uma cidade sem guetos

essa eu não podia deixar passar. trabalhei nos últimos dias justamente na idéia da auto-segregação que a classe média não-escolarizada (sim, que gosta de condomínio é quem tem grana mas não sabe ler) tem imposto a são paulo, com seus condomínios (o melhor exemplo é a morumbização de setores grandes da cidade além do morumbi, lar de inúmeros arrivistas e nouveau riches ávidos por afirmar exteriormente a riqueza recente, uma vez que ainda olham no espelho e reconhecem a origem humilde que tentam em vão apagar, uma vez que injustamente se envergonham dela).

entrevista abaixo saiu na falha de são paulo, e richard rogers é direto e seco nas críticas a são paulo. a leitura vale, mesmo que não toque no assunto “bicicleta”, mas diz muito sobre transporte, implicitamente.  os guetos demandam mais do transporte. bairros mistos diminuem bastante os problemas de transporte.

Folha de São Paulo – 29/03/2011 – 10h27

Cidade não pode ter guetos, diz arquiteto do Centro Pompidou

MARIO CESAR CARVALHO

DE SÃO PAULO

Se tivesse feito uma única obra, o Centro Georges Pompidou, em Paris, o arquiteto Richard Rogers já teria entrado para a história. O Beaubourg quebrou a assepsia que dominava os prédios dos anos 70 e antecipou o conceito de museus para grandes massas.

Mas Rogers fez muito mais: criou o mais contemporâneo dos aeroportos (o terminal cinco de Heathrow, em Londres) e arranha-céus antológicos, como as sedes da Lloyds, em Londres, e da TV japonesa, em Tóquio.

Aos 81 anos, deve fazer os seus primeiros trabalhos no Brasil. Esteve aqui por duas semanas para discutir projetos no Rio (ligados às Olimpíadas de 2016) e em São Paulo (com a prefeitura).

À Folha, o esquerdista que tem o título de barão defende que as cidades não podem virar guetos de ricos ou de pobres. “Um área só para ricos contraria a ideia de cidade.”

Marcelo Justo/Folhapress
Richard Rogers sob o elevado Costa e Silva em São Paulo
O arquiteto Richard Rogers, responsável pelo Centro Georges Pompidou, sob o elevado Costa e Silva, em SP

*

Folha – Os arquitetos repetem que São Paulo e Rio são um desastre. O trânsito é horrível, não há áreas verdes e há favelas por todos os lados. O sr. concorda?
Richard Rogers – Não. O Rio é a cidade mais bonita que já vi. A paisagem é maravilhosa. Há praias por todos os cantos, o calçadão criado por Burle Marx é fantástico, em qualquer lugar que você vá é possível ver as montanhas e o mar.
Visitei Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, a favela que tem um elevador. O problema social é terrível, há esgoto correndo nas ruas, há lixo em toda a parte. Mas esse não é um problema só do Rio: é um problema global. O terrível é a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos.

O sr. viu as obras que foram feitas nessa favela?
Gostei das mudanças, principalmente do elevador. É um bom começo porque aproxima a favela da cidade. O problema é como distribuir os benefícios da cidade nessas áreas, como fazer os ricos ficarem mais próximos das favelas e como fazer a favela ficar mais perto dos ricos. Essa mistura é essencial para integrar esses dois mundos.

O sr. acha que é possível integrar mundos tão separados?
A integração é a única solução para as cidades. Em Londres, não temos favelas. Mas temos pessoas vivendo em habitações sociais, que são subsidiadas pelo governo. São prédios privados, nos quais o governo pode colocar pessoas pobres na porta ao lado de alguém muito rico. Um área só para ricos contraria a ideia de cidade.

O que fazer quando ricos não querem pobres ao lado?
O sistema londrino obriga bairros ricos a terem habitações sociais. Esse tipo de sistema já é aplicado na Holanda, na Dinamarca e na Suécia. É preciso criar leis para ter essa integração.
O problema de pobres e ricos no Brasil é igual ao que existia entre brancos e negros nos Estados Unidos. Cidades não podem ter guetos, seja para negros ou pobres.

O sr. acredita em soluções para o trânsito com avenidas?
Isso é impossível. Não há soluções para o trânsito com carros. Estradas e avenidas para carros ocupam 60% da área de Los Angeles. É uma estupidez. Quanto mais estradas você abre, mais congestionamento você terá.
É preciso ter um sistema de transporte público realmente bom. Londres proibiu a abertura de estacionamentos na área central. Também é preciso controlar o número de carros que não estão em condições razoáveis. Há ainda pedágio para entrar no centro de Londres.
Tudo isso ajudou a criar um dos melhores sistemas de transporte público do mundo. Em Londres, 93% das pessoas usam transporte público.

O sistema de ônibus em Curitiba seria uma solução para cidades mais pobres?
Claro. Você precisa ter metrô e ônibus de alta qualidade. É inacreditável que em São Paulo as pessoas aceitem andar de carro a dez quilômetros por hora. A pé é mais rápido. É preciso cobrar mais impostos de carros para melhorar o transporte público.

