queimemos os carros!

o título é provocativo eu sei. mas minha proposta é outra: em vez de queimar os carros, entreguemos todos à reciclagem. tem muito material num carro que pode ter outra utilidade.

é... pegou fogo...

é… pegou fogo…

é preciso pegar as avenidas de quatro faixas e fazer o seguinte: uma pista para bicicletas, outra para ônibus. e as duas outras faixas quebradas, asfalto arrancado, árvores plantadas, árvores em profusão.

já apagaram o fogo...

já apagaram o fogo…

quebremos o calçamento dos estacionamentos, plantemos árvores.

a resposta da natureza: árvore engolindo um mustang 1966

a resposta da natureza: árvore engolindo um mustang 1966

precisamos fazer isso em são paulo. precisamos fazer isso urgentemente. precisamos reduzir emissões de carbono, pra ontem, num ritmo alucinante. pois cada vez que alguém gira a chave pra ligar aquela porcaria chamada carro de passeio, aquela monstruosidade de quatro rodas que tem nomes como porsche, mustang, mercedes, fusca, e etc, está contribuindo  e muito para essas chuvas horrorosas que estão parando a cidade: avenidas, casas, lojas, estabelecimentos inundados. imóveis destelhados. raios aos milhares. duvida? por favor leia o texto que reproduzo abaixo.

isso sim é divertir-se num mustang!

isso sim é divertir-se num mustang!

e lembre que cada vez que você gira a chave no contato, cada vez que você assiste uma corrida de fórmula 1, cada vez que você acha um carro bonito, cada vez que você clama ao político que construa novas avenidas, você está contribuindo pra ferrar de vez a cidade. livre-se do seu carro ou conviva com o destino inefável: perder seu carro numa enchente.

Mudanças Climáticas: Terra da garoa agora é berço de tempestades, entrevista com Carlos Nobre

Publicado em dezembro 15, 2010 por 

Tags: clima

Mudanças do clima em São Paulo são alerta para o Brasil

São Paulo nunca mais será a terra da garoa. Em estudo recentemente concluído, o pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e sua equipe descobriram que a temperatura na capital paulista subiu entre 2 e 3 graus Celsius nos últimos 70 anos.

Em consequência, o padrão de chuvas foi alterado, acabando com as condições para a típica garoa. O aquecimento paulistano – diferentemente do aquecimento global, que chegou próximo a 0,4 grau Celsius no mesmo período – foi causado pela urbanização da cidade.

Essa situação, segundo ele, é irreversível. Resta agora tentar se adaptar e adotar medidas, como o plantio de árvores, para evitar que o aquecimento global agrave ainda mais a situação. São Paulo, diz Nobre, se tornou um grande laboratório sobre as consequências dos desastres climáticos. Reportagem de Adauri Antunes Barbosa, em O Globo.

Leia a entrevista:

– Qual a diferença entre as mudanças climáticas ocorridas em São Paulo e o aquecimento global?

A mudança climática já ocorrida em São Paulo deve-se principalmente à urbanização da cidade, e não ao aquecimento global. Este daria, talvez, um aumento 0,4 grau nos últimos 70 anos. A temperatura em São Paulo subiu entre 2 e 3 graus Celsius. A principal causa desse aumento de temperatura é a diminuição das áreas verdes, a grande quantidade de concreto e asfalto, as construções. O que a gente espera que aconteça no planeta em 100 anos aconteceu aqui em pouco mais de 50 anos. As chuvas mudaram também, não é só a temperatura.

– São Paulo “terra da garoa” acabou mesmo…

Acabou. A garoa praticamente desapareceu. A razão do desaparecimento da garoa é o aumento da temperatura. A gotícula que era a garoa não se forma mais, ela evapora porque está muito quente. Essa é a razão principal.

– E qual é a principal mudança provocada por essa virada no clima?

O principal aspecto da mudança climática de São Paulo é o aumento acentuado do número de episódios de chuva intensa. Essas que causam inundações, deslizamentos. Isso não acontecia há 70 ou 100 anos.

– É possível aprender com essa mudança?

São Paulo deveria ter sido vista desde o início como um laboratório de como você adapta uma grande cidade à convivência com um clima extremo. Mas isso não aconteceu. O clima foi mudando, os fenômenos foram se tornando extremos e a cidade foi se acomodando com isso, com impactos negativos para a economia e a sociedade.

