rota márcia prado: eu fui.

eu precisava fazer a rota márcia prado. acho que só eu tinha uma motivação tão  pessoal e íntima.

quadro do siqueira, fotografado enquanto era pintado.

não pq fosse amigo da márcia prado. não a conheci. ela brilhou no ciclo-ativismo na época em que eu estava distante. muitos dos que desceram ontem, ou dos que fizeram a rota na sua primeira edição foram amigos dela. a motivação deles difere da minha.

a minha é pessoal. eu ia descer ano passado, mas no dia 15 de dezembro fui hospitalizado com um problema de saúde que se revelou grave, uma infecção, e só saí do hospital no dia 26 de dezembro. beneficiei-me daquela forma física saudável que todo mundo que pedala constantemente possui. a bicicleta, os médicos, os anti-bióticos e o monte de livros que li enquanto estava preso aos acessos que a cada 4 horas bombeavam 3 bolsas de antibióticos nas veias me salvaram de ser mais uma estatística passada.

mas uma das coisas que mais me doeram ano passado foi ver pela tv a reportagem sobre quem desceu a serra e eu lá, no leito hospitalar.

portanto, fazer a rota, esse ano, tinha outro significado pra mim. era pessoal.

mas há o significado social. o social aqui não é o das colunas sociais, mas o da sociedade, da sua mudança, da mudança de seus valores.

a rota márcia prado é algo muuuuuuito mais importante do que as pessoas pensam.

não é só descer a serra de bike. pensemos: são paulo é uma cidade cercada e refém dos carros. já há anos, lá por 2000, já havia discussões sobre a impossibilidade de se ir de são paulo a santos que não por outro meio que não: carro, moto, caminhão, ônibus, helicóptero, avião.

ora, o direito de ir e vir, consagrado na CF de 1988, não restringe meios. não podemos impedir que alguém queira atravessar o atlântico a nado. amyr klink já atravessou a remo.

mas se quisermos ir de são paulo a santos de bicicleta, simplesmente pedalando, podemos? se quisermos ir a cavalo, podemos? e se eu fosse um amish e quisesse pegar minha charrete e ir a são paulo, como faço?

 

joão lacerda clicado pelo palmas pelo em momento "vogue" diante da placa mais feia das estradas brasileiras.

essa é uma discussão que não se faz. não publicamente, por mais que os ciclistas em geral gritem aos 4 ventos. quando renata falzoni diz que pedalou em mais de 20 países e o único no qual se sente uma pessoa excluída da sociedade é no brasil, as pessoas não entendem.

por aí podemos começar a entender o significado do ponto de vista dos direitos fundamentais, do que seja a rota márcia prado. não, ela não é a consolidação de um direito humano fundamental, mas é o começo de um movimento nesse sentido.

claro, a intenção é ir além de um evento episódico uma vez ao ano, mas de se ter uma rota sinalizada, estruturada para que se desça com segurança quando se quiser. para que no dia em que o ciclista acordar cedo num domingo, perceber eu está ensolarado, decidir ali se quer descer e ir. ou alguém, querendo passar o reveillon a baixada, decida ir num 29 ou 30 de dezembro com sua bicicleta. ou que for visitar os parentes, faça o mesmo. ou ainda mais ainda: o estrangeiro turista prefira fazer sua viagem para a baixada por uma outra rota que não aquela das super-estradas como imigrantes.

bom, vamos à rota, propriamente dita.

a rota sai da estação vila olímpia da CPTM, em são paulo, onde começa também a ciclovia do rio pinheiros. vamos até o final da ciclovia (ali na cidade dutra) e então começamos a rumar ao grajaú, bairro da zona sul de são paulo. são inumeráveis pirambeiras, mas para isso as bikes possuem marchas. quem não aguenta, apenas desce e  empurra. simples assim.

pois bem, esse trecho primeiro, até a primeira balsa, é pela chamada periferia de são paulo. para alguns, infelizmente, periferia é sinônimo de violência, quando não é. não se registrou nenhum assalto. muito antes pelo contrário, a população foi extremamente atenciosa nos momentos em que o quarteto fantástico, eu, cabelo, dudu e aleba, nos perdemos por ali.

claro que nos perdemos. a rota foi sinalizada, mas um ou outro cartaz de sinalização foi retirado. havia setinhas amarelas pintadas em diversos locais. claro, essa foi a sinalização que o instituto ciclobr providenciou, fazendo o que não devia: quem tinha que sinalizar a rota, adequadamente, como sempre, é a prefeitura de são paulo. pra quem não sabe, a rota consta de lei municipal e, claro, como sempre, a gestão kassab não faz p. nenhuma pela bicicleta.

