o problema da bicicleta elétrica

mais um post sobre a porcaria da bike elétrica. não vou novamente explicar que na legislação brasileira não existe bicicleta elétrica, mas um tipo de ciclomotor chamado de ciclo-elétrico e precisa sim que seu condutor tenha CNH na categoria A, use capacete, e o veículo precisa de certos equipamentos obrigatórios e nem de longe esse troço pode circular em ciclovias, ciclo-faixas e etc.

isso tem cara de bicicleta?

mas vou abordar outro ponto. a bicicleta elétrica é a forma perfeita de parecer mudar algo e não mudar porcaria nenhuma. e não sou eu que digo.

a cidade de paris dá um incentivo a quem compra esse negócio. reembolsa 25% do preço de compra, limitado a 400 euros. é isso mesmo, compra-se a bicicleta elétrica para se usar em paris e a prefeitura reembolsa 25% do preço pago.

é uma péssima notícia. pois se há algum incentivo ao uso de um veículo não poluente, esse veículo não é a bicicleta elétrica. ela polui sim. não solta fumacinha quando é usada, mas o que é feito de suas baterias?

e a bicicleta elétrica não traz o benefício da mudança. sim, nela não se sua. sim, não é preciso preocupar-se com a eficiência do ato de pedalar, ou seja, acertar o fit da bicicleta ao extremo para que se tenha o equilíbrio perfeito entre conforto e desempenho: sim, falo de altura de selim, de comprimento da bicicleta, de altura do guidão. ou seja, basta sentar e sair por aí, não é necessário conhecer aquela coisa sobre a qual pedalamos com o grau de detalhes que uma bicicleta comum exige. pode-se manter o uso alienado do produto.

a bicicleta elétrica não traz à tona a necessária discussão acerca dos dress-codes. não se sua em cima dela, portanto não se abre a janela para discutir a irracionalidade do uso de roupas adequadas a um clima temperado num país tropical, ou o excesso de panos bufantes em vestimentas sem o menor senso prático de conforto.

a bicicleta elétrica sequer traz outros benefícios, como a sensação de bem estar que a endorfina cria, a desobstrução dos poros da pele pelo suor, a boa forma física…

pois, como bem diz um artigo da dd magazine:

Le problème du vélo, est qu’il ne coûte presque rien. Pire encore, le vélo amène du bonheur, permet de rester en forme, et ne pollue pas : un coup à ruiner l’industrie des antidépresseurs, les vendeurs de bien être en tout genre, les salles de sport, les entreprises de ravalement, à mettre au chômage une bonne partie de l’administration qui gère quotidiennement le grand bazar d’une circulation automobile ruineuse et inefficace.

Sans compter que le vélo ne génère pas de taxe, ou si peu, ce qui est quand même la pire de choses pour les administrateurs de la cité. Il fallait donc inventer le vélo qui coûte, qui rapporte et qui pollue, quitte à le subventionner à hauteur de 400 euros alors qu’un bon vélo de base, ne coûte que…150 euros.

[O problema da bicicleta é que custa quase nada. Pior ainda, a bicicleta traz felicidade, mantém a forma, e não polui: um golpe para arruinar a indústria dos antidepressivos, os vendedores de bem-estar de todos os tipos, as academias, e as empresas de limpeza da cidade, para desemprego para uma boa parte da administração pública que gerencia o tráfego diário de um bazar perdulário e ineficiente.

Já para não falar que a bicicleta não gera tributação, ou muito pouco, o que ainda é uma das piores coisas para os gestores da cidade. Eles tiveram que inventar os custos da bicicleta, que polui, mesmo para subsidiar até 400 euros, enquanto uma bicicleta boa e básica, custa apenas ... 150 euros.]

essa crítica, que os franceses estão fazendo, pode ser feita aqui no brasil também.  vejamos, sendo a bicicleta elétrica veículo automotor (pois é por isso que se a usa, para não pedalar), a teor do inciso III do artigo 155 da Constituição Federal caberá a cobrança de imposto sobre a propriedade de veículo automotor! bicicleta não paga IPVA, mas bicicleta elétrica permite sim a cobrança desse imposto.