O que São Paulo pode fazer?
Cingapura, como Curitiba, é um bom modelo. Lá, os impostos de carros são altíssimos e há pedágio no centro. É preciso restringir carros para ter mais espaço público. Espaço público é a principal razão para as pessoas gostarem de viver em cidades.

Como uma cidade faz para ter mais espaços públicos?
Precisa ter parques em todos os distritos. Curitiba fez isso. Jaime Lerner fez um trabalho brilhante. Curitiba é um modelo mundial. Um dos segredos é controlar as forças do mercado.

Como se faz isso?
As cidades precisam de leis para controlar as forças do mercado. Ajudei o primeiro ministro Tony Blair a preparar um plano para as cidades governadas pelo Partido Trabalhista.
O plano dizia que as pessoas têm direito a espaços públicos, assim como têm direito a água. Que as cidades devem ter leis que obriguem bairros ricos a ter habitações sociais. E têm de limitar os carros no centro.

Durante a crise de 2009, o ex-presidente Lula reduziu os impostos de carros para manter os empregos e as vendas.
Não é uma boa ideia. Emprego é uma questão séria, mas é preciso adotar soluções que não levem à desertificação do mundo ou ao fim da floresta amazônica. Um terço da poluição do mundo vem dos carros. Reduzir imposto de carro não faz o menor sentido hoje.

O sr. e Renzo Piano criaram na metade dos anos 70 o Beaubourg, em Paris. Por que ele fascina tanto as pessoas?
SP e Rio têm prédios brilhantes de arquitetura moderna, como os de Niemeyer. Mas em Paris não havia isso. Foi uma surpresa. Fizemos um prédio para abrigar todos os tipos de pessoa e que tivesse interação com a cidade. O Beaubourg é popular porque é um palácio da diversão.

O governo de SP tenta recuperar uma área degradada, a Luz, com museus e salas de concerto. Isso funciona?
Não. Você precisa de usos mistos para recuperar uma área. Não faz sentido uma área só com shopping ou escritórios. Os governos estão fascinados com museus, mas só isso não funciona.
Meu escritório fica numa área de Londres onde as pessoas não podiam ir há 15 anos de tão perigosa que era. Hoje é uma das melhores áreas de Londres. Isso ocorreu porque há escritórios, moradias e museus. Quanto mais misturado, melhor.

 

 

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28 Respostas para “uma cidade sem guetos

  1. Quanto mais misturado, melhor!!

    é bem isso! Mas na cidade que importa babás do Paraguai, ainda falta um bocado!

  2. Já imaginaram a classe mé(r)dia se SP tendo que se misturar com os pobres. Seria a morte para eles….

  3. Legal o texto, mas o intróito dá ao post aquele tom que não vai levar o cicloativismo a lugar nenhum.

    Andar de carro não é simplesmente sinônimo de atraso, assim como morar em condomínio não significa burrice simples e ostentação pura.

    “… e nouveau riches ávidos por afirmar exteriormente a riqueza recente, uma vez que ainda olham no espelho e reconhecem a origem humilde que tentam em vão apagar, uma vez que injustamente se envergonham dela…”

    Miremos as críiticas nos verdadeiros responsáveis. Não serve pra nada ficar ofendendo a classe média com psicologia de boteco.

    O nível deste blog é bem diferente da lista da bicicletada, please

    • obrigado pela “filosofia de boteco” que me cabe. existe uma diferença entre a falta de escolaridade do pobre e a falta de escolaridade da classe média. a classe média tem ace$$o à escolaridade se quiser. mas nem sempre opta por ela. exemplo: mandar os filhos pra di$ney em vez de mandar pro louvre. sobre o arrivismo dos nouveau riches e seus hábitos de consumo, favor consultar em inglês a farta produção sociológica – e não filosófica – que produz hoje em dia tanto nos e.u.a. quanto na europa, inclusive sobre hábitos de consumo da classe média negra nos anos 70, 80 e 90. existe uma relação clara entre a auto-afirmação, hábitos de consumo e também o que o mercado oferece. a classe média auto-afirmativa também é uma grande eleitora dos partidos de direita em grandes cidades. notando que a direita sempre se afirma como defensora da classe média dos “ataques” da classe mais baixa. isso vai de le pen a palin, a variação no discurso é pequena.

      o interessante é que na geração seguinte da mesma classe média temos uma mudança radical de comportamento, em razão da melhor escolaridade. não raro o garoto que foi pra disney na adolescência ao chegar à faculdade se envergonha disso. e normalmente tem feito escolhas profissionais que contrariam as diretivas da geração anterior. critica o arrivismo até por uma questão de choque de gerações. e como cresceu na classe média, não teme ter contato como favelado com medo de ser confundido com ele. esse medo é do pai, não do filho ou do neto.
      boa parte dos cicloativistas atuais ganharam um carro de presente aos 18 anos. aliás, uma parcela considerável. muitos conheceram o uso da bicicleta como transporte no exterior. aliás, muitos – não a maioria, mas uma quantidade significante – conheceu tb a importância do transporte público também em vivências no exterior. portanto, deixou de achar natural a estratificação social e racial do acesso a bens públicos que nós temos no brasil. passou a valorizar joaquim nabuco depois de ler diderot, eventualmente em francês.
      claro, simplesmente culpar a classe média desescolarizada por moto próprio é simplismo. mas tb culpar o estado ou a iniciativa privada simplesmente tb é simplismo exagerado. mas a iniciativa privada e o estado já há muito têm sido criticado. agora chega-se à faze mexer nos hábitos de consumo. como diz o adágio, ridendo castigat mores. é preciso sim dizer que a classe média consumista e arrivista é sim ridícula. idiotes, na melhor acepção da palavra na sua raiz grega, pois preocupa-se apenas com si. muda-se o consumo, muda-se a oferta. é preciso sempre relembrar alexis de tocqueville: o indivíduo é o maior inimigo do cidadão. entre um e outro, eu prefiro o cidadão.
      em tempo: é preciso ressaltar que boa parte da motivação para se morar em condomínios e andar apenas em carros é não se misturar. tem motivação racista. vide justamente os ataques de jair bolsonaro a preta gil.