sinalização na rua, feita pelo ciclobr

então, aqui, o que é de césar:  palmas para o instituto ciclobr, vaias ao prefeito (estou ficando rouco de tanto vaiar esse prefeito…).

pois bem, pirambeiras a mais percorridas pelo quarteto fantástico, paramos num local pra comprar bananas (combustível de ciclista) e tb conversamos com um popular local que é ciclista e, portanto, foi amplamente instado a participar da bicicletada.

achamos o caminho, com auxílio das informações prestadas e tb ao gps do dudu. na avenida dra belmira marin o trânsito de sábado de manhã estava pesado, mas entre descidas e subidas voávamos baixo entre os carros. aqui um parêntesis. quem anda normalmente, diariamente, no trânsito de são paulo adquire uma técnica toda especial de se movimentar em espaços apertados. alguns criticam o “costurar”  no trânsito, mas quem faz isso ignora que parar a bike implica em descer dela, e retomar o pedal significa ter que acelerar a pedalada. a bicicleta não é como um carro, onde o parar e acelerar é só uma questão de mexer em pedais e alavancas, ou uma moto que é baixa o suficiente para se colocar um ou dos pés no chão. se o selim está na altura adequada, aquela na qual o pedalar não produz danos, colocar os pés no chão quando se está sobre o selim é impossível. é preciso descer dele.

e claro, há uma diferença brutal entre a velocidade de uma bicicleta e a de uma moto, se estão ambas costurando no trânsito travado. os carros estão na velocidade das galinhas, ou seja, 16 kms por hora, e os ciclistas quando muito a 20 por hora…

tinha que ser um monstrorista apressadinho, né? se tá com pressa, vá de bike! foto do palmas.

por essa avenida, longa, chegamos à primeira balsa pra cruzar um braço da represa billings. já ali alguns ciclistas aglomerados esperando a balsa.

pegamos a balsa que nos leva à “ilha de bororé”, que na verdade é uma península.

aleba, sorridente, na primeira balsa - foto do dudu andrade

é uma área de preservação. com população esparsa. extremo sul de são paulo. aliás, trocentos kms da minha casa, que fica no extremo norte, aos pés da serra da cantareira. a essa altura eu já tinha atravessado a cidade inteira pedalando.

dentro da península, pegamos a estrada do bororé e a estrada velha de itaquaquecetuba. vazias, tranquilas, e eu aproveitei pra socar a mamona, no “pedal insano” pra usar a expressão do aleba. acabei por chegar logo à segunda balsa. embarquei nela. já estava a balsa afastada bastante da margem vejo lá ao longe o aleba chegando. claro que não resisti e gritei seu nome e fiquei dando tchauzinho…. hahahaha

ciclistas esperando a balsa. foto do palmas.

na balsa encontrei outros amigos. o maurício bussab, que há alguns meses achava que pedal longo era dar duas voltas no ibirapuera e ontem já estava fazendo um pedal de 100 kms…. a verônica, a joana e o lex estavam lá tb.

saíndo da balsa, paramos eu, a verônica, a joana e o lex numa padoca, para esperar os demais. sessão de tubaínas e batatas coma flor do sal não sei das quantas que a verônica tinha trazido. realmente, muito gostosas, mas  juro que não lembro de onde é o sal.

a verônica ficou alimentando as burricas que ali apareceram com biscoito de povilho, enquanto esperávamos a balsa trazendo o resto da turma.

 

cabelo, comendo encostado na parede, enquanto partidários do kassab observam nossas bikes. foto do dudu andrade

chegada a balsa, todo mundo alimentados, continuamos o caminho que, a partir dali, é de terra. e eu sofrendo com a minha MTB de queixo duro e pneus slick, mas deu pra socar a bota mesmo assim. definitivamente barro não é a minha praia, mas deu pra fazer o caminho. alcançamos grupos maiores, como um grupo imenso de sorocaba que veio para fazer o passeio.

a estradinha... nesse trecho, até que ela estava "lisa". fotos do JP

claro que nos perdemos novamente, mas não estávamos só: vários de perderam, pq havia uma placa indicativa numa bifurcação, e passávamos batido, com os olhos focados na buraqueira da estrada.

