circofaixa!

leve seu nariz vermelho!

ciclistas são muito chatos!

é, ciclistas são muito chatos! vão fazer uma ciclo-faixa de lazer na avenida paulista e eles estão reclamando?

claro, a bicicleta é lazer! só lazer!

desde quando, gente? bicicleta é transporte. pessoas usam-na diariamente! isso mesmo, pra quem não entendeu: dia-ria-men-te!

e diariamente pessoas de bicicleta são agredidas por motoristas. e diariamente passam inúmeras bicicletas na avenida paulista, não nas ruas laterais. sim, pessoas que usam bicicletas precisam ir a prédios na avenida paulista, não nas ruas laterais, que são esburacadas, que não são planas, cujos cruzamentos são perigosos e não seguem o trajeto inteiro da paulista.

e mais, não deve haver local inacessível a bicicleta, em nenhum dia da semana em nenhum horário!

embora isso conste do CTB, a prefeitura de são paulo insiste na política de transformar o ciclista urbano num hamster! quem disse que ciclista é ciclista só aos domingos? quem, cazzo?

olhe abaixo o mapa da ciclo-faixa dominical da paulista:

vai e volta….

isso é um insulto a quem pedala diariamente, deixando de poluir e de congestionar o trânsito. isso é um insulto à memória de márcia regina prado e juliana ingrid dias!

mas é uma ótima oportunidade para a prefeitura permitir que uma instituição bancária tenha um espaço de marketing. sim, tudo é marketing, nada é solução efetiva.

circo-faixa, isso sim. enquanto alguns ficarão rodando no vai e vem das circo-faixas, os que estão de fato solucionando os problemas de trânsito e poluição de são paulo são ignorados. os que correm riscos diários nas travessias de pontes dos rios tietê e tamanduateí, os que precisam ir a locais de trabalho nas marginais, os que atravessam rotatórias como as da praça panamericana e campo de bagatelle, esses ficam às moscas.

a prefeitura de sp não faz nada para de fato solucionar essas questões. nada! nem dados procura ter!

enquanto isso, hoje, durante o dia, os abnegados voluntários da ciclocidade estão na avenida eliseu de almeida fazendo levantamento de dados, contando os ciclistas que lá passam, aferindo demandas. trabalho que a prefeitura deveria estar fazendo, mas não faz por puro descaso. pois caixa pra isso tem.

hoje tem bicicletada. apareça. concentração a partir de 18 horas, na praça do ciclista, ali no finalzinho da avenida paulista. leve seu nariz de palhaço.

se ele pedalasse veria a cidade de forma diferente. e perderia um pouco dessa pança…

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10 Respostas para “circofaixa!

  1. Se todos os motoristas pedalassem um dia apenas da semana (NAO aos sabados ou domigos), tenho certeza que se tornariam melhores e mais cuidadosos motoristas.

    mais um pitaco: as ruas paralelas ah Paulista nao soh sao cheias e esburacadas como sao tambem corredor pra motoristas infratores que estao diariamente tentando bombar adrenalina fazendo da via publica seu autodromo particular.

  2. Concordo com vc. Essas ciclofaixas não passam de circo. Não deviam existir!
    Lugar de bicicleta é no parque ou na praia, quando se metem a andar na cidade sempre terminam embaixo das rodas de ônibus, e depois tem essa palhaçada de protesto… bicicletada… vamos mudar o mundo andando de bicicleta… Blá blá blá.
    Me espanto que ainda existam adultos que participem disso.
    Bicicleta no Brasil é:
    1- Brinquedo.
    2- Esporte (e muito pouco praticado por sinal).

    Veja o exemplo de Moema, fizeram uma circofaixa permanente lá, onde diariamente passam 200 bicicletas em detrimento de uns 5 mil automóveis que poderiam passar!
    Logo, temos menos espaço para automóveis mais trânsito e mais poluição, tudo por conta de uma circofaixa que ninguém usa.
    Esse é o Kassab, e aquela maconheira da Soninha quer ir por esse mesmo caminho!

    • verdade, e não são só as bicicletas. os carros também. é um absurdo. o lugar deles é em interlagos, e as pessoas insistem em andar na rua com eles!

