audax 400: 412 kms de pura ogrisse.

primeiro que não são apenas 400 kms, mas 412.

segundo que não é só a distância, mas a altimetria insana em torno de 4500 metros de ascensão ensina humildade a qualquer um.

terceiro que não é apenas de longa duração, mas passa de um dia, de um ciclo de 24 horas (a não ser que vc seja um daqueles desperdiçadores que nem o silas, que pagou por um audax de 27 hs e pedalou só umas 20 hs – e ainda terminou!).

na saída, fotografado pela sílvia.

eu enchi o saco da sílvia repetindo que “400 não é 300 + 100”. mas é fato, não é. no pedal de longa distância, acrescentar mais 100 ou 200 kms não é apenas estender a distância. é preciso entender que vc pedalar mais 100 kms já tendo pedalado 300 kms.

limite. essa é a palavra que vem redefinida depois de um audax de 400 kms, ainda mais com essa altimetria. você aprende que os limites do seu corpo são outros que aqueles normalmente preconizados e aceitos.

o ser humano amoleceu, homens e mulheres amoleceram e não sabem mais do que são capazes. a comida vem da geladeira, os sofás são macios, o banheiro tem água quente…

batatinha dormindo na praça ao final dos 400 kms… – foto do pedalante

mas daí vem um audax de 400 kms e todos nós redescobrimos o ogro que habita nossa alma, nosso dna neanderthal presente nas nossas células… aquela capacidade de pedalar fazendo força por subidas que parecem nunca terminar, e se terminam, logo tem uma descidinha xexelenta seguida por outra subida sem fim…. e isso se repetindo por centenas e centenas de quilômetros…. e aqui a expressão “centenas de quilômetros” não é alegoria.

o sol nasce, faz seu trajeto no céu, põe-se, vem a noite com um céu estrelado como não se vê mais em são paulo. vc pedala observando o trajeto das estrelas no céu, as estrelas desaparecem, o sol nasce de novo  e mesmo assim vc continua pedalando. sem parar…

existe algo de “desamparo” num audax de 400 kms que não tem nos audaxes menores. os menores (200, 300 kms) encerram-se no mesmo dia. do audax 400 em diante, esse ultrapassar do ciclo-circadiano modifica um pouco a percepção de tempo. não passamos pelas horas de “abrigo” que ficar numa cama ou rede nos permite.

o sono bate e quer te derrubar. derrubou-me duas vezes. duas vezes parei em pontos de ônibus e deitei nos seus bancos. cochilei de 5 a 10 minutos  em cada um, e da última vez fui acordado pelo barulho da moto do có e então me dei conta que estava sendo filmado, roncando, por algum tempo… explico mais adiante isso.

mas vamos ao relato da coisa em si.

chegando no PC2 – foto do pedalante

o trajeto eu já havia feito: boituva – bauru – boituva, pela rodovia castelo branco, pela sua interligação à rodovia marechal rondon (essa interligação chamamos de castelinho), e por fim à marechal rondon, em botucatu, por onde seguimos até bauru, o ponto da volta.

falando assim é fácil. o problema é a distância (412 kms) e principalmente, a altimetria, beirando 4500 metros de ascensão. isso tudo somado faz com que cada quilômetro pedalado faça o próximo quilômetro a se pedalar mais pesado, mais cansativo. com tantas subidas fica difícil manter médias. subidas implicam em diminuir a velocidade, bastante. no final, eu colocava 50 por hora em descidas, conseguia manter 20 por hora em trechos planos e nas subidas subia a 6 ou 7 kms por hora apenas. as pernas foram ficando cada vez mais fracas.

mas apesar de todas as dificuldades, o fato de que audax é farra sempre se sobrepõe. no meu caso, ainda mais, pois tive meu momento “celebridade” ao ser acompanhado por uma equipe de filmagem.

zapella, andré e có resolveram fazer um videozinho sobre o audax. fique sabendo quando o zapella me ligou:

– então, a gente tá querendo fazer um videozinho…

– acompanha algum mané. filma o mané nos PCs, no meio da estrada, fica legal, vai mostrando coo ele se destrói no audax, escolhe aí um mané… – sugeri eu.