chegamos na imigrantes! foto do dudu andrade!

mas nos achamos e logo estávamos à beira da imigrantes. chegamos num grupo grande, logo contido pela polícia rodoviária que quis, nesse trecho, formar bondes compactos pata atravessar-mos o acesso à interligação com a anchieta. na verdade, não atravessamos o acesso. simplesmente pedalamos até o acesso, pegamos a alça que nos leva à interligação, cruzamos por sobre a imigrantes, na próxima alça à direita viramos como se fôssemos fazer um retorno, voltamos à imigrantes em sentido contrário, pedalamos até a alça à direita como se quiséssemos fazer um retorno, cruzamos novamente a imigrantes por cima em sentido contrário, para pegar uma alça que nos levava de volta à imigrantes no mesmo sentido do ponto onde começamos. entendeu? eu não, fiquei tonto ao fazer, meio perdido… hahaha

cabelo, em momento motoqueiro. foto do palmas.

mas fazer o quê? a polícia rodoviária é muito resistente à bicicleta. o argumento sempre é que os motoristas vêm “chinelando” (pra usar a expressão que um policial usou) e isso pode causar acidentes. ora, para que omotorista não venha “chinelando”, basta colocar um radar e um policial fazendo sinal para que os motoristas reduzam.

eu e o joão lacerda, logo após passar por baixo das pontes da interligação. olhem as caras de bom humor... foto do palmas.

eu e o joão lacerda, logo após passar por baixo das pontes da interligação. olhem as caras de bom humor... foto do palmas.

mas não, para que fazer comque o trabalho seja feito por apenas um policial  se podemos deslocar vários? tsc.

e o pior é formar pelotões de gente que pedala em ritmos diferentes e ainda por cima não está acostumada a pedalar em grupos compactos. isso sim é criar riscos. um que caia derruba todo mundo…

mas faz parte. logo a polícia nos deixou ali no acesso à estrada de manutenção da imigrantes, por onde desceríamos a serra. logo ali, uma tenda do ciclobr, com os voluntários dando informações e nos fazendo preencher uma ficha com todos os dados, e marcando um número  – o da ficha, nos nossos corpos. o meu foi 531. essa é uma providência séria. imaginem que eu caia de bike e desmaie. como me identificar? pelo número, acha-se a ficha e nela meus dados inclusive a quem avisar em caso de acidente.

a galera preenchendo as fichas, foto do mário s. filho, um dos voluntários.

pois bem, ali tb foi um momento de se verificar o estado das bikes. a minha tava ok, a do dudu tava com o pneu dianteiro furado,a sarinha que veio no comboio seguinte precisou de um ajuste na roda (essa fixa tá com problemas…) e resolvido esses pepinos, depois de um bom tempo que muita gente havia descido (ficamos ali enrolando um tempão, tb esperando o dudu green), fomos dos últimos a começar a descida da estrada de manutenção da imigrantes.

eu mexendo na bike da sarinha, em foto do palmas.

essa estrada é uma estrada auxiliar para manutenção da imigrantes, por isso o nome. na sua base é usada tb por ônibus que atendem as comunidades  no pé da serra. mas na parte de cima da serra o trânsito por ela é mínimo, e como a umidade é grande, o que não falta é limo nessa estrada. um verdadeiro sabão.

voluntários, com o mário s. filho deitado na estrada-sabão

acrescente-se o fato de que passamos pelo menos uma semana inteira com chuva todo santo dia. não há mágica possível.

os voluntários nos alertavam sobre esse detalhe.  eu desci sabendo disso, e praticamente o tempo todo freando com o freio traseiro não deixando a bike embalar. mas realmente a estrada estava lisa. nas laterais, mais lisa ainda. desci com os pés desencaixados dos pedais, pensando na hipótese de ter que colocá-los rapidamente no chão.

dudu green, de amarelo! a bela, sinuosa e escorregadia estrada...

num determinado trecho, na parte alta, vi que havia um degrau na pista e reduzi mais ainda. passei pelo meio e schlapt! kapput! estava eu no chão. não deu tempo nem de tirar a mão do guidão!

caí sobre o lado direito do corpo.  um raladinho no cotovelo direito. mas bati o ombro com tudo no chão, e também a cabeça. chegando em casa vi os hematomas na altura da bacia, bem na lateral. e tb um pouco no ombro.

o mais impressionante foi a chicotada lateral da cabeça: meu capacete rachou.  e o mais interessante: rachou mas não ralou.

