os óculos e o binóculo

óculos com lentes de grau permitem que a pessoa que tenha uma deficiência visão corrija, ao menos parcialmente, a sua deficiência.

pra usar essa camiseta, ela pedala de verdade…

binóculo é um instrumento para se ver mais longe, além da capacidade humana.

são dois artefatos diferentes, mas ambos consistem em lentes colocadas à frente dos olhos. mas possuem funções completamente diferentes.

um é prótese, para suprimir deficiência. outro não, confere vantagem a quem o usa.

é de se esperar incentivos fiscais e políticas públicas que facilitem o acesso aos óculos de grau. crianças que não enxergam bem precisam de óculos para não sofrerem déficits de aprendizado na escola. adultos míopes precisam de óculos para dirigir com segurança e não atropelarem ninguém por aí….

binóculos servem para ver mais longe. ver uma paisagem… ou, de cima dum morro, observar a polícia chegar. ou se cima de uma via alta, lá longe ver onde está a blitz que está, com base na lei seca, multando os motoristas bêbados.

é lógico pensarmos em políticas de expansão das vendas dos binóculos? ou usarmos os programas de saúde de combate às deficiências visuais, para vendermos mais binóculos?

pois é. quando pensar em “bicicleta elétrica”, ciloelétrico, lembre dessa distinção. pense bem se o que está sendo por aí são alternativas a quem tem problemas de saúde.

uns poucos de fato pensam no cicloelétrico como a prótese necessária para idosos, ou para obesos sedentários (para um início de atividades físicas), ou pessoas com deficiências de condicionamento físico, pessoas com miastenia grave, por exemplo.

mas o que se vê no mercado não é isso. são veículos que permitem ao condutor andar por aí sem pedalar – portanto deixa de ser bicicleta, essencialmente um veículo de propulsão humana, exclusivamente – e se tornam algo muito mais parecido com motocicletas, pois anda-se sem pedalar, e o movimento é impresso por um motor.

e, a partir do momento em que não há o exercício físico, ou seja, a partir do momento em que as pernas não façam força e o corpo não sue, não temos nenhum dos tão propalados benefícios da bicicleta. nenhum.

tudo aquilo que a bicicleta traz de benefícios à saúde física e mental é perdido no mento que não se faz força.

uma outra perda também ocorre. e essa é de cunho social, de mudança nos valores da sociedade.

o horror ao suor no brasil tem origem na discriminação racial e de classe. o escravo fazia força, o senhor de engenho orgulhava-se de não fazer a menor força, o menor esforço. não somos um país da reforma protestante. não somos luteranos – portanto, orientados por uma ética do trabalho, do esforço, da construção pelas próprias mãos e movimento pelas próprias pernas.

hoje não temos mais escravidão como sistema predominante mas permanece o horror ao suor, às atividades domésticas, e, por extensão, ao que exerce essas funções.

essa foi a linha de pesquisa seguida pelo psicólogo social fernando braga da costa, que em dissertação de mestrado e tese de doutorado apurou a invisibilidade dos garis. não só garis são invisíveis. babás, porteiros, garçons, pedreiros, e toda a gama daqueles que exercem funções que no brasil são tidas como subalternas, mas em sociedades mais igualitárias não.

claro, a melhor manifestação do racismo e da discriminação social está no famoso cercadinho paulistano. muito bem descrito pela tarsila, aqui.

nesse aspecto, o cicloelétrico, vendido como se bicicleta fosse, é um ótimo cercadinho. garante algum conforto (não se sua nas subidas! eba! seremos europeus num país tropical!), mas num cercado. impossível fazer uma viagem como fiz num 30 de dezembro, em 2010, quando fui de bicicleta da cidade de rio negrinho – sc, até a praia do ervino, na ilha de são francisco – sc, por uma estrada linda e esburacada, passando por jaraguá do sul.

isso não se faz se se anda apenas com o cicloelétrico, mesmo que na viagem se passe a usa ruma bicicleta. o condicionamento físico necessário para tanto – subir um trecho de serra com alforjes – não se adquire com um cicloelétrico, mas só suando quando se sobe uma rua bela cintra ou avenida angélica, ou a minha preferida, a rua ministro rocha azevedo, para citar algumas ruas de são paulo. além disso, a bateria não dá autonomia pra fazer 140 kms de asfalto, acostamentos esburacados, estrada de terra e areia, tudo num dia, entre as 9 e as 17 hs. não tem tomada no meio do caminho…

uma outra manifestação do cercadinho paulistano é a dificuldade de se andar a pé. muito bom esse post do william, a se ler e ver.