– Já deveríamos ter aprendido com isso, não é?

São Paulo seria o melhor laboratório do Brasil de como devem ser as políticas públicas para fazer com que a sociedade vá gradativamente se adaptando ao fato de que o clima está mudando e que ele está se tornando, em geral, mais extremo. Extremos climáticos acontecem com mais frequência e intensidade.

– O senhor acha que ainda é possível reverter essa situação?

Podemos fazer uma adaptação, que é diferente de eliminar a mudança climática. Você pode atenuá-la com uma série de medidas. Podemos recuperar um pouco da área verde perdida. As áreas de risco têm de voltar a ser de vegetação de porte. Com isso, São Paulo poderá melhorar minimamente seus indicadores ambientais e climáticos. Mas será uma coisa pequena. A mudança climática já é permanente.

– É irreversível?

Irreversível em uma escala de tempo de séculos. Mesmo que alguém congelasse o crescimento de São Paulo, ainda há o aquecimento global. E este não é São Paulo quem controla. É o planeta.

– Houve influência do aquecimento global no processo de urbanização paulistana?

Pouca. Dos 2 a 3 graus Celsius que a temperatura subiu na cidade nos últimos 70 anos, nós podemos dizer que 0,3 ou 0,4 grau é do aquecimento global.

– Quais são hoje as projeções para o aquecimento global?

A média global da temperatura pode subir entre 2, 4 ou 5 graus Celsius neste século. O nível do mar subirá entre 40 centímetros até acima de 1 metro no mesmo período. O regime de chuvas tende a mudar. Serão menos dias de chuvas durante um ano, mas, quando acontecerem, elas serão mais intensas, e concentradas.

– Onde haverá impacto no país?

Há um impacto muito grande previsto na agricultura. As regiões semiáridas, por exemplo, poderão ficar com menos chuvas, o que já é o problema principal do semiárido no Nordeste. Há também um impacto muito grande na biodiversidade. Nós podemos perder entre 10% e 30% da Floresta Amazônica, do Cerrado e da Caatinga.

– Esses impactos têm a ver com o que já aconteceu em São Paulo?

A lição que a região metropolitana de São Paulo nos ensina é que se a sociedade não fizer nada, os impactos continuam crescendo, cada vez mais prejudiciais, e vão se instalando até sermos completamente incapazes de uma reação. A queda na qualidade de vida em São Paulo, associada com poluição do ar, altas temperaturas, inundações frequentes, deslizamentos de encostas, fatalidades, tudo isso junto mostra que nunca olhamos as mudanças climáticas de forma integrada.

– O Brasil não deve repetir o que aconteceu em São Paulo?

Isso é um sinal para que o Brasil não faça o que São Paulo fez. Inação não é uma resposta. O Brasil, e São Paulo em particular, tem agora que recuperar o tempo perdido.

– O que o cidadão comum, preocupado com isso, pode fazer?

Normalmente a preocupação do cidadão comum é contribuir para a redução do risco futuro. Então, ele pensa logo na redução das emissões, o que é importante. Só que ele também tem que pensar em ações para conviver com as mudanças climáticas. Ele precisa apoiar políticas públicas relacionadas a isso.

– Quais expectativas sobre a Conferência de Cancún?

A expectativa é que haja pequenos progressos. Como Copenhague praticamente zerou o jogo, então ninguém tem grandes expectativas. É possível que haja um avanço na constituição do fundo em que, até 2020, os países ricos doarão US$ 100 bilhões para as nações pobres, que sofrerão as maiores conseqüências das mudanças climáticas.

– A questão das compensações interessa ao Brasil quando se fala no desmatamento.

A questão do desmatamento é de interesse direto do Brasil. Tivemos uma redução nesse índice de mais de 10% em relação ao ano passado, segundo dados do Inpe. Devemos ganhar muito com a implementação do REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), um mecanismo que fará os países ricos ajudarem nações tropicais a reduzir essa devastação. O Brasil tem a melhor tecnologia para fazer este monitoramento, e podemos transferi-la para regiões de outras florestas.