– então, já escolhemos, é você…

comecei o audax com uma câmera presa à minha bike. em matéria de eletrônica eu sou um ótimo… ciclista.  pra terem idéia da minha intimidade com a eletrônica, eu me enrolo até com meu celular. então não tenho a mínima idéia se gravei algo decente ou não. aliás, nem sei se algumas coisas que gravei realmente foram gravadas.

os rapazes me pegaram na faculdade na sexta à nite. fui pedalando a speed, com um mochilão nas costas e usando sapatos sociais até a faculdade, dei aulas com a bike dentro da sala de aula, terminada as aulas, eles estavam lá fora, foi uma mordomia total.

fomos aohotel em boituva, comemos alguma coisa numa esfiharia de lá, dormimos. 5:30 da manhã eu estava em pé. coloquei a “fantasia de ciclista” e fui tomar café damanhã. havia outros partipantes no hotel.

eram cerca de 6:40 quando cheguei ao ponto de saída, na frente da prefeitura. peguei um farolzinho que tava com a sarinha, peguei a lanterninha emprestada pela renata que estava com o silas – a minha tinha quebrado uns dias antes – fiz minha vistoria, entreguei a bolsa com tranqueiras que a organização leva até o ponto de volta – com roupas, peças sobressalentes, câmaras e etc – e estava lá pronto pra saída.

saímos. acho que filmei a saída. eram 7:17 quando saímos. fazia sol em boituva. mas quando chegamos à rodovia castelo branco havia uma neblina fantástica. e com a neblina, umidade e ar frio. ainda no trecho da cidade, passei o silas e o mendes. afinal, só nesse trecho eu conseguiria pedalar na frente deles… hahahaha

e fui tocando meu ritmo de gorducho pedalante: no plano me garanto, nas descidas eu arraso, nas subidas a lei da gravidade lembra-me constantemente da minha massa corpórea. mas cheguei logo ao PC1. esse primeiro trecho, de 77,2 kms, fiz em pouco mais de 2 horas e meia. a média foi de quase 28 por hora. mas tem poucas subidas, muitos trechos planos, e longas descidas.

esse PC1 fica no posto rodstar, bem estrutrado, ótimos banheiros, e não sei o porquê, tem um tanque de guerra no estacionamento.nos PCs, como sempre: água gelada, gatorade, frutas, lanchinhos… abasteci-me e toquei adiante.

o trecho seguinte, até o PC2, no km. 275 da rodovia mal. rondon. para chegar lá vamos pela castelo branco, subimos a serra, 2 kms após o pedágio que há depois da subida longa viramos à direita e pegamos a rodovia prof. hipólito martins, conhecida como castelinho, vamos até botucatu e então viramos à esquerda para seguir pela mal. rondon.

nesse trecho há a mais longa – mas não mais dura – subida do percurso. ela começa bem suave, sem que tenhamos percepção de que é uma subida. ela tem algo entre 8 e 10 kms. vamso subindo, subindo, subindo…. desta vez não penei, como da primeira vez, ano passado, até pq o sol não estava de rachar.

não podemos reclamar das condições atmosféricas. não havia sol muito forte. nem à noite fez frio demais. frio fez, mas nada insuportável.  mas não havia na ida o forte vendo a favor registrado das outras vezes no local. isso fez com que eu fizese os primeiros 150 kms em pouco mais de 7 horas de pedal, e não em seis horas como fizemos no audax 300 desse ano.

o caminho é subir a serra, e enfrentar os poucos tobogãs da castelinho: descia e subida, descida e subida… mas pegando a mal. rondon a coisa complica mais. as subidas  e descidas são mais íngremes, penamos mais. o asfalto do acostamento também piorou. num trecho de asfalto ruim, praticamente apenas brita com uma tintura de asflato, na tremedeira, a câmara que estava na minha bike voou.

eu me assutei: vai que aquele troço quebra e eu tenho que pagar? estava ajustando a câmara e a minha “equipe de filmagem” passou. contei do ocorrido, e que já havia testado e que a câmera parecia estar funcionando. o andré deu risada e contou que aquela câmera já havia voado da moto dele…

eram pouco mais de 14 hs quando cheguei no PC2. almocei ali. resolvi fazer a refeição mais pesada ali, e não no PC3.e fiz: muito macarrão e um tanto de carne. e claro, uma coca-cola de dois litros. um litro ali na hora, outro na caramanhola. sei que não é saudável, que engorda e etc. mas quando vc tem um gasto energético como num audax, comida light é o kct! o que tinha de calorias naqueles dois litros de coca-cola não poderiam cobrir nem um quinto do que eu já havia gasto até ali. uma pessoa de cerca de 70 kg pode gastar cerca de 730 cal/h. eu, pesando mais de 80, gasto ainda mais -mais peso pra levar morro acima – mas fazendo um cálculo de 7 horas de pedal, temos cerca de 5100 calorias gastas.