eu não deslizei pela pista, estava muito devagar para isso. no vídeo abaixo, é filmado um tombo semelhante, mas em mais velocidade, no tour de france de 2009. jens voight perde subitamente a aderência da roda dianteira. cai de lado, mas depois desliza, por conta da velocidade.

eu não deslizei. levantei rapidamente, tirei a bike do caminho e logo foi chegando mais gente e eu gritando sobre o degrau. senti o capacete meio frouxo: tava tudo meio solto por dentro, e rachado na lateral, mais para trás, e não na lateral mais  para frente.

hoje, olhando meu corpo no espelho, fosse eu um médico legista constaria no laudo que sofri um forte impacto lateral de algo de superfície plana, num ângulo de praticamente 90 graus em relação ao corpo. hoje sinto dor no lado esquerdo do pescoço, o que esticou na hora do tombo.

mas prossegui o passeio depois. o dudu green me parou um momento pra ver como estavam minhas pupilas (um dos exames que se fazem para verificar se a pessoa está bem), em razão da batida na cabeça. o interessante é que não senti nenhum choque na cabeça, o capacete absorveu aboslutamente tudo. nem uma pancadinha pra poder identificar onde bateu, nenhuma dorzinha, nada.

à noite depois fiquei pensando no que teria acontecido se eu estivesse numa velocidade mais alta.

bom, continuamos a descer. da metade da estrada pra baixo, ela fica mais seca, com menos limo, mais limpa. mas na parte superior o limo é onipresente. numa subida (sim, há subidas na estrada que desce), o joão lacerda fazendo “cobrinha” a 4 kms ou menos por hora de repente se desequilibra. quase vai ao chão. e mal consegue ficar em pé, escorregando no limo.

descemos o resto. a estrada termina em cubatão, onde atravessamos uma comunidade, não asfaltada. um grupo muito grande de ciclistas, ou seja, chamamos muita atenção.

uma vista da serra, em foto do JP

pedalamos até um setor de paralelepípedos, atravessamos o centro de cubatão e rumamos a santos, onde pegamos a ciclovia. e assim fomos ao ponto final, no emissário.

trecho da ciclovia, em santos, dentro do túnel.

tudo resumindo assim, a coisa parece muito simples. mas não é.

a organização, toda voluntária, sem cobrar um tostão de ninguém, é gigantesca. muito trabalho. a sinalização, que deveria ter sido providenciada pela prefeitura de são paulo, na medida em que o trecho da capital consta de lei municipal, repito, foi toda feita pelo instituto ciclobr.

651 ciclistas desceram. é um número grande de gente. imaginem, informar e organizar essa quantidade grande de gente.

mais ainda, enfrentar a burrocracia burocracia  gigantesca que faz de tudo para que essas coisas não aconteçam. não é preciso dizer que se dependêssemos da ecovias, a empresa que administra a imigrantes, não teríamos uma bicicleta sequer passando por lá…

parte da equipe de voluntários

ora, em tese, nenhum aparato governamental seria necessário. o cidadão ciclista tem seu direito ao trânsito garantido pelo artigo 58 do CTB. mas é constantemente excluído pelos órgãos públicos de trânsito. ora, se essas 651 pessoas estivessem cada uma em uma grande picape a diesel, o quanto representariam em desgaste da estrada, em poluição em uma área de preservação, em trânsito?

e mais, qual o custo desse trânsito?

o cicloturismo é uma das formas mais baratas e sustentáveis de turismo. o cicloturista, como discutíamos eu, guilherme e samir, no final da rota, tem uma característica especial: é um turista que não gera problemas.

o ciclista raramente usa drogas ou bebe em excesso. se o fizer, cai da bicicleta. o hábito de pedalar educa gradativamente o cidadão a cuidar do seu próprio corpo. qq um que use a bicicleta diariamente começa a prestar muito mais atenção ao que come, fuma menos ou pára de fumar, desenvolve uma outra relação com o mundo que o cerca.

e mais ainda. a própria situação existencial enquanto ciclista o educa para pensar o mundo do ponto de vista da cidadania. pensemos. pq descer pela estrada de manutenção? pq a imigrantes não foi construída com um longo e amplo acostamento nos túneis que se prestasse ao trânsito de ciclistas? pq a estrada velha de santos, belíssima, não está aberta ao livre trânsito de ciclistas?

