é o petróleo!

há um filme interessante, uma comédia, que todos deveriam ver. em inglês chama-se “idiocracy”, em português, idiocracia. nele, duas pessoas medíocres do século XX são congeladas mas ficam além do tempo nesse estado: 500 anos. acordam no futuro e repentinamente percebem que o mundo emburreceu.

o preço do petróleo

nesse futuro, descobrem que há uma crise econômica pois a produção agrícola desapareceu. pois estão regando as plantas com gatorade, pois “todos precisam de eletrólitos!” – o humano do século XX que propõe se tomar e regar as plantas com água recebe expressões de nojo, pois água é aquele troço que tem na privada….  e claro, ao regar plantas com água, causa uma crise econômica: as ações do fabricante de gatorade vão lá pra baixo e ele é processado por isso….

não conto mais do filme, precisa ser visto, e está no link ali em cima, completo, dublado (eu prefiro legendado). é hilário. mas é uma boa alegoria sobre o mundo atual.

hoje, 6 de julho de 2012, momento em que escrevo esse post, no brasil as universidades federais estão em greve, professores e alunos, e o ministro da fazenda, guido mantega, diz que não há como aumentar a folha de pagamento pois isso quebraria o país. por outro lado, saiu publicado essa semana que desde o início da crise em 2008 o governo proporcionou à indústria automobilística incentivos via renúncia fiscal na ordem de mais de 26 bilhões de reais, tendo sido criados pouco mais de 27 mil empregos no setor (cerca de um milhão de reais por emprego), e essa indústria automobilística, formada de empresas estrangeira,s remeteu a exterior cerca de 14 bilhões de reais em lucros…

alguma coisa está fora de ordem, não está?

em são paulo, a companhia de engenharia de tráfego, a CET, tem cerca de 2.500 ou 2.600 fiscais na rua para fiscalizar 17.000 kms de ruas e avenidas no município… dão conta?  claro que não. a CET está sucateada. falta dinheiro? mas como, se as finanças municipais geram superávits imensos, mesmo fazendo obras faraônicas e inócuas, como a ampliação das marginais?

alguma coisa está fora de ordem, não está?

josé serra, ex-governador, ex-prefeito que largou um mandato no meio mesmo tendo assinado um compromisso público registrado em cartório afirmando que não o faria, declara num debate que não colocaria mais ônibus nas ruas de são paulo pois isso congestionaria mais o trânsito…. ou seja, comprovou que não entende porcaria nenhuma de trânsito. um bom conhecedor do assunto mandou-o voltar à escola, pra aprender a fazer contas….

paulinho da força, sindicalista e deputado, também candidato à prefeitura, numa entrevista no rádio afirmou que não construiria ciclovias no centro de são paulo pois elas “matam pessoas”. sim, ciclovias matam pessoas! estou tentado descobrir como ciclovias matam pessoas… alguém pode me explicar?

alguma coisa está fora da ordem, não está?

na verdade não. essa é a ordem vigente no mundo. nós, os idealistas e iluministas, é que ousamos pensar uma realidade alterna, diferente, onde as pessoas todas e o conhecimento todo (e valores específicos que se podem dizer humanistas, com valorização do ser humano)  estejam acima da concentração da riqueza de alguns, é que não nos conformamos com essa situação.

mas a ordem vigente é toda organizada no entorno da indústria do petróleo e seus corolários que permitem seu consumo desenfreado: automóveis, usinas termo-elétricas, indústria do plástico….

trânsito congestionado, poluição, degradação do meio ambiente são apenas alguns dos resultados.

livrar-se da dependência do petróleo implica numa série de mudanças muito mais drásticas do que apenas passar a ir ao trabalho de bicicleta.

pense na quantidade de petróleo que se usa apenas na produção alimentícia, dos combustíveis que são necessários para transferir grãos e frutas e hortaliças lá de não sei onde para ser consumido em são paulo (enquanto poderíamos ter  uma imensa produção dentro da própria cidade, apenas aproveitando telhados ociosos, terrenos largados, canteiros centrais de avenidas, onde as árvores poderiam ser frutíferas, onde se plantariam hortas em telhados de prédios, onde se usaria os terrenos atualmente usados na produção de hortaliças no entrono de são paulo para produzir arroz ou feijão…).