não andar a pé. não suar. usar gravata ou salto alto. não sair do cercadinho. não ter nenhuma experiência autêntica que possa efetivamente entrar no conceito de aventura, senão comprar um pacote qualquer de viagem. CVC. escola particular. plano médico. e bicicleta, só num passeio noturno pago ou com motorzinho. e claro, aquele olhar superior sobre os que estão fora do cercadinho…

afinal, é preciso adotar as novas modas, mudar alguma coisinha para nada mudar. para tudo continuar da mesma forma. que continuemos usando roupas feitas pra esquentar num clima já quente, e refrigeremos o ar, evitemos nos mexer. continuemos pagando pra nos mexer, numa academia. continuemos sem produzir endorfina no corpo, para continuarmos infelizes, e assim continuemos a comprar anti-depressivos aos montes, paguemos caro pelas indústrias de bem-estar (alimente-se mal e em caso de constipação tome activia!). façamos lipo-aspirações…

é, a bicicleta – a de verdade – é revolucionária demais, libertária demais. tá certo o yves heuillard:

“Le problème du vélo, est qu’il ne coûte presque rien. Pire encore, le vélo amène du bonheur, permet de rester en forme, et ne pollue pas : un coup à ruiner l’industrie des antidépresseurs, les vendeurs de bien être en tout genre, les salles de sport, les entreprises de ravalement, à mettre au chômage une bonne partie de l’administration qui gère quotidiennement le grand bazar d’une circulation automobile ruineuse et inefficace.”

é. o mundo é dos coxinhas.

———

em tempo. há uns 2 ou 3 anos, o amigo akira kojima contou que certa vez pedalava arduamente numa subida em tóquio, e foi ultrapassado por uma velhinha numa bicicleta, sorridente, que lhe cumprimentou pelo esforço. ele não entendeu como uma velhinha pedalava tão facilmente naquela subida e só dias depois percebeu que era uma bicicleta elétrica. mas lembra como aquela senhora lhe foi simpática.

ontem, eu, subindo uma subidinha da zona norte de SP, sou ultrapassado por um rapaz numa elétrica dessas que nem parecem bicicletas que me grita na orelha: “pedala mané!”

não somos o japão. não somos a holanda. não somos a suíça. não somos a colômbia, a bogotá de peñalosa. não somos o uruguai. somos apenas um país de coxinhas… ah, essas coxinhas combinam bastante com cicloelétricos.

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31 Respostas para “os óculos e o binóculo

  1. esse ‘pedala mané’ que vc levou ontem foi o que te motivou a escrever mais um belo petardo, nénão?
    Tem dessas coisas.. Chico Buarque escrevia melhor na ditadura, mas nem ele nem eu queremos a ditadura de volta.
    Continue assim, pelo menos enquanto houver coxinhas

  2. não se acanhe, meu rei. Cedo ou tarde vc pega ele com um fio de tomada mão e a cara de … d:)

  3. Suar é normal, claro. Fora da bicicleta, porém, estar suado e cheirando mal é incômodo, ao menos para mim, e, imagino, para pessoas que estão ao meu redor e não são obrigadas a conviver com meu mau cheiro. Essa regra social básica não vem da casa-grande e senzala — os hábitos pessoais de higiene dos europeus, tanto dos portugueses que nos colonizaram como dos imigrantes que se instalaram em regiões do país a partir do século 19, não contabilizam suor e mau cheiro corporal como mazela. E branco cheira muito mal, como se pode constatar em qualquer metrô cheio europeu. Nossa ascendência indígena — sabia que, no genoma brasileiro, somos muito mais índios do que portugueses e negros? — é que nos leva à água. Tomar vários banhos por dia é um hábito bem brasileiro, de bancos, negros e pardos brasileiros. Desculpe, não acho que defender o suor é bandeira para a mobilidade urbana.

    • em 99% dos casos essa é a desculpa para: 1. não usar a bicicleta. 2. não dividir os vestiários do local de trabalho com funcionários subalternos. em grande parte das empresas esses vestiários existem, ou existem banheiros que permitem a pessoa trocar de roupas.

      • Em 99% dos casos, esse é o argumento para: 1) afastar pessoas que não militam em qualquer corrente contracultural/sou contra o establishment/fora capitalismo ianque de se sentirem impelidas a usar suas bicicletas como meio de transporte; 2) esconder a irracionalidade da “defesa do suor” com a falsa informação de que a maioria das empresas possuem vestiários (banheiros, claro, todas têm; estamos falando de chuveiros, para tomar banho).