claro, assim como licenciamento e etc. do ponto de vista de quem adora recolher impostos, é o veículo perfeito!
do ponto de vista da poluição, a bicicleta elétrica também tem muito a contribuir. pois ela produz uma poluição muito lucrativa. não produz fumacinha, que é uma poluição que não gera grandes negócios. mas as baterias são feitas de materiais como metais pesados… níquel, chumbo, mercúrio… claro, uma oportunidade e tanto para empresas reciclarem esses materiais. por que não uma boa taxa a ser paga no descarte da bateria? afinal, é preciso custear esse processo. quem custeia? o usuário da bateria? o poder público, mantido pelos tributos?
claro, a bicicleta elétrica também não traz os benefícios da atividade física. não se desenvolverá na perna a musculatura forte fortalecida por aquela subida looooonga…  ótimo, assim mantém-se a necessidade de ir fazer as aulas de step. de usar a máquina de musculação. ou seja, aquela coxa “quadrada” que alguns ciclistas apresentam voltará a ser algo que depende de horas de musculação numa academia bem paga…
é, de fato a bicicleta é um problema. foi necessário criar uma versão que não mudasse nada, que permitisse muar um pouquinho pra nada mudar. uma bicicleta pra menina usar e não mudar nada na vida dela, nem o uso das roupas nem o descontentamento com o próprio corpo. .. assim não muda seus padrões de consumo. uma bicicleta para o rapaz usar e não gastar a testosterona que circula em seu corpo, mas produzir adrenalina pelo risco da direção perigosa…
a bicicleta elétrica é a forma perfeita de fazer de conta de que se é ciclista mas manter a vidinha alienada e ansiosa de sempre. vidinha que rende muito lucro a muita gente por aí….
pra ler mais, em francês, mas tradutores eletrônicos permitem acesso às informações:
(notícia sobre a subvenção parisiense com um videozinho explicando como se pode usar a bicicleta elétrica. note o selim baixo, bem adequado a quem não sabe andar de bicicleta, e não desce do selim quando a bicicleta para, e com isso mantém a demanda por ortopedistas em razão do problema de joelho que advém  do pedalar com selim baixo. note também o tempo de recarga de bateria, vale dizer, o aumento de demanda de energia elétrica e de renda para as concessionárias do setor).
(a crítica dos ativistas. propõem incentivos aos fabricantes de sapato, para a produção de sapatos elétricos. texto muito bom).
(texto de florence padié, acerca dos benefícios da bicicleta para a mulher. obviamente benefícios que não virão com a bicicleta elétrica).
(legislação acerca da bicicleta elétrica. é ciclomotor. ponto.)
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55 Respostas para “o problema da bicicleta elétrica

  1. outro dia, ops, outra noite – meia noite – na Av.Brasil, São Paulo.
    Parei num farol, sossego total!
    Eis que surge uma “bicicleta motorizada” com um menino bebendo sua latinha de cerveja – dirigindo ele se foi – e não largou a latinha, bebia e dirigia, dirigia e bebia
    e esta era combustível – tinha um tanque no quadro?!?!

  2. Adorei o texto. Curto a forma didática com que escreve.

    Um dia, pedalando pro trabalho e refletindo, desde a perspectiva feminina, sobre a impressão que a bike elétrica me causava, consegui chegar à conclusão de que bike elétrica, pra mim, é tão broxante de ver, de contemplar. Salvo questões de idade e limitações de mobilidade, ela é como dar a um homem “well endowed” o atestado (público) de disfunção erétil. Acho que é mais ou menos isso.

    • LIKE! (e podia ter deixado em português mesmo: bem-dotado. Até porque tem um clássico da pornochanchada chamado O Bem Dotado Homem de Itú, com Nuno Leal Maia.

      O dote não aparece em cena, não.

      Fora o preconceito aí como se tamanho significasse algo. Mas tá valendo…)

  3. Sou obrigado a discordar. Minha experiência mostra exatamente o contrário, Eu estava totalmente fora de forma quando resolvi trocar meu carro por uma bicicleta elétrica, se não fosse o auxílio do motor não existiria a menor chance de eu conseguir usar a bicicleta como meu principal meio de transporte.
    Existem bicicletas elétricas e bicicletas elétricas, a que eu tinha era o que chamam de bicicleta com assistência elétrica o que significa que se você para de pedalar o motor para de ajudar e quando atinge 30km/h o motor também para de ajudar, desta forma os benefícios referentes ao exercício físico continuam existindo. Eu perdi mais de 10kg em um ano usando a bicicleta elétrica o que me deu condicionamento suficiente para comprar uma bike normal.
    Se você for comparar com uma bicicleta normal praticamente qualquer coisa vai parecer pior, partir da premissa de que a escolha seria entre uma bicicleta normal e uma elétrica ao meu ver é errado, a escolha que estas pessoas normalmente fazem é entre um carro, uma moto e uma bicicleta elétrica. São pessoas que não tem condições ou simplesmente não querem pedalar. Ou seja elas jamais iriam usar a bicicleta e colocar em questão nossa vestimenta inapropriada ao clima tropical.
    Agora comparada a motos e carros na minha opinião a bike elétrica é mil vezes melhor, a simples velocidade reduzida e o pouco espaço ocupado nas vias já são motivos suficientes para preferir elas aos carros e motos.

    • felipe, vc entra na cota das pessoas que estavam com problemas de saúde. pra essas bikes elétricas são de uso legítimo. é como perna mecânica, é legítimo o amputado usá-la e participar das competições dos não amputados. mas é ilegítimo o não amputado usar uma prótese que lhe aumente o desempenho e querer gozar do mesmo estatuto. já peguei mais de uma vez elétricas na ciclovia da brás leme. e nenhuma estava emplacada. a resolução do contran está sendo desrespeitada. nossa legislação não difere as que funcionam com ou sem assistência. nivela-as. até que se mude a legislação, devem seguir a regra atual. e sim, elas poluem. se o modelo se expandir, serão milhares de baterias sendo descartadas em poucos anos. não devem ser vendidas com estão sendo vendidas agora. e claro, pelo preço de uma elétrica se compra uma senhora bicicleta….