olhe em volta e perceba a imensa quantidade de plásticos à sua volta: móveis, pinturas, gabinetes de computadores, de celulares, bolsas, calçados e etc…. olhe a quantidade de embalagens plásticas que você descarta diariamente. com raríssimas exceções, plásticos são feitos de derivados de petróleo. tintas também!

você dorme sobre petróleo (a espuma do seu colchão), enfia petróleo na boca (a sua escova de dentes), veste-se de petróleo (todos os tecidos sintéticos que usa)… isso apenas para dar um exemplo simples. e claro, nunca lembra que petróleo é suco de dinossauros e plantas fósseis, chorume de cadáveres de outro tempo.

mas, se estamos cercados, isso também permite que tenhamos a cada ato pequenas escolhas para nos livrarmos desse mesmo petróleo. escolher comprar coisas com menos embalagem ou sem embalagem é uma forma de consumir menos petróleo. usar menos garrafinhas plásticas, ou usar a mesa garrafinha diversas vezes, levar sua água de casa em vez de comprar pelo caminho também é uma forma de reduzir consumo de petróleo.

na prática, tão cercados estamos de derivados de petróleo que qualquer coisa que você consuma menos implica em diminuir o consumo de petróleo. é, é isso mesmo. o simples fato de comprar menos coisas (algo muito difícil para alguns) implica em diminuir a dependência do petróleo. o fato de comprar coisas mais duráveis, usar por mais tempo, também.

em resumo, para diminuir a dependência de petróleo nós temos que mudar a nossa forma de nos relacionar com o mundo. com as coisas, com o consumo.

e aí, claro, precisamos nos livrar do mecanismo que a economia de mercado usa para nos impelir ao consumo desenfreado: o rebaixamento da auto-estima. perante a publicidade, somos feios, somos burros, somos socialmente inferiores se não comprarmos o produto X ou Y. olhe as propagandas de carros, de xampu e tinturas pra cabelo, de remédios pra emagrecer… todas elas trabalham esse viés.

é nessa hora que a bicicleta se mostra subversiva. gosto de repetir, que no mundo das bikes, não é a bicicleta que faz diferença, é a perna. perna não se compra, nem se avalia pelas formas. mas pelo desempenho, que se constrói, não se compra, se constrói a partir do que a genética nos dá.

as bicicletas permitem que descubramos nosso corpo. e assim, nos conhecendo, nossa auto-estima é menos capturada pelo rebaixamento que a publicidade induz. quem pedala há algum tempo acaba, por exemplo, perdendo aquela relação fetichizada com o carro. pode até ter carro, mas não é mais dominado por aquela gana de possuir o carro caro que o leva a endividar-se.

mas como políticos como josé serra, guido mantega ou paulinho da força não pedalam por aí, foram sim capturados pelo fetiche da máquina, da indústria automobilística, da sensação de poder…. do acumulo de bens…. não há grande diferença entre eles. não há. todos respiram petróleo, carros….

bom, pra você que chegou até aqui ao fim do texto, eu deixo o link para as quatro partes de um documentário longo, muito longo, sobre a história da indústria petrolífera. vale muito à pena você ver. você pensará muito diferentemente sobre o mundo no qual vive. entenderá muito da história recente. entenderá que não é só o carro… vale à pena.

e abaixo, o link para um documentário chamado “viciados em plástico. nesse link, está em versão integral em inglês. mas sei que há versões em português no youtube, dividido em diversos capítulos. vale à pena caçar:

pronto, você tem material para divertir-se nesse final de semana, se não puder pedalar acaso a gripe tenha lhe capturado, como fez comigo.

e obrigado, lou-ann schönes mädchen, pela dica de animação que me deu a ideia desse post.

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33 Respostas para “é o petróleo!

  1. Mas a bike tb se utilizou de petróleo, direta ou indiretamente, no seu processo produtivo.
    Pedalar não está com nada, o negócio é vender a bike e comprar um cavalo. Largue seu emprego e cultive uma horta em sua casa.

    Quanta bosta…

    Vc realmente acredita nisso que escreve?

    Ou melhor: Vc faz isso que escreve, ou só banca o hipster? Bota uma foto do seu cavalo e da sua horta pra gente ver.

  2. A bicicleta se utiliza sim de petróleo na sua produção.
    A questão aqui não é a utilização desse material por si só, mas sua utilização quase que exclusiva na industria como um todo, a quase total dependência dessa substancia nos diversos produtos e dinamicas que temos no mundo.
    Dependência esta criada através de políticas que se organizaram em torno da industria petrolífera.