  4. Ando muito interessada em mobilidade urbana e tenho frequentado blogs e sites que tratam do tema. Mas percebi que este aqui é um espaço específico para um grupo que defende uma posição ideológica que não compreendi bem — tem um compontente pretensamente racial, outro contra usar roupas convencionais, um troço estranho em relação ao suor, como se fosse uma espécie de rito de expurgação. Enfim, entrei na festa errada e tô indo nessa, tchau, desculpe alguma coisa.

  5. Suor, esse mito.
    Nos últimos 6 anos, quando passei a usar a bicicleta como transporte no cotidiano com roupas “comuns”, tive apenas que adquirir novos hábitos eficientes descobertos na prática, muito melhores, aliás.
    Banhos. Sim, passei a tomar banhos, mas do tipo rápidos de 1 minuto, sem sabonete, só entrar debaixo do chuveiro e deixar a água levar os sais e ureia da pele, meio de cultura para que em poucas horas cresçam os micro-organismos que dão mau odor.
    Pode ser um banho desse tipo logo antes de sair de bicicleta, só isso já retarda por horas os efeitos no destino. Depois, conduzir a bicicleta com mais tranquilidade e chegar menos alterado, lá fazer higiene rápida se não puder ter o banho rápido. Outra é levar, sempre que possível, muda de roupa nos alforges.
    Posso dizer sem sombra de dúvida, e quem me conhece pode testemunhar, que eu ter escolhido um transporte ativo me fez ser é mais cheiroso hoje do que quando usava transporte público, justamente porque passei aprestar mais atenção ao asseio.
    (não, nunca tive auto e agora essa possibilidade é próximo de nula)

    O bom dum mau cheiro de suor qualquer, é que sai com um banho simples, já outros problemas intrínsecos ao comportamento, como preconceitos, não haverá transformação rápida como banho.

    abraço

    Márcio

  6. Como já falei antes existem bicicletas elétrica e bicicletas elétricas, mas mesmo as piores ainda são melhores que um carro, esse cara que passou provavelmente falava a mesma coisa quando te passava de carro só que não dava pra ouvir por causa do vidro fechado, eu prefiro mil vezes um idiota desses numa e-bike do que num carro.
    Só para eu entender sua posição, você prefere que as pessoas andem de carro ou numa dessas e-bike que nem precisa pedalar? Porque?

  7. O problema não é o suor, a e-bike, ou o cercadinho, o problema é o radicalismo que apodrece o cicloativismo hoje!
    Cicloativista hoje, antes de gostar de bike tem que odiar carro, tem que rir de ciclista esportivo que usa roupa justa, tem que adorar bicicleta de aço e ridicularizar bicicleta de carbono, tem que criticar tudo o que não é contra cultura, tem que ser pseudo revolucionário e usar expressões utilizadas pela esquerda nos anos 60/70 como “pequeno-burguês” e “reacionário”, tem que fazer o estilo “falso humilde”.
    E se prepare, se vc não é assim vc é imediatamente tachado de “nazi”.

    Não é, Ogum?