– Pessoalmente o senhor acredita em acordo em Cancún?

Só com uma bola de cristal para saber pelo menos se o REDD e o fundo para países pobres serão de fato assinadas, quer dizer, se haverá um acordo por escrito. Na Conferência do Clima tudo tem que ser por unanimidade. Mas estou otimista com avanços nessas áreas.

EcoDebate, 13/12/2010

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19 Respostas para “queimemos os carros!

  1. Queimar poluiria também.
    Acho que o principal é usar com parcimônia. Muita.

  2. SP não é a melhor das cidades quando se trata de distância entre pontos. Não posso levar minha filha ao pediatra que não seja de carro. Transporte público eu não uso. Taxi eu me recuso a pagar. Ou, ainda, me deslocar com ela para visitar minha irmã, lá na zona sul.
    Já para a casa do meu pai, a apenas 6km de distância, ali na Vila Romana, nós já nos aventuramos.
    Quando ela estiver maior, quem sabe poderemos nos deslocar juntas.
    Quando pego meu carro, que aliás passou na inspeção veicular (mas não sei quanto isso é válido senão para me deixar dormir tranquila, com a certeza de que faço minha parte), não me sinto culpada.
    Tudo é bom senso.

  3. Desculpas…

    desculpa furada 1: “queimar o carro poluiria tb”. Pois eh, emitiria carbono, sim, claro, sem duvida, mas quantas vezes mais carbono o mesmo carro continuaria emitindo ao ficar queimando combustivel pro resto de sua vida

    desculpa furada 2: “Nao posso levar minha filha ao pediatra q nao seja de carro. [Pois] Transporte publico eu nao uso”. Pq nao? Nao se mistura com essa gentalha?

    desculpa mais furada 3: “Qdo pego meu carro, nao me sinto culpada”. Pois eh, com as justificativas empregadas…

    • Charlie, pega leve.

      1) O “queimar o carro poluiria tambem” foi apenas uma forma de baixar os animos, falar um tom abaixo, quebrar o gelo. Claro que poluiria menos. Mas menos, bem menos, quase nada, vai…

      2) Eu escolho não usar transporte público porque é demorado, porque as linhas que conheço estão sempre cheias. Porque é caro para o que oferecem. Não suponha o que pensei (que quem o utiliza é gentalha), porque não foi isso que pensei. Acredite: cada vez que entro no elevador, no edificio de engravatados onde trabalho, a maioria das pessoas olham para mim como se eu, sim, fosse gentalha, só porque venho de bike. E lá onde moro, levei um tempo para mudar a opinião dos outros moradores, que antes me achavam louca e hoje me acham corajosa. Quer dizer que quando a bike virou moda eu virei corajosa!!?? Em tempo, você tem filhos? Já tentou andar de ônibus (chacoalhando UM MONTE) com uma criançca de colo nos braços? Num dia de muito calor ou de muita chuva? Você já teve que ir correndo buscar seu filho doente na escola e levar pro médico? Experimentou fazer isso de taxi? Ou de metro ou busão?

      3) Cada vez que pego o carro, não me sinto mesmo culpada. Você se incomoda por isso? Qual o problema em não se sentir culpada? Sou mais “criminosa” por usar o carro? Voce sabe que carro tenho? Sabe se ele é potente? Sabe se eu peso 50 quilos e dirijo um jipe de algumas toneladas? Sabe se comprei meu carro pra pagar em 60 prestacoes e comprometo meu orcamento por isso (ou esta postura de se render ao “status” e ao consumo insano não conta?)? Sabe se ele é um carro economico, compacto – e com motor regulado – o qual eu utilizo apenas quando necessário? Eu já alivio o lado dos motoristas vindo trabalhar de bike todos os dias – e não sou nenhuma heroína por isso -, porque me sentiria culpada por usar aquilo pelo qual paguei?

      Eu já faço meu papel quando mostro para minha filha aquilo que não se deve fazer atrás do volante e quando elogio o motorista gentil ao lado. Eu já faço meu papel quando a levo para pedalar na rua, na ciclofaixa e na ciclovia. Eu já faço meu papel de várias outras formas, levando-a ao piquenique no parque enquanto seus amigos certamente estão jogando Wii em casa ou enfiados em shopping centers. Tenho plena consciencia que eu já faço minha parte.