    O uso da bicicleta vai contra essa imposição unilateral pois vai contra um dos maiores ícones dessa industria que é o automóvel, e consequentimente contra a organização urbana pensada apenas para esse modal.

    O fato da bike ter peças de derivadas do petróleo como diversas peças de plastico, graxas e lubrificantes, conduítes etc etc etc é uma consequencia remota dessas políticas, mas a quantidade de dejetos nocivos é muito menor do que o criado pela industria automobilistica, pois além da escala ser muito menor, a bicicleta depois de montada não mais depende de insumos da industria petrolífera, enquanto que o carro possui uma necessidade quase que diária.

  3. Vcs estão de brincadeira! O cara critica até petróleo nas roupas, mas na bike pode, porque é remoto…
    O negócio é trocar a bike por cavalos e os carros por carroças, agora se vc tem um conversível de dois lugares pode usar uma charrete, e no lugar dos
    caminhoes podemos ter carros de boi!
    O cara quer plantar arroz aonde se tem hortaliças! Cara antes de escrever merda pesquise um pouco, arroz se planta em terreno muito molhado como varzeas por exemplo.
    Pegue a sua sugestão e tente plantar arroz aí na sua horta, que depois me conte o resultado e poste uma foto do arrozal, junto com o resto da SUA plantação, aquela que fica perto do seu cavalo.
    Afinal essas sugestoes servem só pra criticar ou vc realmente faz alguma coisa?
    Vc que propôs hortas em todos os telhados, pelo menos no seu tem uma, não?
    Acho vc é mais um daqueles que na internet banca o vegetariano radical, mas quando bate a fome dá um pulo no McDonalds…

    • não, não sou vegetariano.

      sobre agrcultura urbana gerando sustentabilidade das cidades, favor conferir: Smit, Jac: Urban Agriculture: Food Jobs and Sustainable Cities. financiado pelo fundo de desenvolvimento das nações unidas. disponível on line em: http://www.jacsmit.com/book.html

      sobre produção de alimentos dentro de são paulo e no entorno durante a II guerra (agricultura urbana e periurbana), favor conferir a vasta literatura existente acerca da cidade de são paulo nas bibliotecas da FAU-USP e da FFLCH-USP, os horários de funcionamento estão disponíveis nos sites das respectivas unidades. acerca da sua informação de que a produção de arroz exige terras alagadas, ela não procede. pode-se produzir arroz em terras altas, e aliás essa modalidade constitui cerca de 95% da produção do pará, atualmente. sobre isso, favor conferir: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltas/index.htm – e também: http://www.cpatu.embrapa.br/noticias/2007/agosto/2a-semana/cultivares-de-arroz-de-sequeiro-favorecem-a-producao-de-graos/

      sobre uso de animais de tração, acho desnecessário nas cidades.

    • O Douglas parece bastante exigente em relação a como pessoas com preocupações coletivas conduzem suas vidas privadas.
      E o que ele faz pra mudar?

      • Eu critico quem prega uma doutrina e não a segue.
        Nao tenho uma horta na minha casa e a ideia de fazer uma no meu telhado me parece ridícula.
        Agora se vc acha esse texto lindo e o defende, venda tudo que vc possui que tem derivados de petróleo em sua composição, use só roupa de fibra natural, pedale em uma bike de bambu e boa sorte!

      • eu não sei que idade vc tem. vc não me conhece, as pessoas que estão me elogiando me conhecem. essa talvez seja a diferença. eu não estou dizendo em lugar algum pra nunca se usar derivados de petróleo, mas para usar menos derivados de petróleo. eu uso menos derivados de petróleo que a média paulistana, portanto sigo o que escrevo. não digo para nunca usar roupas sintéticas, mas para usar menos roupas sintéticas. não digo para não consumir, mas para consumir menos. mas parece que vc é bem comprometido com indústria petrolífera. se for, pena, está trabalhando num negócio sujo.

        sobre fazer hortas em telhados, a ideia pode parecer ridícula a você, mas hoje é objeto de estudos e tem sido colocada em prática em alguns locais.

        favor informar-se mais. se tivesse lido o que está nos links que já postei em respostas aqui existentes, veria que estas ideias que estão neste post não são minhas, mas decorrem de estudos feitos há décadas por diversos pesquisadores. favor pesquisar mais. aí sim elaborar opiniões que não sejam tão superficiais quantos as suas.

