40 quilômetros por hora! já!

você sabe muito bem que é impossível ter ciclovias em todas as ruas. são paulo tem 17 mil quilômetros de ruas. como fazer 17 mil quilômetros de ciclovias ou ciclofaixas ? não será feito. e como você faz para chegar a essas ciclovias e ciclofaixas? sua bicicleta vai voando até lá?

essa é são paulo. ciclovias em todas as ruas? ciclofaixas em todas as avenidas? clique na imagem.

essa é são paulo. ciclovias em todas as ruas? ciclofaixas em todas as avenidas? clique na foto.

mas você sabe muito bem que nas vias onde os carros andam mais devagar, dá para conviver. todos convivem no trânsito a baixa velocidade: carros, motos, ônibus, pedestres! sim, pois em vias mais lentas, os carros param nas faixas de pedestres. pois, indo mais devagar, dá para parar.

visão do motorista a 70 kms/h.

visão do motorista a 70 kms/h.

a velocidade média dos veículos em são paulo nos horários de pico é abaixo da velocidade de uma galinha correndo: 16 km/h. o que adianta estar numa via com velocidade máxima de 60 km/h, se ela está toda congestionada?

mas, quando há um espaço de 150 metros adiante, no meio do congestionamento o motorista acelera… e muito! e pára ali na frente. além de haver um gasto desnecessário de combustível, nesse espaço, ele espalha perigo.

visão do motorista a 40 kms/h.

visão do motorista a 40 kms/h.

e claro, nos (cada vez mais) raros momentos em que a via não está congestionada, ele acelera, acelera! e aí espalha morte…

só se deve ter limite de velocidade acima dos 40km/h a via rápida, que é aquela assim definida pelo código de trânsito brasileiro:

“VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO – aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.”

ora, em sãopaulo, apenas a avenida 23 de maio e a pista central, expressa, das marginais, têm essa característica. todas as demais avenidas possuem semáforos, e acessos aos lotes lindeiros. mesmo as arteriais.

nada mais perigoso do que um carro tentar sair de um lote lindeiro onde a via tem limite de 60 kms por hora. nada mais perigoso do que um cadeirante ir pelo asfalto – dada a indigência das calçadas – numa via onde o limite é de 60 quilômetros por hora.

visão do motorista a 130 kms/h.

visão do motorista a 130 km/h.

mas… a 40 por hora, tudo muda. há tempo para freiar. há tempo para reduzir. há tempo para desviar. e é mais econômico. é menos poluente. e menos mortal.

ser atropelado a 60 quilômetros por hora significa quase sempre morrer ou sofrer consequências extremamente sérias. ser atropelado a 40 por hora, nem sempre significa isso. pois há grande chance de sobreviver. a 10 quilômetros por hora, a chance é zero!

são paulo tem o centro expandido cercado por rios, nas margens dos quais estão as marginais. delas saem carros para ir a ambos os lados das pontes que cruzam sobre esses rios. e todas essas vias são develocidade em torno de 60 quilômetros por hora. de forma que é dificílimo atravessar esses locais se não se está num carro, numa moto, num ônibus. mas como faz o cadeirante? como faz o rapaz de muletas que tem que ir de um lugar imediatamente próximo de um lado da ponte, para outro local imediatamente próximo ao outro lado?

não dá para atravessar uma via onde os carros estão a 60 km/h. mas dá para atravessar se eles estiverem a 40 km/h.

40 km/h é o limite da vida. para pedestres, para cadeirantes, para ciclistas, e para motoristas! batidas entre veículos a velocidades menores geram danos menores. matam menos. aleijam menos. e, portanto, há também menos gastos nos tratamentos de saúde.

passou da hora de se reduzir a velocidade. pois não se pode esperar trocentos anos para que se construa uma ciclovia. mas, abaixar a velocidade máxima da via é uma questãoapenas de sinalização. e cria a cultura da convivência.

a redução da velocidade máxima em todas as avenidas prooveria uma economia fantástica à cidade, sob a forma de combustível não gasto, e de economia nos custos de saúde, pela redução dos atropelamentos, das batidas.

portanto, que se abaixe a velocidade das avenidas, todas elas, para 40 quilômetros por hora. simples assim. eficentemente assim.

não percamos tempo e dinheiro em obras que nunca virão. que se faça o óbvio. que se abaixe a velocidade: 40 km/h já!