    • errado, eu tenho 4 speeds, uso roupa justa. o que acho ridículo é gravata. é relógio de ouro, outra coisa ridícula. aliás, qq coisa de ouro. tenho bike de titânio, de alumínio, tenho 4 garfos de fibra carbono. como não gasto dinheiro com besteira, como carro, posso gastar com isso, com bicicletas. não, eu não sou daquela esquerda marxista dos anos 60 e 70. eu sou autonomista. procure o que autonomismo na wikipédia. é a turma que acha marx conservador demais. eu sou leitor de bakunin desde os 11 anos de idade. e sim, acho que pequeno-burguês, classe média insegura, ou seja, aqueles que estão na primeira ou segunda geração ainda de alfabetizados, investem demais em bens de consumo de afirmação de classe. são os que tratam mal as empregadas. nem deviam ter. ninguém deveria ter empregada doméstica – isso sim ranço da escravidão. agora, independentemente de escolhas ideológicas, cromo-molibdênio é excepcional. se não fosse, pq não há diapasões – sabe o que [é um diapasão? uma dia, música, afinação… – em alumínio, e sim em aço? dica: vibrações, absorção ou não… isso é física. em resumo, se vc não tem conhecimento técnico o suficiente pra entender sozinho, alumínio não absorve vibrações, aço sim (sabe, propriedades da física? já ouviu falar?). e se procurar no meu blog, vai ver que já escrevi que geometria é mais importante do que material. se sabe ler, procure. o problema é que vc é um troll muito mal informado. deve ter curso superior mas de má-qualidade. e sei reconhecer, sou professor universitário… ah, sim, sou radical. eu sou daqueles que participaram de diversas manifestações anti-globalização. procura, 99, 2000, 2001. o consulado americano até mudou de lugar por causa minha turma. e eles tão por aí. os mais mansos deles tão nas alas mais radicais dos partidos de esquerda. eu tô no movimento negro. e sim, não é que não goste de carros. apenas acho que eles dão ótimas fogueiras, junto com gravatas, relógios de ouro, uniformes de empregadas domésticas, diplomas de cursos faculdades pagas e caras (as baratas são frequentadas por gente pobre, gente digna, e não filhinhos de papai), bolsas da cvc, shoppings centers, clubes. tudo isso por mim deveria ir pro espaço. aliás, qq sinal de statos que não seja perna e estudo. o resto é besteira. mas fuce no meu blog, tem bastante informação útil pra newbies como vc. gente que deve só rodar aos domingos, fantasiados de ciclista, mas sem coragem de encarar a marginal durante a semana, nem de ensinar pessoas que não sabem pedalar a andar de bicicleta, muito menos participar de oficinas comunitárias pra consertar bike de gente pobre. a minha turma, “os radicais”, costumam fazer isso. são generosos, não cuidam apenas do próprio rabo e não estão preocupados se os outros criticam suas roupas. agora, pelo jeito que vc se incomoda com um simples blog, uma dica: terapia. psicólogos são ótimos com gente insegura. agora, eu… bom, eu sei do que estou falando.

  8. nossa sério q vc escreveu td isso por causa de um troll? nem li a resposta.
    E hj em uma conversa hj com uma “cicloativista” amiga nossa ela disse: – se eu tivesse grana sobrando até teria uma carro, ai eu disse a ela: – teria porra nenhuma vc ia é chamar um taxi se tivesse grana sobrando.
    Eduardo não odiamos carros nem os motorista só estamos tentando mostrar que a vida das pessoas que são carro dependes pode ser muito melhor se a dependência for tratada.

  9. nossa qe qe isso…. se usar roupa colada, bike de aluminio pecas de carbono eh ridiculo nossa n intendo pq qando eu saio pra pedalar passam varios carros com meninas gritando tipo: ”ae isso ai, vamo pedala, gostosooooo” isso sem contar as divercas vezes qe encontro algem do colegio ou do trabalho e estou ”fantasiado”
    afinal aqeles olhos arregalados em cima das minhas pernas qando encontro algem, principalmente, do colegio axo qe sao a maior demontracao de como eh ridiculo andar de bike. nao eh preciso gostar ou nao de carros ser ou nao ser cicloativista a aqestao eh outra, eh gosto. fiz 18 anos a uns 3 meses e ate afora n fui e nem estou preocupado em ir tirar carteira de motorista, nao por uma qestao de ”eu odeio carros e bla bla bla…” mas sim pq eu adoro pegar uma das minhas magrelas e usar-la durante a semana, e no fim de semana viajar com ela. td qe eu faria de carro eu faco de bike a mais tempo.
    se vc axa engracado oupas coladas bikes de fibra de carbono, aluminio e spandex uma dica GP de sao paulo(prova de ciclismo em sp, se n conhece o google te apresenta) vai la qando tiver pra poder dar umas risadas ate pq n indico o tour de france, giro da italia, roubaix paris, PBP…. pois vc deve ser leigo de mais pra intender oqe esta acontecendo ali