      • olha aqui, sobre agricultura em telhados. a ideia que você acha idiota não é considerada idiota pelo governo canadense… quem está sendo idiota então?
        http://www.cityfarmer.org/greenpotential.html

  4. Parabéns pelo texto Odir.
    Nós vivemos na alegoria da caverna e pessoas como esse fulano aí em cima, não conseguem perceber o que acontece no mundo real.
    Sigo seu blog e divulgando seu blog.
    Melhoras.

  5. li o texto e achei muito bom e bastante esclarecedor…
    muitas pessoas não tem noção de que como o petróleo está entranhado em todos os lugares da nossa cadeia produtiva.

    mas eu defendo um meio termo… comer um bom hamburger com refrigerante geladão depois de pedalar 25 km é muito bom

    e as roupas de ciclismo que usamos ? como fica ?

    não é possível existir um meio termo ?

    • sim, fernando. esse meio termo que vc cita é o que defendo. não digo para não usar as roupas de ciclismo, eutb uso. apenas não precisamos ter 25 camisas de ciclismo, 30 bermudas e etc se não somos profissionais. e um outro exemplo, muito comum no ciclismo: tem gente que simplesmente joga fora câmaras que furam. trocam, simplesmente, e a fura é jogada fora, às vezes na beira da estrada… pq não levar pra casa, remendar e usar numa outra oportunidade? ou então, se a neura de usar uma câmara remendada é muito grande, doar pra oficinas comunitárias, como a mão na roda…. aqui em sp temos diversas boas iniciativas. a mão na roda é uma delas, é uma oficina comunitária. recebe peças usadas. de vez em quando alguém se socorre delas. outra é o pessoal das bicicletas coletivas, recolhidas, muitas vezes abandonadas em prédios, refeitas, reconstruídas, e ou doadas a crianças ou disponibilizadas a quem não tem ainda. não há como não consumir, mas há como pensar o consumo que se faz. chegamos a um ponto em que os fatores ecológicos deixaram de ser assunto de quem ama pandas pra ser assunto de faculdades de economia. poderíamos, no brasil, ter muito menos problemas, se pensarmos, por exemplo, que quase 40% dos alimentos consumidos não são consumidos de fato, são desperdiçados! é alto esse valor, não é? não digo para não comer, apenas digo para comer melhor.

      • A.Fernando Oliveira

        realmente… obrigado pela resposta Odir, mesmo sendo ciclista a 2 anos e fazendo uso diário da bike nas minhas atividades não conseguia ter esse tipo de noção

  6. SILVIA N. B. OLIVEIRA

    esse txt realmente faz a gnt pensar. dps q comecei a pedalar, minha vida mudou. vi q eu vivia nesse mundinho consumista petrolitero…

    conheci pessoas (e vc eh um deles odir) que me mostraram q a vida nao precisa ser desse jeito. pessoas de mente aberta, q me mostraram q eu posso viver mto bem. sem precisar viver enfurnada num carro. q isso nao eh motivo de status e sim de stress.

    (ainda nao acredito como alguem em sã consciencia – e q se diz inteligente e esclarecida – pode acreditar q comprando um carro ela vira “o dono do mundo” ? q ela fica poderosa? (e a pior de todas… q ela vai andar e correr na cidade – como se as ruas estao tao entupidas???).
    e estao entupidas pq? por causa q nossos governantes sao td bunda mole e so pensam em poder, poder, poder e neles msms. e conseguem isso graças a classe mediocre. q se acha demais e vive no mundinho do umbigo. nao percebe o q se passa a sua volta e pra isso vota em qquer um. (pq pra ela os politicos tem q resolver o problemas dela e dane-se o resto).

    se as pessoas parassem de se preocupar apenas com elas msms e percebesse q o mundo eh mto mais q o seu proprio umbigo e seu carro, faria uma gde diferença pra cidade e pras pessoas a sua volta. se as pessoas percebessem q se fizesse uma mini hortinha em casa – comeria melhor, se mudasse alguns habitos alimentares – viveria melhor, se houvesse mais verde na cidade – respirariam melhor, se poluissem menos – viveriam melhor, se reciclassem – o lixo diminuiria, se reutilizassem – o consumo de petroleo diminuiria, se respeitassem as pessoas a sua volta – o convivio seria beeem melhor.