      • agora, puts grila, felipe, perdeu 10 kg e ainda tá assim? maluco… hehehe, corta os dreads que perde mais 10 kg!

      • Odinn, você não faz idéia depois que troquei pela sem motor já perdi mais 12kg, eu era gigantesco!
        Quanto ao lance de emplacar, você não consegue emplacar essas bikes, se você levar no Detran eles te mandam embora dizendo que eles não emplacam bicicletas.
        Eu realmente acho que é necessário alterar as leis a respeito das e-bikes, eu realmente acredito que uma bike que seja com assistência elétrica e limite de velocidade deva ser igualada a uma bike normal em questões legais.
        A maioria das pessoas que usam uma bike elétrica não estão preocupados em ter os benefícios da bike mas sim em se livrar dos malefícios do carro, mesmo com a questão das baterias acho que a poluição na produção, uso e descarte dos carros é maior que das bikes elétricas.
        Mais uma vez o foco deveria ser a comparação com carros e motos pois é esta a comparação que o usuário faz na hora de comprar.

    • Oi Felipe… qual a marda da sua bicicleta com assistência do motor? Se possível, mande email para ruicavieira@yahoo.com.br obrigado

      • Rui, tive 2 ambas da General Wings, uma empresa nacional que fabrica as bike aqui mesmo, somente o motor e a bateria são importados da China. Minha segunda foi do modelo Java, a melhor bike elétrica que já usei/testei. Ela é relativamente leve e muito próxima de uma bike normal, tanto que cheguei a rodar 50 km um dia sem usar o motor levando a bateria. Antes de trocar por uma bike normal cheguei a montar uma roda traseira sem motor que quando ia fazer estes passeios mais longos eu trocava e deixava a bateria em casa ficando assim com uma bike normal.

  4. Mas se vc pedala tão bem, para recriminar quem usa bicicletas eletricas, como é que vc fez um 300km em mais de 18 (DEZOITO) horas?

    • não entendi a relação. a questão da elétrica é o descarte de baterias. nenhuma elétrica faz 300kms. e 300k com mais de 3500 mts de altimetria e ventos contra absurdos, a ponto de não poder se parar a bicicleta nas descidas não apenas fizeram meus tempos subirem, mas de muita gente.

  5. Essa idéia diz tudo: “A maioria das pessoas que usam uma bike elétrica não estão preocupados em ter os benefícios da bike mas sim em se livrar dos malefícios do carro”

  6. Eu acho a tal da bicicleta elétrica já um avanço de mentalidade. Por que? Porque é um veículo “instrumental”. A pessoa não compra uma dessas porque são bonitas, porque correm muito, porque dão status… Compra porque quer chegar do ponto A ao ponto B, de forma relativamente rápida, sem esforço, num veículo relativamente barato. Essa pessoa já tem a consciência que não precisa levar uma casinha de 4 rodas consigo por onde anda. Enxergar os veículos como instrumentos, com uma função definida, e perceber que para o deslocamento urbano velocidades entre 25 e 35km/h são mais que suficientes já traz vários benefícios. Claro, enquanto eu tiver força nas pernas, não troco minha bike convencional por uma elétrica de maneira nenhuma, mas vejo com bons olhos as pessoas que optam por essa forma (menos danosa) de deslocamento.

  7. Eu tive um negócio deles quando estava com a perna detonada. Usei por dois, três meses para não perder a mobilidade conquistada pela bicicleta enquanto me recuperava.

    Nesse post estão as minhas impressões: http://paraciclo.wordpress.com/2011/05/13/bike-eletrica-entrevista-com-claudio-kerber/

  8. A bicicleta elétrica é um meio de transporte legítimo, pouco poluente. Quem usa pode apenas estar querendo se locomover de forma eficiente e sem agredir tanto o meio ambiente. Pode ser até a melhor opção se o trajeto é longo o suficiente para se suar muito e inviabilizar a ida ao trabalho — sim, porque as pessoas trabalham em lugares que podem ser muito interessantes e, ainda assim, não ser conveniente você trajar bermuda e camiseta. Ou trabalham em lugares caretas, mas elas não o são, querem chegar até lá apostando na mobilidade e não nas quatro rodas. E também pode ser ótima opção se o percurso é acidentado, cheio de ladeiras. Não é para qualquer um, mesmo, ter força para encarar só no pedal. Bicicleta não foi feita para emagrecer, livrar as pessoas de depressão, nem é obrigatório achar o máximo conhecer cada uma das traquitanas que a compõem. É um veículo de duas rodas, e cada um tem com isso a relação que quiser.

