Arquivo da categoria: bicicletada

praça de bolso do ciclista, ou invertendo paulo freire

o local é pequeno, um terreno pequeno no final da rua são francisco, antiga rua do fogo, a mais antiga rua de curitiba. bem na esquina da rua presidente faria.

um antigo pedaço de muro ou parede, que parece ter bem mais de 100 anos e que é testemunha da época em que ali era o limite da cidade de curitiba, a parte mais baixa,  e onde havia as prostitutas, isso no século XIX, permaneceu ali.

Continuar lendo

entre o amor e a barbárie

o discurso da bicicleta costuma ser o discurso do amor. e tem razão de ser. sim, corpos em movimentos produzem mais dopamina, ocitocina, sei mais lá o quê. predispõe -nos ao bom-humor.

a bicicleta predispõe ao amor.

a bicicleta predispõe ao amor.

o discurso motorizado é de ódio. é de morte. não raro motorizados e seus caronas, ocupantes dos carros, motos e até de ônibus, gritam coisas, querem dar sustos e etc. “você vai morrer!” – nunca ouvi ciclista gritar isso de cima da sua bicicleta, e olha que tenho anos de pedal. sei lá, deve ser adrenalina represada. stress. sei lá.

Continuar lendo

porque pedalar nu

a moça, totalmente nua em sua bicicleta, ajudando a fazer o corking, a rolha, em frente a um cruzamento, fechando a passagem para que outros ciclistas,muitos dos quais inteiramente pelados, também passassem.

a mensagem diz tudo

a mensagem diz tudo

alguns com os corpos pintados, outros não.  alguns passantes gritam. quando paramos em frente à uma loja igreja universal rapidamente baixam as portas, talvez achando que aquilo fosse uma manifestação contra eles… ledo engano, apesar de um gaiato gritar: “maria madalena apóia a gente!” Continuar lendo

III FÓRUM MUNDIAL DA BICICLETA: mundinho, mundão…

é tudo uma questão de escala: do ponto de vista das estrelas, o sol é só uma estrela pequena que quando virar supernova engolirá a terra e todos seus habitantes serão vaporizados, junto com suas histórias. do ponto de vista de uma bactéria, um cachorro é todo um universo, e do ponto de vista das pulgas, um cachorro é só um planeta (e a vida em outros planetas lhes é possível! :) ).

meu crachá

Continuar lendo

40 quilômetros por hora! já!

você sabe muito bem que é impossível ter ciclovias em todas as ruas. são paulo tem 17 mil quilômetros de ruas. como fazer 17 mil quilômetros de ciclovias ou ciclofaixas ? não será feito. e como você faz para chegar a essas ciclovias e ciclofaixas? sua bicicleta vai voando até lá?

essa é são paulo. ciclovias em todas as ruas? ciclofaixas em todas as avenidas? clique na imagem.

essa é são paulo. ciclovias em todas as ruas? ciclofaixas em todas as avenidas? clique na foto.

mas você sabe muito bem que nas vias onde os carros andam mais devagar, dá para conviver. todos convivem no trânsito a baixa velocidade: carros, motos, ônibus, pedestres! sim, pois em vias mais lentas, os carros param nas faixas de pedestres. pois, indo mais devagar, dá para parar. Continuar lendo

rios, pontes e overdrives: ciclistas-mulambos…

rios, pontes e overdrives, impressionantes esculturas de lama! (é uma música, não uma descrição da política paulista… mas poderia, né?).

bike-mulambo

E o mulambo já voou, caiu lá no calçamento, bem no sol do meio-dia
O carro passou por cima e o mulambo ficou lá
Mulambo eu, mulambo tu, mulambo eu, mulambo tu

esse é o refrão de um clássico do mangue beat, que chama justamente “rios, pontes e overdrives”. chico science era esperto. em suas músicas sempre estava pontuando algo importante. Continuar lendo

passagem, travessia, ponte, viaduto.

פסח – essa palavra quer dizer passagem. pronuncia-se como “pessach”, com “ch” aspirado. foi traduzida como páscoa. na bíblia há todo um livro tratando da passagem dos judeus, do egito em direção à terra prometida. chama-se “nomes” (“שמות” – “shmot”), ou “êxodo”.

ciclista em ponte de oakland. clique na imagem.

o povo judeu passou através do mar vermelho. mas perguntemos: se cada um dos judeus quisesse passar pelo mar, individualmente, o mar se dividiria? bem provavelmente não. milagre para a salvação do homem comum? o judeu solitário em fuga ou nadaria, ou seria afogado…. dividiríamos assim os judeus entre os que sabem nadar e os que não sabem. a fuga, a liberdade da escravidão aos que sabem. aos que não sabem…. pois é. Continuar lendo

A VIDA NUA – um braço arrancado

ciclista, em são paulo, muitas vezes sente-se absolutamente nu. absolutamente vulnerável. pois leis de trânsito, em são paulo, nada significam quando se fala de ciclistas.

foto de manifestante na WNBR, em porto alerge, ontem.

foto de manifestante na WNBR, em porto alerge, ontem.

não à toa existe já há anos a pedalada pelada, a manifestação brasileira da world naked bike ride (como aconteceu ontem, relato aqui), a manifestação mundial que acontece em grandes cidades onde a sensação é a mesma.

o interessante é que motoristas sempre alegam não terem visto o ciclista. mas claro, se o ciclista estiver nu, aí é visto…  todos vêem ciclistas pelados. nunca vêem ciclistas vestidos. e os atropelam.

Continuar lendo

a falta de visão dos governantes brasileiros

esse post no site “vá de bike” merece ser lido com atenção. ele traz dados importantes sobre o impacto da adoção de políticas públicas de incentivo ao uso da bicicleta com transporte em cidades grandes. são dados da inglaterra.

ciclofaixa na rua joão sacavem, em navegantes-sc

ciclofaixa na rua joão sacavem, em navegantes-sc

Continuar lendo

bicicleta: subversão em mode on.

subversão é todo movimento, todo ato, que questiona o status quo atual. a palavra acabou tomando um significado negativo por conta da propaganda oficial da ditadura militar, mas para redimensioná-la, basta dizer que le corbusier tinha uma arquitetura que subverteu  os cânones anteriores, a bauhaus subverteu uma série de cânones da arquitetura e do design, e oscar niemeyer subverteu o modernismo ao inserir a curva em seus projetos.

boa sacada de andy singer.

boa sacada de andy singer.

Continuar lendo