  4. Nao gostei.

    Post preconceituoso que não leva em conta a opiniao de outras pessoas.
    eu tb acho uma merda morar em um condominio afastado do centro, mas vc nao pode generalizar com uma afirmação pejorativa.

    abs

    • mas, claro, o blog reflete as minhas opiniões! agora, não se preocupe, antes de fazer qq afirmação nesse blog, eu pesquiso. há base para minhas afirmações. de gorz a weber, de damatta a benicchio. salvo os condomínios para a terceira idade, eles não são auto-segregacionistas? favor consultar: marcelo lopes de souza, fobópole, editora bertrand brasil. lerá o mesmo, dirá que esse pensador é preconceituoso?

      • Ogum777, é o nick de um cara mto gente boa do forum do mochileiros..

        enfim, respeito bastante quem pesquisa a fim de ganhar conhecimento.. alem disso, vc usa do seu tempo para defender uma causa que é muito legal, que é bicicleta. Parabens por tudo isso.

        Nao quero alongar a discussão do meu comentario, mas há outros motivos para se esconder em um condominio fechado fora da cidade além do que vc citou.

        eu, por ex, trabalho 95% do tempo em casa no computador.. 1 ou 2x por semana reunião que eu tenho que sair.. cairia muito bem eu comprar um terreno na granja viana, que é muito mais barato.. então eu consigo pegar um terreno maior, faço uma casinha irada com bastante natureza em volta.. há infra-estrutura básica *particular* em volta.. enfim.. pra mim pode ser um bom negócio..

        quantas pessoas já mudaram pela promessa de segurança? quem surtou com poluição, transito? há dezenas de motivos…

        o ponto em que quero chegar é: generalizar é estupidez.

        classe-media é um termo feito por jornalistas para classificar as classes economicas B e C.. sacou? classe economica.. eu nasci classe-media.. pq meu pai trabalhou.. meu filho vai nascer classe-media a menos que eu quebre a minha empresa e vá morar na rua..

        então meu filho de 20 dias de idade, nao sabe nem usar os olhos já tem todos esses defeitos que vc citou?? ele já nasce assim.??

        isso pra mim é estupidez.. generalizar é estupidez…
        afirmar que classe-media escolhe condominio por causa de fachada e segregação é tão baixo quanto afirmar que japones é isso, nordestino é aquilo, pobre é acolá, etc..

        por mim nao passa de um pré-conceito, como falei na 1a msg.
        apoio todas as iniciativas bacanas como a bike, mas nao concordo em abordagens agressivas assim… você pode ter o apoio de todos, isso fortalece o movimento.. quem tá segregando aqui é você afirmando essas coisas.

        abs

  5. Murilo, onde está a generalização? Quando é dito “classe média não-escolarizada”, não-escolarizada é adjetivo restritivo, não é adjetivo explicativo (para ententer melhor: http://www.gramaticaonline.com.br/texto/1118/Adjetivos_restritivos_e_explicativos). Note também que ele fala “quem gosta de condomínio” e não “quem mora em condomínio”. E entendo que a princípio ele não está falando de gostar do conforto ou da segurança supostamente proporcionados pelo condomínio, mas gostar da segregação que o condomínio provoca. Interessante também que na sua explicação com as justificativas que poderiam te levar a morar em um condomínio você só considera os seus próprios interesses (“pra mim pode ser um bom negócio”), você não faz nenhuma reflexão sobre como a existência dos condomínios afetam a cidade.

    • poxa pessoal ! agora sofro de analfabetismo funcional, é isso? ahhaha
      golpe baixo… :}

      existe inumeras vantagens em se morar em um condominio longe do centro. Minha ref é a cidade de sao paulo, ok?

      pra começar vc sente mais o cheiro das coisas boas como comida, natureza.. vc dorme ao som de passaros e nao do caminhao trocando as caçambas as 4h da matina… abre a janela e sente o aroma das flores (uia) e nao de esgoto.. enfim.. nao preciso alongar muito, né? deu pra entender?