    • favor ler a resolução 315 do contran. não existe bicicleta elétrica, existe cicloeelétrico. tão legítimo como a motocicleta, o carro, o caminhão, o ônibus ou qualquer outro veículo automotor. não é bicicleta. não anda na ciclovia, e tem que usar capacete – o de moto – e ter cnh pra poder usar. simples assim. é lei, não opinião.

      • Odinn, ai já virou a regra pela regra, vai me dizer que você para em todos os faróis? Nunca sobe na calçada? Nunca pega uma contramão? O termo é uma questão de convenção se as pessoas chamam de bicicleta elétrica, e-bike, etc… então é bicicleta elétrica e-bike etc… não importando se esta gramaticamente, juridicamente ou etmologicamente correto.

      • Felipe, eu paro em todos os faróis, nunca subo na calçada e não ando na contramão. Nesse caso, posso cobrar que os outros cumpram as leis ou falta alguma coisa?

      • Claudio você pode fazer, mas eu já vi o Odinn passar em farol vermelho, portanto reclamar que o ciclista elétrico faça algo fora do que manda o CTB me parece forçar a barra. Eu defendo que existe uma diferença grande entre um carro ou uma moto desrespeitarem o CTB e uma bicicleta por causa dos riscos de danos aos outros. Mas não consigo ver a diferença entre uma bicicleta normal e uma com assistência elétrica.

      • Como ex-usuário te garanto que a bicicleta elétrica tira o vínculo entre o seu esforço e a sua velocidade e que a tendência é que você passe a fazer tudo na velocidade máxima, inclusive ficando ansioso e frustrado como se estivesse em uma moto ou carro quando não consegue ser tão rápido.

        A bicicleta cobra um preço alto pela sua pressa e frustração: você precisa correr pelos seus próprios meios e raramente consegue manter esse comportamento por muito tempo.

        Não temos ciclovias úteis como no Rio de Janeiro, mas é dois toques para vermos pessoas com ciclomotores impacientes pressionando ciclistas nas ciclovias para se moverem mais rápido ou saírem da frente.

        É outra vibe que só faz sentido quando você só está pensando em chegar mais rápido ou mais barato no trabalho.

      • Claudio, discordo de você, não sei se a que você usou não era com assistência elétrica como a minha, mas eu nunca fiquei ansioso por não conseguir ir rápido.

      • Pois é Felipe, a minha, como a maioria, podia funcionar somente no acelerador, e o pior, tinha uma relação de marchas que fazia raramente compensar pedalar.

        É por isso que acredito que se for para regulamentar que seja no modelo europeu que o William publicou aqui http://vadebike.org/2012/05/boa-solucao-para-regulamentar-bicicletas-eletricas/

        Se você fica só no motor, como disse, é rapidinho para ficar ansioso, para querer começar a pensar em tentar fazer a mesma manobra que um motociclista acabou de fazer ao seu lado. Vai por mim.

      • Foi o que eu imaginei Claudio, realmente a assistência elétrica muda tudo.
        Eu não sei porque o Odinn bate tanto nas e-bikes, se a cidade estivesse cheia de bikes com assistência elétrica teríamos uma cidade muito mais segura para se pedalar.
        Eu entendo que ele ache que a maioria das desculpas que as pessoas dão para não usar a bicicleta são besteira, mas a realidade é que para muitas pessoas o esforço físico e o suor são um impedimento para o uso da bicicleta que as e-bikes eliminam.

    • Em menos de 15 dias, vi dois homens lindos e saudaveis andando na calçada usando um cicloelétrico, oque é um desrespeito. Essas pessoas parecem nao entender que OK se nao estao nem ai pro mundo e pra naureza, mas que tenham, pelo menos, a compostura de andar onde deve, que é na rua.

      • Mas isso também vale para o ciclista comum, lugar de bicicleta é na rua seja ela elétrica ou não.

      • Fe. lugar de bike nao é na calçada. Concordo. Raríssimas (sim, no superlativo) são as vezes que me aventuro na calçada. Mas convenhamos que uma bike elétrica tem mais poder de “destruição” que uma bike-bike, não acha?
        Nas duas ocasiões que vi, os caras estavam rápido demais: um na Paulista (Imagine!) e outro na ciclovia em frente o Villa-Lobos. E assim, como a bike, pode-se machucar muito um pedestre – ou pelo menos melar seu passeio.
        Eu não sou contra usa-la (já disse aqui que concordo quando se trata de limitações de saúde ou mobilidade), apenas acho que o bom senso, depois da educação, deve ser seguido.
        Te vejo na bicicletada na sexta. Beijos!