  10. Faltou me chamar de Nazi!
    Sobre mim, sou formado pela FEA (USP), meu TCC foi sobre formação sócio-política do Brasil. Tenho um mestrado (MBA) em Columbia NY, onde morei por 4 anos, logo, sei ler e escrever.
    Trabalho em um banco e uso terno e gravata todos os dias.
    Sobre pedalar somente aos domingos, fiz o Ironman Brasil em maio, pedalei os 180km da prova em 5:48h, compare com os seus 300km em 18hs, e depois venha escrever sobre suas coxas maravilhosas. Pedalo aos domingos em um pelotão que sai do Jockey e anda na marginal, convido você a se informar um pouco sobre isso e me acompanhar e, depois, escrever mais um pouco sobre suas coxas.
    Sobre conhecimento de materiais, vc compara aço com alumínio e diz que o aço absorve melhor as vibrações, compare aço com fibra de carbono e perceba a diferença.
    Eu tenho 4 bicicletas (duas road (speed), uma TT, e uma MTB) vc me chama de newbie, escolha um terreno uma distância e alinhamos as bicicletas.
    Pedalo a 15 anos, completei 3 L’etapes, fiz mais 6 Granfondos fora do Brasil, pedalei no Cape Epic e no Brasil Ride.
    Faço a manutenção das minhas bikes e de amigos as vezes.
    Mas sou nazi, por que?
    Sou bem sucedido e acho que cicloativismo, como é feito no Brasil, só atrapalha a convivência entre carro e bike.
    Sou nazi, principalmente, porque discordo de você, e isso, pelo que leio aqui, é o suficiente para categorizar até mesmo Anne Frank como nazi!
    É mais fácil me chamar de troll do que me contestar, eu entendo.
    Vc é o moderador, não precisa publicar esse texto, leia um pouco, reflita, seja mais humilde, e principalmente, respeite quem pensa diferente de vc.

    • ah, eu dei aulas na fea. também dei aulas em MBAS por aí, não parei no mestrado – e sou da usp tb, mas de faculdade mais antiga que as do campus, de curso mais longo do que 4 anos tb… trabalhei com bancos há 20 anos, mas era muito chato… mas hoje prefiro trabalhos de inserção social. responsabilidade social, já ouviu falar? prefiro trabalhar com pobres, com gente que nunca nem sonhou com fuvest… lembro bem da fea. eram 2 perfis de alunos. os defensores da iniciativa privada e os defensores do controle dessa iniciativa, esses, infelizmente, em menor número, e mais comuns no curso de economia. eu sou do segundo grupo. se vc conhecesse os audaxes de sp, ia saber que há triatletas que completaram 5 ironmen fazendo tempos semelhantes aos meus. 180 k no plano dá pra fazer em tempos abaixo de 6 hs tranquilo. 300 kms com 3600m de altimetria ou 400 com 4500m de altimetria e vento contra em boa parte do percurso baixam tempos – no dia em que fizer trajetos longos, com o vento na cara, morro acima, sem pelote, vai descobrir isso, e tb vai descobrir que não dá pra comparar trajetos médios, de 180kms, com 300. pq não é questão de somar quilometragem. depois que fizer um 300 vai descobrir que 300 não é 200 mais 100… pelote do jóquei? tenho vários amigos lá. os audaxes de sp são usados como treinos privilegiados para longos triathlons e também pra quem faz a RAAM – mas as bikes são modificadas, pois a geometria de triathlon, feita pra pedalar no plano, não é lá muito adequada à serra de botucatu, à castelinho, à rondon e à serra de campos – talvez por isso triatletas estejam entre os que mais abandonam… minhas pernas são comentadas pelas minhas amigas. as suas não comentam as suas? meu treino é a cantareira. mais legal do que ficar forçando no plano…

      • Se informe um pouco sobre L’etape e vai descobrir um pouco mais sobre “pedalar no plano”.
        Veja a distância e a altimetria do L’etape desse ano e depois venha me explicar como é difícil pedalar na Castelinho.
        Suba Mt. Ventoux e Alpe d’Huez e depois fale que o difícil é a Mal. Rondon.
        Ogum, marque e pedalamos juntos, Pico do Jaraguá, Serra de Campos, Paiol, Romeiros, pode escolher.
        Tenho 1.89 e peso 92kg.
        Tiramos a prova de quem pedala e quem é o newvie.

      • ok, eduardo, blz! monta seu blog então, cooloca lá seus conhecimentos… quem te levou pro l´etape? quem costuma levar o povo pra lá é um amigo meu, com quem troco figurinhas de pedal.

    • zzzzzzzzzzzz nem terminei de ler Eduardo, muita preguiça de vc se auto… nem sei a palavra pq eu fugi da escola para ser feliz!

  11. Kkkk….
    O blog é meu e eu não deixo vc brincar mais… Mimimi…
    Quando vc era pequeno vc era o dono da bola e qdo seu time estava perdendo o jogo acabava?
    Eu fui por conta ao L’etape nesse ano, nos dois anos anteriores eu fui com o Anderson da C’dale.
    Se ainda quiser tirar a limpo, marque o pedal e vamos ver como essas suas coxas maravilhosas, treinadas na Cantareira funcionam.

