TDF 13ª etapa, ou a descida no meio do caminho

a 13ª etapa do tour de france, de pau a lourdes, foi uma etapa onde não rolou o pau esperado entre os favoritos, e mesmo sendo uma etapa de montanha, com uma montanha fora de categoria, teve como vencedor um até então tido como sprinter, thor hushovd, e um sprinter típico, alessandro petacchi, entre os 10 primeiros. mas como?

hushovd, comemorando surpreso com a própria vitória

e se os grandes favoritos, os que realmente estejam disputando a classificação geral, não estivessem dispostos a realmente disputar a etapa? alberto contador está reclamando do joelho há dias. não iria forçar na grande subida do col d’aubisque. cadel evans , sempre suspeito em etapas de subida, também não iria forçar. ivan basso não é exatamente um grande montanhista. mas e os irmãos schleck? esta é a dúvida, por que estes dois irmãos não atacaram fortemente?

os schlecks não ganharam nada com a etapa de hoje. subiram lentos como os demais. tanto que chegou um pelotão junto com os favoritos. assim, novamente contrariando as expectativas, thomas voeckler manteve mais uma vez a camisa amarela. todavia, a camisa de bolas vermlehas foi para jérémy roy, montanhista que atacou fortemente na montanha. estava bem à frente. atacaram em seguida david moncoutié e thor hushovd.

vockler, protegido pela equipe, sobe com o pelotão

hushovd surpreendeu na subida. atacou forte, em relação ao pelotão, sonolento. mas após a grande subida, havia a grande descida. hushovd e moncoutié desceram rápidos. alcançaram roy nos últimos kms. e hushovd venceu, surpreendendo a todos, seguido de moncoutié 10 segundos depois e mais 16 segundos para roy chegar. passaram-se mais 5 minutos antes que chegasse o próximo ciclista. o pelotão chegou a 7 min 37s do vencedor da etapa.

o fato é que a grande descida não favoreceria os escaladores. vide o que aconteceu com roy, chegado ao topo bem antes dos demais, mas passado na descida. escaladores clássicos têm pouca massa, descem menos rápido e menos estavelmente. o que adianta gastar-se na subida para perder a vantagem na descida?

descidas são importantes. em 2005 paolo savoldelli quase perdeu a maglia rosa numa etapa do giro. simoni chegou a abrir mais de 2 minutos de vantagem, mas a rapidez de savoldelli na descida diminuiu bastante a diferença e assim manteve a maglia rosa, para mantê-la até o final da prova.

ora, foi essa descida longa da etapa de hoje que segurou os irmãos schleck, e todos os demais, para a sorte de alberto contador, e também de voeckler.

desta forma, embora a chegada fosse na cidade da aparição da virgem – nossa senhora de lourdes, da cidade de lourdes – milagre a vitória de hushovd não foi. surpreendente, mas não milagrosa. mas mesmo assim, objeto de surpresa até para ele. uma boa surpresa.

thomas vockler permanece com a a amarela. cavendish com a camisa verde, jérémy roy passa a usar a polka-dot. boasson hagen passa a usar a camisa branca, jérémy roy foi o mais combativo e a garmin-cervélo permanece como equipe líder.

a etapa de amanhã promete mais emoções. de saint-gaudens a plateau de beille, é montanhosa, terminando com uma subida fora de categoria. amanhã esperamos ver se haverá efetiva disputa. veremos.

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