      • Então Lú, como eu disse existem bicicletas elétricas e bicicletas elétricas, a que ilustra esta matéria com certeza, a que eu tinha e a que estou vendendo não, uma pessoa que pese 10 kg a menos que eu (a grande maioria da população) na minha bike elétrica e eu numa barra forte temos a mesma massa, assim sendo não vejo esta grande diferença de potencial para danos.
        Mas isto são as que eu tive/tenho, por isso acho que a regulamentação como foi feita no Rio não é legal pois nem todos estes veículos devem ser considerados bicicletas, nos países que regulamentaram a e-bike as com assistência elétrica (sem acelerador) e com limite de velocidade (em alguns de 25km/h e outros de 30km/h) são consideradas bicicletas, as que é possível andar sem acelerar e/ou tem limites superiores são consideradas ciclomotores.
        Com base na minha experiência uma regulamentação mais apropriada seria o ideal, incentivaria muitas pessoas a trocarem o carro por uma e-bike. Inclusive o Contran está reexaminando a resolução 315, semana passada tinha um cara deles na loja onde comprei as minhas para saber mais sobre essas bikes, eu imagino que em breve teremos uma regulamentação mais apropriada.

    • Eu trabalho com gente engravatada, uso salto quase todos os dias, suo muito todos os dias num percurso cheio de ladeiras e nem por isso passo o dia melada e como odores… e ainda trabalho com pessoas que, se nao aderiram à bike, ao menos respeitam minha escolha. Sou privilegiada nesse aspecto. Penso que a bike é, sim, pra qualquer um. Não há qualquer indignidade em desmontar e empurra-la, se esse for o caso e a bike serve sim, dentre outras coisas, para emagrecer. Por que não? Cada um tem com ela a relação que lhe aprouver. Apenas há de se ter cuidado e não ficar usando um cicloelétrico onde não se deve.

      Em tempo, nunca, de dentro do carro, puder ver, ouvir, vivenciar, sentir cheiros e trocar olhares (tudo para o bem e para o mal) do mesmo jeito como ocorre quando estou com a bike.

      Mas esta é apenas miha opinião.

      • sim, sobre a calçada. hoje vi um, na av. engenheiro caetano álvares, na calçada. sem capacete – o de moto,muito menos o de bicicleta – ou seja, descumprindo legislação….

      • Acredito que você não more no Rio de Janeiro.

      • Odinn, sua bicicleta tem espelho retrovisor, campainha, etc…? Eu sei que não. Portanto reclamar que o cara estava sem capacete de moto enquanto você também anda sem o equipamento obrigatório acaba sendo um pouco hipócrita não acha?
        Eu acho que a briga deveria ser por uma regulamentação mais apropriada que entenda que existem tipos de bicicletas elétricas que não deveriam ser considerados ciclomotores. Você impedir um idoso de usar a ciclovia e obriga-lo a se arriscar entre os carros porque ele usa uma bicicleta com assistência elétrica eu acho errado, do mesmo jeito que acho errado deixar alguém usar algo que chega a 60km/h sem pedalar usar uma ciclovia.

    • Eliane, concordo plenamente com voce. Para muitas pessoas a bike funciona como meio de transporte e nao vejo nada de mal fazer uso das eletricas, pois pode-se acionar o motor ou nao, depende da necessidade.

      Tem pessoas que criticam a poluicao causada pelas baterias que serao descartadas! Gente e este universo de baterias de celular, de pilhas, de carregadores que so servem para um determinado modelo,baterias de carro nao poluem tambem? Nao vejo ninguem fazendo campanhas contra celulares, nem criticando os deseducados que falam nele o tempo todo, em qualquer lugar!

      Acho que devemos respeitar as pessoas que optam pela bike eletrica, pois nem todo mundo tem o objetivo de emagrecer ou fazer exercicio com a eletrica, e tambem por dificuldades de saude ou dores nos joelhos, etc.. simplesmente um meio de transporte como outro qualquer, logicamente respeitando as regras de transito e nunca utilizar-se das calcadas.

  9. Cicloelétrico, seja o que for, gente, pelamordedeus, estamos falando apenas de uma melhor maneira de as pessoas se moverem por suas cidades. Claro que falta uma regulamentação específica para as bicicletas elétricas. Mas no Rio, por exemplo, as ciclovias se interligam; é possível ir do Leblon ao Centro de bicicleta pela ciclovia, e não vejo qualquer problema nisso. Por decisão da prefeitura, é tolerado usar bicicleta elétrica nas ciclovias. Por falta de lei específica é que a biclcleta elétrica é considerada um veículo motorizado como uma motocicleta, daí a exigência do Código Nacional de Trânsito de que o condutor tenha carteira de habilitação, o que é ridículo. Eu tenho carteira há muitos anos e aprendi a andar de bicicleta há poucos meses. Quer dizer, a lei me considerava habilitada a utilizar um veículo que eu simplesmente não sabia usar! A regulamentação tem de passar pelo bom senso coisa que, infelizmente, falta a muitos ciclistas e motoristas. Fora essa questão, o resto é preconceito. Veja bem, eu não tenho bicicleta elétrica: não tenho dinheiro, nem me sinto segura o suficiente para enfrentar trânsito em duas rodas, sejam movidas a pernas ou bateria. Tenho bom preparo físico, pedalo sempre para treinar e ganhar experiência. Mas veja o meu caso: não trabalho entre engravatados, mas não posso me vestir como quem está indo para a praia; vivo no Rio de Janeiro, onde qualquer cinco minutos de pedalada já fazem você suar em bicas; meu prédio fica no alto de uma ladeira digna de desafiar um Lance Armstrong chapadão. Resultado: moro a dez minutos do trabalho e uso o carro todos os dias. Se ganhar mais habilidade e confiança no trânsito, e puder investir, teria, sim, uma bicicleta elétrica.

