a nova bike velha do cabelo!

o cabelo é a bicicleta girassol. conhece? clique aqui e veja. o currículo do rapaz é de sair do sério.

a bike, o cabelo e a filhota

cabelo já andou pedalando comigo, fizemos juntos a rota márcia prado, aliás, nos perdemos juntos, eu, ele, aleba e dudu. nos perdemos no grajaú, conversamos com populares, retomamos o caminho, e foi tudo uma festa só. mas o cabelo tava de caloi city tour.

a caloi às vezes dá uma bola dentro e outra fora. com a city tour ela fez isso. uma bike ótima, excelente pra cicloturismo, mas fizeram só no tamanho 19. isso é pra gente bem alta. e pior, fizeram em alumínio. dava pra terem encomendado uns quadrinhos em cromo lá na china, saía barato pra eles, e fizessem em tamanho menor e a bike teria vendido que nem água. mas tiraram de linha pq não vendia muito, e pudera…

o cabelo sofreu com a city tour, afinal, ele não é gigante, ele tem a estatura média do brasileiro, que está um pouco acima dos 1,70 de altura.

mas depois de muito bate-papo, convenci o cabelo que deveria caçar uma mountain-bike dos anos 90.  do tamanho dele, que é o meu tb: 18, polegadas, ou 17, também serviria.

na primeira metade dos anos 90 as MTBs eram diferentes das atuais. não só nas peças (21 marchas, freios cantilevers), mas na geometria. tinham frente mais baixa, caixa do movimento central mais baixa também, traseira um pouco mais longa, em torno dos 43 cms.  e foi isso que o cabelo fez: arrematou uma trek 830 1991, amarelo limão com respingos de preto.

pois a bike do cabelo está uma perfeita bicicleta urbana, segundo as palavras dele:

“Como lhe disse, tô rodando com a bike todos os dias, vou e volto do trabalho com ela.
Extremamente confortável e rende que é uma beleza.
Fora que no visu que ela tá passo despercebido por qualquer lugar.
Maria da Luz batizei ela.”

quadro em cromo!

essas bicicletas, em grande parte, possuíma os quadros em cromo-molibdênio, no todo ou em parte. as treks, 830 e 850 vinham com o quadro todo em cromo, as 800 e 820, não necessariamente. as specialized hardrock, outro clássico da época, possuíam o triângulo principal do quadro em cromo-molibdênio e o triângulo traseiro em aço carbono, salvo em algumas versões. são quadros um pouco mais pesados.

mas todas elas tinham – e ainda têm – um rodar muito macio. e como possuíam pedivelas de coroas grandes para os padroes de MTBs (48,38,28), como diz o cabelo, rodam que é uma beleza, virando excelentes bicicletas para asfalto, desde que se coloquem pneus slick.

com pára-lamas e bagageiros e temos tb uma excelente bicicleta para ciclo-turismo.  lembrando que esses quadros e garfos costumam ter olhais para que se aparafusem bagageiros, pára-lamas….

mas como o cabelo passa despercebido com uma bicicleta de cor tão chamativa? ora, a ladroagem sabe que essas bicicletas não dão muito lucro… são baratas. usam ainda freios cantilevers, os tubos dos quadros são finos, são “de ferro”… hehehe – mal sabem como são gostosos de rodar esses quadros de geometria tradicional (não slooping), em tubos de cromo-molibdênio com dupla espessura.

é, e essas bikes continuam rodando por aí. rodarão por muitos e muitos anos. sem chamar atenção. às vezes presas em postes em frente a supermercados. carregadas com compras, com alforjes em longas viagens. ou simplesmente servindo para que o pai carregue a filha sorridente no bagageiro.

eu tenho uma dessas. mas não tão grande. 1993.

em tempo. nos anos 90, a 830 e 850 usavam o  mesmo quadro. era costume a trek ter duas ou tês bikes diferentes usando o mesmo quadro e garfo, mudando-se apenas o padrão das peças. peças podem ser mudadas, e esses quadros permitem atualizações. aqui uma trek 830 um pouco mexida.

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7 Respostas para “a nova bike velha do cabelo!

  1. tenho quase certeza de q vi essa bike (a Maria da Luz) à venda no ML há meses… mas o cara tava cobrando meio caro, acho q perto de 1k, tinha outras do mesmo naipe, tb salgadas. hje em dia tem um vendendo uma gary pescador por mil, mas ele já disse q faz por menos. quem quiser, procure.

    na época eu nem podia comprar, e hje em dia não está mais nos planos, mas q dá vontade, dá!

    agora, q o trabalho do cara é lindo e originalíssimo não precisa nem falar…

    • era essa mesma. abaixou pra 700 e o cabelo arrematou, feliz: a bike estava zero km. parece que acabou de sair da loja.

      • acrescentando. a que tá no ml hoje ainda era uma bike mais básica. custava menos de 370 dólares em1995. essa trek do cabelo custava 450 dólares, mais ou menos o preço da minha tb. nessa época a gary fisher já era produzida pela trek, e tinha o quadro com um feitio um pouco pior do que as 830 e 850 da trek, que usavam tubulação tange de dupla espessura.

  2. Obrigado mais uma vez, Odir! Me fez entender um pouco mais da história da minha Specialized Hardrock (e principalmente do pq todos tem problemas com tentativas de assalto – e eu nem tanto).

  3. Opa! Acho que tenho uma dessas! Já está comigo em torno de 10~15 anos. Comprei ela semi nova e em perfeito estado, mas como ficava na praia, acabou aparecendo uns pontos de ferrugem no quadro e guidão. Então acabei fazendo a funilaria e troquei o guidão enferrujado por um de alumínio, mantive a cor original (preta) mas não colei novos adesivos TREK para não chamarem a atenção por aí (mas a marca TREK continua estampada em relevo no quadro). Ela continua firme e forte, praticamente original, os pneus e até as sapatas de freios são as originais. Recentemente troquei o banco que estava ruim por outro mais moderno em gel. Às vezes penso em vender pra trocar por um modelo mais confortável, já que hoje meus passeios são com a minha filha de 3 anos que vai cadeirinha presa na frente do quadro. Mas ao mesmo tempo tenho dó e receio de me arrepender, pois trata-se de uma excelente bike.

  4. ei amigo, tem fotos da trek 6000? em aluminio dos anos 90

  5. Eu tenho uma Trek anos 90 em aço a bike é pesada comparada com as de hoje mais rende muito. Muito boa bicicleta troque esse mês o kit vamos ver como ela ficou.

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