a administração turística brasileira tem fechado os olhos ao cicloturismo, coisa que outros países não fizeram. a alemanha movimenta por ano, só no setor de cicloturismo, mais dinheiro do que o brasil movimenta em todas as modalidades de turismo juntas!

imaginemos o quanto o brasil como um todo não poderia lucrar se tivesse uma rede de rotas ciclísticas. esse é um mercado gigantesco no mundo inteiro, mas só aqui no brasil é que é anêmico, não por falta de cicloturistas, mas por falta de visão dos órgãos públicos que, em vez de administrar, preferem simplesmente proibir.

vida longa à rota márcia prado. afinal, é uma rota, pode ser feita em qq dia.é direito seu, ciclista.

e claro, não podia faltar: meus sinceros e imensos agradecimentos à organização, aos voluntários. foram muitos, muitos mesmo. e eu me orgulho de conhecer quase todos eles. são pessoas especiais. do primeiro  que encontrei, o MIG, com seu sorriso estampado no rosto na primeira tenda do ciclobr logo no início da ciclovia ao paulo, que me entregou o certificado de conclusão do passeio, passando por todos que encontrei no caminho. todos desejando sorte, e vendo se tava tudo ok. pequenos mas importantes detalhes podem ter escapado aos olhos de muitos,mas eu vi, por exemplo o gallo consertando bike de pessoas antes da descida, e num saco um estoque de sapatas de freio. isso é o que se chama de cuidado, coisa cada vez mais rara entre os humanos.

mais infos:

quem foi márcia prado.

a rota no bikely.

o belo relato do JP.

a galeria de fotos do mário s. filho.

o direto relato do daniel.

 

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17 Respostas para “rota márcia prado: eu fui.

  1. ta.. agora faz um resumo
    (brincadeirinha ;*)

  2. Quarteto fantástico foi boa, hehe. Só digo que ter pedalado com vcs foi FIRMEZA!

  3. Belas palavras Odir!!
    Obrigado por tudo!

    E um detalhe, caí no mesmo lugar que você, mas não bati a cabeça. E ainda bem que você não machucou o cabeça. Viva lo casco!

  4. Curtiu meu novo guidão? hehehe. Tô achando ducarai!
    Como coloquei de última hora, improvisei a fita de guidão com uma câmara velha recheada com EVA. É pra ser algo temporário, mas achei bem confortável pra ser sincero, mesmo com suor, chuva, etc.
    Abs,

    JP

  5. Belo relato Odir, e como o Dudu disse, dividir a descida com vocês foi demais! Inesquecível!
    😉

  6. 2 coisas que não tem preço, descer a rota Marcia Prado e pedalar com vcs. Parabéns http://www.ciclobr.com.br

  7. Paulo Fernando Teixeira

    Um relato digno do Odir

  8. Que legal ler esse relato ! E mais legal ainda foi ter participado c/ vcs … Melhoras aeehh Odir. Bora lá p/ proxima ! Abrçss

  9. Odir !! Belo relato…são palavras assim que dão animo pra começar tudo de novo, agora, já !!!

  10. Pingback: Rota Márcia Prado e a construção de caminhos « Outras Vias

  11. Eu também estive lá (57 anos). Sou de Bauru/SP e participamos do evento num grupo de 5 amigos. Pena que registramos algumas quedas na rota, mas faz parte. Parabéns a todos. Pelo meu registro deu 101,7 km. Saimos da estação do Jabaquara e encontramos a galera no final da ciclovia da marginal Pinheiros. Meu número foi 286. Abraços a todos e espero participar em 2011.

  12. Ola a todos, participei tbm deste evento, estavamos em um grupo de 3 amigos, registramos 123 Km, meu numero foi 102. Inclusive saimos na foto da galera preenchendo as fichas (kkk). Temos cada vez mais participar destes eventos e que liberem a rota o mais rápido possível, enquanto isso descemos “clandestinamente”, pois é proibido pela Ecovias. Descemos novamente no dia 29/01/11 para São Vicente. 107 Km. Vlw galera Excelente post. Abs e ate a prox. pedalada!!!!!

  13. helioalves do nascimento

    só ñ fui no passeio n:1 fui no restante e ñ entendi porque os policiais ñ estavam liberando para descer só depois de muitas baikes chegarem ñ deu pra segurar então liberaram sera que vão deichar decer noano que vem? sempre vou e volto no outro dia pedalando no mesmo percurso e voltando pelo pedagio até interlagos turma da sabara santo amaro

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