    Abs

    • tirar a limpo o quê, rapaz? eu não tô disputando nada! sou sprinter, não passista, não sou triatleta, sou randonneur, cicloturista e ciclo-ativista sim da bicicleta, se tem uma coisa que não gosto é de disputa, esse troço de medalhinha, gostava disso nos anos 70 e 80, quando eu era nadador de equipe quase pro, patrocinada. mas isso era lá muito tempo atrás…
      que competição que nada! pára, agora entendi, vc tá procurando alguém pra ganhar em cima.. essa é boa! ah, vai ganhar um triathlon aí, vai! aqui a gente gosta de discutir outras coisas. tipo pedalar fora do cercadinho.

      • Ah.. Entendi, chama os outros de newbie, de poser (veja seu próprio post, sobre quem pedala e quem faz que pedala…), fala que me conhece, que fiz faculdade barata, que só passeio de domingo e qdo digo para pedalarmos, para vc mostrar do que essas coxas espetaculares, moldadas nas subidas da Cantareira, são capazes vc diz:
        – “Mas eu não estou brincando disso”.
        Meu querido sprinter apareça no Jockey domingo, faça só a segunda volta (45km) e libere o Cavendish que existe dentro de você.
        Sem medalhas sem patrocinador, sem bairrismo, classismo, sem comparar contas bancárias, ou currículos.
        Puro, pessoas e bicicletas sem mimimi.

      • Ogum sério, quando alguém começa argumentar dizendo o quanto ele é incrível nem merece se quer uma linha! ele dever ter um carro grande CERTEZA!

      • tem sim, usa pra levar bikes de carbono pra pedalar no final de semana…

  12. Amigos, saiam da frente do computador e vamos pedalar, é isso que estou dizendo.
    Na Internet todo mundo é rico, bonito, com pernas lindas da Cantareira. Eu chamo para a estrada e já começam a falar q fiz faculdade ruim, que dirijo SUV, e que só passeio aos domingos.
    Repito, vamos sair do computador, sem currículos, sem dinheiro, só homens e bikes e vejamos, quem realmente pedala, sem desculpas.
    Na Internet todo mundo diz o que quer. Vamos para a estrada.

  13. Senhor Ogro e Senhor Eduardo, tenho o prazer de conhecer os dois animaizinhos, e apesar de estar me divertindo muito com a trollagem alheia, tenho uma péssima noticias para os dois. É o roto falando do esfarrapado, o Eduardo anda bem, faz o pelotão do Jóquei e se acha o máximo, hummm, e o ogro, Odir para os outros, é um sprinter, huhu. Vamos aos fatos. Eduardo, se vc acha que ciclo ativista é radical, conheça o pessoal do bike anjos, ou a ciclo cidade ou o ciclobr e reveja seus conceitos. Quanto ao Ogro ser radical, ele é mesmo, mas nunca, que eu tenha visto, escreveu uma notícia, ou fato que não tenha sido apurado, se ele é radical em suas palavras, por favor não leia Goethe. E finalmente quanto aos dois se acharem ciclistas, tenho minhas resalvas, e são muitas. A começar, o Odir, não mais um ogro, faz o audax, exatamente por ser anti-natural, ele quer saber quais são os seus limítes em endurance, o que é muito diferente do Eduardo, que é um fundista, mas que acha que fazer 180km em 5:48 é alguma coisa. Oi, 31km/h de média, por favor, vamos conversar quando vc fizer 36km/h de média, ou 200w/h de potência. Eduardo, vc não é um atleta de ponta. A competição entre os dois ser feita na pista é inútil, principalmente porque sei quem vai ganhar, e a competição lógica virou uma novela mexicana, na realidade as novelas mexicanas tem um enredo mais elaborado. Chamar no mano a mano para resolver um problema ideológico é patético. Eduardo, por favor eleve o nível. E Ogro, por favor não provoque a fera.
    ps.: mas se vc’s quiserem continuar me avisem, assim posso fazer mais pipoca para assistir ao show.
    d:)

  14. Um pequeno detalhe, como nosso amigo Odir, eu sempre verifico os fatos, e verifiquei que o audax 300 dele está publicado com o tempo que escrito nesta trollagem, porém não encontro seu tempo de 5:48hs nos resultados do iroman, nem um Eduardo no L’Etappe. Por favor publique onde estão os seus resultados, no dê os números de inscrição dos dois eventos, assim posso checar os fatos. É o mínimo que espero.

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