Anúncios

27 Respostas para “40 quilômetros por hora! já!

  1. Concordo com tudo, só não acho que seja “simples”.

    Você bem sabe que não existe lei sem punição. As pessoas em geral não obedecem às leis por que concordam com elas. Obedecem por medo de serem punidas!

    O complicante será fiscalizar milhões de veículos e milhares de quilômetros de ruas e avenidas.

    Creio que esta ideia de começar pela tal “Rótula Central” é boa. Vocês – paulistanos – estão comprando mais 200 radares. Tomara que de certo!

    Ps: E como ficam nossos “coleguinhas” que pedalam mais rápido que isso?

    Abraços!

    • Na ciclovia do Rio Pinheiros o limite de velocidade é de 30km/h e os próprios ciclistas não respeitam (já ocorreram vários acidentes e uma colisão entre dois ciclistas já resultou na morte de um deles ali).
      Mas ciclista pode!
      Ciclista pode passar no farol vermelho, andar na calçada, na contra-mão não precisa respeitar faixa de pedestres.
      Ciclista só tem direitos não tem obrigações, ciclista é café-com-leite.

      • Eduardo concordo com você, tem muitos ciclistas que não respeito orra nenhuma, assim como muitos pedestres, motoristas, e etc. O brasileiro não respeita nada. A solução, no meu ponto de vista, seria educação para nossas crianças. Enquanto não tiver respeito ao próximo podem fazer de tudo colocar regras, penalidades, inventar isso aquilo, nada vai funcionar, sem respeito ao próximo.

  2. Não precisa fiscalizar, precisa fazer pequenas obras de redesenho do viário, criar gargalos, instalar lombadas, tartarugas, estreitar faixas de rolamento, diminuir a quantidade de faixas nas avenidas priorizando o transporte coletivo e os meios não motorizados (andar à pé, de bicicleta, patins, skate, patinete, pogobol, etc).
    Com o dinheiro gasto pra se fazer um viaduto ou um túnel dá pra fazer muitos quilômetros dessas pequenas alterações. Essa é a função da arquitetura: pensar e desenhar espaços, nesse caso, pensar e desenhar espaços que dificultem a velocidade excessiva dos carros para garantir a segurança das pessoas.

    • É isso mesmo, faz um monte de lombadas, prejudica a circulação de cinco milhões de pessoas por que meia dúzia quer ficar brincando de bicicleta, e pogobol pela cidade.
      Porra Haddad como vc não pensou nisso!

      • hehehe, brincando de bicicleta, né? sai da caixinha, pára de andar em shopping, vem promundo real. dá umpulo na inajar de souza às 6 da manhã. vai ver o movimento. e aproveita pra dar uma lida na leide mobilidade urbana, artigo 6º inciso II. daí descobrirá que carro é o último em prioridades, por lei. umpouco de informação vai impedir vc de escrever besteiras e ser motivo de riso.

    • Bom, tentando trazer o debate para um nível mais elevado:

      Bruno, as “pequenas obras de redesenho do viário” que você sugere só seriam factíveis em locais críticos e que gerassem “efeito cascata” no seu entorno.

      Creio que é imprescindível melhorar o transporte coletivo e, quando possível, privilegiar espaços segregados para quem vai a pé e outros meios não motorizados.

      Mas a tudo isso deve ser somada uma forte decisão de “desprivilegiar” o uso do carro como veículo de transporte individual diário.

      Ai, segundo experiências mundiais, entram:

      A – Pedágios urbanos

      B – Proibição de circulação de carros em determinadas horas e locais.

      C – Acabar com vagas de estacionamento nas ruas: O espaço é público, logo deve servir a todos e não a um veículo parado. Nos locais em que eventualmente for permitido, que seja cobrado.

      D – Multa para quem trafega com um carro somente com o motorista no centro.

      E – Endurecimento da legislação, tornando a obtenção de licença para dirigir mais difícil e custosa.

      F – Tolerância zero com “pequenos deslizes”. Excesso de velocidade, estacionamento proibido, veículos velhos, transitar em faixa de ônibus, furar sinal vermelho, etc. Todas essas infrações deveriam ser punidas com mais rigor.

      G – Plano Diretor mais rígido, criando compensações para cada garagem particular construída em prédios.

