a CET-SP e o cerceamento ao direito de ir e vir

a CET-SP é discriminatória. todos sabemos. embora tenha meia dúzia de gatos pingados entre os funcionários, que pensam na circulação de pessoas, não de veículos, o órgão é francamente discriminatório aos não motorizados. e claro, essa meia dúzia de gatos pingados é sempre ignorada, conseguindo realizar apenas migalhas de políticas públicas voltadas a pessoas, e não a veículos motorizados apenas.

em nota ao jornal “o estado de são paulo”, que colo abaixo, a CET afirma claramente que ciclistas não devem circular em vias com limites acima de 40 por hora. claro, ela pensa apenas em ciclistas em parques. ignora a massa de ciclistas que diariamente são obrigados a cruzar as pontes sobre as marginais, todas com limite acima disso.

é óbvio que a CET quer cercear o direito de ir e vir dos ciclistas. está manifesto. leia a reportagem. aí está, claramente, o sinal de seu nazi-fascismo, sua predileção pelos mais fortes em detrimento daqueles que só tem o direito como proteção. é isso que caracteria o nazi-fascismo: a predileção pelo mais forte, não levandoem conta a potencial igualdade entre as pessoas.

segundo a nota da CET reproduzida em parte pelo jornal, acerca de ciclistas nos corredores de ônibus, é evidente que não há lugar para ciclsitas atravessarem as pontes. sim, isso mesmo, não devem atravessar e pronto! cerceados em seu direito de ir e vir, direito previsto na Constituição Federal e acima do próprio CTB. obviamente a CET ignora os dois: CTB e Constituição Federal. e claro, os ciclistas que moram além do centro expandido, em parte constituidos por cidadãos menos abonados dessa metrópole, que fiquem em seus bairros, não é CET? 

mas claro que não devem sair de seus bairros. não devem ir a hospitais na região central, não devem ir aos seus empregos, não devem ir a escolas. ou a CET imagina que há como atravessar pontes sem usar vias rápidas? se há, que me indique uma ponte pela qual eu possa atravessar!

é fato que passou da hora de termos manifestações fechando essas pontes para esses nazis perceberem o que estão fazendo nessa cidade. passou da hora. leia a notícia abaixo e se pergunte: como atravessar pontes sobre as marginais seguindo essas orientações? como?

Faixas de ônibus ‘empurram’ ciclista para o meio da rua

Ativistas pedem uso compartilhado e sinalização; CET diz que bicicleta é proibida em grandes vias

15 de setembro de 2013 | 2h 07
ARTUR RODRIGUES – O Estado de S.Paulo

A criação de 150 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus acabou gerando uma polêmica com quem pedala. Cicloativistas afirmam que seria ideal que bicicletas pudessem compartilhar as vias. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), no entanto, não aconselha esse tipo de procedimento.

 

Após a criação dos espaços exclusivos para coletivos, alguns ciclistas passaram a usar outras faixas e encararam ainda mais xingamentos e buzinadas dos motoristas de carros. Os que continuam do lado direito, compartilhando o espaço com os ônibus, contam que também passaram a ouvir mais reclamações. “Em qualquer faixa que usamos somos mal recebidos”, afirma o cicloativista Wilian Cruz, que mantém o site Vá de Bike!. “É preciso haver um posicionamento da CET sobre onde devemos circular.”

De acordo com Cruz, é até melhor circular na via dos ônibus, já que o volume de veículos em geral diminuiu nessas faixas, mas ele diz que também é possível seguir pela segunda faixa, com os automóveis. No entanto, além de um discurso oficial, ele cobra também uma política pública, que incluiria, por exemplo, a criação de sinalização indicando o espaço apropriado para bicicletas.

A resposta dada pela CET ao Estado esquenta a polêmica. Segundo a nota enviada, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe o tráfego de bicicletas em vias de trânsito rápido e em rodovias, exceto em locais que tenham acostamento. “Independentemente dessa proibição, a CET também mantém a recomendação expressa de que os ciclistas devem utilizar apenas os caminhos e rotas onde a velocidade máxima permitida é de até 40 km/h”, afirma.

A companhia diz ainda que a criação das faixas preserva a segurança dos ciclistas. “Com a segregação dos coletivos, os veículos mais vulneráveis na cadeia, ou seja, as bicicletas estão menos sujeitas a disputar espaço com os veículos mais pesados”, informa a nota.

Quem pedala vê contradição no discurso, já que sinalização para ciclistas foi pintada na Avenida Rebouças, com limite de 60 km/h. E cicloativistas também não abrem mão de pedalar pelas avenidas da cidade. “Essas grandes vias estão construídas em cima dos leitos dos rios, que são as áreas mais planas”, diz Thiago Benicchio, diretor-geral da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade). “Não faz sentido tirar o ciclista do lugar mais plano e colocá-lo na montanha.”

A utilização de faixas compartilhadas entre ônibus e bicicletas é um modelo adotado em várias cidades europeias. Em Londres, bicicletas e motos podem usar todas as faixas de ônibus. Uma pesquisa revelou que, nas três vias onde houve a primeira experiência, em 2006, acidentes com ciclistas e motos caíram 44%. O compartilhamento também é uma política adotada nas cidades de Paris e Berlim.

A Prefeitura de São Paulo promete construir 210 quilômetros de ciclovias, 300 km de rotas para bicicletas e outros 140 km de estruturas cicloviárias até 2016.

Mortes. A CET apresentou dados que mostram que as mortes de ciclistas no trânsito de São Paulo vêm diminuindo. De janeiro a maio deste ano, 15 ciclistas foram vítimas de acidentes fatais na cidade. No mesmo período do ano passado, foram 26 mortes. A queda é de 42%.

 link para a reportagem aqui.

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2 Respostas para “a CET-SP e o cerceamento ao direito de ir e vir

  1. Sem maiores comentários.. concordo em gênero e grau com você. Uma vergonha para o Brasil e para a cidade de São Paulo ter gente com uma visão tão míope na administração da CET.

    Realmente tosco.

    Será que esse pessoal nunca viajou para Paris, Genebra, Nova York, Bogotá, Berlim, Santiago do Chile, Buenos Aires, etc… ?

  2. a CET não está errada no conteúdo do que diz: por óbvio, vias mais lentas e de menor demanda são melhores (não só mais seguras: mais agradáveis, por vezes mais curtas).

    A questão é a forma, a sintaxe, impositiva e fóbica.

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