mas mesmo estando alimentado ali, segui adiante até o PC3. mais uma sucessão de descidas e subidas, os tobogãs da rondon. isso cansa, quem não fez não tem idéia do quanto cansamos fazendo isso  por horas a fio, debaixo de sol, suando, suando… aliás, das duas caramanholas, uma estava sempre com gatorade, aquela bebida que se consumida todo dia te dá pedras no rim, mas que num audax pode ser consumida em litros sem repor todo o sal perdido pelo corpo.

cheguei ao PC3 (com 206,3 kms pedalados) faltando um minuto para registrar 11 horas de pedalada. ali “jantei” meio litro de coca-cola, e meio litro de suco de uva: suco mesmo, nada de refresquinho. e claro, muitos lanchinhos da organização, muitas bananas…

no PC3 peguei minha mochilinha com a tralha carregada, troquei parte da minha roupa: a blusa, as meias, coloquei uma blusa tipo segunda-pele, troquei as lentes do óculos por lentes claras. dali partir para a tenebrosa volta.

o detalhe é que a cada PC a minha “equipe de filmagem” tomava meu depoimento: como eu estava, como iria ser o percurso e etc. filmaram meu strip-tease ali…

a volta é sempre complicada pelo fator escuridão: voltamos à noite. coloquei meu segundo farol na bike ali, mais forte. e o trecho de volta tem as subidas progressivamente mais longas que as descidas.

saí às 19:30 do PC3. com cerca de uma hora e 15 minutos portanto de folga para o tempo máximo na média (o PC3 fecharia às 20:45). o trecho seguinte, até o PC4 seria de cerca de 55 kms. fui tocando. com os faróis mais fortes, eu pude socar a bota nas descidas, ganhando mais embalo para as subidas. fui rápido. tanto que cheguei antes da minha “equipe de filmagem”. por pouco não me pegam por lá… hehehehe

ali no PC4 haveria sopa para nós. uma canja que de canja não tinha muita coisa, mas de sopa de legumes bem forte tinha muito. fui comedido, tomando apenas 4 pratos. o maurício, do rio, tomou 6, fiquei sabendo pelo próprio depois.

soquei a bota de novo saindo do PC4. fui rápido mesmo, passando muita gente nos dois trechos. mas a temperatura já baixava. nas baixadas o ar úmido deixava os braços gelados. mas socando a bota o pedal cheguei ao PC5 pouco depois das 3 horas da manhã. desci a serra voando. nem eu estava acreditando no meu tempo. para comparar, ano passado, no mesmo trecho, eu chguei a esse PC perto das 5 da manhã. ok, havia furado um pneu, mas mesmo assim o tempo foi bem melhor desta vez.

tomei mais um prato de sopa, tomei café, conversei ali com o maurício e o cláudio – dois companheiros no audax 400 e 600 do ano passado – mas saí depois deles.

saí no escuro total. demorou ainda mais de uma hora para o sol nascer. mas com o nascer do sol veio o sono. começou a tortura. esse trecho em tese não é muito difícil, mas já estamos com 335 kms pedalados quando saímos de lá. o sono vem, o ritmo cai, o perigo aumenta. duas vezes cochilei em cima da bicicleta e quase caí. quando aconteceu isso, assim que apareceu a poucos metros um ponto de ônibus, coberto, com um banco, eu deitei e tirei um cochilo. acordei com meu ronco. dormi uns 10 minutos. isso me permitiu quase mais uma hora de pedal mais acordado, mas tive que parar novamente mais adiante.

o fato é que penei tanto que todo mundo que eu passara entre o PC3 e o PC5 passou de novo por mim. mas como audax não é competição eu não tava nem aí para esse detalhe.

da segunda vez que parei, cochilei, e de repente acordei com o barulho de uma moto. era o có, vindo me filmar dormindo. só aí notei que o carro com o andré e o zapella já tava parado lá… tavam filmando meu ronco já há uns 5 minutos….