      O que mais fazer? Virar xiita? Não sei se o Odir foi literal em sua colocação, ao nos chamar para queimar os carros. Qualquer que tenha sido sua intenção, e minha interpretação, o fato é que não concordo totalmente com o que ele diz.

      Não se deve condenar o uso do carro. Muitos o usam por não terem outra opção, ou uma melhor.

      Vindo trabalhar esta manhã, encontrei meu vizinho no elevador. Ele estava indo trabalhar de bike. Justo ele, que tem um SUV. Imagine!! Pois é, isso não é bacana? O cara encontrou sua melhor opção!

      Tem gente que pega o carro usando desculpas.
      E ninguém precisa de desculpas pra aderir à bike.
      Nos caso de ambos, usa quem quer. É só fazê-lo da melhor forma.
      A mais pacífica, a mais sensata, a mais humana.

  4. Lembrando que há vários estudos que indicam que o uso eventual do Táxi em conjunção com o transporte coletivo representam um custo menor que o custo, manutenção e licenciamento de um caro de passeio.

    Outrossim, na disponibilidade de carro, adotam-se estratégias insustentáveis de deslocamento cotidiano: Ex: Morar em Atibaia e Trabalhar em Alphaville, e estudar no Paraíso.

    • Eventual não: o uso continuo do taxi é mais barato do que a posse de um automóvel. Foi tese de doutoramento em economia na UERJ. A familia-caso morava em Nilópolis e trabalhava em Ipanema.

      A lógica do carro próprio é como a da casa própria: “aluguel de imóvel é dar dinheiro pros outros”. Não, não é: se o dinheiro aplicado no banco for suficiente para aquisição de um apartamento, sem rendimento em CDB cobre um aluguel equivalente, e você não perde liquidez.

      O Barão de Haussmann já sabia que a questão da habitação nas metrópoles não se resolve com a posse universal de imóveis (aliás, piora com isso), e sim com a universalização de alugueis baratos (o que se consegue com IPTU Progressivo). E Haussmann nem de longe era “de esquerda” (o cara foi prefeito imposto de Paris sob a Terceira República de Luís Napoleão Terceiro, pô!)

      • Depende do preço do carro, se paga seguro, a distância, disponibilidade de taxi, etc… Muito simplista colocar essa familia “caso” como um exemplo contundente.
        Eu considero um conforto merecido a todas familias terem um automóvel para uso eventual.

      • Erro urbanístico, Marcelo.

        O que você defende é que qualquer sujeito possa usar um carro se precisar, mas isso um car-sharing ou aluguel de carro ou taxi resolve melhor.

        Para um carro ser menos caro que usar taxi (para tudo, o que é a rigor improvavel), é preciso uma distância media de mais de 17km de deslocamento por dia http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1235585-carro-ou-taxi.shtml

        Só que se a distância é tanta, vale mais a pena se mudar para mais perto de seus objetivos de desejo, mesmo que o custo de moradia aumente.

        Por fim, você recai num paradigma burguês: nem toda familia é pai, mãe e filhos. Aliás, esse já não é o modelo hegemônico nas metrópoles mais cosmopolitas do mundo.

      • Portela, suas idéias são muito utópicas.
        E esta avaliação dos 17km que saiu na Folha é uma piada.
        Considerou um “exemplo padrão” que não é padrão.
        Não considera o custo de um carro usado, de pessoas que não pagam seguro, do tempo de espera de um taxi (em Curitiba conseguir um taxi as vezes passa de 30 min), do tipo de pista, da carga que será levada. do número de pessoas que irão no veículo, das paradas intermediárias.
        Por exemplo pode-se parar num supermercado, numa farmácia. Se for trocar de taxi ou deixar ele esperando a cada parada vai ser mais caro.
        O que me indigna é pessoas e mais pessoas repetirem como um mantra reportagens e “estudos” que tem viés e metodologia ciêntifica questionável.
        Teu comentário que se pode mudar para mais perto tb é irreal. Mudar, a não ser que vc seja solteiro e more de aluguel, é uma grande dor de cabeça e custa muito, muito caro.

      • Ao contrário, nada utópicas. Apenas não sofrem de analfabetismo urbanístico.

