keirin

é assim: no brasil rareiam velódromos, mas em qq país decente eles pululam, existindo em tudo quanto é lugar, acessíveis à molecada, gerando toda uma sub-cultura que na versão das ruas é o mundo das fixas.

bicicleta de keirin, quadro kalavinka

quem não anda de bicicleta não sabe perceber como uma corrida de bikes é emocionante. tem toda a estratégia relacionada ao vácuo, ao relevo e etc. no caso do ciclismo de pista, o relevo não importa, mas as distâncias e a forma das corridas gera uma variedade de disputas fenomenal. uma corrida de 1 (um) km é diferente de uma corrida de 500 metros, uma coisa é a prova de perseguição (na qual cada atleta – ou equipe, no caso de perseguição por equipes – larga de um lado da pista, e ganha quem alcançar o outro ou no final chegar com a menor diferença em relação ao outro), outra coisa é o scratch, ou o keirin….

o ciclismo de pista é tão disseminado em países minimamente organizados que a ásia tem uma forte participação. no caso do japão, eles criaram até um aprova própria, o keirin, com regras bem específicas, e nas quais, no japão, participam apenas bicicletas de fabricantes certificados.

na prova de keirin, participam de 6 a 9 competidores. a largada é com a moto lançada, mas os ciclistas não. é uma motocicleta especial (precisa de uma adaptação para não parar no caso de falha de motor, pois e a moto pára de repente derruba todos os ciclistas), que vai gerando vácuo para os ciclistas que vão atrás. a prova tem 2 kms de extensão. a moto larga a 25 kms/h e quando falta de 600 a 700 metros pro final está a cerca de 45 kms/h, saindo da frente dos ciclistas que disputam a chegada. no japão usam uma bicicleta, a pace bike, para isso. há provas nas quais se usa uma tandem fazendo esse papel.

no vídeo acima temos a final do campeonato mundial de 2009, com direito a tombos. notem as disputas ombro a ombro.

no japão, há corridas semanais, a disputa é fortíssima, pois há apostas nas corridas.  lá os competidores usam cada um uma cor para facilitar a identificação. existe uma escola da Japan Keirin Association Foundation, que forma ciclistas num regime de cerca de 15 horas diárias de treino. a entrada nessa escola é disputadíssima, sendo aprovados cerca de apenas 10% dos candidatos. há seis rankings, na seguinte ordem, do mais baixo ao mais alto: A3, A2 e A1 (usando bermudas pretas com faixa verde); S1 e S2 (usando bermuda preta com faixa vermelha); e SS (usando bermuda vermelha com faixa preta, estrelas e insígnia especial).

as bicicletas de keirin são um caso à parte, não são pisteiras comuns. são feitas em aço com especificações para a prova e com certificação pela JKA Foundation. mas falo delas com mais detalhes num post específico sobre keirin bikes, fixas, pisteiras e kamikaze bikes.

no vídeo abaixo, a parte final (note a pace bike saindo da pista) do 59º campeonato japonês, classe SS (top). notem os uniformes coloridos, as bermudas com estrelas na lateral, os tombos,a disputa fortíssima e o corredor que nos últimos segundos pula de quarto pra segundo lugar.

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6 Respostas para “keirin

  1. é sempre impressionante o resultado das coisas que os japoneses se comprometem a fazer. já viu esse video? http://www.nowness.com/day/2011/3/8/574/keirin–speed-racers

  2. Oi Odir, legal este post.
    vc já escreveu alguma coisa sobre as bikes do Japão e não os made in china,
    tenho parentes e amigos no Japão e acho que é mais fácil conseguir do que nos EUA ou Europa, o que acha ? tem algumas dicas modelos e mesmo porque o meu biotipo seria mais semelhante as bikes de lá certo ?

    Mário

  3. Keirin sem aposta não é keirin. O que tem nas competições da UCI é um arremedo de keirin. Nem tem o sino…

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