segui, lutando contra o sono. fiquei extremamente alegre ao perceber que chegava de volta a boituva. quando vi a placa indicando a divisa entre tatuí e boituva comemorei com um grito. mas aquela subidinha na entrada da cidade… é uma morreba, absolutamente sem graça, mas a gente tá tão cansado  que taca a relação mais curta e ainda pedala em pé…  aliás, em final de audax, vc tem que pedalar em pé até pra passar por lombada no asfalto…

e o pior é que de novo, na entrada da cidade, eu dei uma volta e entrei errado, circulei uns dois quarteirões a mais. cometi o mesmo erro que no ano passado. josta! efeito do cansaço, é claro.

cheguei  às 9 horas mais ou menos. esqueci de olhar no relógio. mas melhorei meu tempo em relação ano passado em pelo menos uma hora, pois fiz em 25 horas e 49 minutos pelo tempo oficial. sinal que o pedal tem evoluído.

desta vez pedalei o audax inteiro praticamente sozinho. poucos trechos tive companhia. num audax é assim: vc acha o seu ritmo, e vai. se houver outros no mesmo ritmo, ótimo. se não houver, paciência. há quem fique desconfortável por pedalar só, principalmente à noite, mas meu espírito ogro não me permite isso.

talvez por que eu saiba que podemos ali estar só mas não estamos solitários. caso vc tenha um furo no pneu, ou falha mecânica, e precise de ajuda, logo passará outro randonneur e oferecerá ajuda. nisso há diferença em relação a simplesmente sair por aí pedalando longas distâncias.

por outro lado, pedalar à noite muda tudo. o ser humano é um mamífero diurno, portanto a noite é seu tempo de recolhimento, não de atividade. há aqueles que dormem de luz acesa, que temem monstros noturnos, e claro, à noite, sozinho, no meio da estrada tendo como teto apenas o céu estrelado e como luz apenas o farol da bike, isso pode ser assustador para alguns, mas profundamente libertador para outros como eu. se soubessem como gosto de pedalar à noite….

mas o sono nos derruba. o eduardo sokei me copiou e dormiu também num bando de ponto de ônibus. o einstein, no PC5,dormiu no chão com a placa de “cuidado, piso molhado” em cima da cabeça. ele mesmo colocou , para tampar uma luz na cara.

pelos meus cálculos, cerca de um terço ou um quarto dos participantes deixou de completar a prova. sono, mal-estares, cansaço excessivo, falhas na bike, são muitos os motivos para se parar.

esse audax de 400 kms de boituva exige muita estratégia, controle do tempo, conrole das forças empregadas, das condições climáticas, da alimentação e hidratação corretas. detalhe, não tive uma cãibra sequer. mas no trecho final, lá pelas 6 horas, logo após o nascer do sol, bateu uma fome lazarenta. engoli 4 paçoquinhas e 7 (sete!) sachês de gel de carboidrato. foi só assim que passou a fome, apenas momentaneamente. pois em cima de cálculos conservadores, em 26 horas de pedal devo ter consumido algo superior a 18.000 (dezoito mil) calorias.

cheguei à praça, comemorei, sorri pras fotos, fui tomar um banho, comi algo, embarquei a bike e as coisas no carro do zapella. dentro do carro o toni comentou que eu estava com um grande pique. concordei que sim, virei para o lado e dormi antes mesmo de sairmos da cidade…. acordei às portas da minha casa….

————————————————-

algumas notas. quanto à organização, só faltou mesmo algumas massagistas tailandesas nos PCs. de resto, estava tudo perfeito. somos mimados.

o percurso é pedreira. ano passado o maurício e o cláudio juraram nunca mais botar o pé em boituva. esse ano estavam lá de novo….

o numero de mulheres participantes e concluintes simplesmente dobrou. aumentou 100%. ano passado era só a márcia, esse ano a ela somou-se a silvia.

não tive desta vez nenhum pneu furado. tô gostando disso… e sem fita anti-furo!

preciso de relações mais leves na bike.

