssima, e terá uma faixa de ônibus no centro, não na lateral. ou seja, será umparto acessá-la. teremos que continuar a atravessá-la cruzando as temidas alças. de fato, a política de segurança necessária é diminuir a velocidade nas pontes. pra nós, da ZN, item importantíssimo esse, diminuição da velocidade principalmente nos acessos às pontes, nas entradas e saídas. é aí que mora o perigo. é nesses locais que muitas vezes temos que freiar ao ponto de parar a bike, e em seguida acelerar para em poucos metros chegar a 40 por hora, e isso para não ser atropelado por um carro que saia ou acesse a ponte. são os pontos de maior estresse.

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