carro ultrapassa outro e mata 8 ciclistas

 

a menos chocante das fotos. do corriere dela sera/ansa.

em lamezia terme, calábria, itália, hoje aconteceu uma desgraça ciclística.

um motorista de 21 anos, que segundo alguns órgãos de imprensa estava sob efeito de maconha, com a carteira de motorista suspensa há mais de seis meses por direção perigosa, ao fazer uma ultrapassagem em alta velocidade bateu de frente com um grupo de ciclistas amadores (a grande maioria na faixa dos 30 aos 50 anos), ligados à academia “atlas”.

oito ciclistas morreram. três ficaram gravemente feridos.

alguns poderão pensar: “pedalar é perigoso”. não, não é. perigosos são os carros. bicicleta não mata, carro sim. todos os dias, em qualquer lugar do mundo.

mais detalhes nos links abaixo:

cycling news

ansa

la repubblica

corriere dela sera

uma cena trágica. corriere dela sera/ansa.

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5 Respostas para “carro ultrapassa outro e mata 8 ciclistas

  1. Chocado mas não podemos nunca acreditar na segurança plena. Capacete sempre, vc pode pedalar devagar, mas os carros se te derem uma cutucada você voa para longe.
    No brevet400 do ano passado (2009) um Enrik estava a 20km da chegada, iria completar em 19 horas, porém um carro acabou batendo em outro carro que por sua vez capotou, voou e caiu “pasmem” em cima do Enrik. Vinte minutos após o acidente, conseguiram erguer o carro e por uma conjunção de fatores que pode chamar de religião, física, num era para ser, e o Enrik quebrou apenas 1 costela.

    Em 2005 enquanto fui voluntário de outro brevet de 400, na época do …tao do pedal… fui descansar no hotel aproveitando um átimo entre fechamento de um Controle e abertura de outro, neste interim (6h00am ) fui acordado pelo Plínio (Organizador) me dizendo para descer. Fomos todos notificados do acidente na Rodovia Dom Pedro envolvendo nosso amigo e vice presidente do Clube Audax Brasil, Alexandre Luz, que foi atingido por um ônibus enquanto pedalava pelo acostamento. Alexandre faleceu fazendo o que mais gostava: Pedalar, mas deixando muita saudades e nos ensinando que não basta ser experiênte, utilizar equipamentos de segurança e seguir as normas: você ainda está vulnerável ao comportamente e prudência alheia.

    Algumas horas antes eu fechei o PC que Alexandre passou. Me emociona muito e nestes mais de 5 anos passados é a primeira vez que escrevo sobre isso.

    Em 2010 decidi que não iria mais organizar brevets em Rodovias/Auto Estradas, mas tive que ceder devido a motivos de ordens variadas. Pois bem, a série 2010 finalizou com muito empenho e sem ocorrências, porém em 2011 me afastarei pois não concordo com as estradas que estão sendo utilizadas.

    Tenho idéia de fundar um novo clube para brevets Randonneurs Mondiaux, mas em moldes mais ROOTS, sem carros de apoio, sem gatorade, os controles serão feitos a partir de cupons fiscais emitidos por estabelecimentos comerciais, utilizando estradas vicinais , começando pelos percursos já consagrados como 1. Campos do Jordão 2.Ubatuba/Paraty 3. Queluz/Barra Mansa.
    Enfim, isto é uma idéia para ser concluida até o agosto de 2011, pois em setembro deve-se encaminhar a solicitação para o Audax Club Parisien.

    Se alguém quiser roubar esta idéia, fique a vontade, apenas me chame para pedalar.

    Odir, meu texto ficou maior que o seu. Eu falo pouco mas quando falo, escrevo pra cacilda!

    Abraço e bom pedal!

  2. Uma merda isso.

    Neste audax de sábado (04/12) um ciclista foi atropelado numa saída da rodovia, faltando 30km para chegar em holambra. Ficou tudo bem com ele, mas foi foda (e a bike ficou zoada). No mesmo dia parece que alguns km depois de holambra outro ciclista (que não estava no audax) foi atropelado e morreu.

    A imprudencia dos motoristas, seja na cidade seja no audax, é absurda :/

    []’s,
    Gola

  3. Sabe quando eu vi uma bicicleta ser perigosa? Há uns seis meses, quando um atleta fazia trilha aqui perto de Brasília, levou um tombo e bateu na lateral da cabeça (onde o capacete não protege), vindo a falecer.

    Mesmo este caso não foi só “culpa” da bike. Se o péssimo atendimento de saúde da capital fosse mais ágil — ele foi levado ao Hospital de Base e ficou lá por horas — talvez tivese sobrevivido.

    Na quase totalidade dos casos, não foi a bicicleta que ofereceu perigo. Foi o carro guiado de maneira irresponsável. O que provocou o acidente foi um carro em alta velocidade e sob direção perigosa, ou “um carro [que] acabou batendo em outro”. A história é sempre a mesma, em versões levemente diferentes.

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