    • Mais ignorante impossível. Sinto muito Renato, eu sou um dos “insanos” que, este ano, assumiu a bike como meio principal de transporte, e deixou o carro na garagem. O número de ciclistas que a gente vê se deslocando tem aumentado sensivelmente. Então você pode gritar, espernear, escrever bobagens em todos os foruns que encontrar, mas não vai reverter a realidade de que quem pedala, ou corre (andar/correr tbm é opção em alguns casos), ou encontra alternativas mais saudáveis e menos estressantes para seu dia-a-dia se sente melhor, vive melhor e não quer voltar ao velho e falido modelo do carro. O mais incrível é que você reclama de pessoas que apenas estão procurando um meio de viver mais felizes e, de quebra, ajudando você! Sim, você também é beneficiado! Meu carro está lá, IPVA pago, tanque cheio. Eu poderia estar na sua frente ocupando meus 12 metros quadrados, soltando CO2, CO, enxofre, e ocupando uma vaga de estacionamento quando parado, mas não. Deixo a rua para você, fico com uns 2m quadrados e nem chego a ocupar vagas de estacionamento. E essa não é uma realidade só minha não, a maioria dos ciclistas que você vê na rua ou tem carro ou tem condições de ter (hoje, só uma pessoa muito necessitada não pode ter carro). Um ciclista não está tirando 2m quadrados da “sua” rua, está lhe cedendo os outros 10m quadrados que teria direito segundo sua ótica carrocrata. A própria ciclofaixa de Moema, (que tem muitos problemas, mas vamos lá), só ocupa meia faixa! Coloque um único carro estacionado no meio do quarteirão e pronto! Uma faixa inteira a menos. Você já estrangulou a via mais do que a ciclofaixa fez. Se você pegar 25% desses seus 200 ciclistas e colocar de carro passando pelas ruas, eles causariam muito mais congestionamento que a presença da ciclofaixa. Isso se seus números fossem reais… porque falar que aquela meia faixa em ruas secundárias representam uns 5000 automóveis por dia é uma falta de comprometimento com a realidade muito grande (ou, em termos populares: sem noção). E, por fim, gostaria de me estender num ponto: Quem não tem carro hoje em dia? Os porteiros do meu prédio tem. O marido da faxineira tem. O camelô da esquina tem. O estagiário da empresa, que ganha 1000 contos, tem. Só dois tipos de pessoas não tem carro: Quem não quer ter OU quem é realmente necessitado. Os primeiros, é aquilo que eu falei, estão lhe cedendo mais asfalto. E os segundos? O desgraçado nem sequer tem condição de ter um carro está roubando uns 2m quadrados da sua rua, te forçando a desviar seu carro, te obrigando a perder alguns segundo preciosos do seu tempo. Você quer que ele suma dali, que morra. Aí chega no fim de semana você vai à igreja, paga um dízimo, ou doa 10 contos no criança esperança e acha que faz grande bem para a sociedade. Já parou para pensar que se a pessoa não tem dinheiro para comprar um carro, e precisa economizar o dinheiro da condução, essa pessoa precisa da sua ajuda? E tudo que ela pede é um pouco da rua, um pequeno movimento do volante do seu carro, no máximo alguns segundo do seu tempo (no máximo, um carro ultrapassa a bicicleta e na pista livre à frente recupera o tempo). Já que você se recusa a acreditar que essa pessoa tem direito legítimo (e tem) de estar ali e ocupar a rua, de viver, considere isso como sua caridade do dia. Quando ver um ciclista com aquelas bicicletas simples, ou um carroceiro catador de papel, ao invés de xingar, buzinar, e ameaçar com seu carro, simplesmente ultrapasse com segurança, siga sua vida e, marque no seu diário que deu uma “esmola a um necessitado”, não em dinheiro, mas em esforço (afinal, mudar de faixa exige muito esforço). O magnânimo rei da rua em sua armadura de metal deixou o miserável viver! Vai contar pontos quando você for para o céu! E, como sei que escrevo mal, vou explicar: sim, tentei mostrar, nessa última parte, o quão ridículo e insensível é você achar que pelo simples fato de ter dinheiro para comprar seu carro e pagar IPVA, você tem mais direito de usar as vias públicas que aqueles menos favorecidos.

  3. Lá vem o sujeito que trabalha muito para contribuir para a erradicação da pobreza (evitando que ele próprio se torne pobre), defecando toda sua ignorância e escrevendo bobagens, com a intenção de justificar sua preguiça, medo, ou sabe-se lá o que, de pedalar para ir ao trabalho e justificar que cada vez mais carros ocupem as ruas.

  4. Sim, os autodromos foram feitos para a circulação de veiculos motorizados, bem como as faixas de rolamento da Avenida Paulista.
    Acho errado proibir os carros de usar uma faixa para destiná-las às bicicletas, não em um lugar onde passam 2000 carros/hora, contra 80 bicicletas/hora.
    Li um tweet uma vez onde uma ciclista/cicloativista reclamava com a CPTM porque iriam fechar a ciclovia do Rio Pinheiros por 9 domingos no começo do ano para manutenção da ferrovia anexa. A CPTM respondeu que, ali, na ciclovia, passavam mais ou menos 300 ciclistas/dia, e na linha de trem adjacente transitavam 1 milhão de pessoas/dia.
    Acho que as decisões devem favorecer a maioria.

  5. Caro Eduardo,
    citei a questão da pobreza porque num outro post, um tal de Renato, escreveu várias bobagens, muito semelhantes às suas, sobretudo no que se refere à postura intransigente e elitista.
    A questão central é a seguinte: as pessoas têm o direito de utilizar a bicicleta como meio de transporte, seja por opção ou por necessidade econômica. Ou seja, independentemente do sujeito ter dinheiro para andar de carro e optar por um meio de transporte não poluente, ou do sujeito ser obrigado a se locomover de bicicleta por falta de condições econômicas para ter um carro ou mesmo utilizar o transporte público, ambos têm o direito de utilizar este meio de transporte e de não terem suas vidas ceifadas por motoristas assassinos.
    Se você quer utilizar seu carro use-o e contribua para o caos urbano em que vivemos, mas não fique escrevendo bobagens em espaços destinados a discutir de maneira séria a necessidade de formas de transporte alternativas.

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