        Se lhe parecem inaplicáveis, avisa a toda Europa que eles estão fazendo tudo errado desde Hausman…

      • E você não está ainda considerando a principal comoditie que um automóvel consome: espaço. E seu discurso ainda está calcado na gramática dos direitos: direitos temos todos, inclusive de sermos seviciados (Sade manda lembranças…), resta saber se convem. A sintaxe dosdireitos não apenas obstrui o desejo como gera dívida. Eu rompi com ela desde tempos imemoriais.

  5. Eu incluiria outra “solução” além de queimar os carros:parar de “plantar” prédios em SP.

    • não tenho certeza sobre isso. prédios resultam em adensamento. prédio com garagem e muitos carros é problema, mas sem carros não. evita o espalhamento da macha urbana. isso ajuda também a diminuir as rotas trafegadas.

      • Alexandre Constantini

        Uma dúvida Ogum.
        Morar perto do trabalho é o ideal, eu entendo isso, mas quando falamos em indústrias que poluem e fazem barulho, a solução com “distritos indústriais” mais afastados me parece bastante boa.
        Nessa situação o trasporte exclusivamente por bicicletas parece dificil.
        Qual a sua opinião sobre isso? Qual a solução?

      • mas não defendo o transporte exclusivo por bicicleta. aliás, o transporte individual, mesmo que por bicicleta e outros meios não motorizados, não é solução. solução é transporte coletivo, de massa. metrô, trem, corredores de ônibus. transporte coletivo economiza energia em geral, economiza espaço urbano, e tem o efeito salutar de misturar pessoas de hierarquias sociais distintas.

      • Não vê o “adensamento” como um problema em si? Como primatas somo gregários, mas São Paulo já extrapolou faz tempo!

      • berlin, tóquio, e mesmo n. york são mais adensadas que são paulo. em manhatan há mais que o dobro de habitantes por metro quadrado que no centro expandido de são paulo. no caso de são paulo, o centro velho está desabitado. há ruas, à noite, que são desertos. isso é um erro urbanístico fenomenal, rodrigo.

  6. O problema são os carros populares! Muito carro na rua, carro tem que ser bom e caro!
    Mas e os pobres?
    Fácil:
    Se for só pobre usa transporte coletivo.
    Se for pobre e metido a revolucionário usa bicicleta.

    Vem falar de tempestades? Vá até Manaus, só tem árvore naquela porra e tem tempestade todos os dias.

    Isso não é vontade de botar fogo nos carros isso é fogo no rabo.

    • resposta civilizada a um comentário não civilizado. como é conhecido, primeiro mundo é caracterizado por ser local onde os ricos andam de transporte coletivo, não os pobres de carro. no terceiro mundo, tudo é inacessível. o fascínio por carros vem do fetiche pelo inacessível. sonha-se com a ferrari pois ela é inacessível, sublima-se preparando um fusca trocando o kit de pistão e cilindros, aumentando o curso por troca de virabrequim, usando-se injeção ou um par de weber de maior capacidade, convertendo para álcool, trocando o comando, aumentando a taxa de compressão pra 14 por 1, colocando freio a disco na frente e atrás, frente catracada, traseira trabalhada, só pra se ir de zero a 100 em menos de 5 segundos e ter o prazer de ter um motor aspirado de 2.4 litros, com mais de 200 cv. um prazer que come dinheiro. mas polui. esse é detalhe. carros matam a partir do momento em que são ligados. em são paulo, 4.000 mortes ao ano decorrentes da poluição, mais cerca de 2.000 decorrentes dos ditos acidentes com veículos automotores. e claro, essa conta é paga com os tributos cobrados. por isso o IPVa é até barato. deveria-se pagar muito mais. e também endurecer a legislação referente à poluição expedida pelos carros, aproximando-se, no mínimo, à legislação californiana. mas enquanto não se consegue isso, a cidade ficaria bem melhor se os carros tivessem os escapamentos voltados pra dentro. e os vidros permanecessem fechados. assim talvez os entusiastas que tanto adoram motores tivessem uma vaga ideia do mal que causam a tantos. mas como não farão isso, continuarão a sublimar os complexos de potência, inclusive sexuais, nos carrões.

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