      a cidade de sp é foda! tenho um amigo que estudou comigo e era tão estressado que teve ulcera, pedra no rins e descompasso do coração.. tudo com menos de 25 anos.. o médico pediu que ele mudasse o padrão de vida dele, mas o principal era fugir de sp ! rs veja só que interessante.. ele nao esta morando em condominio, mas foi para londrina

      essa historia de segregação nao é de hoje.. nao é de condominio.. comecou antes com muros, grades, vidro blindado, insulfilm.. lembro de ter lido isso antes de alphaville virar coisa de rico.. pq antes era mais barato do que comprar casa na zona leste. Entendo mais como individualização da sociedade.. claro que rola um pensamento separatista por uma parcela de quem usufrui de todos esses “recursos”, mas nao vou generalizar, entende?

      do mesmo jeito que nao vou generalizar todos que GOSTAM de morar em condominios como “classe média não-escolarizada”, muito menos que o motivo maior para eles estarem lá é de nao se juntar com “gente”.

      e por ultimo, pf, nao ponha palavras na minha boca.

      aprendi a fazer o bem, e tenho um minimo de noção de urbanismo e cidade. Se possivel, vou sim levar isso em conta qdo comprar minha casa propria. Por hora ralo 110% do meu tempo para me sustentar como um legitimo representante de classe media, que paga educação, saude, transporte, impostos, e se tudo der certo no final do mes vc consegue poupar um pouco pra daqui a 20 anos ter alguma coisa e trabalhar menos de 12h por dia.

      se tiver resposta peço que evitem ironias, botar palavras na minha boca e outros golpes baixos pf? to aqui na maior boa vontade do mundo dando minha opiniao ok !!!!!!!! abs

      • murilo, boa parte do que vc procura, vc pode achar em são paulo mesmo sem recorrer a um condomínio. tudo o que vc tá citando eu tenho, sem ser num imóvel meu, na zona norte de são paulo. com uma vantagem: a vivência da rua. moro numa região onde os imóveis não são caros, beija-flores vêm ao jardim diariamente (e tb marimbondos, e há um ninho de jataís na caixa de luz). mas há também uma praça, há padaria, tem ponto de táxi, comércio, as pessoas se conhecem, pois tem um troço que não existe no condomínio: esquina.
        a vivência rica da cidade é a convivência entre os desiguais.
        repito, dê uma lida no livro “fobópole” do marcelo lopes de souza. há diferença entre segurança real e sensação de segurança. são coisas distintas. hoje sabe-se que o fato de se estar num condomínio aumenta a possibilidade de se sofrer crimes diversos, que vão do seqüestro aos assaltos do tipo arrastão. no meu bairro teve assalto? teve. onde? só em condomínios. a casa onde moro tem muros baixos. eu não tenho cachorro. dos dois moradores de rua da praça em frente conhece-se a família. a segurança decorre de práticas, não de lugares. se vc está na fase da vida em que se compra um imóvel para se morar por pelo menos 30 anos, recomendo fortemente a leitura do livro que citei. um condomínio distante pode parecer seguro agora, mas daqui a 10 anos ou mais a distância o exporá, ou melhor, exporá seu filho e quem o carregá-lo de um lugar ao outro, a uma violência grande e a uma tensão gigantesca. pais de pós-adolescentes (que estão freqüentando as faculdades, já andam em seus próprios carros), freqüentemente ficam em pânico enquanto os filhos estão nas ruas (nos entornos dos condomínios sempre se formam favelas, que fornecem a mão-de-obra barata, vide paraisópolis no morumbi). é comum que vendam as casas e voltem à cidade, ou comprem um imóvel na cidade (um gasto a mais) para que os filhos morem sem ter que fazer os trajetos pelas grandes avenidas e eventuais estradas.
        e claro, ao se morar em um condomínio distante se fica refém do carro. estar em um carro aumenta em quase 90% a chance de sofrer alguma forma de violência. são dados do delegado jorge lordello. ele, aliás, recomenda que nunca se espere dentro de um carro, diz que estamos mais seguros saindo do carro, trancando-o, e ficando parados do outro lado da rua com a chave no bolso. por outro lado, não há registro de sequestro relâmpago de ciclista.

        do ponto de vista econômico, pode ser um tiro n´água, senão no pé. condomínios horizontais tem sua legalidade precária. podem ser a qq momento simplesmente abertos. em tese, não há na legislação qq proteção ao condomínio horizontal fechado, podendo a qq hora o poder público simplesmente mandar abrir as ruas ao acesso de todos. nesse sentido, confira-se a seguinte monografia:
        http://www.conteudojuridico.com.br/pdf/cj031503.pdf

        no mais, como ressaltou o valdson, fiz dois recortes epistemológicos no que se refere à classe média (b, c e d): a não escolarização voluntária (inexistente ou simplesmente de baixa qualidade, em cursos técnicos superficiais, “superiores” seqüenciais ou simplesmente em faculdades muito ruins e sem complementação informal como o hábito da leitura) e a vontade de auto-afirmação social. isso não é característica de toda a classe média. mas de uma parcela com bom poder aquisitivo e uma capacidade grande de causar estragos. ou seja, alguém +/- parecido com a personagem da atriz katiuscia canoro, a lady kate, que gosta de repetir o bordão: “eu tô pagando!!”

