um sábado de bike!

hj eu não peguei na bike. não precisei.

nesse 04 de dezembro houve muita agitação em torno da bike. fixolimpíadas em curitiba, algumas amigas tão lá (inclusive uma hipstergipana), vão ganhar na categoria “copo vazio”.

bicicultura em sorocaba, alturo alcorta eleito dirigente máximo da UCB, união dos ciclistas do brasil. notícia ótima.

e audax 200 kms em holambra-casa branca-holambra. 208 kms de um sobe e desce fenomenal, debaixo de um sol abrasador, apesar das previsões de chuva.

passei o dia apreensivo com os novatos que instiguei tanto a participarem desse audax. já me apelidaram de “pilha humana”, de tanto que provoco os outros pra fazerem os “duzentinhos”.

sei que não é fácil. 200 kms são duzentos quilômetros. ou seja, é asfalto pra kct pra se pedalar. e nesse trajeto não se formam nem pelotinhos. ou seja, 200 kms com a cara no vento. 200 kms no plano no pelote é uma coisa, 200 kms com quase 2000 metros de altimetria e com a cara no vento é outra coisa.

parabenizo a quem conseguiu chegar. parabenizo mais ainda quem breveteou, mas quem completou, dadas as condições de hoje, merece cumprimentos, não importa a hora que tenha chegado. ainda mais quem não tá de speed. sim, hj por lá havia mtbs e híbridas tb.

eu “pedalei” esse audax via internet e telefone. fiquei a tarde inteira monitorando uma amiga com problemas: insolação, dormência na mão, e por final um tombo que a fez abandonar.ela está bem, só arranhões, mas com certeza vai passar num médico pra ver o que tem essa única mão com problemas que não são posturais. a bicicleta tem o mérito de nos apontar problemas de saúde que temos e nem desconfiamos.

muitos coleguinhas não brevetaram, outros sim, mas me orgulho de todos. conheço cada um, e sei que hoje, sem exceção, cada um deles venceu as próprias barreiras, venceu os próprios limites, foi além de sua capacidade, expandido-a.

cada um hoje ganhou experiência o suficiente pra entender os limites do próprio corpo. hoje qq um deles é capaz de entender as condições de trabalho de um lavrador, de um cortador de cana.

sim, um audax não é apenas pedalar até estourar. há metas, prazos, vamos além, nos exigimos. saímos felizes por sobreviver. e depois de um desses “eventos” somos mais capazes de entender o significado das palavras “sofrimento”, “resignação”, “superação”, “aceitação”.

dificilmente chegamos ao final pulando de alegria. nas fotos, só um sorriso cansado. um peso a menos nas costas. uma satisfação suave por ter conseguido simplesmente chegar.

o ciclismo randonneur é uma categoria à parte no mundo do ciclismo. é o mais original, mas não primitivo. é a base, a essência do ciclismo de estrada. basta lembrar que foi o Paris-Brest-Paris que deu nascimento ao Tour de France, e não o contrário.

ciclismo randonneur não é competição, mas não é passeio, nem mero transporte. randonnée é randonnée. simples assim.

então, parabéns a quem chegou aos 200, parabéns a quem completou o desafio 100kms e quebrou a barreira dos 3 dígitos na quilometragem.

e pra que eu mantenha minha fama, lá vai minha provocação: lembrem que os duzentinhos são só a porta de entrada…. comecem a pensar nos 300…

p.s. orgulhoso de todo mundo.

p.s. 2. feliz com a liderança do arturo na UCB.

ps.3. esse sábado foi do kct mesmo. viva a bicicleta.

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Uma resposta para “um sábado de bike!

  1. “hoje por lá havia mtbs e hibridas tambem”

    e fixas. quatro delas, 3 sem freio (na mão hehe). e todas brevetaram 🙂

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