    • Ae Odinn, o comentário da Eliane é um exemplo claro de que a comparação feita por quem compra uma e-bike é entre o carro e a e-bike. Quem sabe se ela comprar uma bicicleta elétrica, começar a andar no trânsito, perder o medo e ganhar condicionamento físico ela não faça exatamente como eu e acabe comprando uma bike normal.

      • Oi, Felipe, eu tenho uma bike normal. Na verdade, uma dobrável, porque, como disse, moro no alto de uma ladeira íngreme, de paralelepípedos, cheia de irregularidades no pavimento, que dá acesso à rua mais movimentada do bairro, ônibus e carros em mão dupla. É um lugar pouco amigável para bicicletas, na verdade. Malho diariamente e tenho bom condicionamento físico, mas não vejo possibilidade de encarar a minha ladeira — nunca vi ninguém subir de bicicleta ali, aliás. E, como expliquei, mesmo que resolva empurrar a bicicleta na ladeira, mesmo que ganhe segurança suficiente para encarar o trânsito, o restante do percurso me faria chegar no trabalho inteiramente suada, num clima como o do Rio. A bicicleta elétrica seria, sim, a alternativa ao carro. Deixaria para pedalar, como faço sempre, por lazer e prazer nos fins de semana.

    • Eliane, fui ao Rio em março e percebi que voces estao mesmo muito mal servidos de motoristas cidadãos. Ninguem respeita pedestre, quase fui atropelada com meus filhos na faixa de segurança e vi gente com cara de ofendida quando reclamava meu direito.
      Voce parece querer usar mais a bike. Se você mora tão perto do trabalho, por que nao experimenta ir de bike mesmo assim? Deve ser puxado subir sua ladeira empurrando a bike, mas quando você se der conta dos benenficios psicologicos da bike, nao conseguira ficar sem fazer seu trajeto de carro e não vai se importar de empurrá-la.
      Tente fazer seu trajeto no domingo, quando tem menos transito e se familiarize com o caminho. Sinta o percurso, as paradas, as arrancadas, os carros. Comece indo de bike uma vez por semana, depois duas, tres, até chegar numa frequencia que você considere bacana.
      Você pode ser o agente de uma mudança no seu percurso. Eu percebo a diferença no meu: como os motoristas e trabalhadores do percurso já me conhecem, sinto que existe tolerancia. As gentilezas que voce vai trocar sao impossiveis de se viver dentro do carro.
      É estatístico: quanto maior o numero de ciclistas na rua, menor o número de acidentes.
      Boa sorte na sua escolha.

  10. acontecido agora há pouco, 23:10, na subida da rua irmão joão creff, zona norte, final da av. engenheiro caetano álvares. eu, cansado, de pé desde as 5 da manhã. voltando finalmente para casa. subida. bike pesada, com pneus largos. lento. carros passando. alguém me grita na orelha: “pedala, mané!”. era um “piloto” de bicicleta elétrica, tirando fina, tirando onda.

    • Hahahaha! Você deve ter ficado muito puto. Se você já tinha ficado bravo naquele dia que eu te passei na Henrique Schaumann na boa a ponto de se matar para me passar de volta, eu imagino como você ficou hoje estando cansado demais para buscar o cara. Queria estar junto para ver sua cara, hehehehe!

      • não, puto não. apenas reconheci mais um racista enrustido. o horror que o brasileiro de classe média tem ao esforço físico e ao suor do corpo, tem a mesma origem que o motivo que o impede de dividir o vestiário que os empregados menos graduados do seu trabalho usam pra trocar as roupas, tirar o uniforme de faxineiros, por exemplo. aí, o que é alguém pedalando à noite usando calça jeans? é o pobre, aquele que pode ser xingado, aquele que é um mané por fazer esforço físico, o trabalhador braçal, o garçon que trabalhou até tarde servindo outros, o faxineiro, o porteiro… (e não um prof universitário, advogado). ou seja, é aquele que pode ser pisado, xingado, agredido. nada diferente do que sofrem meus alunos negros, quando parados em pontos de ônibus, ou mesmo quando estão em suas bicicletas, agredidos, xingados nas ruas. pra quem já foi atropelado e xingado no chão, quando se arrastava pra sair da pista, o que é esse grito na orelha? nada que me deixe puto. apenas confirma a tese do roberto da matta, o embranquecimento pelo uso do motor… qualquer motor. ou seja, tá muito longe ainda o dia em que poderemos querer ser primeiro mundo. na hora eu lembrei desse texto: http://blog.daniduc.net/2009/09/14/da-relacao-direta-entre-ter-de-limpar-seu-banheiro-voce-mesmo-e-poder-abrir-sem-medo-um-mac-book-no-onibus/ – e claro, lembrei que perna não se compra, nem se nasce (duas coisas que o brasileiro preza: não fazer, mas comprar, não trabalhar, mas herdar), mas se cultiva. e esse conceito é refinado demais para mentes tacanhas e preconceituosas. é um conceito libertário demais, depender apenas de si próprio, seja pra subir um morro pedalando – e suando, pq não? – seja pra lavar o próprio banheiro, seja pra ter uma carreira acadêmica. paciência, atraso cultural é isso.