      H – Incentivos fiscais para empresas que oferecerem bicicletários e banheiros a seus funcionários.

      Note que são basicamente medidas administrativas. Note também que o item A geraria orçamento para a implantação das outras ações.

      Abraços a todos!

  3. Ele é mais um dos CINCO MILHÕES de macaquinhos de corda (desses q só batem palma) deslumbrado pela redução do IPI e como ele vai poder comprar aquele carro SUPER POSSANTE (que aqui custa o equivalente a um Camaro nos EUA) para curtir toda a LIBERDADE que só um carro pode comprar – ficar preso numa bolha de vidro andando numa velocidade de galinha correndo.

  4. Entendi! O certo é prejudicar CINCO MILHÕES de macaquinhos de corda para que doze hipsters possam brincar com as suas bicicletinhas pela cidade!
    Se eu sair do shopping ou da bolha do Camaro e for até a Inajar de Souza eu vou descobrir que lá, as 6 horas da manhã, passam muito mais bicicletas do que carros? Ou ônibus?
    Vou descobrir que mais ciclistas utilizam a ciclovia do Rio Pinheiros do que passageiros utilizam os trens da linha ao lado, ou carros na Marginal do Rio Pinheiros?
    Quem está fora da realidade?
    Será que para uma pessoa dentro de uma bolha não parece que todos os outros vêem uma realidade distorcida?

    • 1. não são 5 milhões de pessoas andando de carro todo dia. seu dado está errado. 27,5% das viagens diárias são feitas por carros. mais de 40% são feitas por ônibus. isso por si só justificaria usar 4 faixas da 23 de maio para ônibus, e uma só para carros. e também a extensão dos corredores de ônibus sobre as pontes das marginais e túneis, como a 23 de maio. 2. não se trata de proteger 5 macaquinhos hipsters, embora uma vida só já justifica mudanças. mas “traffic calming” é tendência urbana mundial para redução de mortes. não modinha surgida nesse blog. é o que paris já está fazendo, berlin idem. de novo, informe-se antes de falr besteira. 3. toda e qualquer política que dificulte o uso de carros é benéfica à sociedade, para que as pessoas parem de usá-los. são 4.600 mortos ao ano por poluição de veículos, 95% vinda de transporte individual. portanto não se trata de proteger 5 macaquinhos, mas 4600 pessoas. mais uma vez, informe-se.

  5. Não seus dados está errado!
    1. A frota na cidade de S.Paulo superou 7 milhões de veículos em 2011! Calcule 1000 emplacamentos por dia, em média, e veja quanto está hoje.
    Subtraia quem não saiu de carro nesse dia e some quem vem de fora da cidade.
    Cinco milhões é subestimado, e isso é o número de carros e não de viagens (de viagens seria maior ainda).
    A cidade não tem condições de oferecer transporte para todas essas pessoas, e conte em cinco minutos quantos carros e quantos onibus passam pela 23 acho que passam mais carros, quer apostar?

    2. Paris é Paris, Berlim é Berlim.. Aqui a realidade é outra. Comparar com Europa é coisa de filhinho de papai que fica o dia inteiro na internet sonhando com Copenhagen. Desligue seu Iphone e vai ver a realidade.

    3. Está mais caro o transporte coletivo do que o privado:
    http://www.wscom.com.br/noticia/economia/ANDAR+DE+CARRO+X+ANDAR+DE+ONIBUS-152584

    4. Um homem adulto, que fica passeando de bicicletinha pela cidade usando shortinho justo e se acha o dono da razão, diz que EU sou motivo de risos!
    Pronto, agora só falta o poste mijar no cachorro.

    • O “homem adulto de shortinho” está indo trabalhar sem gastar um tostão, chegando mais cedo, vivendo mais e melhor, além de estar mais disposto, produtivo e feliz durante o dia, provavelmente sendo cotado para uma promoção, enquanto você está brincando de carrinho, mofando numa fila enorme andando a 10km/h, e, como o trouxa que é, ainda paga imposto, combustível, chega atrasado no trabalho ou precisa dormir pouco para sair cada vez mais cedo de casa sendo menos produtivo e ficando doente, causando cada vez mais esporros dos chefes e projetos atrasados.

      Realmente você é motivo de ORGULHO, parabéns. E nos desculpe, por favor, se possível.

