TDF: aparecendo bem na foto

e então o pelotão avança mas um ciclista sai acelerando. uma fuga? mas ninguém o acompanhou, ninguém contra-atacou.

à direita, em verde, anthony charteau sobe na bicicleta após tirar fotos com a família. imagem da tv, tirada por erico duarte.

ele pedala rápido, de repente pára na beira da estrada, corre uma mulher com uma criança no colo e ele tira fotos com a criança, com a mulher. o pelotão chega e ele corre pra subir na bicicleta e acompanhar o pelotão.

cena inusitada? não. pra quem conhece as tradições do tour de france, essa foi apenas mais uma situação típica. o competidor era anthony charteau, francês, comquistador da camisa polka-dot (montanhista) no TDF de 2010. a criança, seu filho, e a mulher, sua esposa.

antigamente era costume pararem pra tomar café, ou uma taça de vinho. na última etapa, onde a competição já está definida ao menos na classificação geral (slavo nas edições em que a última etapa é um contra-relógio) e ninguém ataca o líder, vemos ciclistas tomando champagne durante a prova. isso ocorre até hoje.

o ciclista parar para tirar uma foto quando o tour passa pela localidade onde mora é uma das tradições que permanecem, como vimos hoje. são inúmeras outras tradições, como não atacar o líder quando ele está com problemas mecânicos (pneu furado, por exemplo), permanecem. aliás, em 2010 houve uma polêmica, pois andy schleck deixou a corrente cair e ninguém o esperou. mas claro, não foi problema mecânico, foi manezada mesmo, e quando ele iniciava um ataque.  mas apenas alberto contador foi acusado à época de falta de fair play.

hoje a etapa foi sonolenta, como são as etapas planas, até os momentos finais. o maior obstáculo não foi o relevo, mas o vento. a chegada foi, como era de se esperar, em sprint, vencida por tyler farrar, embalado por julian dean e thor hushovd. é raro ver o portador da camisa amarela embalando alguém no sprint… hushovd manteve a camisa amarela.

tyler farrar vencendo a etapa, fazendo um W com as mãos, homenageando wouter weylandt colega morto no giro d'italia deste ano.

a etapa era tão plana que a meta de montanha, valendo apenas um ponto, estava situada numa ponte…. meta essa alcançada por mickaël delage, da equipe française de jeux, mas a camisa de melhor escalador manteve-se com p. gilbert.

a camisa verde está nas mãos de josé joaquin rojas (movistar) que fez 9 pontos na meta intermediária, somando 64 pontos. e a camisa branca está com geraint thomas, com tempo total apenas 4 segundos atrás do líder geral.

a etapa de amanhã é diferente. começa em lorient e termina 172,5 kms depois, em mûr-de-bretagne. os últimos 5 kms bem acidentados, numa sucessão de subidinhas. os dois últimos kms são numa subida de aproximadamente 7%. antes, curvinhas….

ou seja, nada de chegada em sprint. amanhã é dia de ciclistas com o perfil de thomas voeckler, ou mesmo philippe gilbert. o mûr-de-bretagne deixará passistas típicos em dificuldades, sprintistas amarrados, e montanhistas frustrados por não ser inclinado o suficiente para que façam diferença. amanhã é dia de brilharem aqueles que adoram as clássicas de primavera. talvez a camisa amarela mude de mãos novamente. aguardemos, pois.

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