  11. (…) é um conceito libertário demais, depender apenas de si próprio, seja pra subir um morro pedalando – e suando (…)
    Hoje cheguei no prédio na mesma hora que a diretora do jurídico (caminhonetão preto) e a moça do M&A (Sedãnzão preto) e por um problema no elevador deu tempo de eu prender a bicicleta e acompanhá-las.

    Vou dizer para você que quando as pessoas vem isso a reação é espanto, porque eu não precisava fazer aquela agressão a mim mesmo (“você sobe a Angélica???”), afinal, sou branco, olhos claros, alto e elas sabem que ganho o suficiente para manter um grande bólido.

    Só para aumentar o espanto eu mostro a foto da Vivi que tem 1,58m e faz o mesmo trajeto que eu todos os dias. Também por opção, pois tem um metrô na frente de casa e outro na frente do trabalho. Ela diz que deixa o metrô para quem realmente precisa.

    É muito estranho alguém “que não precisa” decidir cultivar as pernas e se submeter a suar todos os dias, contudo, existe uma ilusão ali. Eu achava que era mais livre por ser branco e ter educação formal, só que não existe maior prisão do que viver a vida da classe média brasileira. Trata-se de uma vida onde existe somente a ilusão da escolha, a ilusão da liberdade que pode ser comprada, apenas comprada.

    Eu penso muito no livro 1984. No livro ou você fazia parte do partido e vivia sob regras rígidas, com um status superior, ou você era prole, gente largada no mundo, bagunceira e festeira que até cantava. Os páreas da sociedade.

    Alguém no livro repetia “a salvação está nos proles!”.

    Você se torna branco através do uso de motores e se torna preto quando faz força física e fica suado. Nunca vou saber de fato como é ser preto, mas repito que usar a bicicleta e as minhas forças para me deslocar em São Paulo me dão uma ideia aproximada.

  12. A bicicleta elétrica é um conceito de mobilidade urbana, não é para esporte ou performance, os preconceituosos de plantão que se consideram esportistas deveriam abrir suas mentes para quem procura soluções criativas e economicas para se locomover, a bike elétrica proporciona menor dependência do carro ou transporte público, deve ser usada e aplaudida, pois a indústria sempre vai baixar o IPI para voce entupir sua cidade de carros e ficar 2 horas no transito diariamente. Trabalho com uma bike elétrica diariamente e minha qualidade de vida melhorou 100%, ganhei tempo, e economia garantida.

    • tânia, vc trabalha com um ciclo-elétrico.

      • Odir, ela vai de bike elétrica todo dia pro trabalho e vende e-bikes. Minhas duas e-bikes eram da Generalwings, onde a Tânia trabalha, eles são um dos poucos que trabalham com pedelecs por aqui. E até onde eu sei são os únicos que fabricam e-bikes por aqui, somente o motor e a bateria são importados, todo o resto é fabricado aqui no Brasil, inclusive o quadro.
        Quem conheceu as e-bikes que eu tive sabem que elas são muito mais parecidas com uma bicicleta do que com uma moto, principalmente por serem pedelecs (assistência elétrica) o que te obriga a pedalar o tempo inteiro, parou de pedalar o motor para de ajudar. Como eu já disse aqui essas e-bikes deveriam ser consideradas bicicletas para questões legais, assim como é na quase totalidade dos países que as regulamentaram.

  13. Alguém poderia me informar se a bicicleta (ou ciclo elétrico, se preferir) daytona 800w da scooter brasil é boa? Preciso me locomover por apenas 3 km, de minha casa ao meu trabalho, um pequeno trajeto mas que de carro me consome tempo demais, de bike “normal” não rola pois carrego computador e tem uns morrinhos (nada muito ingrime, mas bem cansativo) no caminho e minha rótula não aguenta a subida. Estou querendo comprar essa pois vi no submarino com um preço legal e o principal, meu cartão do submarino cobre o valor (pois ainda é difícil a compra parcelada, pelo menos na cidade que moro, no interior de MG). Alguém poderia me ajudar com essa informação? Desde já agradeço.