    (pq o mundo onde a gnt vive nao eh so pra gnt e sim pro futuro. e so se pode pensar no futuro se cuidaramos do presente).

    enfim a mudança de pequenos habitos, força de vontade e pensamento coletivo trazem gdes mudanças pra vida de todos!

    consuma menos e seja uma pessoa mais feliz, afinal d contas se vc gosta de seguir a moda e ter status, viva o movimento chique: onde o menos eh mais!!

    😉

    • pois é silvia. luxo não é o caro, é o raro. luxo em matéria de comida não é macarrão com pó de ouro. ah, mas tomar um café com leite – em pó mesmo – feito numa caneca, aquecida numa espiriteira de latinha de rfri, ali no alto da pedra grande, isso sim é luxo! sabe, eu gosto de fazer trilhas. meu conjunto de cozinha pesa completo menos de 200 gramas, e fui eu que fiz. é meu orgulho, um dos meus luxos. isso é apenas um exemplo das outras possibilidades de vida que podemos exercer, não é?

      • Nossa!!!!!!! isso me lembrou um fato da minha infância!
        Caramba!
        …..
        Oras, vou contar aqui e quem quizer ler :-), legal

        Eu passava os finais de semana no sitio do meu pai em São Roque e vivia o dia todo nos sitios vizinhos brincando com os filhos dos caseiros.
        Chegava de bike no sitio do Emerson, e lá encontrava com ele e a Rosana, todos com 6 e 7 anos.
        Fazíamos varas de bambuzinho com anzol e linha apenas e passávamos horas pescando

        O processo era:
        (cada um com seu canivetinho que os pais davam de presente)

        -Confecção da vara
        -Catar minhocas
        -Construir um local para eles ficarem e não fugirem (vivas são melhores)
        …durante a pescaria…
        -tijolinhos e lenha faziam um fogãozinho (fiat lux nós pegávamos escondido )
        -o peixe ficava preso num galho de árvore
        ….pescando o peixinho…..
        -momento cozinha (o peixinho ficava crocante)
        -depois sal e hummmmm peixinho torrado feito por nós
        Era incrivelmente significativo a confecção e depois a mordida num peixe feito por nós, crianças.
        enquanto isso….
        minha mãe me procurava, me chamava lá no sitio, na churrasqueira…..cheia de visitas, talheres, pratos, mesa e cadeira e eu não aparecia………. nunquinha

        No final do dia, voltava pro sitio dos meus pais com:
        -terra da cabeça aos pés
        -debaixo da unha tinham restos de minhoca
        – na Bike tinha um caixote de uva, de madeira, preso no bagageiro e lá tinha tanta história…
        e o coração batendo feliz e semblante cheio de satisfação

        preciso contar mais?

        (valores são adquiridos desde cedo e sempre)

  7. Eu pedalo a tanto, mas tanto tempo que tenho esse benefício, toda essa vantagem na minha vida, no meu dia a dia 🙂
    Sorte minha

    Isso é apenas um começo!
    A Bike precisa de petróleo assim como o carro!

    Se nós pensarmos um pouco antes de comprar, optar por menos embalagens, reciclar, caminhar nas ruas e perceber que mudar faz bem, que ajudar faz bem, …já estamos fazendo um pouco!

    Aqui ninguém precisa radicalizar, o meio termo existe sim e basta começar para encontrá-lo!
    Imagina se cada um fizer um pouquinho?

    Pô, vejo todos, mas todossssss os dias aqueles fumantes dentro de seus carros jogando as bitucas pela janela e sujando e poluindo todo o caminho e também quase me queimando quando passo de bike perto de uma janela com o braço esticado fazendo aquele “arremesso” com os dedos para jogar a bituca fora!
    CARAMBA!!

    O lance aqui é muito mais sério!!!!!!!!

