graeme obree e o q-factor

obree na old faithful.

q-factor é o nome que damos à distância entre uma perna e outra enquanto pedalamos.  quanto mais jutas estiverem as pernas, mais rápido pedalaremos. quanto mais abertas as pernas, mais lentos estaremos.

pedivelas triplos são mais largos, pedivelas duplos mais estreitos, e pedivelas de uma corôa só mais estreitos ainda. mas mesmo assim há a limitação do próprio quadro, do movimento central.

em 1993 graeme obree assombrou o mundo por quebrar o recorde da hora em velódromo usado uma bicicleta “feita em casa”, de sua fabricação artesanal, mas com uma série de inovações.

além da postura extremamente aerodinâmica, com com peito apoiado sobre o guidão, havia uma outra inovação não tão visível: a distância pequena entre um pedal e outro, aproximando bem as pernas, deixando a distância, no dizer do próprio obree, da largura de uma banana.

obree conseguiu isso usando os rolamentos da sua máquina de lavar, em vez de um movimento central comum. claro, com isso reduziu o q-factor e pedalou rápido, muito rápido, conforme se vê no vídeo abaixo.

mas depoi seu recorde foi batido, e mais uma vez reconquistou-o.  mas as mudanças de regras da UCI invalidaram seus recordes. uma pena. talvez hoje sa bicicletas fossem bem diferentes se aqueles recordes fossem mantidos, pois a old faithful apontava novos caminhos para o desenvolvimento da aerodinâmica e do aproveitamento da força do ciclista, ou seja, da eficiência.

um guidão aerodinâmico e um garfo que parece uma lâmina.

a vida de obree é exposta num filme hoje obrigatório para qualquer ciclista: “o escocês voador”. ali vemos também sua luta contra seus infernos particulares, a bipolaridade e a depressão. mas o ciclismo não é apenas isso.

portanto, a escolha entre pedivelas duplos ou triplos na estrada tem que levar em conta o q-factor. pense nisso ao escolher suas marchas. eventualmente um cassete de maior amplitude e/ou um pedivela compacto resolvem seus problemas com marchas mais curtas. desde que a sram lançou um grupo específico, não ficará feio tacar um câmbio “de mountain bike” (cage longo) e um cassete 11-34 na sua speed. de nada adianta usar um pédivela 53-39 e um cassete 11-21 se vc não termina um audax. feio é  se dopar para pedalar, e não adaptar a bicicleta às suas pernas.

 

 

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2 Respostas para “graeme obree e o q-factor

  1. Opa, eu assisti o “Escocês Voador” em DVD, há alguns anos. Mas sei que tem para baixar aqui.
    http://vintage69.wordpress.com/2008/08/23/o-escoces-voador-dvd-rip-leg/

  2. Acabo de assistir o filme.
    Emociona.
    A luta, a paixão do cara e todos os motivos para que ele desistisse…
    Muito bom mesmo. Valeu Odir pelo post e valeu @umcarroamenos pelo link.

    Abraços.

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