  14. Ora, me parece que não foi abordada a questão das bicicletas elétricas que têm um motor elétrico complementar, o qual não funciona sem que o ciclista esteja pedalando. As mesmas não são veículos automotores. O motor “de reforço” é indicado para uma variedade de situações – pessoas idosas, convalescentes, ida ao trabalho, terreno acidentado, etc, etc. O post original me parece um tanto radical, existe uma variedade de tons de cinza entre o preto e o branco. Testei uma bike deste tipo na Europa e adorei, a sensação é de pedalar uma bicicleta leve em terreno plano. Nâo é um “grande esforço físico”, mas é equivalente a, digamos, uma caminhada. Muito melhor do que ser sedentário motorizado!!! Tenho certeza de que muita gente que jamais iria ao trabalho de bike convencional, especialmente se morar numa área cheia de aclives e declives, se animaria com a bike elétrica deste tipo. Aliás, é este tipo para o qual está em estudo a liberação pela legislação. A minha sugestão é que, para que uma bike seja considerada bicicleta elétrica e não ciclomotor nem moto ou equivalente, ela seja de “co-esforço humano obrigatório”. Abraços e muito respeito por todas as opiniões. :)

    • claudia, pela resolução 315 do contran, qualquer motor colocado numa bicicleta a descaracteriza como tal, caracterizando-a como ciclo-elétrico. bicicleta não tem motor, nem complementar.

  15. Viva a racionalidade e facilidade das Bicicletas Elétricas! Quem quiser pedalar debaixo de um sol escaldante enquanto segue para o trabalho e chegar lá todo melado de suor que o faça. Uso meu carro à noite ou quando chove, fora isso só ando com minha Bike Elétrica com certeza, certeza de silêncio, de economia, de ar puro, de uma vida mais inteligente e limpa. Que venham as Bicicletas Elétricas e tirem cada vez mais carros das ruas!

  16. Olá! obrigado por levantar o tema mais uma vez…rsrs
    Tenho lido em diversos foruns e blogs sobre o assunto e percebo que está se havendo um radicalismo sobre o assunto. Há mais de 10 anos ando de

    bike e meu percusso diário é cerca de 30 a 40 km…e isso no transito louco da cidade do rj. E apesar de ser usuário de bicicleta tradicional, percebo diversos pontos positivos na BIKE ELÉTRICA ( um nome não irá mudar em nada a usabilidade do produto e sim a categorização do mesmo, besteira enfatizar ciclo-motor quando na integra estamos falando do mesmo produto…Bike elétrica) . Eu poderia escrever aqui um livro só pra explicar a boa utilização da elétrica, mas vou me reduzir a tópicos:
    – menos uso de carros – ou voce prefere continuar em meio a poluição proveniente desses veículos e a degradação do planeta?

    – baixo nivel de extração de matéria-prima do planeta, quando comparado com outros veiculos automotores.

    – baixo nível de manutenção oferecida ao usuario e ao planeta. Ou voce prefere derramamento de oleo em nossos oceanos para manter a circulacao de carro, motos a afins?

    Como disse, poderia escrever um livro…mas fico com uma breviíssima opinião…

    Alguns estão carregados de tanto preconceito e mentalidade limitada que esquecem de pensar Como um todo, olham apenas para o próprio umbigo e não percebem que frente ao coletivo ele não é nada! A elétrica é uma alternativa para o coletivo e SIM, precisa de regras bem lapidadas para utilização, mas bem longe do que sugere o denatran!

    Lembrando que eu nem ando de elétrica….fica aí minha opiniao pra ser criticada até a última virgula rsrs.

    • só me responde uma coisa: qual a vantagem ambiental – note, ambiental, não a da preguiça, de subir sem fazer esforço e não suar – que o ciclo-elétrico tem sobre a bicicleta? tudo o que vc listou como vantagens do cicloelétrico a bicicleta já tem faz tempo, e com vantagens. a questão não é carro x ciclocelétrico. é cicloelétrico x bicicleta.

  17. desculpa, longe do que sugere o contran…

  18. Sou um motorista. Morava em uma cidade grande, mas nada comparada a São Paulo, e usei carro há 20 anos para tudo. Mesmo. Tipo ir da minha casa para a esquina comprar pão. Há pouco mais de 3 meses mudei para São Paulo e a realidade do trânsito me fez pensar em uma alternativa já que não conseguia mais ficar uma hora dentro do carro para o percurso de 5km de casa ao trabalho. Comprei uma bike elétrica e agora faço o percurso em menos de 10 minutos. Se não existissem as bikes elétricas o que eu faria? Compraria uma bike normal? Não, e sim uma moto, scooter ou qualquer coisa com motor a combustão…

    Eu sou um babaca que não estou nem aí para meio-ambiente, para minha saúde ou para a mobilidade urbana como um todo. Quero somente a maneira mais rápida de me levar do caminho A ao B. E a bike elétrica faz com que mesmo esse pensamento extremamente egoísta, tenha como efeito colateral benefícios para a sociedade como menos poluição, menos trânsito, etc…

    A bike normal traz ainda mais benefícios? Bacana! Algumas pessoas preferirão as elétricas pelas normais então. As outras, ao menos, terão substituído os seus carros pela elétricas.

  19. ate concordei com sua filozofia sobre a bike eletrica. So nao gostei da quando vç fala de uso de roupas isso vç ja praticou um crime contra os direios e costume nao tem nada haver com bike. Falo revoltado!!