  6. Poxa cara muito legal sua resposta 😉
    e eu achando que ia ser respondido grossamente como foi a ultima.

    Concordo com tudo oq vc falou no ultimo comentario !
    ainda nao bati com a introdução do post….mas nao vou criar mais encrenca.

    eu a principio prefiro morar no centro.. infelizmente nao tenho essa ligação com a cidade como vc tem, de ir na esquina, ficar 1h batendo papo na padaria, dar um alo pro barbeiro (imaginei isso lendo, ok? estou errado?)

    esse lance de esquina rs !

    prefiro morar no centro, e o motivo maior é a facilidade de me locomover pela cidade (adoro metro)

    e concordo tambem com esse emburrecimento da galere.. po.. BBB?? essa semana saiu no jornal que os maiores formadores de opiniao no brasil são o rafinha bastos, seguido do luciano huck.. imagino a sequencia disso: ivete sangalo, claudia leite, valeska popozuda, faustao, etc.

    qdo li essa noticia logo pensei que isso só reflete a educação…
    e realmente fica bizarro quando voce pega classe-media que geralmente tem acesso ao estudo particular nessa merda…

    enfim, vamo que vamo !
    obrigado pela resposta !

    • murilo, se vc perceber a conotação das palavras usadas no post, talvez fique mais claro:
      arrivista: aquele que quer subir na vida a qualquer preço. o termo vem do personagem julien sorel, no livro “o vermelho e o negro”, de stendhal. o personagem até mata para subir na vida. subir na vida é sonho legítimo de qualquer um, mas não justifica qualquer forma. pense no empresário que compra carro novo mas sonega direitos trabalhistas. o erro não é ter o carro novo, é tê-lo às custas do prejuízo alheio.
      nouveau-riche: preferi usar o termo em francês para evitar designar o que acabou de enriquecer, simplesmente. em francês a acepção se dá ao recém enriquecido que passa a expor agressivamente sua riqueza recente. de novo, a referência é a lady kate.

  7. Excelente blog!

    Venho acompanhado o blog há já algum tempo. Parabéns pelo conteúdo! Richard Rogers é o cara! Tive a oportunidade de assistir a palestra dele aqui no Rio. Ele tem um livro chamado Cidades Para um Pequeno Planeta que é bem interessante. Outra leitura interessante é o livro do arquiteto dinamarquês Cities for Peoples.

    grande abraço

  8. errata:

    …o livro do arquiteto dinamarquês Jan Gehl chamado Cities for People.

  9. Ogum,

    Quem sabe um dia temos a chance de conversar mais longamente a respeito de morar em condomínios e tenho a chance de te explicar como viver num lugar desses e andar de ônibus, de bicicleta e ainda conhecer vizinhos.

    O que procurei comentar foi mais a retórica do que a “teórica”. Sabe o papo “Us and Them”? Aí vem a minha sociologia de boteco: Acho que todo cidadão que passa a usar a bicicleta como meio de transporte acaba passando por um processo de “vitimização” onde se entende como um herói evoluído vs um mundo de atraso e incompreensão de motoristas ignorantes e violentos. Pessoalmente, acho que esse processo, que é natural, acaba promovendo uma série de comportamentos nada saudáveis da parte da moçada da bicicleta, comportamentos estes que em nada contribuem para a promoção da cultura da bicicleta em SP.

    Só tou dando essa alugada porque sei que teu blog é uma referência bem importante pra esse público bicicletada. Não sei, pode ser viagem, mas minha sensação é de que é papel das referências promover um outro tipo de visão, menos sociológica e mais humana, dessa bagunça que é a nossa cidade.

    Se não, ciclista passa a ser visto como motoboy e aí um novo problema está criado.

    Vou procurar descobrir quem é esse Bennichio que vc comentou, e fica aqui a dica de literatura http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092002000100017 pra mostrar que talvez eu me encaixe no perfil de “segunda geração escolarizada”.

    Abraço,

    • com certeza uma hora a gente conversa.
      diogo, vejo um grande problema nos condomínios horizontais, além dos sociais: a ilegalidade. sim, embora ninguém faça nada, o condomínio horizontal não tem amparo na legislação. então eles possuem uma situação precária: basta a muncipalidade querer, a qualquer momento, abrir o arruamento ao acesso público e as cancelas e muros precisarão ser derrubados. portanto, seu status é precário e quem copra esses imóveis não sabe dessa precariedade. aconteceu em catanduva, num condomínio chamado sebastião morais. as casa diminuíram de valor.
      um outro aspecto é a homogeinização da população da comunidade.
      aí a implicação se dá no que tange à tolerância e à intolerância, no limite, ao racismo.
      comunidades muito homogêneas são as mais intolerantes. lembro que à peoca da faculdade, os colegas mais intolerantes vinham de alphaville.

      quanto à questão da “vitimização”, não vejo do mesmo modo. todo grupo de algum modo discriminado (e não há como negar essa discriminação ao ciclista em são paulo, no que tange às políticas públicas – basta levantar o número de multas aplicadas com base no artigo 201 do CTB) passa em algum momento por um processo de afirmação da identidade. a exposição dos sofimentos faz parte. é assim com o movimento gay -e a parada gay serve pra isso; é assim com o movimento negro – e a camiseta escrito “100% negro” é uma forte afirmação de identidade num país onde os negros até pouco tempo preferiam serem chamados de morenos, marrom-bom-bom, e etc; e claro, tb tem sido assim com os ciclistas urbanos nos últimos 3 ou 4 anos apenas em sp. é um processo inevitável. será superado daqui uns 15 anos aprox. é só observar o que acontece em san francisco. hj existe uma contraposição à critical mass, a critical manners.