      • Calma Gustavo, esfregue um pouco mais o popozinho no selim e veja se consegue relaxar um pouco.
        Vou deixar meu terno e minha gravata em casa e vou em reuniões e almoços de negócios com um shortinho justinho! Cara acho bom vc começar a usar capacete pq parece que você já bateu a cabeça muitas vezes.
        Quem não anda de carro é melhor sucedido profissionalmente no Brasil?
        De onde você tirou isso?
        Na empresa onde eu trabalho a peaozada vai de bicicleta e os diretores vão com carros bem possantes, alguns deles blindados.
        Como vc explica isso?

  6. No dia em que as pessoas pensarem no bem da coletividade as coisas mudarão!!! Caro Eduardo, concordo contigo a 23 de maio tem mais carros que coletivos, mas isso não se deve ao fato do nosso país incentivar o uso do carro como um produto de consumo? Ou eles baixaram o IPI apenas para estabilizar a economia? Será mesmo? Se nossa cidade tivesse mais transporte público de qualidade e rapidez muitos não usariam o carro para trabalhar e eu sou um deles, saio de Osasco e trabalho em Guarulhos. Sobre a questão de reduzir a velocidade, seria a saída mais correta a curto prazo, vale lembrar que a Holanda teve um tráfego horrível no período de 1950 pra frente, e que após tantos acidentes de automóveis a população pediu mais segurança no trânsito. E como saída eles diminuíram os locais onde os carros poderiam andar e ainda reduziram drasticamente a velocidade, o índice de atropelamentos reduziu de forma muito significativa, com esta tranquilidade as pessoas tiveram muito mais espaço na cidade como um todo. Agora porque não seguir exemplos que deram certo? Falta um pouco maturidade da população, porque se hoje vivemos em meio ao caos, imagine como será daqui a 20 anos com esses mesmos dados de 1000 emplacamentos o dia? Pense um pouco, deixe o ego de lado e reflita.

    • Concordoem parte com vc Eto.
      Se a cidade tem uma estrutura de transporte público descente, a discussão seria válida. Veja como são os trens, metro e ônibus em S.Paulo. Pedir para deixar o carro em casa é absurdo.
      Nos EUA existem cidades que possuem um sistema de transporte público de qualidade (NY por exemplo), e outras que privilegiam o carro (Miami ou LA).
      A diferença é que querem transformar uma cidade que se parece mais com LA em Amsterdã. daqui a pouco vão dizer que em Veneza funciona e começarão a pedir que se usem mais gôndolas em SP.

      • Esse Eduardo é uma piada. Não consegue viver sem sua carrocinha. Acha que é gente só porque tem uma ou, pior ainda, é frustrado por não conseguir comprar um veículo de verdade. Triste essa síndrome de pau pequeno…

        Sobre sua resposta anterior: se sua empresa é chinelona a ponto de sequer ter vestiário para os funcionários, o problema não é meu. Alias, se você não conhece o conceito de TROCAR DE ROUPA eu recomendo fortemente que você leia sobre isso, inclusive sobre tomar banho, vai por mim: faz bem pra você e para os outros e nem é difícil, conheço várias crianças que fazem isso sem ajuda.

        Onde trabalho existem pessoas dos mais variados cargos usando a bicicleta e transporte coletivo, enquanto a “peãozada” anda com seus possantes populares, verdadeiras carroças sobre 4 rodas, caindo aos pedaços pois gastam o que tem e o que não tem para comprar e não conseguem nem pagar a primeira revisão, achando que são gente, a maioria dos chefes anda de ônibus ou, no máximo, taxi, pois sabem que precisam estar aqui no horário e não tem tempo pra brincar de “arranca e para”. Eu sou um dos poucos no cargo de chefia que vem trabalhar de bike, alias fui promovido depois de reduzir meu uso do carro, reduzindo stress e aumentando a produtividade. #fikdik

        Seu chefe tem carro blindado? Atestado de burrice. O que o ladrão quer? O carro. O que seu chefe jumento fez? Comprou um carro visado e colocou blindagem. O ladrão continua querendo o carro, só que agora seu chefe tem um carro tão pesado que sequer vai conseguir fugir dos ladrões e se conseguir os freios nunca vão conseguir parar a geringonça, ele vai bater e se não morrer o resgate vai perder um bom tempo até conseguir abrir o carro. Realmente muito esperto. Me explique, também, como a blindagem protege ele ANTES de entrar no carro. 😉

        Deixa eu adivinhar: você tem um carrinho popular de uns 50 a 60 mil reais e acha que é gente, correto? Conheço bem teu tipinho. Infelizmente tem alguns como você por aqui ainda. Faz assim: se seu parâmetro pra qualidade de vida é carro, me avise quando você tiver condições de comprar um carro acima de 100k A VISTA e conversamos de igual pra igual.