    Sabe qual o significado da palavra CIDADANIA?
    UM CIDADÃO CONSCIENTE VAI SACAR QUE:
    -pode ir a pé para o supermercado da esquina.
    -pode separar o lixo em casa
    -pode deixar o carro em casa 2 x por semana e optar pelo coletivo
    -pode passear num parque ao invés de passar o sábado num shopping comprando coisas desnecessárias
    -pode levar sempre a sacola retornável ao invés de se acomodar com a volta da sacolinha (plástica petrolífera)
    enfim,
    algumas escolhas….. muitos benefícios

  8. Quando adquiri e divulguei o Biowaschball, uma bola com microorganismos dentro que substitui o sabão em pó na máquina de lavar roupa, fui procurada por uma jornalista que estava fazendo uma matéria sobre produtos ecológicos. O objetivo dela era divulgar produtos ecológicos acessíveis para a classe pobre. Quando falei da bicicleta, ela desanimou: pobre já tem bicicleta. Quando falei que me vejo como uma pessoa mais ecológica andando de bicicleta e ônibus, piorou: pobre anda (e detesta) ônibus. Ela quis saber se eu podia indicar outro produto ecológico. Entendi que ela queria que eu indicasse bens de consumo. O boicote ao consumo não era uma opção interessante, porque não faz girar a economia.
    Eu entendo que ser ecológico significa se ligar na natureza. E na natureza não tem televisão, carro, refrigerante.

  9. Todo mundo falando, elogiando e vc, ogum777 recomendando livros, videos, etc.
    Vc critica o governo que nao faz, mas vc faz?
    Vc prega a tal da história da horta em casa que todo mundo deveria ter.

    Agora se vc tem mais de uma bicicleta, e não tem a sua hortinha em casa, vc só está posando de hipster e no fundo isso tudo não passa de hipocrisia.

  10. Ô Odir, por acaso esse “Douglas” é um perfil falso que você criou para parecer mais inteligente? Tá funcionando, só que está ficando repetitivo.

    Que tal um argumento novo?

  11. De cara dá para notar um tom de falsa dicotomia: ou você é um eremita ferrenho ou uma pessoa “normal” de classe média consumidora, como se não houvesse todo um espectro no meio.

    Eu sou partidário do descrescimento e estou trabalhando para chegar lá. O fato do meu nível de consumo ainda estar acima do que eu considero ideal me desqualifica para falar sobre descrescimento? De maneira alguma, até o “Douglas” pode falar de descrescimento. Essa já é a famosa ad hominem que critica a pessoa e não a ideia.

    Para rolar uma do escocês falta muito pouco. Vou colocar esses comentários na pastinha que chamo de “Coisas que eu falava quando tinha 14 anos”.

  12. nossa, muito obrigada! graças a este seu post consegui achar um filme que eu tava procurando há um tempão! era esse “addicted to plastic”, que eu assisti na tv há uns meses atrás. na hora não me liguei de pegar o nome nem nada e depois não conseguia mais achar de jeito nenhum. agora ele tá aqui! eeeba! vlw! 🙂

  13. Essa charge do Andy Singer também vale para a produção de etanol no Brasil, basta ver a situação dos “boia-frias” (sim, até hoje e talvez pior do que a alguns anos atrás!!!).

  14. Pô!! Essa os “headhunters” deixaram passar!! tem uma novo ramo profissional surgindo aí: CAÇADOR DE HIPÓCRITAS.

    Desculpa usar o teu espaço, Odir, mas não pude perder esta piada, hehehehe!!!

    abr

  15. Eheheheh,
    Uma boa bicicleta pode durar anos. A bicicleta que ando por minha cidade e vou trabalhar , vou ao supermercado, escola ou seja todos os lugares que preciso, é da década de 70 , para ser exato 1973. As peças não são mais originais , mas a troca de peças ocorreram três vezes na existência da bike.
    Uma coisa eu sei , não é criticando as pessoas que têm bons ideais que solucionamos o problemas do mundo, antes de criticar se alguém anda ou não de bike, se a bike polui ou não no seu processo produtivo , seria mais interessante trazer uma solução viável para o transporte.
    Já foi provado em vários testes , até mesmo em reportagens na TV que a bike é mais rápida que os carros em pequenos deslocamentos no horário de transito pesado com o tempo bem próximo das motos, mas sem poluir, pois carros e motos bem como as bicicletas podem poluir no seu processo produtivo mas os carros e as motos continuam poluindo no deslocamento e as bikes não …. Acho que isso nem precisava de resposta pois posso está menosprezando sua inteligência … Ehehehhe , agora sobre a horta , temos muitas por aqui e pomares também e tudo natural ,,,, têm algum problema nisso ehehehhehehh

  16. Muito Bom O Post!! Ta de Parabéns!!!

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