  10. Então Ogum,

    É meio difícil de defender condomínio mesmo. Eles são nocivos demais pra vida em SP, certeza. Mas partir de um problema urbanístico pra qualificar a necessidade de auto afirmação de todo mundo que mora em lugares como esse é um salto grande, que eu prefiro não fazer.

    Quanto ao processo de vitimização, nós descordamos. Bicicleta como meio de transporte é um problema urbanístico, não de identidade. Não vejo nenhuma relação entre a batalha do “cicloativismo” (o nome mesmo já me incomoda um pouco) com afirmação de identidade étnica e orientação sexual. A esfera de discussão é outra.

    Em primeiro lugar, como você mesmo colocou, a barreira entre a identidade ciclística e a motorizada é tênue. Muitos ciclistas possuem carros e os utilizam conforme o seu entendimento de conveniência. Eu acho tranquilo, gostoso e necessário vir de Taboão da Serra 3 dias por semana de bicicleta e dois dias de carro. Pros meus vizinhos (e pra minha mulher) isso é sinal de coragem e loucura. Pra você pode ser sinal de preguiça. Como julgar quem é justo ou não?

    Depois. Se nasce e se morre negro, se nasce e se morre gay, não se nasce ciclista.

    Por último entra a questão de que o modelo do sistema de transporte de transporte de SP é um problema coletivo. Em última instância, o fato de eu e você suarmos a camisa em bicicletas melhora a vida do tiozinho do condomínio. É aí que eu insisto na questão da retórica. Eu acho que o caminho do discurso do Cicloativismo não é o de fazer valer os direitos dos ciclistas. Na boa, na Rebouças não tem como manter 1,5m de distância de um ciclista.

    No meu entendimento o caminho é o de olhar soluções para o ciclista da Cidade Dutra ao mesmo tempo em que melhoramos a vida do povo do helicótero do Shopping Cidade Jardim. E se o discurso tem que ser “contra” alguém, que seja contra o SECOVI, a turma do Constantino e as montadoras, não contra cidadãos que estão buscando um jeito de (sobre)viver nesta confusão.

    Abraço,

    • diogo, inflezmimente em são paulo, na classe média, só anda de bike quem “nasce” ciclista. dadas as condições adversas, basicamente é preciso ter um certo tipo de temperamento pra fazer essa escolha. não por acaso o ciclista urbano da classe média é visto como uma espécie de gladiador. é diferente do ciclista urbano de amsterdam, que simplesmente é uma pessoa que sobe em cima da bike. oxalá cheguemos a esse ponto, mas por enquanto não é essa a realidade. isso é mais visível no caso das meninas, que parecem todas, sem exceção, incorporar o espírito da personagem da série: “xena, a princesa guerreira”. da renata falzoni às pedalinas passando pelo pedal pink e pelo saia na noite, são todas com esse perfil.

      no caso específico da rebouças, a solução é simples: ciclofaixa demarcada. piora o tráfego? não. mas piora o trânsito só dos automóveis. no caso da rebouças, o que nela transitam por dia nos carros, o corredor de ônibus transporta por hora no horário de pico. os dados são da tc urbes, do ricardo correia. então temos um problema de prioridade na política de trânsito em são paulo, se prioriza o veículo errado, em detrimento de todos os demais.

      tente ver a partir de uma ótica global. junte condomínios fechados, túneis exclusivos, pontes exclusivas, shopping centers, determinadas faculdades. no outro pólo, favelas ou moradia precária, transporte público, vias ruins, escola pública ruim e faculdades de baixo nível. o pacote do apartheid social está completo, com efeitos por pelo menos 3 gerações. nessa polarização (que no brasil acrescenta o fator racial: quanto mais moreno maior a possibilidade de ser o mais pobre), o negro que estuda que nem um doido e entra numa usp ou o garotão de classe média que vende o carro que ganhou aos 18, faz uma viagem de mochila e anda de bike depois, são figuras absolutamente deslocadas. e sofrem da discriminação estrutural, que não é explícita, mas implícita. dá uma lida no “post scriptum sobre as sociedades de controle”, do gilles deleuze. a receita está ali.

      • Olá novamente !

        Assim como o Diogo, também acho a abordagem proposta em alguns atos de bicicleta agressivas. Vou mais além, comparo com a mesma estratégia usada pelos motoboys. Voces se lembram quando explodiu de motoboys anos atras? Ninguem queria dividir o espaço… eles conseguiram na porrada, literalmente rs.

        “ah é? vai fechar o corredor?”
        Retrovisor is down 😀

        Porém, cada vez mais abro a cabeça e imagino se há OUTRAS opções. A gente é tão egoista.. o transito de sp é uma das paradas mais egoistas que conheco na vida.. Será que com uma abordagem mais politizada resolve?

        Tenho minhas dúvidas. Apesar de não concordar com a agressividade, talvez seja a única solução possível para abrir espaço de fato a curto prazo.