        Você acha que eu ando de bicicleta por ser POBRE? Coitado. Pobre é quem compra carro de R$ 60.000 e usa todo dia pra ficar preso em engarrafamento e chegar irritado e atrasado no trabalho. Prefiro deixar meu carro (que por sinal custa mais de 60k — você parece se importar muito com isso) em casa e chegar no trabalho na metade do tempo, feliz, relaxado e pronto para trabalhar de verdade, coisa que um dos meus subordinados em especial não faz. Chega todos os dias morrendo de sono ou atrasado, não produz nada direito e reclama o dia todo do trânsito, do carro que só dá problema, fica pedindo dia de folga pra levar a carroça na oficina… Enfim, acho que você conhece BEM o tipinho. Por causa disso ele sairá no próximo mês, só está cumprindo aviso prévio e passando o bastão pro substituto. 🙂

        Enfim, não vou mais te responder. Minha intervenção acaba aqui, mas entenda que ninguém está dizendo pra você parar de usar sua carrocinha, se você é feliz assim, ótimo! Mesmo. Só pare de encher o saco de quem quer ter uma vida diferente da sua e aprenda a respeitar os outros ou continuará sendo ninguém. Pode ser bom arrume um emprego melhor, pois está claro pra mim que sua empresa não deve ser um lugar muito bom para se trabalhar. Certamente existem outros lugares onde você será melhor tratado e melhor remunerado na sua cidade.

  7. Gustavo,

    Vc está muito estressado o que aconteceu? Esfregou muito o bumbum no selim e ficou com o botãozinho assado?

    Já passou pela sua cabeça que vc pode ter sido promovido para o seu “cargo de chefia” não pela bicicleta mas por sua clarividência? Afinal com o pouco que escrevi vc deduziu que:

    – Eu não tenho $ para comprar um carro de 100k A VISTA;
    – Eu tenho um carro entre 50 e 60 mil que é uma carrocinha e acho ele o máximo;
    – Eu trabalho em uma empresa chinelona;
    – Eu não cultivo bons hábitos de higiene;
    – Meu pau é pequeno.

    Afirmo que 99% ou mais dos maiores executivos do Brasil não tem a bicicleta como meio de transporte.

    Afirmo que carros blindados são mais eficazes contra assaltos do que carros sem blindagem.

    Não acho que quem anda de bicicleta é pobre. Eu tenho uma Scott Scale 910 e uma Trek Madone 6.5 e sei quanto elas custam. Mas afirmo que no Brasil quem vai trabalhar de bike (EM SUA MAIORIA) são os piores remunerados.

    Se você acha que quem tem nível para conversar com você é só quem tem $ para comprar um carro de 100k A VISTA eu tenho pena de vc.

    Para que manter um carro que custa mais de 60k igual ao seu e não usar?
    Venda esse seu carro para mim!

    Até mais, capricha no hipoglós no botãozinho que esse stress passa.

  8. GUATAVO liga nao. esse EDUARDO é um consumidor hidrocarburodependente, mimado pelos traficantes de petroleo. PEDRO ROBERTO CARNIEL TIETE SP.

  9. Eduardo, concordo com tudo o que você escreveu. Lombadas, radares, controle de velocidade e blitz só servem para atrapalhar a vida dos motoristas… será que é difícil pro Haddad entender que nós queremos ruas cada vez mais largas, rápidas e exclusiva para carros? Não queremos dividir ruas e avenidas com mais ninguém… ciclistas que pedalam na mão correta e nos bordos da pista, caminhões, ônibus, pedestres (idosos e crianças de pogobol principalmente). To pagando IPVA e é nosso direito! Problema de espaço? “Dois corpos não ocupam o mesmo espaço” não é desculpa srs governantes, quero minha autobahn e é pra já!!

