visionários, iluminados e obscurantistas

acabo de chegar da rua. de bike, claro, de bike e metrô, estava numa reunião da ciclocidade, uma das associações de ciclistas de são paulo , e encontrei tb o pessoal do instituto ciclobr, que voltava da “inauguração” da cicloterra da avenida eliseu de almeida, na zona oeste de são paulo.

a "ciclovia" da eliseu de almeida....

todos os presentes seriam taxados pelos caarrólatras de talibikers, com certeza. mas o que vi é o que vejo sempre entre ciclistas de são paulo: bom senso num mar de obscurantismo e individualismo exacerbado. otimismo, pois quem pedala em são paulo tem que ser otimista, a realidade é cruel.

curiosamente, ao sair, junto com o silas, ao pedalarmos pela avenida sumaré pudemos observar o longo congestionamento dos carros… engraçado, eram mais de 200 carros, e ninguém reclamava. se fossem 200 ciclistas, ocupariam muito menos espaço e passariam por ali mais rápido, mas receberiam tantas buzinadas…..

o tema da reunião da ciclocidade era esse: trânsito e bikes, mas não em são paulo, onde conhecemos o caos diariamente. mas os colegas que andaram pelo exterior fizeram algumas apresentações, com fotos que tiraram dos locais que visitaram: copenhaguen, paris/lyon/montpellier, tokyo, berlin. assistiam os que não conheciam esses locais, o ambiente congregava ciclistas que podem gastar 3.000 euros numa bicicleta àqueles que usam bicicletas de menos de 300 reais – a bicicleta tem esse poder de igualar as pessoas, as subidas da vila madalena são duras não importa o valor da bicicleta.

é interessante perceber que nessas cidades citadas a bicicleta consta da pauta da administração pública como uma das soluções possíveis para o transporte, ao contrário daqui, onde só na base do porrete a administração pública parece por vez ou outra ouvir ciclistas. veja-se o caso da avenida eliseu de almeida, par aonde foi prometida uma ciclovia em 2007 hoje ainda nada se tem. conforme levantamento da ciclocidade, cerca de 1000 ciclistas passam por ali todos os dias a caminho de seus trabalhos. não são os “mauricinhos” que b. gancia andou atacando recentemente. mas imaginemos que eles deixem suas bicicletas em casa e passassem a trafegar por ali de caro. seriam 1000 carros a mais. isso melhoraria o trânsito local?

ora, se 1.000 pessoas se submetem a pedalar em condições terríveis por ali – enfrentando ônibus, buracos, carros, e etc, quantos não fariam o mesmo se não tivessem que arriscar suas vidas de modo estúpido? será que então essa ciclovia não melhoraria o trânsito infernal diário daquela avenida, ao retirar mais gente dos veículos automotores, de carros, , liberando espaços nos ônibus e etc?

é isso que carrólatras em geral, desde os empedernidos individualistas que circulam por aí, aos que estão encastelados no poder público, fazem de conta que não percebem: cada bicicleta a mais na rua é um carro a menos, uma moto a menos, um lugar ocupado a menos no transporte público, um sedentário a menos a sobrecarregar os gastos públicos de saúde, um acidentado a menos nos hospitais (sim, o ciclista trafega a baixa velocidade – o que diminui danos em acidentes –  e 90% dos acidentes ocorre pois ele não é respeitado por outros veículos).

urge considerar o uso da bicicleta como política pública de transporte. assusta-me o brasil querer sediar olimpíada e copa de futebol sem que nossas cidades tenham malhas cicloviárias, quando sabemos que o turista europeu prefere conhecer as cidades de bicicleta, pois assim é seu hábito.

pergunto-me pq as mentes obtusas querem não reconhecer aquilo que qq um com um mínimo de noções de urbanismo percebe. aquilo que os países cujos hábitos esses obtusos querem copiar, já praticam. na hora de usar capa burberry, o paulistano quer ser primeiro-mundista, mas na hora de pegar sua bicicleta e ir trabalhar, aí ele prefere ser um pachá de terceiro-mundo, e usar a bunda para se locomover.

isso me lembra muito o episódio da revolta da vacina. houve tanta revolta quando todos foram obrigados a se vacinar contra a varíola…. hoje vemos os revoltados com uma certa pena. no futuro, também serão os atuais julgados como obscurantistas. e os que hoje são chamados pejorativamente como iluninados, se provarão com visionários, como aqueles que anteciparam o futuro, não sem encontrar uma grande resistência dos tapados. é… burrice definitivamente mata.

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Uma resposta para “visionários, iluminados e obscurantistas

  1. As mentes obtusas não percebem o benefício da bike porque são obtusas.
    Limitadas.
    egoístas.

    Os carrólatras nunca respeitarão os ciclistas porque não respeitam ninguém. Nem os cilcistas, nem os pedestres, nem os outros carros, nem os caminhões.
    Os carrólatras só desviam daquilo que pode gerar um acidente no seu próprio carro ou gerar multa, pois não se preocupam com mais ninguém além de si mesmo.

    O sujeito que compra um carro, acha que vai acelerar, sentir o vento no rosto, conquistar gatinhas e se sentir ‘poderoso”……quando fica preso no trãnsito (mesmo que isso aconteça todos os dias) fica com raiva, nervoso, se sente mal e dirige com raiva.

    Eles não conseguem ver nada de fora de seu carro (talvez a própria carroceria)….Justamente porque são…carrólatras.

    E como qualquer “viciado” só consegue enxergar sua própria compulsão….e fazer os outros sofrerem por isso. É triste mesmo.

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