  11. concordo que as próximas geraçoes no Brasil estáo comprometidas devido a falta de investimento em educação por parte do estado. a divergencia de oportunidades, está causando uma polarização social, que tem se acentuado enormemente na última decada. educação no Brasil não é considerada necessidade, mais luxo. completamente paradoxo, injusto e associal, é o fato, que aquele, com dinheiro, tem acesso as melhores escolas (privadas), e depois tem uma oportunidade muito maior de entrar nas universidades federais gratuitamente. aquele, financieramente mais fraco, que teve que visitar a escola pública depois tem que pagar a faculdade privada. a diferença entre economias “desenvolvidas” e “emergentes” é a expectativa, visibilidade e convertibilidade das metas de vida do individuo/povo. quando uma economia não providencia as necessidades básicas de um povo para ter uma existencia digna: comida, roupa, moradia, educação, emprego e transporte os problemas aumentan exponencialmente, etc…. etc……etc

    • é, richard… somos iluministas… eu, como professor universitário conheço bem essa realidade. mas juro que precisaremos de mais algumas gerações até superar a herança do escravagismo, que deixou como legado maldito a percepção de que masi vale o berço do que o esforço. ou seja: mais vale quem vai de carro do que quem pedala.

  12. Ogum,

    Concordo com tudo o que você disse e acho muito interessante a visão de ver o classe média ciclista como o negro que estuda. Nunca tinha pensado dessa forma.

    Mesmo assim ainda não alinho com o discurso de responsabilizar pessoalmente moradores de condomínios e motoristas em geral pelas nossas mazelas sociais. Continuo achando a abordagem violenta e pouco produtiva.

    Analogia de boteco: quem você acha que fez mais pela promoção da identidade negra, Os Black Panthers ou os JBs?

    • diogo, o que vc talvez não tenha percebido na minha abordagem é que não foco a consciência, mas o ato. quem pega o carro pra dar uma volta no domingo à tarde, dá essa voltinha e chega em casa de volta não tinha amenor intenção de fazer o mal a ninguém. mas mesmo assim poluiu, pois não há carro a combustão que não polua. logo, contribuiu – mesmo sem a menor intenção – para as 4.000 mortes por poluição em sp. isso é fato, dado, não temos como contestar. quem vai par ao condomínio apenas tem a intenção de livrar-se de uma certa sensação de insegurança. mas o resultado é outro, já amplamente apontado em diversos estudos. e o que é pior, a sensação de segurança irá se esvair com o tempo.

      quanto à outra questão, a quem se refere quando fala em “JBs”?

  13. Sei que nao sou tão ixpérto como vcs, mas pensei em uma tese mirabolante ! rs

    Tem uma tendencia que rola (ref em sp) que vou chamar de individualização.

    Então a grade para proteger de ladrões na casa já nao basta, tem que subir um muro bem alto.. privacidade em primeiro lugar. Mesmo dentro de casa.. hoje a galera nao divide nem mais a TV.. é um aparelho para cada intergrante da casa.

    Na rua, você usa oculos escuros e música rolando com fone de ouvido.. já cheguei a trabalhar em uma agencia de publicidade que presenciei o ridiculo de ver várias pessoas dividindo o mesmo espaço, mas cada um em um mundo particular, com foco no monitor do computador e cada um com seu fone. AHh, e nao podemos esquecer que a conversa entre nós era via msn ou twitter.

    Antes você pegava o carro, parava no semaforo e conseguia ver a praça 2 faixas a esquerda.. hoje são 4 carros + motos nos corredores dividindo um espaço original de 3 faixas de acesso. Então o pessoal vai lá e mete o insulfilm pra nao se sentir incomodado com o som do carro vizinho, a conversa ou a cara feia do motorista ao lado.

    Mais recentemente, meu sócio, que mora em um predio no bairro do itaim, está planejando comprar ar condicionado pq estão subindo um prédio literalmente DO LADO da janela dele.. vcs nao tem ideia da proximidade.. da pra cuspir e entrar na janela do mesmo andar do outro predio..

    Esse predio novo ainda nao esta habitado, mas já imaginou a falta de privacidade com essa proximidade de janelas.. imagina? qualquer coisa que você vá fazer tem que fechar a janela.. a nao ser que realmente nao se importe em 5 vizinhos terem a possibilidade de ver tudo…

    A familia esta cogitando até em botar insufilm ou aquele filme espelhado de predio corporativo.. pq por enquanto eles fecham a veneziana e blz.. mas é legal ver a rua pelo menos, né?

    Moro em um predio tambem e subiu um bem proximo do lado.. sempre que estou no quarto tenho que fechar 80% da veneziana para ter um pouco de privacidade.. escrevendo esse comentario por ex, os vizinhos veem um babaca de perfil usando computador sentado em uma cadeira..

    Além da visão, tem o lance de ouvir tudo.. nesse exato momento, por exemplo, estou ouvindo um casal conversando claramente, como se tivesse no meu quarto.. e eu quero ouvir que a “beatriz está indo mal na escola”? hehhe.. ouço tudo.. até passos, abrir geladeira.. é foda (meu quarto fica em frente as janelas das cozinhas do vizinho)

    Enfim, desculpem por ter alongado dessa maneira.

