peças de mountain bikes, peças de speeds…

no começo, havia apenas componentes de… bicicletas!

george hincapie na paris-roubaix 2001. foto: Fotoreporter Sirotti

não havia distinção entre tantas bicicletas. bikes de corrida eram as bikes normais com os guidões invertidos para ficarem os ciclistas com posição mais baixa. e só. com o tempo, os guidões invertidos, que descem, foram ficando cada vez mais parecidos com os atuais.

mas os locais de corrida eram estradas de terra, de paralelepípedos…. como é até hoje a paris-roubaix, a mais clássica das clássicas, a mais antiga corrida de bicicleta até hoje disputada.

mas o mundo asfaltou-se. as bicicletas mudaram. surgiu uma diversidade imensa de modelos e voilà! nos anos 70 tínhamos estradeiras puras para corridas, touring bikes, bicicletas urbanas, bicicletas de velódromo….

nos anos 50 alguém começou a descer morros com bikes velhas, schwinns antigas, com aro 26, freios cantilever… claro, havia já o ciclocross, mas não era a mesma coisa.

mas só nos anos 80 a indústria passou a fabricar essas bicicletas para barro. a primeira produzida em série, a specialized stumpjumper, foi fabricada a partir de 1981 – e continua em produção, com um zilhão de modificações.

o mundo se encantou nos anos 70 comas bicicletas de 10marchas, muito parecidas com as speeds de competição. mas mais baratas. e a partir dos anos 80, encantou-se com as mountain-bikes, mais rústica,s que vendiam o sonho da liberdade na natureza – mas grande parte delas nunca saiu da cidade.

e aí as peças se especializaram: câmbios de cage curto para as speeds, de cage longo para as mountain bikes. pedivelas duplos para speeds, e triplos para mountain bikes. aro 26 para as MTBs, 700c, para as speeds…. freios específicos, trocadores específicos…

mas essa divisão das peças não é tão rígida assim. embora alguns achem heresia, pode-se coloca rum câmbio de cage longo numa speed, principalmente se esta estiver usando pedivela triplo. o mesmo com cassetes.

e temos bicicletas que misturam essas peças: tourings, híbridas, e algumas bicicletas urbanas.

e por quê não poderíamos fazer isso?

claro, um certo impeditivo é a questão da compatibilidade das peças.  grandes fabricantes fazem questão de não permitir que haja compatibilidade entre suas peças. assim, campagnolo, shimano e sram usam taxas diferentes de puxada de cabo para seus câmbios. eventualmente se consegue misturas: cassetes sram e shimano são compatíveis. pode-se usar freios shimano com ergos da campagnolo.

eventualmente há incompatibilidade de funcionamento entre peças do mesmo fabricante. a shimano, or exemplo, fez com que todos seus câmbios traseiros fossem compatíveis, mas os dianteiros não. câmbios de mtb não funcionam somos STIs. isso faz com que alguns cicloturistas prefiram usar ergos! é mais fácil solucionar a questão da compatibilidade dos ergos com os cassetes e câmbios traseiros da shimano do que fazer STIs funcionarem com câmbios dianteiros  de mtbs, adequados às pedivelas triplas de coroas menores, melhores para o cicloturismo. isso sem falar que os câmbios dianteiros podem ter o cabo sendo passado por cima do quadro, o que é uma boa caso a bicicleta tome pancadas na parte de baixo do quadro, impedindo rompimentos.

mas misturas são possíveis, e há já os magos do “mix ´n´match”, a arte de misturar peças. aqui no brasil a arte engatinha, mas lá fora há manuais e manuais de como montar pedivelas triplos usando-se câmbios traseiros de cage curto, ou misturar trocadores de uma marca com câmbios de outras.

uma outra hora falaremos mais a respeito. pena que  eu não tenha mais fotos detalhadas de uma speed minha que à época estava montada com alavancas de quadro sachs aris 5000, câmbio traseiro campagnolo record antigo, cubo shimano rsx-100 e cassete sram, e câmbio dianteiro shimano e pedivela dotek. era uma salada só. e funcionava que nem um relógio…. ah, os freios eram dia-compe com manetes tektro…

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4 Respostas para “peças de mountain bikes, peças de speeds…

  1. no meio do texto fiz uma analogia natural a evolução das espécies, no início eramos todos primatas, mas num elo lá atrás nos tornamos homens e eles macacos, as bicicletas evoluíram para muitas espécies, mas todas continuam com a mesma essência, por isso eu a cada dia deixo de falar “aquele speedeiro” ou o “cara do XC” etc. somos todos ciclistas, e um dia deixe de usar o termo “ciclista” para dizer “homem com bicicleta”.

    deixando os impedimentos técnicos de lado como por exemplo a distância entre os pinhões de speed ser menor do que de MTB pela corrente ser mais estreita para redução de peso e troca mais rápida, eu torço para que cada vez mais as peças sejam intercambiáveis, que os fabricantes deixem o capitalismo de lado.

  2. juliano, essa questão de ser menor a distância é relativa. sistemas de 9v da shimano são padronizados. 8 v também. idem 10v. tanto que há quem, no mtb, use corrente dura-ace, pra durar mais.

    há diferenças quando misturamos peças de fabricantes diferentes. aí sim pode haver grandes incompatibilidades, algumas sanáveis, outras não.

    mas na prática, qq sistema de 7v é compatível com de 8v, no que tange à distância entre pinhões do cassete e a corrente.

    sistema mais estreitos existem pra caber mais marchas, mais pinhões, no mesmo espaço.

  3. gostaria de saber se teria como eu colocar uma pe de vela com as coroas 53,32,22 aja vista que se eu colocasse as coroas 53,42,30 na subida a minha mtb ficaria pesada mesmo usando uma marcha leve

    • não há como. pois a diferença entre 22 e 52 é 30 dentes. nenhum câmbio dianteiro tem essa amplitude. de repente, você coloca um cassete atraś que seja 11-34, e a relação 30 (na frente) X 34 (atrás) já é uma relação bem leve. ou use uma pedivela de MTB “grande”, com 48,36, 26.

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