luzes! ou como não ser atropelado à noite.

um problema vivido por ciclistas que pedalam à noite é sempre ver os carros passando muito, mas muito perto. alguns ainda tem o azar de serem atropelados…

qual a causa?

pensemos bem, qual o motorista que em sã consciência, vai simplesmente mirar no ciclista e atropelá-lo? que nada, em 99% dos casos ele simplesmente não viu o ciclista, nos 1% restantes ele viu o ciclsita perto demais e não deu tempo de desviar.

a decisões de quem dirige são tomadas em átimos de tempo, não há tempo para grandes racionalizações. claro, há muita imprudência: velocidades altas, motoristas bêbados… mas convenhamos, mesmo os bêbados procuram desviar de luzes piscando.

à  noite, não basta a iluminação passiva, ou seja, os refletivos que apenas refletem a luz emitida pelo carro. nem sempre essa luz é refletida diretamente aos olhos do motorista. e, eventualmente podem também estar muito mal posicionadas na bicicleta.

luzes ativas (ou seja, piscas) são muito mais eficientes no quesito “ser visto”. mas também precisam estar muito bem posicionadas.

recentemente passei por uma situação que me fez reavaliar alguns conceitos sobre iluminação de sinalização (a iluminação para ser visto). andava pela zona norte de são paulo, na avenida gal. ataliba leonel, e tomei uma fina dum carro daquelas de arrepiar os pelos do braço esquerdo. xinguei a plenos pulmões. logo à frente o carro pára, e percebo que em cima dele havia um desses bagageiros onde se prendem bicicletas.

chego ao carro, era uma motorista, uma moça, com cara de assustada, pedindo mil desculpas, explicando que não tinha me visto, não tinha visto o pisca vermelho (um cateye) instalado no canote, que tb pedalava. acreditei, claro, na explicação dela. afinal, se fosse mentira, pq parar o carro para se explicar?

pois bem, dali nde estava rumei a uma mega-loja de materiais esportivos onde havia visto um colete refletivo que eu estava namorando fazia tempo, e que além de refletir muito bem a luz dos carros, ainda por cima tem uma coluna de leds vermelhos incorporada nas costas. usando-o, nunca mais tomei finas. já tomei xingamentos – coisa corriqueira para ciclistas em são paulo – mas finas nunca mais.

então isso traz à tona outro elemento importante: a altura das luzes.  luzes muito baixas não serão vistas, poderão ser encobertas por outros veículos. o ideal é que o motorista o veja acima de outros carros.

então, é muito válido colocar piscas no capacete.  no colete refletivo – item obrigatório pra quem pedala à noite – também.

então, lembre: é melhor parecer uma árvore de natal fora de época do que ser homenageado com uma ghost bike.

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6 Respostas para “luzes! ou como não ser atropelado à noite.

  1. O problema não é parecer uma árvore de natal….embora não seja confortável….mas de ter que carregar mnuitos apetrechos ao andar de bike.

    Um “bom” ciclista preza simplicidade.

    …Mas vc está certo.
    Segurança em primeiro lugar.

    • luiz, sempre existe opções de iluminação que ocupam pouco espaço e pesam pouco… os leds da knog são um exemplo, dá pra instalar no capacete atrás – com alguma imaginação, por exemplo, e a visibilidade será muito boa.

      quem compete, normalmente compete de dia, então nem precis ausar. mas se for fazer um audax, não larga se não tiver farol e pisca, e tem que usar o colete até de dia! hehehe

  2. mamãe mandou tem que usar!

  3. Muito bom tópico. Segurança = luzes fortes piscando, de dia ou de noite, não importa.

    Considero que a luz frontal é até mais importante do que a traseira. A tal ponto que mutios motoristas, quando me percebem chegando (por caus da fortes luzes), até saem do caminho para eu passar.

    • eu já acho o contrário, tulio, à frente u vejo o que acontece, atrás não. por outro lado, raramente tenho que passar em locais onde o motorista que vem à frente tenha que se afastar, pois via de regra estou na mão e à direita. dificilmente há algum veículo vindo na minha direção. e os que estão indo no mesmo sentido que eu ou estão na minha velocidade ou são mais rápidos. acabo ultrapassando os parados no congestionamento.

      agora os veículos parados acabam abrindo pra mim por conta do colete refletivo. acham que… sei lá, a gente é da CET ou outro órgão de trânsito. eles não tão acostumados com coletes refletivos… hehehehe

  4. Ogum, acho que a questão do uso noturno dos sinalizadores traseiro e froental, nem se discute. O fato é que mesmo durante o dia, considero essencial o uso , principalmente do pisca frontal, pois permite ao motorista e ao pedestre tomar pé da real velocidade do ciclista. É comum os motoristas e os pedestres avançarem um sinal, ou se jogarem numa faixa por julgarem erradamente a distância X a velocidade de aproximação do ciclista.

    Percebo, por usar o pisca, que os mesmos ao menos “dão uma pensada” no que fazer. Não raro noto que, tanto motoristas como pedestres, acabam aguardando a aminha passagem ao perceberem a velocidade da bici.

    Abraço

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