    Pensei na seguinte comparação:
    carro = privacidade = vidros fechados, ar condicionado, insulfilm, musica
    X
    bicicleta = social.. voce nao se esconde como no carro.. no maximo capacete e oculos, mas está exposto! o proprio transito de bicicletas implica em prestar mais atenção aos outros..

    acredito que a bike é um bom exercicio de cidadania numa das cidades mais frias e individuais que conheco 🙂

    acredito ainda que a crescente aceitação do pessoal com a magrela tem a ver com isso.. a gente se individualizou tanto que chegamos em um ponto que todos comecam a questionar.. sera que vale a pena?

    Do ponto de vista urbanistico, perde-se um pouco a concepção de “cidade”.. estamos vivendo em um grande condominio fechado chamado sp?

    Claro que são paulo é tão gigantesca que temos várias “cidades” dentro dela.. a minha cidade é diferente da do ogum, por ex.

    Eu particularmente tenho vontade de ter uma relação mais bacana com a cidade… ano passado veio uns amigos gringos e nao sabia pra onde levar.. eles nao queriam beber no boteco ou balada.. eles queriam conhecer o espirito da cidade… no final levei terraço italia, centrão, paulista… mas nada.. eles acabaram gostando mais de ver a 23 de maio parada em cima do viaduto rs… acharam “unico”

    Tudo isso me faz pensar.. me desculpem o texto gigante.. apesar de achar utopico, gostaria de que são paulo fosse um pouco mais sociavel, e nao essa metropole cinza e fria (e nao to falando dos predios). Vejo o movimento da bicicleta como um icone de quem tem gente que rema agressivamente contra a maré.

    De qualquer maneira, tudo isso me faz pensar… ainda mais qdo entendo um pouco de que tem gente remando contra a maré agressivamente

  14. em bahianês, chamamos de “medioclasse da Pituba” (vale para qualquer bairro na orla atlântica ao norte de Amaralina, que fique claro).

    se um adolescente, em algum arrabalde entre o Rio Vermelho (que me desculpe a Lapa carioca, mas é o melhor bairro boêmio do país) e a Ribeira solta alguma afirmação tosca, escamoteadamente eivada de Indústria do Medo, algum colega presente dirá: “releva, que ele é pitubinha…”

    e viva o Porto da Barra!

  15. Ogum,

    JBs são esses manos aqui

    Abraço,

    Diogo

  16. Concordo com o Murilo , pois são coisas diferentes :
    O uso da Bicicleta é favorávell para quem usa e para a natureza. ok ?

    Agora na questão de moradia, entendo que é muito mais agradável viver em um lugar organizado como os condominos do que em bairros populares rodeado de pessoas sem cultura e o que é muito pior sem educação que querem ouvir musica alto sem respeitar seu direito de dormir ou estudar , jogar lixo na rua e outra “deseducações” (inventando palavra) ….
    Tenho amigos que moram em codominios que podem deixar as bicicletas na porta de casa que não são roubadas. Na minha cidade conheço pessoas e crianças que foram assaltadas na rua e roubaram suas bicicletas.
    E a questão de comparar Brasil com Suecia, Holanda Dinamarca …. Não da pra comparar . Será que lá existe tanta impunidade como aqui , pois pessoas matam os outros para assaltar e com 5 anos já estão na rua.
    Se o cara tá com o som alto e você pede para abaixar e ele não abaixa e a policia é acionada o cara te marca e te ameça de morte e não acontece nada ….
    Falta é mais cultura e educação … As leis deve ser seguidas não pela imposição da força mas sim pelo nivel cultural do povo …
    Sei não resolve tudo mais um famosos senador sugeriu que tivesse uma lei que obrigasse os filhos de todos politicos só estudar em escolas publicas , será que eles fariam projetos para melhorar as mesmas ????
    Voltando a questão do comdominio é tão interessante que na minha cidade já estão criando condominios para a classe “C” e “E” , ou seja quem já tem condição de comprar um casa simples que seja já quer se “isolar ou proteger ” do caos social que é o Brasil ….
    Com seria a mudança disso dividir a riqueza do pais em partes iguais ?
    Melhor divisão de renda onde os salários não fossem tão diferentes.?
    Pois sim mesmo assim as pessoa naturalmente tenderiam a se organizarem ou se aglutinarem por nível cultural ou por afinidades.
    Uma pessoa que tem a grana curta pode preferir ir em um restaurante que tenha um bom nível de atendimento e um cardapio mais sofisticado uma vez por mês por causa do custo mais elevado, do que parar todo dia num buteco tomar umas três cervejas baratas e comer um tira gosto mais barato e ficar fofocando da vida dos vizinhos …
    O guetos estão na alma e na mente das pessoas que são diferentes , e a disparidade é vista de gênio e debeis , santa pessoas ligadas ao bem da humanidade e criminosos crueis todos na mesma cidade …
    Os ativistas dom comum social deveria se mudar para as favelas e levar para lá um centro cultural, uma escola de informática , ser lider de bairro e lutar pelos direitos da sociedade , melhores condições para o povo ….
    Mais fácil trabalhar estudar e comprar uma boa casa …. e esperar o governo solucionar tudo …….

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