  10. BRAM,BRAM,BRAM,BRAAAM. COF,COF,COF,COF….

  11. Também não gosto de poluição! Um dia em que os carros elétricos forem viáveis com certeza tentarei comprar um.
    Mas na atual situação prefiro trânsito a virar purê de ciclista debaixo da roda de um ônibus!
    Morre um ciclista por semana em SP e tem gente que chama isso de medo injustificável…

    • um motorista morto por dia. vários sequestros-relâmpago – coisa que não acontece nunca com ciclista, por impossibilidade de meio…

      • Está respondido! Morte de ciclistas correspondem a 6% das mortes no trânsito, morte de passageiros de carros 23% (Dados do estado de SP em maio/2013). Compare o número de carros que você vê na rua com o de bicicletas. Se para cada ciclista existem 4 motoristas a bike é mais segura.
        Eu acho que para cada ciclista trafegam pelo menos 40 carros, logo o carro é pelo menos 10 vezes mais seguro.

    • pois é, eduardo. esses ciclistas foram mortos por outros ciclistas? não, foram mortos por assassinos. bicicleta não é insegura per si, mas em razão do não cumprimento de normas jurídicas por parte dos motoristas. portanto, urge fazê-los cumprir de alguma forma. se não conseguem manter distância nas vias arteriais e rápidas e diminuir a velocidade na ultrapassagem (arts 201 e 169 do CTB), com limites de 60 e 80 kms por hora, urge fazê-los andar mais devagar de outra forma: pelo limite geral da via. como existe legislação determinando prioridade na política de trânsito para a biccileta em detrimento do carro, que se reduza a velocidade, que se eliminem os estacionamentos nas ruas, que se crie o pedágio urbano. em pouquíssimo tempo andar a pé, de bicicleta, skate, patins eetc, vai ser não apenas mais prazeroso, mas muito mais seguro. e sem sequestro relâmpago.

      • Os ciclistas não foram mortos por assassinos, mas por motoristas. Muitos deles também foram responsáveis pelas suas mortes.
        Me lembro claramente de um ciclista que morreu no Pari porque transitava na contra mão e chocou-se com um ônibus em uma curva.
        Me lembro também de Julie Dias que transitava na segunda faixa da Av. Paulista, bem longe do bordo como manda a lei, e foi atropelada por um ônibus.
        Acho fácil colocar toda a culpa nos carros.
        Amanhã é sábado, peço que vá até a USP e veja como se comportam os ciclistas por lá, não respeitam semáforos, corredores, pedestres ou sinalização. Fazem isso em grupos muitas vezes de mais de trinta bicicletas e em velocidades que beiram os 40km/h.
        Mas se escrevo isso sou taxado de careta, dizem que vejo tudo pela ótica do motor…
        Acho que está na hora de os ciclistas crescerem e respeitarem para serem respeitados.

  12. O mais engraçado que invalidam a bicicleta como meio por ser perigoso, mas são essas pessoas, que geralmente dirigem, que tornam as ruas inseguras.
    A alguns meses atás postei no meu fb que eu defendia a redução de velocidade. As pessoas se revoltaram. É incrível como as pessoas acreditam que a velocidade instantânea vai levar elas mais rápido no destino. O mais curioso que desses comentários inflamados no meu fb vieram de engenheiros, que aprenderam muito bem a diferença entre velocidade instantânea e média. Ou seja, essa coisa de acelerar virou um dogma, é preciso dela, e alta, a qualquer custo, mas não percebem que se manter uma velocidade média baixa chegaram ao destino com mais segurança e no mesmo tempo. Ignoram os beneficios da velocidade baixa e os malefícios da alta, e quando pedi pra enumerarem quais os beneficios da alta só foi um, chegar mais rápido, o que nem sempre é uma verdade.
    Enfim, mesmo discutindo com pessoas informadas, engenheiros, a discussão teve um tom muito emocional, ai me lembrei do que uma professora de sociologia me falou “conhecimento não emancipa” e é tão verdade que tem até estudos científicos sobre isso: http://www.salon.com/2013/09/17/the_most_depressing_discovery_about_the_brain_ever_partner/

    Eu sonho com a redução de velocidade, mas com a mentalidade presente isso parece que vai demorar.

  13. Pingback: Ferramenta eficiente para moderação de tráfego | Transporte Humano

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s