——————————————–

sobre as filmagens. conforme a regra, não tive apoio externo. a turma da filmagem sabia disso, já andaram fazendo audaxes tb. aliás, o có tatua cada novo brevet, nova distância completada, no braço. isso sim é gostar da coisa…

tenho a impressão de que se eu morresse eles iriam lá ficar filmando….

aliás, o andré tava com um capacete tecnológico cheido de microfones, câmeras e sei lá mais o quê… tava a cara do dan moroboshi. não tirou nem quando estava no carro. deve ter impressionado muito os funcionários dos pedágios. imagino a cara deles ao perceber o passageiro de capacete dentro do carro. o que devem ter imaginado sobre o motorista?

andré como capacete do dan moroboshi

falei várias vezes pra câmera, e acho que em algumas eu fiquei com cara de psicopata. principalmente pelo meu entusiasmo pelo pedal noturno….

dan moroboshi com o capacete do andré

se faria de novo? claro! sempre! mesmo pedalando praticamente sozinho nesses 400 kms, sem nem ouvir musiquinha (que ipod o kct!) nem nada. isso sim é um pedal zen. vc, o céu estrelado, o barulho apenas do atrito do pneu no asfalto, a escuridão, o vento no mato… isso é o paraíso!

12 Respostas para “audax 400: 412 kms de pura ogrisse.

  1. Adorei o relato, tambem adoro pedalar a noite, mas enchergo muito mal a noite.

    No proximo audax de 200 km na minha região vou fazer.

    Abraços
    Jose Carlos
    Campo Largo-Pr

    • Fala meu amigo,
      Foi uma satisfação te encontrar no PC 5, Boituva é um grande desafio, assim como Holambra também foi ano passado. Nessas provas desconcertantes encontramos nossa maneira de superar as mazelas do nosso psicologico, sair para o lado bom, encontar um jeito de filtrar a coisa boa nisso tudo, acho que a vida fica mais fácil a cada prova, pelo menos é isso que sinto quando penso na maneira em que realizarei essa prova melhor, até lá.

      Claudio Guilherme

      • ô claudio, muito me honra sua visita aqui no meu blog! mas audax é isso! a cada morro vencido a vida fica mais leve! no dia em que o povo descobrir isso a indústria farmacêutica quebra pq nunca mais venderá anti-depressivos! hehehe
        conheci vc e o maurício ano passado, no 400kms, num ato de generosidade do maurício: vcs tavam num trenzinho, passaram por mim e o maurício simplesmente mandou eu seguir no vácuo pra descansar um pouco. pedalei uns 10 kms assim, mas furei o pneu. foi logo no primeiro trecho do audax 400 do ano passado. nos vemos no 600!

  2. bom dia Odir,
    parabens pelo brevet.
    pelo seu relato, ao final das contas “the journey is the reward”. cada vez aprendemos alguma coisa a mais.
    espero ve-lo nos 600.
    abs,

  3. “o ser humano amoleceu, homens e mulheres amoleceram e não sabem mais do que são capazes. a comida vem da geladeira, os sofás são macios, o banheiro tem água quente…”
    ESSE É O PONTO!!

  4. Olá Odir,

    Sempre um prazer ler seus textos! 400km rendem relatos de alguns “odires” de tamanho. Melhor ainda.

    Abração!

  5. Muito bom Odir,

    Quando eu crescer quero encarar uma dessas tb. Valeu pelo relato!

    Abraço,

    Diogo

  6. Legal demais ! Parabens
    O máximo que já fiz no asfalto sem por o pé no chão foi 120km … Com 04:20 já tava muito cansado …
    Grande desafio esse
    valeu

  7. foi divertido. Sofrido mas divertido…

    Um ótimo pedal, sempre recebido com um sorriso largo nos PCs, um pouso alegre.
    Sobre um brevet de 400km (ou maior), passamos por muitos momentos difíceis. Seja pelo sol, a estrada que está com um acostamento ruim, dores, pensamentos desafortunados sobre desistência…

    Porém momentos difíceis representam terreno fértil para boas amizades. Sem esquecer da superação, persistência, tenacidade e disciplina mental nas dificuldades, ao final o que importa é a amizade.

    Espero vê-los no 600!

  8. Ja fiz um “pequeno” audax de 300 na epoca uma superação, pois ainda subiu ate a santinha da serra do rio do rastro , quase uma judiação, mas a dor, e o cansaço deixaram boas lembranças e uma convicção: Tem que gostar de pedalar pra fazer um negocio destes.

    abraços

  9. Parabéns pelo Brevet e obrigado por compartilhar suas emoções!

    abraço!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s